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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

16
Mar21

Uma história com princípio, meio e sim 5#

!AJUDA DO PÚBLICO! O baile de um casamento pode começar de dia?

E assim se estraga o ritmo de escrita. Janeiro e a metade de Fevereiro foram um mimo, mas depois lá se foi tudo pelo cano. É quase paradoxal o estado de estagnação em que todos vivemos neste momento, comparando com o nosso estado de espírito; se por um lado me sinto também parada, inerte, com falta de fazer coisas, por outro estou cansada, extenuada como se andasse a mil à hora e o mundo estivesse a girar ao mesmo ritmo de há dois anos. É estranho.

E mais estranho ainda é estar a preparar um casamento neste ambiente. Apesar do processo não estar de todo parado, tudo o que é colossal está ainda em stand-by: eu não tenho vestido e ainda não fiz sequer a primeira prova com a pessoa que mo vai fazer; o noivo não tem fato (e ninguém tem coisas para vestir, de uma forma geral); ainda não voltámos à quinta depois da primeira visita, por isso ainda não decidimos nem experimentámos menus, nem conseguimos organizar a festa em si; e o casamento pelo civil, com todas as conservatórias fechadas, ainda nem sequer foi tratado. Por outro lado todos os detalhes mais pequenos já estão tratados ou escolhidos: alianças ainda não compramos mas já sabemos quais queremos, já temos cones de papel personalizados para colocar as pétalas, já temos caixinha para as alianças, alguns souvenirs, alguma decoração. Ah, e os convites! Muitos deles já foram entregues e, com a rapidez na resposta, não tarda nada e temos de nos atirar ao pesadelo de organizar as mesas.

Mas, neste momento, mais do que qualquer outra coisa, sinto-me muito preocupada com o planeamento da festa. Sinto-me uma incompetente ao tentar organizar um casamento - e uma festa - quando só assisti a dois casórios em toda a minha vida e nunca fui a festas ou entrei sequer numa discoteca. Pior: eu e o Miguel somos aqueles dois gatos pingados que ficamos sentados na mesa enquanto toda a gente faz a dança do quadrado em plena pista de dança, durante o auge da festa. Por isso a questão que se põe é: como é que esses dois seres, que neste caso são os noivos, vão realizar uma boa festa? Tenho muito medo que as pessoas saiam do meu casamento a pensar "que seca que isto foi"...

Aquilo que tenho feito é ouvir a opinião de pessoas conhecidas e que são, claramente, party people. Pessoas já calejadas em festas e casamentos, que sabem o que resulta ou que, pelo contrário, faz com que existam momentos mortos. Não sei quanto a vós, caros leitores, mas se também se encontram neste leque de pessoas que gostam de abanar o capacete (ou se simplesmente tiverem uma opinião pertinente a dar), ajudem aqui esta alma perdida.

Vou casar a um domingo. O casamento vai começar cedo, antes do almoço, de maneira a que aproveitemos bem o dia e que quem quiser sair cedo, de forma a poder estar acordado e decente para trabalhar no dia seguinte, o possa fazer. Isto não quer dizer que o casamento tenha de acabar à 1 da manhã obrigatoriamente; o que quero é que as pessoas que têm que sair a essa hora sintam que se divertiram e que aproveitaram todas as fases do casamento devidamente. Que partilharam um momento feliz connosco, que comeram, beberam e se divertiram à fartazana, mesmo que a festa não se alongue pela noite dentro. 

O plano é: casar - acepipes e fotos - almoço - corte de bolo - abertura de pista - jantar - continuar a dançar. A questão aqui é que a abertura da pista, a correr como planeado, vai ser durante a tarde - e aquilo que me parece é que as pessoas acham estranho dançar de tarde. Eu nunca fui de dançar - e, como tal, é-me indiferente fazê-lo de manhã, à tarde ou à noite. Mas há uma mística qualquer em relação à noite que eu desconheço e que deve também ter que ver com a bebida (que, só por acaso, eu também não consumo). 

No meio de todo este processo dizem-nos sempre que o casamento é nosso e que devemos fazer como acharmos melhor. Mas, por outro lado, também nos dizem que apesar de sermos nós a casar, a festa é para os outros. Dá-se uma no cravo e outra na ferradura, basicamente. Eu sei bem que este é o nosso casamento e tenho feito um esforço muito grande para o fazer à minha medida, sendo que planeio ignorar à grande algumas tradições amplamente implementadas. Mas a verdade é que seria impensável fazer isto totalmente à nossa visão: se assim fosse não haveria necessidade de haver álcool envolvido nem faria sentido haver pista de dança, pois nenhum de nós tem na dança um entretenimento. Por mim organizava a festa como faço (ou idealizo) um Natal ou um ajuntamento de família e amigos: com música, muita conversa e jogos de tabuleiro à mistura. Mas cedemos a algumas coisas porque é um casamento, porque faz sentido e há coisas que para todos os efeitos são obrigatórias para que todos estejam felizes e confortáveis - acho que seríamos linchados se, em vez de champanhe para brindar, puséssemos champomy porque nenhum de nós bebe álcool, não é?

A questão aqui é: qual a linha que separa as coisas "obrigatórias" das outras em que podemos mexer? Faz-vos confusão o baile ser de dia (ou pelo menos parte dele?? Qual é a mística que se perde? O que faz de um casamento um BOM casamento? Ajudem!

 

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