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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

17
Mar20

As saudades do abraço de um pai (ou de uma mãe)

É uma sensação estranha estar privada do contacto físico com os meus pais. As saudades de um abraço e um beijo dos pais é uma coisa comum de se ouvir - mas da boca de quem os perdeu. No entanto, nestes tempos estranhos que correm, as carícias são proíbidas: não porque eles não estão cá, mas precisamente porque os queremos por muito mais tempo.

Por um lado sou uma sortuda, porque decidimos em conjunto (e pelas várias condicionantes que temos - nomeadamente por eu e o meu pai continuarmos a trabalhar, ainda para mais no mesmo meio) que continuaria a frequentar a casa deles - e por isso falo-lhes sem ser a um telemóvel de distância. Por outro lado, preferia estar em casa - e saber que eles estariam na deles, isolados de qualquer perigo que eu possa vir a transmitir-lhes (independentemente de máscaras, da ausência de toques ou da quantidade de vezes que esfrego as mãos com sabonete). 

É estranho que no momento em que mais sinto falta do colo da mãe, ela não mo possa dar. Que queira dar um aperto de mão, em forma de alento, a qualquer um dos dois... e não o possa fazer. Que estes dias, os que não podemos abraçar-nos, sejam os mesmos em que percebemos a importância desse aperto peito-a-peito, e a força que transmite.

01
Mai13

Desequilíbrios

Eu acho que ninguém é cem por cento equilibrado. Há sempre coisas que falham nos nossos objectivos de vida, balanços que não conseguimos alcançar. Todos nós devíamos ter uma percentagem certa de amor, sucesso, trabalho,... mas, como é óbvio, ninguém é perfeito e ter tudo nas quantidades certas é impossível. Acima de tudo porque nós não podemos ser bons em todas as áreas e acabamos por compensar, e com razão, as áreas com menos sucesso com aquelas em que nos saímos melhor. A isso chama-se ser inteligente, porque só aproveitando aquilo que temos de melhor - em tudo - podemos ser verdadeiramente bons.

E a verdade é que ao longo dos tempos vamo-nos habituando a conviver connosco próprios, com os nossos defeitos e qualidades, lados bons e maus e ficamos a saber com o que contar. Se por um lado criamos expectativas quando sabemos que somos bons e podemos suceder, por outro ligamos o "descomplicómetro" e deixamos que as coisas fluam, quando temos a consciência de que não fazem parte dos nossos pontos fortes. É assim a vida, ninguém é bom a tudo.

Apercebi-me foi que, quando nos deixamos desiludir e passamos a não ser tão bons naquilo que antes éramos excelentes e continuamos a ser uma merda naquilo que éramos maus, isso sim, é chato.. Muito chato, desincentivador e frustrante. Pode ser temporário, uma baixa momentânea, uma fase menos boa. Ainda assim, não deixa de ser má e de nos doer bem cá dentro. E é só isso que se passa.

15
Jan12

Uma forma diferente de expressão

Não sou uma pessoa propriamente carinhosa. Não dou muitos beijinhos nem abraços,o que leva muitas vezes as pessoas a pensarem que sou fria e distantes - ou, no mais extremo dos casos, que não gosto delas (o que não é de todo verdade).

Mas tenho os meus momentos. Exprimo-me a maioria das vezes pelas palavras - sinto necessidade de dizer "gosto muito de ti" ou "tenho saudades tuas" de quando em vez. Por telefone ou por mensagem. Preciso que saibam que independentemente do meu pouco carinho físico, o sentimento é verdadeiro. E quando o digo, as minhas palavras são as mais sinceras do mundo; porque também não as digo a muitos. No entanto, há vezes em que preciso de um beijo ou de um abraço. E peço-o, e digo-o. E quando mo dão, eu sinto-me a pessoa mais a aconchegada do mundo. E são, muitas vezes, esses pequenos momentos que fazem o meu dia.

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