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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

12
Dez25

O limite de caracteres não é coisa que me assiste

Há dias uma antiga blogger - agora influencer das redes digitais que rendem alguma coisa - respondeu à pergunta de uma leitora que questionava o porquê de já não escrever mais no seu blog, um dos mais famosos do passado. Ela foi simples e perentória: os blogs estavam mortos, não fazia sentido cá continuar.

E eu pensei: se é verdade que muito pouca gente ainda cá anda, também o é que não existe nenhuma plataforma que ofereça aquilo que esta oferece. Se aquilo que nos motiva é escrever, não há mais nenhum sítio onde o possamos fazer tão livremente como aqui. E se por um lado percebo que as influencers se tenham ajustado ao modelo de negócio que lhes rendia, obrigando-as a cingirem-se às imagens e vídeos, de preferência curtos, para corresponderem à expectativa dos cérebros com concentração de peixe que estão do outro lado do ecrã - por outro não percebo como é que partindo de uma narrativa de "gosto de escrever e é aqui que o posso fazer com liberdade" passamos todos para os instagrams e facebooks desta vida, onde o número de caracteres são contados (e a exposição que temos é inversamente proporcional ao número de palavras que escrevemos). Já nem falo do Twitter - ou X - onde nos obrigam a resumir tudo numa frase curta. Não é para mim.

Não que tenha dificuldade em resumir as coisas - sou capaz de o fazer, e é o que acontece no dia a dia, onde não tenho vontade, tempo ou espaço para escrever e explicar as coisas conforme me apetece. Mas quando tenho um tema e reúno todas as condições para o desenvolver, sinto-me feliz por ter uma plataforma que agrega e aceita tudo aquilo que tenho para dizer. Onde não tenho de dividir os meus textos por cinco comentários ou onde, por ter letras a mais, os meus posts não são desvalorizados em relação aos restantes, feitos só com imagens. Gosto de escrever e gosto de ler o que escrevi - e a pessoa que fui - passado uns anos; gosto de ler sobre os sítios onde passei, de reviver o que já vivi. Posso não ter as visitas ou os comentários do passado, posso não ter a disponibilidade que tinha para escrever diária ou semanalmente, mas conheço o sitio onde a minha forma de estar se encaixa. Que é aqui. Mais ou menos morta, com mais ou menos afluência, mas é aqui.

Este post foi motivado por um texto - que achava ser pequeno - que escrevi para o instagram, no dia 1 de Dezembro, acompanhando um vídeo da Christmas Band que integrei em 2023. O Instagram não só não me permitia publicar o texto todo como me obrigou a parti-lo em três (descrição mais dois comentários), mostrando-me claramente que não é o sítio certo para mim. Deixo, por isso, o texto e o vídeo aqui: 

 

Há dias o meu pai mostrava-se feliz por a festa de Natal não ser este ano em nossa casa. "Assim têm menos trabalho", argumentou. E eu, abanando a cabeça - num misto de pena, tristeza e frustração, disse-lhe simplesmente: "não percebes nada".

Porque aquilo que o meu pai chama de "trabalho" é o meu sinónimo de Natal. O meu Natal é um caminho, não é um dia. O Natal é fazer a árvore de três metros da minha mãe, suar enquanto subo e desço as escadas e ficar feliz ao fim de cinco horas quando dou a missão por terminada; o Natal é abrir um documento nas notas do telemóvel, algures em Setembro, com uma ideia de prenda, após uma inspiração qualquer dada por uma montra algures; o Natal é ir comprando uma bolina por semana durante o mês de Dezembro; o Natal é ter a agilidade mental de perceber como sentar trinta e tal pessoas em duas mesas; o Natal é acordar às 7h da manhã para ir fazer doces; o Natal é obrigar-me a pensar como se veste determinada pessoa, os seus gostos e personalidade de forma a arranjar-lhe um presente que lhe aqueça a alma; o Natal é babar-me a pensar que vou ter mais uma oportunidade de ouro para comer o cabrito da minha mãe; o Natal é luz quente e lareira a crepitar, casacos aconchegantes e feirinhas de rua; o Natal é ir racionando durante o mês os presentes para embrulhar, garantindo que consigo embrulhar prendas durante o maior número de dias possível; o Natal é ansiar pelas rabanadas e bolo-rei, pondo-lhes o dente por antecipação, e chegar ao dia 25 e não comer nenhum deles.

Escrevo isto porque hoje, dia 1, é por excelência, aquele em desempacotamos tudo o que é Natal dos nossos arrumos. (Eu andei durante anos a tentar contrariar esta tendência e fui quase sempre mal sucedida - agora decoro tudo quando me apetece, uma autêntica vitória da vida adulta!) É o arranque oficial das festividades e, por isso, achei a data certa para partilhar algo que ainda não tinha visto a luz do dia: um vídeo da primeira e única atuação da nossa Christmas Band, nascida e cessada em 2023, altura em que alguns dos músicos da família se decidiram juntar e fazer uma surpresa musical aos restantes - por acaso, toda a banda era do meu núcleo familiar, o que tornou tudo isto ainda mais especial. O contexto já não era famoso - o ano estava a acabar e 2024 já nos cheirava a esturro, muito embora ainda não soubéssemos o quanto. Mas, ainda assim, juntamo-nos; mesmo quando as notícias más se iam adensando, nós mantínhamos os ensaios (afinal de contas, the show must go on).

Aquele mês de Dezembro foi, de longe e desde que vivemos em casas separadas, aquele em que mais vezes me juntei com os meus irmãos - eram ensaios de fim de semana, ensaios de fim de dia, jantares, lanches e uma casa (a minha) sempre virada do avesso. Colunas em cima da pesa, pautas espalhadas no piano, cabos, amplificados e microfones; barulho, às vezes, a ultrapassar o limite das 22 horas - mas, ao menos, dávamos música aos vizinhos. Foi um mês atarefado, cheio, duro. Mas feliz.
O concerto correu bem, a família não esperava e adorou cada momento, tal como nós. E, alinhando-se perfeitamente com o espírito natalício, aquilo que mais me recordo e que mais gostei não foi do concerto - foi do caminho. Tal e qual como no Natal, em que nunca dou por mim a ansiar pelo dia 25, que tantas e tantas vezes me defrauda. O fim não é aquilo que mais desfruto ou que mais almejo: aquilo de que realmente usufruo é do processo.

Por isso, sabendo que o Natal é uma época delicada e que todas as razões para gostar ou não gostar dele são válidas, relembro que restam 23 dias para conseguirem usufruir deste caminho numa atmosfera que, queiramos ou não, é única no ano. O dia 25 não é o objectivo; é só um fim para viver o meio. E aproveitem o meio - nunca sabem quando é o vosso último concerto (ou de qualquer membro que faça tocar o vosso coração).

 

08
Set25

Pôr termo ao scroll

Não sei quanto a vós, mas eu debato-me diariamente com o scroll nas redes sociais. Sei e sinto que não me faz bem e pouco me acrescenta. Podia valer a pena pelas gargalhas que às vezes traz - mas, honestamente, são cada vez menos. Pelo contrário, parece que só vejo e oiço coisas que pouco que me acrescentam: estou cansada de ver animais abandonados e pedidos de adoção, cansada de ver notícias trágicas e a sua exploração até ao osso, cansada de publicidade e cremes milagrosos, cansada de vidas felizes e perfeitas e magras e equilibradas. O problema não é quem eu sigo nas redes sociais: é tudo aquilo que as redes me oferecem e que eu não peço. 

E, como tal, tento encontrar mecanismos para fugir desse mar de coisas não pedidas. No trabalho tendo a fugir do computador e do telemóvel quando a concentração fica reduzida, passando de tarefas de secretária/computador para coisas que impliquem trabalhar com o corpo. E em casa refugio-me em tudo aquilo que tenho para fazer - embora, claro, seja inevitável pegar na alternativa mais fácil e tentadora que é o telemóvel.

Isto era especialmente pior à noite, antes de dormir, em que "dava uma voltinha" antes de me recostar na almofada e começar a ler um livro. Essa voltinha podia ser curta, mas também podia demorar uma hora, tirar-me o sono e implantar-me na cabeça ideias que não me proporcionavam depois um sono reparador. Por isso, mais uma vez, arranjei uma forma para fugir a isto: a minha rotina de noite, quando chego à cama e antes de ligar o Kobo, é fazer uma série de joguinhos rápidos que encerram oficialmente o funcionamento do meu cérebro para o dia. Os meus preferidos do momento são o Strands, o Pips e o Termo (os dois primeiros são do New York Times (NYT), em inglês, e o último em português) - mas vou oscilando com outros também do jornal americano, que tem uma série de outros passatempos que gosto muito.

O Strands consiste numa sopa de letras relativa a um tema, com o twist de não conhecermos as palavras que temos de procurar; o Pips, que é o jogo mais recente do NYT, obriga à gestão de peças de dominó consoante o número de pintinhas que o jogo pede numa determinada secção. Também gosto do Tiles, um jogo de semelhanças diferente do habitual mas igualmente visual e do Connections, em que nos são oferecidas 16 palavras e temos de perceber as quatro invíseis linhas condutoras (ou o tema, ou o filme, ou a música) que ligam quatro daquelas palavras. Este último, para mim, é o mais difícil - como o inglês não é a minha língua nativa tenho muitas vezes de procurar os significados das palavras, até porque, muitas vezes, tratam-se de palavras de uma qualquer gíria, tornando-se duplamente difícil; só o jogo quando tenho tempo e paciência. Até agora também ia jogando o Letter Boxed (um jogo de formação de palavras com 16 letras mas muitas limitações) mas, tal como as palavras cruzadas, passou a ser pago. Também podem jogar o Sudoku em três níveis distintos de dificuldade. Ainda têm outros dois jogos que não gosto tanto.

O Termo, o meu jogo preferido, que faço muitas vezes em modo competição com o meu marido, é construído à luz do jogo mais popular do NYT - o Wordle. Mais uma vez, por não ser expert em inglês, evito jogar - mas adoro o Termo, que é uma perfeita versão portuguesa deste jogo. Consiste em descobrir palavras de cinco letras através de tentativa-erro numa fase inicial - mas que depois, com a informação de que letras fazem parte da palavra e percebendo o seu posicionamento, conseguimos chegar à palavra pretendida. Como bónus têm também o Dueto (descobrir duas palavras em simultâneo) e o Quarteto (quatro palavras ao mesmo tempo). 

E, assim, sinto que consigo gastar os últimos cartuchos de energia da minha cabeça e fechar o dia sossegada, sem estímulos, comparações ou tragédias a vaguearem a minha mente. Experimentem!

 

(não sei se, agora que leram o post até ao fim, perceberam o trocadilho do título - mas eu fiquei orgulhosa de mim própria!)

09
Nov23

Amigos, amigos - redes sociais à parte?

Eu devia coibir-me de escrever estas coisas, pois, tendo em conta o curso que tirei, era suposto a gestão de redes sociais ser uma das minhas valências. E é, se tivesse mais paciência para elas - coisa que, na verdade, não tenho, a par de muita falta de gosto pela área. Faço o mínimo indispensável para poder promover os meus textos e tudo o que seja necessário e pertinente a nível profissional. De resto, confesso-me preguiçosa.

E isto também acontece porque há algumas dinâmicas nas redes sociais que me passam ao lado. O LinkedIn, por exemplo: é suposto eu aceitar toda a gente, fazer uma pré-seleção tendo em conta o ramo de trabalho ou "estar em rede" só com pessoas que eu conheço? E o Goodreads - qual a política que devemos seguir? Cingimo-nos aos nossos amigos ou alargamos o círculo? É que, de tanto aceitar pessoas que desconheço totalmente, tenho uma mistura de estilos e de gostos infindável, que em muitos casos não corresponde ao meu gosto pessoal no que a livros diz respeito, e que até tem feito com que eu tenha perdido o interesse naquela rede social. É tanta tralha livresca em frente dos meus olhos - coisas que amigos de amigos lêem, e gostam, e comentam, e atualizam, e criticam - que eu acabo por me perder, desligar a aplicação e centrar-me na minha prateleira de livros por ler, em vez de andar à procura de mais papel onde gastar o meu dinheiro.

Sinto que, provavelmente, não há uma resposta certa para estas questões - cada um adopta a sua política, aquela que acredita fazer mais sentido para si, passando ao lado de tudo o resto. No Facebook e no Instagram também tivemos de o fazer - há quem aceite amigos, conhecidos e desconhecidos, assim como há quem tenha contas totalmente privadas que nem a lista de amigos deixa aceder. Eu, curiosamente, tenho políticas diferentes nas duas redes (sim, eu ainda uso Facebook - não se esqueçam que lá no fundo eu sou uma velhinha de 82 anos): no Facebook só tenho gente, no mínimo, conhecida, enquanto que no Instagram tenho a conta aberta (também porque a adotei como sendo uma plataforma de divulgação do blog), de modo a que qualquer um me possa seguir. Tenho linhas que separam o publicável do não-publicável e uma série de códigos de conduta internos que nem sei bem descrever mas que sei que estão lá.

Mas no LinkedIn e o Goodreads não. Não são sites novos, já têm o seu estatuto e vários anos de implementação - mas eu continuo a navegar um bocadinho na maionese. Na rede-social-do-emprego a única coisa que tenho bem definida é que não aceito pessoal do Zimbabué, Suriname e arredores, assim como pessoas cuja escolaridade se resume à "faculdade da vida"; de resto, vou pelo tato. Aceito uns, deixo outros a marinar durante tempo indeterminado enquanto penso indefinidamente sobre aquela conexão-cibernética e outros... bem, se for um astronauta, calculo que não deva ter muito em comum comigo, por isso opto por não aceitar. O que me leva à seguinte questão: faz então sentido aceitar um amigo que seja médico ou jardineiro, se não há nada em comum nas nossas áreas de trabalho? Isso não é equiparável àquela ideia do astronauta, cujos pontos de ligação profissional são parcos (quiçá nulos)? Porque afinal aquilo tem como finalidade criar uma rede de trabalho, com alguma estrutura e que faça sentido, ou é tudo ao molho e fé em Deus? É tudo muito ambíguo na minha cabeça.

Já no Goodreads, muito por culpa da pandemia de livros que estava a tomar de assalto a minha homepage, decidi tomar medidas, apagando mais de metade das minhas amizades. Sei que muitas das pessoas que me enviavam pedidos (que fui sempre aceitando) surgiam a partir daqui, do blog -  e, por isso, deixo já as minhas desculpas antecipadas caso tenham feito parte da minha eliminação colectiva. Poque neste caso defini bem as regras: ficaram pessoas que conheço (as que interessam e que cumprem os requisitos que a seguir menciono), com quem tenho gostos em comum ou que elaboram as suas reviews, não deixando apenas classificações com estrelas ou marcando só os livros que lêem. Foi uma limpeza.

Gosto muito de saber que as minhas críticas ajudam os outros a perceber se um livro será ou não interessante para juntar à sua lista de livros - mas, para garantirem que as vêem, sigam-me em vez de pedirem amizade (porque, como já se viu, sou uma esquisitinha da pior espécie).

 E vós? Como fazem a vossa gestão de redes sociais e que critérios têm? Ajudem esta alma perdida!

29
Mar19

Menu de fim-de-semana: o instagram do Wandson Lisboa

Já não sei como nem porquê que conheci o Wandson, mas aconteceu na melhor altura possível: o dia em que ele ficou preso na casa de banho de um Alfa Pendular, no caminho entre o Porto e Lisboa. Chorei a rir com os seus insta stories desesperados, tentando abrir a porta encravada e pedindo assistência a umas turistas, com o seu inglês abrasileirado. Ainda me rio só de pensar.

Esta é por isso a minha sugestão de fim-de-semana: o Wandson é um designer brasileiro que vive aqui no Porto, é louco por ToyStory e leva o prémio do autor dos melhores instastories de sempre (incluindo, obviamente, os do comboio, que ainda podem assistir nos seus destaques com o nome "S.O.S."). Apesar de ter um feed giríssimo, com construções artísticas e muito originais, confesso que são os instastories que roubam o meu coração. Nunca me imaginei ansiosa por assistir ao unboxing de um frigorífico (e dizer adeus ao seu "DoubleDoor" (que é como quem diz Dumbledoor)) ou mega entusiasmada ao assistir canções a serem cantadas por animojis. Mas é verdade, aconteceu. Entre coisas meio parvas como as suas frases típicas - "paga finos" , "ídolo acessível" ou "A-MI-ZA-DE" - e brincadeiras com situações caricatas do dia-a-dia, o instagram do Wandson é dos que mais me alegra os dias. Para além de que ele é giro, simpático, fofinho... e tem aquele sotaque brasileiro que dá um apertozinho no coração, né?

Oupa, é só seguir aqui e dar cor aos vossos dias. Para desgraças já chega o telejornal.

 

01-Wandson-Lisboa-e1547838044199.jpg

(foto daqui)

22
Mar19

Menu de fim-de-semana: as redes sociais da Control

Hoje tenho mesmo de partilhar uma das contas de Instagram que mais me tem arrancado gargalhadas nos últimos tempos. O objetivo era ter feito este post pela altura do dia dos namorados - a época rainha da venda dos preservativos - mas a coisa passou e, afinal de contas, todos os dias são bons para falar de métodos contraceptivos, não é verdade? Então façam aquilo que vos digo: sigam a Control nas redes sociais.

Para mim esta é uma das marcas que tem feito dos trabalhos de marketing mais geniais que tenho visto nos últimos tempos. Porque é muito fácil brincar com o tópico sexo, mas nem sempre se conseguem fazer piadas inteligentes e atuais como eles fazem. Há coisas que são feitas em cima da hora, porque não há maneira de se preverem (estou a lembrar-me desta publicação, na altura em que aquele ovo foi a publicação com mais likes do Instagram ou uma brincadeira com aquela polémica da comida do Chef Kiko em Marte) e outras claramente pensadas, com trocadilhos ou mensagens subliminares que só nos fazem pensar "quem foi a mente brilhante que se lembrou disto?".

Como alguém da área imagino que não deva ser fácil tratar do marketing de uma empresa de preservativos. Primeiro porque não há assim tanta coisa para dizer sobre este tipo de produtos - eles bem inventam sabores e formas e tamanhos e texturas... mas nunca vai deixar de ser um bocado de látex com uma forma fálica (pelo menos os preservativos, já que eles agora têm outras coisas). E, quer queiramos quer não, este é ainda um tópico sensível - e lembro-me bem da Control já ter feito algumas apostas falhadas, como um jogo de poses sexuais em pleno NOS Alive - uma ideia claramente infeliz. Mas a verdade é que a diferença só se faz arriscando, não é a fazer igual. E estas imagens, um tanto ao quanto despretensiosas, mas que ao mesmo tempo espelham a visão criativa e jovem da marca, são o sinónimo de uma bela campanha e de grandes marketeers. Conseguem nunca falar de sexo e, ao mesmo tempo, tê-lo sempre como assunto central. Conseguem ter graça sem nunca serem propriamente piadas. Conseguem ser picantes sem serem porcos. E conseguem vender o produto sem nunca nos falarem dele. 

Mais não posso dizer. Ponham like e riam-se um bocadinho todos os dias de cada vez que fazem scroll nas redes sociais. Juro que vai valer a pena. Instagram e Facebook.

 

(clicar nas setas para ver mais imagens)

17
Fev19

Uma carta ao... #4 Instagram

Caro Instagram,

 

Acabei de passar uma semana inteirinha com os meus sobrinhos, por isso encarnei um bocadinho a vertente de "mãe", sentindo-me na obrigação de os educar sempre que achava necessário. Essa onda ainda não saiu de mim, por isso vais ter de levar um sermãozinho neste domingo. Então é assim:

Vivemos na época das igualdades. As mulheres já votam; os salários querem-se iguais entre os dois géneros. Por falar em géneros: já há quem não seja homem nem mulher, e está tudo bem com isso. Já é permitido em muitos países o casamento entre pessoas do mesmo sexo. As mulheres podem ser trolhas e os homens dançarinos; as mães podem ir trabalhar e são os pais a desfrutar da licença de parto. Pessoas normais tornam-se figuras publicas em dois tempos, utilizando plataformas democráticas e onde todos têm acesso. Agora eles cozinham e elas lavam os carros; eles depilam-se e elas deixam de se depilar. As mulheres podem bem ser o sustento da família e eles pais a tempo inteiro. Há mulheres na política e na liderança de empresas - e há homens também. Tudo dá para os dois lados, ou para todos os lados. O acesso a tudo quer-se democratizado e justo, sem diferenças ou discriminação.

Mas tu, rede social da nova geração que ajudas a veicular muitos destes valores, és o primeiro a discriminar. Primeiro, passei meses sem poder pôr músicas nos instastories - não havia atualização ou desinstalação que me valesse, estava condenada a ficar com o mísero som dos meus vídeos. Mas, mais grave que isso, é não conseguir pôr swipe up quando quero dirigir os meus leitores aqui para o estaminé. "Ah e tal, só com não sei quantos mil seguidores é que essa função fica ativa". Porquê? Porque é que os fixes, os famosos e os populares é que têm direito? É uma lógica estilo Blogs do Ano, em que se promove ainda mais quem não precisa de se promover? Facilitar a vida a quem já a tem simplificada, porque já tem um alcance orgânico muito maior à partida? É só parvo, injusto e discriminatório.

Isto tudo para dizer que estás em contra-ciclo. E que estava na horinha de mudares de atitude, ouviste, meu menino? Ainda tu não tinhas nascido e já eu andava na escola, estás a perceber?

Então pronto. Fico à espera de mudanças.

 

Carolina 

(@carolinagongui para os amigos do insta que não podem ver os meus "swipe up")

 

Instagram-Stories-Redbull.png

 

02
Jun18

Hoje em dia é tudo instagram

Acabei o último post dizendo que não havia instabooks. A verdade é que não me dei ao trabalho de procurar, esperei simplesmente (e esperançosamente) que eles não existissem - porque, hoje em dia, existe tudo o que é passível de ser “instagramável”, que é como quem diz “tudo o que fica bem na fotografias”. O que tem tanto de bonito como de fútil.

Pensei muito nisto no Brasil, onde o meu primeiro momento de “pânico” na viagem foi quando achei que ia integrar uma comitiva de instagramers, bloggers e influencers. Percebi que o hotel estava pejado delas logo no primeiro pequeno-almoço, quando uma rapariga passou cerca de vinte minutos a tirar fotos aos seus pratos e a fazer instastories de todo o material comestível disponível no buffet. Quando eu digo vinte minutos, foram mesmo vinte minutos: ao ponto de nem sequer chegar a vê-la comer! Mexia um prato, trocava outro, tirava a foto de 47 ângulos diferentes, fazia zoom in e zoom out... e nisto o café já devia estar frio. Notei também devido à presença constante de câmaras e de telemóveis e, claro, pela forma como elas se vestiam só para ir comer, demonstrando que não eram pessoas da mesma "classe" que todas as outras presentes na sala. Entre maquilhagens e vestidos esvoaçantes, tenho a certeza que passavam mais tempo a arranjar-se para ir comer antes de ir para a praia do que eu costumo demorar antes de ir para um qualquer evento de maior importância - o que é indiferente, desde que elas gostem... mas que não deixa de ser uma prisão para elas, porque Deus-me-livre de ir tomar o pequeno-almoço com o cabelo apanhado e as olheiras de quem acabou de acordar! Não vá alguém pedir uma foto, claro! ;) E foi por isso com o maior alívio que eu percebi que não ia andar com elas no evento. Se me senti desintegrada com os três jornalistas que me acompanharam nesta viagem, se tivesse de andar com elas sentir-me-ia pior que o patinho feio durante quatro dias. 

A situação mais caricata que vivi durante aqueles dias foi numa das minhas manhãs na praia. Estava deitada a ler o meu livro na areia e surge um grupo destas raparigas, em conjunto com um fotógrafo, prontas para uma sessão fotográfica. Uma vem educadamente falar comigo e diz: "olá, desculpe incomodar! Posso pedir um favor a você?". Respondi que sim. "Pode emprestar o seu livro, para tirar uma foto?". Eu não sei precisar a minha cara naquele momento, mas deve ter sido engraçada. "S... sim." E entreguei o livro de João Pinto Coelho à brasileira, que prontamente se deitou na espreguiçadeira, abriu a obra em parte incerta e fingiu ler com muito afinco. Uma série de disparos depois, vem entregar-mo, rematando: "ao menos o livro é bom?". "Muito bom", disse-lhe, esperando que ao menos fizesse boa publicidade ao livro de um autor português. (Poupo-vos a pergunta: apesar dos meus esforços em encontrar a blogger em questão e a foto em particular, as minhas pesquisas foram infrutíferas).

Toda esta necessidade de tirar fotos para ficar bem e parecer melhor mexe-me um bocadinho com as entranhas. Não é só tornar a realidade mais bonita do que aquilo que ela é: trata-se de mentir mesmo. Eu tenho noção de como é que tudo isto funciona e estava lá nesta situação em particular - e em todas as outras, enquanto comiam os seus próprios cabelos esvoaçantes à medida que andavam sensualmente pela praia, quando o mar lhes dava chicotadas nas costas e elas pareciam estar a saborear o cheiro a maresia ou em puros momentos de narcisismo ou mesmo má-educação, enquanto tiravam selfies a meio dos desfiles. Mas a verdade é que muita gente não sabe disto - principalmente as miúdas mais novas, que acham que os pequenos-almoços são sempre incríveis, que aquelas pessoas que seguem têm tempo para ser lindas, bonitas e cultas ao ponto de até lerem na praia, pensando que tudo é um mar de rosas.

A verdade é que hoje em dia é tudo para o Instagram. Eu vejo aqueles fatos de banho com 59 fitas espalhadas pelo corpo e sei que nenhuma influencer que se preze quer ficar com aquelas 59 marcas no corpo; sei que são fatos-de-banho para a foto. Vejo aquelas agendas com frases inspiradoras e percebo que são apenas para "flatlays" perfeitas. Reparo naqueles saltos assustadoramente finos e sei que a foto deve compensar a dor nos pés ao final do dia. E vi muitas, muitas vezes todos aqueles sorrisos momentâneos, enquanto a câmara se apontava para elas, e que se desvaneciam imediatamente quando olhavam para o ecrã, já com o dedo pronto para retocar e esconder qualquer imperfeição.

Esta rede social ganhou uma dimensão ainda mais irreal do que o facebook, na medida em que tudo tem de ser bonito e perfeito; em que não só as fotos são 100% cuidadas como o próprio feed é mexido com muito carinho e amor, qual bonequinho de porcelana. Acho incrível - no bom e no mau sentido - como é que alguém tem paciência para prever o seu feed antes de publicar uma foto, só para perceber se o "conjunto" fica bonito e coerente. Porque, aparentemente, a vida para estas pessoas é isto: a beleza de tudo, em tudo. E eu não acho mal que se veja o bright side of life. No meio das minhas pesquisas para encontrar a blogger-do-livro, deparei-me com fotos incríveis da praia e do resort onde estive e pensei "bolas, aquilo era assim tão bonito?". De facto elas tornam o banal em algo incrível, transformam o bonito em tendência. Mas, pelo meio, espelham uma vida irreal que (mesmo inconscientemente) todos acabamos por ter como referência: porque queremos aquele pequeno-almoço completo e de aspeto delicioso, queremos um rabo sem estrias, queremos os biquinis mais giros do mercado, queremos aquela maquilhagem perfeita, queremos as viagens, queremos aquele carro XPTO, queremos o relógio em promoção, queremos um fotógrafo que nos tire aquelas fotos bonitas. Só nos esquecemos que a vida é também tudo o resto. Tudo o que não é instagram. Se calhar, tudo o que é de mais real. Basta pensar num cozido à portuguesa: pouco bonito e fotogénico, mas delicioso e autêntico. E a verdade é que há um mar de coisas estilo cozido à portuguesa espalhadas por aí.

06
Nov17

Tenho uma confissão a fazer

Acho que está na altura de abordar um tema fraturante da sociedade. É melhor ir direita ao assunto e não estar aqui com falinhas mansas: eu não gosto do boomerang. Pronto, já disse, é a verdade! Acho aquela aplicação uma chatice, fico farta de ver trinta vezes as mesmas coisas quando não têm piada ou assunto. Achei que tinha potencial quando saiu, mas rapidamente me apercebi que as pessoas generalizaram a sua utilização de tal forma que uma pessoa até foge quando vê um instastory com aquilo.

O boomerang só é giro quando há duas posições bem marcadas que contrastam entre si: quando as sobrancelhas sobem e baixam, quando a máquina fotográfica dá um flash, quando os olhos e a boca abrem e fecham. Percebem o conceito? A ideia não é mexerem o smartphone no meio da rua, como se fosse um filme rasca com shaky camera; o objetivo não passa por fazer um zoom literal nas coisas (que é como quem diz andar com o telemóvel para a frente e para trás); não é suposto apanhar as pessoas desprevenidas quando estão simplesmente a falar e a imagem se torna num conjunto de movimentos indecifráveis - e repetitivos - dos lábios.

O pior disto tudo é que há claramente fanáticos do boomerang, que utilizam a ferramenta para tudooo o que captam com a câmara. Mas as coisas ainda pioram se atentarmos ao facto de que publicam tudo isso nas instastories e no instagram, poluindo todo o nosso feed. Porque há coisas que têm piada e a verdade é que o boomerang foi criado com um propósito (que até faz sentido) - mas as repetições são tantas e passam tão rápido que é impossível ver o que quer que seja de forma decente. Por isso não passa mesmo de uma coisa com graça mas sem qualquer utilidade prática.

Hoje em dia os likes é que importam; o sucesso, a beleza e as capacidade de uma pessoa medem-se pela sua popularidade nas redes sociais e por isso quase nos sentimos olhados de lado quando admitimos não gostar de algumas destas coisas da moda. Mas, meus amigos, está na hora de quebrar o tabu e de dizer não às utilizações-estúpidas-e-desregradas-do-boomerang. Juntos somos mais fortes e sobreviveremos às 256 repetições que nos obrigam a ver diariamente em redes sociais alheias. Há que ter fé.

10
Out17

Há um equilíbrio possível entre o turismo e as gentes da cidade?

O meu facebook está inundado com uma notícia sobre um alfarrabista portuense que foi despejado do local onde estava há quase duas décadas, na Rua das Flores, aqui no Porto. A razão? O prédio foi vendido e querem pô-lo fora para fazer render o peixe. Para quem não conhece, a Rua das Flores é atualmente uma das mais movimentadas da cidade, cheia de lojas, restaurantes, bares e tasquinhas - a maioria vocacionadas para turistas, como é óbvio. É uma rua pedonal que, como quase todas as ruas, estava deserta há pouco mais de cinco anos. Hoje em dia desenvolveu-se de tal forma que, por vezes, não se consegue andar normalmente sem atropelarmos meio mundo e a calcarmos outro meio.

Há duas posições que quero deixar aqui claras: a primeira é a minha "admiração" perante um feed de facebook tão culto e intelectual. Eu não conheço o alfarrabista em questão, mas aparentemente toda a gente o conhece - ou, pelo menos, finge que conhece (esse e muitos outros...)! A verdade é que eu, que adoro livros, raramente entro em lojas deste género - não sei bem explicar porquê, mas sinto que há um maior sentimento de pertença por parte dos donos e por isso sinto-me um pouco "vigiada", não sei explicar. Por outro lado também sinto que está tudo mais apertado, é mais difícil encontrar o que quer que seja, por isso desisto com facilidade de encontrar algo que me agrade. Ou seja, surpreende-me que eu, que gosto de ler, não conheça estes sítios mas metade do facebook sim. Mas ainda bem, é sinal de que somos todos muito cultos e que queremos que a cidade continue super intelectual (cof cof cof).

A segunda questão que quero deixar evidente é que, como é óbvio, não apoio este tipo de atos. Tenho muita, muita pena que o comércio local esteja a desaparecer e a dar a vez a lojas de souvernirs, Nut's e coisas do género - porque eram essas lojas que também faziam do Porto, o Porto e o seu desaparecimento é também o esquecimento de uma identidade muito própria e muito nossa, com a qual me identifico quando digo que sou "uma mulher do norte". Mas a hipocrisia que se vive nas redes sociais é coisa para me irritar. Porque a verdade é esta: se o alfarrabista em questão fosse um sucesso, se vendesse imensos livros, não tinha de sair, porque provavelmente conseguiria pagar a renda pedida pelos novos donos - ainda que seja provavelmente absurda, dado os preços impossíveis que se praticam hoje em dia na cidade.

Mas não vende. Porque nós queremos as lojas lá, porque são bonitas, porque fazem parte da nossa identidade, mas não as apoiamos, não compramos lá coisas - e eu contra mim falo, como se leu acima. Porque nós somos práticos e preferimos mandar vir os livros da net, onde muitas vezes podemos ler o primeiro capítulo do livro que nos interessa sem estarmos a ocupar o corredor de uma loja e ter a obra em mãos em dois dias úteis sem termos levantado o rabo da cadeira. Porque nós adoramos as lojas de ferragens ali na zona de Ceuta, mas quando precisamos de uns parafusos vamos ao Leroy Merlin, onde até aproveitamos para comprar o tapete da casa de banho que fazia falta. Porque nós achamos imensa graça aos joelheiros na baixa do Porto, mas quando precisamos de um anel para oferecer às nossas mães vamos ao NorteShopping porque há mais variedade. Porque nós gostamos imenso daquele tasco na Rua dos Caldeireiros, mas arranjar estacionamento lá é uma loucura e por isso preferimos ir ao Madureira's que oferece o bilhete do parque lá ao lado. Porque nós simpatizamos com a senhora da frutaria ali ao pé do trabalho, mas esta semana o Continente está com 15% na secção de fruta fresca por isso temos de ir aproveitar. Porque aquelas lojas de artigos em segunda mão na Rua do Almada também têm boas pechinchas... mas para quê comprar um armário que ainda vamos ter de lixar, limpar, pintar e envernizar quando podemos comprar um no IKEA pelo mesmo preço? 

É muito fácil criticar o estado, o governo e as políticas quando somos incapazes de olhar para o nosso próprio umbigo. As coisas não acontecem por acaso e a evolução que estamos a assistir não aconteceu só graças aos estrangeiros, mas também por nossa causa. As gerações mudaram, as necessidades e os hábitos são outros. Nas redes sociais e nos blogs pede-se mudança, uma política que proteja os habitantes das cidades - e, meus amigos, eu compreendo e concordo! Principalmente quando demoro meia hora a percorrer um quilómetro de carro na baixa, só porque a afluência de turistas a passar nas passadeiras é de tal forma que não dá folga para os veículos circularem. Mas não se pode ter tudo. E eu acho que, neste caso em particular, não há um equilíbrio - havemos de ter passado por ele no meio de todo este processo, mas há muito que a balança se desequilibrou. Porque isto é um ciclo vicioso difícil de quebrar: o turismo gera emprego, algo que nós precisamos de como pão para a boca; o crescimento do emprego faz dinamizar a economia, que por si só atrai investimento e por aí fora. E o dinheiro, como quase sempre, está primeiro que as pessoas. É "apenas" o mal estar de alguns, enquanto muitos outros esfregam a barriga de contentes. E enquanto forem mais os que estão contentes do que aqueles que são despejados, que são obrigados a ir viver nos suburbios ou os que não conseguem dinheiro para uma renda, as coisas vão continuar assim. 

Eu amo a minha cidade e adoro vê-la dinamizada - já disse aqui várias vezes que me lembro de ver o Porto morto, deserto e de ficar triste ao ver aquele cenário. Mas sabem: mesmo aí, as coisas estavam prestes a fechar. Porque nessa altura, nem nós comprávamos no comércio de rua, nem os turistas - porque eles simplesmente não existiam. E por isso é ainda mais difícil comparar esses tempos com os atuais, decidir o que é melhor para nós enquanto habitantes.

O ideal era ter o melhor de dois mundos: sermos o melhor destino Europeu, mas impedir grandes franchisings de vir para cá ganhar dinheiro; aumentarmos a qualidade de vida, mas não sermos confrontados com rendas e preços impraticáveis dentro da nossa própria cidade; mantermos vivo o tradicional, mas preferindo usufruir das novas tecnologias e do conforto. Mas, para já, os milagres ainda não existem. E uma coisa é certa: todo este problema não se vai resolver enquanto olharmos para ele com olhos hipócritas, como todos nós não estivessemos também a usufruir ou a contribuir - um bocadinho que seja! - para este fenómeno.

25
Set17

Sim, os meus cães são mais famosos que eu nas redes sociais

Eu tenho mais fotos dos meus cães do que aquilo que seria considerado "normal". Passo muito tempo com eles e acaba por ser uma boa desculpa para treinar a fotografia, dar uso às objetivas e dar uns disparos. Mas acabo por ter centenas e centenas de fotos deles que depois não sei muito bem que fim dar ou como organizar. Não as vou imprimir - embora os adore, acho que não faz sentido ter o quarto cheio de molduras com fotografias deles -, não as vou mandar para ninguém e também não tenho grandes descrições para os arquivos como "Molly no cruzeiro ao Adriático", "Calvin no Natal de 2016" ou "Cães nas férias de verão". No fundo, não tenho grande hipótese senão dividir isto por meses e enfiar para lá as fotos que tenho (mais as milhares que tenho desorganizadas no telemóvel...).

E há uns meses, enquanto divagava pelo instagram, encontrei uma página que era uma espécie de best of de fotografias que outros utilizadores postavam dos seus bracos (raça da Molly e do Calvin). Comecei a embrenhar-me nesse mundo, a pôr likes em tudo quanto era cão fofo e, a certa altura, o meu feed tinha mais cães que pessoas. Confesso que não me importo muito, mas achei aquilo um bocado confuso e dada a quantidade absurda de fotos que tenho dos meus cães, perguntei-me: "porque não?". E assim nasceu o instagram da Molly e do Calvin.

É lógico que não coloco lá todaaas as fotos que tenho deles, mas sempre ajuda a dar alguma utilidade às fotos, em vez de ficarem somente guardadas no meu computador, a apanhar pó e sem ver a luz do dia. Na verdade – e sei que estou a puxar a brasa à minha sardinha em todos os sentidos – há fotos bem giras, fofas e de-vez-em-quando-meio-artísticas que acho que vale a pena partilhar.

Por isso, se gostarem de cães, já sabem – sigam-nos em @mollyandcalvin. Se não gostam e acham ridículo o facto dos meus cães terem um instagram em nome próprio (onde inclusivamente falam na primeira pessoa), os meus parabéns: são pessoas realmente sãs e com juízo. Felizmente que não é o meu caso :p

 

DSC_0013.JPGDSC_0667.JPG

 

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