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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

28
Set21

Uma história com princípio, meio e sim! #17

Estacionário, DIY e compras do AliExpress

Os convites foram a única coisa, ao nível de estacionário, que mandamos fazer fora. Mais uma vez, foi através do site casamentos.pt que descobrimos a Diferente e, em pleno confinamento, não tivemos grande solução senão tratar de tudo por email. A verdade é que foi tudo tão ou mais simples do que se tivessemos ido lá, muito graças ao site bem trabalhado que eles têm e às respostas rápidas, práticas e esclarecedoras do Pedro. O processo foi muito simples: depois de darmos uma vista de olhos no vasto catálogo online que têm disponível, escolhemos o estilo de convite que queríamos, propusemos algumas alterações e escrevemos o texto à nossa medida. Uns dias depois tínhamos um protótipo em casa. Depois de dado o ok, foi esperar cerca de duas semanas e chegou-nos uma caixa cheia de convites, prontos a distribuir pela família e amigos.

Foi através dos convites que demos o pontapé de saída para a temática do nosso casamento: campestre, verde e com traços entre o clássico e o moderno. O design original do convite já tinha folhas de oliveira, que quisemos manter, pois para além do lado estético, têm um simbolismo bonito (glória, abundância, paz); mandamos fazer um sinete com as nossas iniciais, para fechar o convite - era algo que queria muito, pois lembra-me o meu pai, de ser pequena e de ele derreter cera para que eu pudesse "pisar" uma carta com um sinete que tínhamos lá em casa. Para além do texto habitual do convite (mais visual e moderno que os tradicionais), acrescentamos um poema na parte de trás, que a minha mãe me ajudou a escolher. Fernando Pessoa, claro está. Foi um detalhe que poucos repararam - a tal história dos pormenores de que falei - mas que, para mim, foi importante.

Gostei muito do resultado final dos convites e ainda hoje adoro olhar para eles. Há muita gente que agora dispensa os convites em formato físico, pois são um gasto extra, não acrescentam nada (para além de espaço na gaveta) e é uma opção mais ecológica. Mas, no nosso caso, não era muito exequível; a idade média dos convidados era acima dos 50 anos, não temos o email da maioria (e muitos deles não terão sequer email), e por isso teríamos de pedir contactos, pré-anunciar o casamento e em alguns casos não passaria disso, porque há muita gente ainda distante de tecnologias. Se é algo que as pessoas guardam e só vêem uma vez por década? É. Mas é uma memória, e não há coisa que eu preze mais na vida.

Não foram baratos (50 convites custaram cerca de 300 euros, incluindo o sinete personalizado que mandamos fazer) - mas compensamos o investimento em tudo aquilo que depois fizemos dentro de portas. Foi importante para termos uma inspiração, algo em que nos pudéssemos basear e seguir. 

 

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Em relação ao table sitting, aproveitámos uma ideia da própria quinta para apresentar a distribuição dos convidados pelas mesas. Correu bem porque que, na verdade, não podia ser mais de acordo com o nosso tema: trata-se de uma oliveira em que são presos cordéis, onde depois são colocados os cartões das diferentes mesas. Não tenho nenhuma foto global do aspeto da oliveira no meu dia de casamento, mas mostro abaixo o efeito, num outro casamento.

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(foto: casamentos.pt)

 

 

Como de costume, não quis ser simples e dar números às mesas. Foram meses a pensar nisto e, pelo menos, outro mês a executar. Queríamos que até as coisas mais básicas tivessem significado e a nossa ideia foi utilizar as mesas e os menus para nos dar a conhecer, assim como a nossa história de amor (afinal de contas não era por isso que estávamos todos lá?); tanto eu como o Miguel somos pessoas reservadas, que não partilham muito sobre a sua vida íntima/amorosa, e por isso a maioria dos convidados não fazia ideia de como nos tínhamos conhecido ou apaixonado. Eram 14 mesas - cada uma com o nome de um capítulo da nossa vida a dois. Mas fomos além do nome: cada convidado encontrou, por detrás da sua ementa, uma das 14 histórias que escrevemos sobre a nossa história de amor. No fundo, 14 capítulos da narrativa que culminava naquele dia tão especial.

 

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Tentamos que as pessoas reparassem e percebessem esta ideia através de uma plaquinha de madeira que colocamos no fundo da tal oliveira. Porque para além de nos darmos a conhecer, tínhamos também a intenção de quebrar o gelo que eventualmente pudesse existir em mesas com pessoas que não se conhecessem tão bem, levando-as a trocar e comentar as histórias que iam lendo. Escusado será dizer que não resultou muito bem; na placa ninguém reparou e as histórias, modéstia aparte, também não tiveram o devido destaque. Tivemos o cuidado de as distribuir de forma a que não se repetissem em nenhuma mesa; no entanto, para ler toda a narrativa, era necessário falar com outras mesas e fazer trocas.

Apesar de achar que a adesão não foi a melhor, foi muito bom ver que, enquanto se esperava pela comida, havia pessoas a ler aquilo que, com tanto carinho, escrevemos e preparamos - e houve quem de facto se esforçasse para ler todas! Foi dos detalhes mais morosos de todo o casamento, mas dos que nos deu mais gozo. Primeiro porque fez com que revivessemos todos os momentos mais importantes da nossa jornada juntos e segundo porque, claro, é a minha praia! Adoro escrever! Foi um dos segredos do casamento que guardamos até ao último minuto - ninguém sabia, à excepção do meu pai - e é das coisas que mais me orgulho no meio de toda a organização e sei que é um pormenor que gritava "Carolina!" e que foi pensado com muito amor.

 

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A distribuição da comida na ementa foi uma private joke que poucos entenderam, pois estava distribuída com "princípio", "meio" e "sim!" - uma alusão a esta rúbrica aqui no blog. 

 

(podem clicar nas fotos de forma a ler as histórias - duas das catorze que escrevemos)

 

E porque aqui os louros são merecidos, reforçar que foi tudo feito por nós: desde o design e a conceção dos menus (parece fácil, mas só descobrir aqueles clips do topo foi o cabo dos trabalhos!), até ao corte e "clipagem". Fizemos vários protótipos, tentamos várias modalidades, imagens, papéis... e acabou por ser este o resultado final. Comprei o papel kraft (o mais escuro) e outra cartolina mais clara na Craftelier, assim como um furador-mini e os brads (os clips). Imprimimos em casa dos meus pais e cortamos tudo com uma espécie de guilhotina da Tiger que tinha parada há anos. Os tronquinhos que seguravam o nome das mesas foram comprados no AliExpress (uma das várias compras que lá fiz, algo que falarei mais abaixo).

 

Acima já vos mostrei uma das plaquinhas de madeira que distribuímos pela quinta: apesar de todas terem um vertente decorativa, algumas tinham um objetivo ou mensagem concreta que queríamos passar. Ainda procurei fornecedores para fazer isto, mas uma placa simples a dizer "bem-vindo", com os nossos nomes, custa facilmente mais de 60 euros. Por isso, mais uma vez, foi um trabalho de DIY que fizemos em conjunto e que nos deu demasiado trabalho para o feedback que teve - mas que compensou por ter ficado exatamente como sonhámos. Comprei uma placa de dois metros por 50cm no Leroy Merlin (por 16 euros!) que mandei cortar com as medidas que queria. Em casa, depois de uma breve lixadela, demos-lhe com uma espécie de tinta que as escureceu e lhes deu um ar mais rústico. Depois veio a parte pior: escrever os dizeres das placas (que queríamos que fossem giros e não meramente indicativos), fazer o seu design, cortar o vinil (o Miguel trabalha na área e por isso temos essa facilidade) e colá-lo na madeira (que foi um inferno, porque não nos lembramos que cola e madeira com verniz não combinam muito bem). 

Acabamos por fazer seis placas: uma de boas-vindas, outra com a cronologia do dia, uma para colocar junto ao livro de assinaturas, outra na árvore do table sitting, uma com a hashtag do casamento e ainda outra junto aos leques que colocamos à disposição dos convidados, também para servir como souvenir. Se eram todas necessárias? Não. Mas tínhamos madeira de sobra e, mal por mal, decidimos aproveitar. A placa de boas-vindas e a cronologia foram as que tiveram mais impacto (também eram as maiores), mas eu gosto muito da estrofe que fizemos para colocar na oliveira. 

 

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Sobre os cavaletes: a quinta tinha um, nós levamos outro, que a minha mãe utiliza para fazer as suas pinturas

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O livro de assinaturas também mandamos vir do AliExpress. Ficou muito giro mas teve pouquíssima adesão, por isso ainda bem que não foi algo em que gastámos demasiado dinheiro.

O AliExpress, para além de ser a fonte de inúmeras ideias e inspirações, foi na verdade um dos nossos maiores parceiros. Foi lá que comprei a primeira coisa para o casamento - o tal leque para oferecer aos convidados. A ideia era boa, mas para além de não ter estado muito calor, a data que mandei gravar estava errada (culpa minha, porque me precipitei e comprei os ditos antes de ter marcado o casamento, ficando assim marcada a data que inicialmente queríamos e não aquela que efetivamente acabou por ser). Mas não foi por isso que deixamos de os dar, explicando depois aos mais atentos aquilo que se tinha passado.

 

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Também foi do AliExpress que mandei fazer a caixinha de transporte das alianças, assim como os cones para as pétalas - tudo personalizado com o nosso nome e data de casamento. As opções são infinitas e muito baratas comparadas com as opções que aqui existem, por isso acho que compensa muito pensar nestas coisas pequeninas com tempo e mandar vir de lá. Se não correr bem, o investimento também não é grande.

 

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As caixas que usamos para colocar os cones de pétalas foram as mesmas que, mais tarde, serviram para colocar as suculentas para oferecer. Algumas das pétalas foram fornecidas pela Verónica; outras foram aproveitadas dos ramos que a minha mãe havia recebido no seu aniversário, duas semanas antes do meu casamento. Viva a reciclagem e reutilização!

Com este post termino a parte chata (mas eventualmente útil) que diz respeito às compras, aos fornecedores e a tudo o que se tem de pensar/aquirir/fazer para um casamento "normal" tomar forma. A organização em si está toda aqui. Alguma dúvida, já sabem que a caixa dos comentários é a serventia da casa ;) 

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