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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

26
Jun19

Quero a Uniqlo em Portugal!

Pisei pela primeira vez uma loja da Uniqlo há uns meses, quando fui a Londres. Não foi algo desprevenido: assim que a avistei em Oxford Street pus-me logo ao caminho, porque já tinha lido muito sobre a cadeia japonesa (nos meus tempos de trabalho no jornal) e a curiosidade já tinha tomado conta de mim. Ultimamente tenho-me encontrado com fornecedores que vendem para esta marca e as minhas expectativas estavam em alta, principalmente relativamente ao conforto das peças que eles vendem. Não saí defraudada.

Para quem não conhece, a Uniqlo é uma das maiores cadeias de fast fashion do oriente - uma espécie de Zara por aqueles lados. Há, no entanto, duas grandes diferenças: a primeira é que a marca japonesa é muito menos permeável às modas temporárias do que a Inditex - por outras palavras, vive muito mais de básicos e de peças simples, pouco arrojadas, que combinam com tudo e dão para uma vida, independente daquilo que se esteja a usar; segundo, a qualidade dos materiais é substancialmente diferente. Os preços entre as duas marcas não são muito diferentes, mas enquanto a Zara põe todas as fichas no design e na renovação constante (e, diria, incessante) das coleções, a Uniqlo aposta na qualidade das peças, no seu conforto e usabilidade.

Para mim, que me abasteço praticamente só com básicos, a Uniqlo é o paraíso na terra. Há outras marcas de roupa simples (lembro-me da Cos, por exemplo, embora tenha uma linha mais conceptual ao nível do corte), mas no que diz respeito às fibras os japoneses ganham aos pontos. Já tinha ouvido falar sobre a qualidade das roupas interiores deles, por isso foi essa a zona a que me dirigi mal entrei na loja. Agora, que já usei tudo o que comprei, sinto-me em pleno direito de comentar e dizer que adoro. Na altura em que ouvi falar das malhas interiores deles era inverno, portanto tratavam-se de camisolas e bodys finos mas bem quentes; por agora não estão à venda, mas encontram tantas outras coisas interessantes - nomeadamente roupa interior fresca, com poucas costuras, de rápida secagem e anti-odor. A mim, em particular, saltou-me logo à vista as camisolas com soutien integrado. E que maravilha que são!

Eu sou daquelas pessoas que nunca anda sem soutien. Não consigo. Durmo, inclusivamente, de soutien. Não me incomoda quem não use, todos aqueles que são a favor do movimento #FreeTheNipple e essas coisas todas, mas para mim não dá. Descarto imediatamente todas as peças de roupa que não se coadunem com o uso desta peça, mas admito que às vezes é mais uma coisa para fazer calor e que nem sempre é mega confortável. E foi com grande surpresa que percebi que muitas das peças (não só da linha dos básicos de verão, "Airism", como também vestidos e outras roupas) têm suporte para o peito, sendo o soutien perfeitamente dispensável, nunca descurando o conforto. Não sou uma cliente fácil neste aspeto - não gosto de sentir que anda tudo meio livre - e fiquei muito, muito cliente! É só vestir, pôr e andar. E o conforto daquelas malhas? É melhor do que muita lingerie!

Andei também a ver a roupa de homem e admito que ainda gostei mais do que a linha de mulher. Camisas em linho ou t-shirts de um toque muito macio; parkas e kispos muito leves (que são unissexo, na verdade, por isso podemos aproveitar). Para além, claro, da secção de boxers e de roupa interior, que eu impingi logo aos homens da minha vida - nomeadamente ao meu pai, que me anda a servir de cobaia. Não esperem cortes complexos, diferentes ou irreverentes, 30 padrões de florzinhas ou t-shirts com citações inspiradoras. É tudo para o simples, mas em bom. Eu, pelo menos, gosto muito.

Posto isto, o meu novo desejo é que a Uniqlo chegue a Portugal. Dispenso a Asos, a Foverer 21 (que, já sei, há em Lisboa, mas ainda não chegou ao Porto) ou a Miss Selfridge. Quero a Uniqlo. Já. Agora. No Porto. Por favoooor! 

(até lá, podemos sempre mandar vir pela net - são 10 euros de portes, não é um valor simpático, mas é o que há...)

 

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(um exemplo das tais camisolas, que podem ver aqui)

26
Mar19

As nossas roupas também influenciam as nossas atitudes

Se me perguntarem qual é o meu estilo eu não sei responder. Aliás, provavelmente lanço até outra questão: mas tenho mesmo de ter um estilo? Tenho de me auto-definir, de caber numa certa categoria?

Porque a verdade é que sou incapaz de o fazer. Não sei se é por, nesse aspeto, ser um espírito livre ou se durante os dois anos em que trabalhei no jornal, em que consumi e vi muita moda, acabei por agregar em mim uma miscelânea de tendências e de estilos que não consigo categorizar. Mas não sinto que algo me defina, até porque todos os dias mudo de ideias em relação ao que vou vestir. Gosto muito das minhas calças de ganga e sapatilhas, tal como gosto das calças de tecido com um salto alto, um vestido ou um macacão mais elegante. Depende da minha disposição, do meu dia, dos meus afazeres. Posso hoje estar mega desportiva e amanhã estar muito mais formal. Só porque me apetece, porque todas essas facetas vivem em mim e eu não sou só uma coisa.

Gosto de pensar que a moda é mais um meio que temos de expressar a nossa personalidade e o nosso estado de espírito. E eu, como todos, tenho dias. Mais felizes (roupa primaveril), mais tristes (roupa escura), mais feminina (vestidos), mais masculina (calças de ganga e sweater), mais gorda (roupa larga), mais magra (roupa justa), mais irreverente (conjuntos menos prováveis), a jogar pelo mais seguro (tragam-me os básicos), mais bonita (roupa pensada com mais detalhe) ou mais feia (aqueles dias em que nenhuma das peças do roupeiro nos fica bem e por isso vestimos qualquer coisa). Também por isto não gosto de planear a minha roupa na noite anterior: eu sei lá o que me vai apetecer usar no dia seguinte!

Mas é engraçado ver que aquilo que fazemos também pode influenciar este aspeto da nossa vida. Agora que estou nas empresas da família, e embora não se possa dizer propriamente que estou fora da minha zona de conforto, sinto que preciso de todos os pedacinhos de força e inspiração que consiga arranjar - principalmente nos dias mais complicados. Não tenho qualquer tipo de dress code na empresa nem me obrigo a cumprir um plano mental - faço como sempre fiz, enquanto trabalhadora ou estudante: visto o que me apetece e o que acho mais adequado perante o dia que tenho pela frente.

O engraçado é que hoje em dia tenho muito mais tendência para vestir roupas formais do que tinha dantes. Isto porque adoro o conforto de umas calças de ganga e das minhas sapatilhas, mas tragam-me um blazer e uns saltos altos e eu sinto que sou capaz de conquistar o mundo.

24
Out18

Sobre a moda e o lixo noticioso que ela produz (ou a síndrome do colega engraçadinho)

Sinto que hoje em dia as novas abordagens ao mundo da moda se fazem ao estilo do colega engraçadinho que todos tínhamos na turma. Aquele que nos dizia que tínhamos ido para a escola de pijama, que a nossa mãe se tinha esquecido de nos pentear o cabelo, que o buraco entre os nossos dentes era uma auto-estrada digna de um camião ou que a nossa roupa parecia vir da feira. É uma característica comum em muitos engraçadinhos: não têm graça. Pegam nos pontos fracos de alguém e jogam-nos contra a pessoa, a ver se resulta. E os outros riem-se, não por o engraçadinho ter graça, mas esperando que o alvo da graça nunca sejam eles próprios.

Devido à crise (em todos os campos) que o jornalismo está a passar, o humor - em conjunto com o clickbait (a "arte" de atrair as pessoas através de títulos polémicos, que chamam à atenção e nem sempre são verdadeiros) - é uma arma forte para nos convencer a clicar numa notícia. E por isso acha-se que todos podem fazer os outros rir ou que têm jeito para isso; acha-se que tudo é um bom tema para fazer piada ("ah e tal, o humor não tem limites!"... mas quando gozavam convosco na escola não tinha graça, pois não?); acha-se que não há uma linha que separa a piada da maldade.

É no seguimento deste novo paradigma que surge a nova vaga de notícias de moda (já muito à frente das Vogue's ou Elle's), produzidas em revistas "inovadoras" que, dizem, querem dar uma nova visão da indústria. Já há um ou dois anos que as duas semanas de moda em Portugal são desculpa para fazer de tudo: já vi vox pop's em que se questionam as pessoas sobre os criadores que vão desfilar (ou outros que foram inventados no momento) e se espera uma resposta completamente descabida por parte de quem está outro lado do microfone; já vi imensas peças que nomeiam a pessoa com mais pinta no dia "X" e d«a pessoa mais mal vestida no dia "Y" de um dos eventos; já li textos de opinião escritos por "humoristas" não identificados, onde se admite que o autor não percebe nada de moda mas que está ali para ter um olhar diferente perante o desfile. Tudo isto com um único objetivo: tentar ter graça, fazer diferente. Como? Gozando com as pessoas, tal e qual como o coleguinha engraçado do 5º ano.

Façamos uma reflexão: como se sentirão os indivíduos escolhidos como os mais mal vestidos da Moda Lisboa - que se deixaram fotografar, mas nunca sabendo em que âmbito iriam ser publicadas as suas fotos - quando vêem as suas caras escarrapachadas num artigo que se está a espalhar pelo facebook? Como é que se sentirão as manequins e as modelos quando se vêem referidas num artigo por as suas nádegas estarem cheias de celulite e a fazer, passo a expressão, "boing, boing, boing" enquanto desfilam pela passarela? Como se sentirá a Cristina Ferreira - e todas as Cristina's do país - quando se lê no título de uma notícia que a apresentadora já não tem idade para esta coisa dos desfiles e que aqueles "tronquinhos" já não são para aquelas botas? Como se sentiu Sílvia Alberto quando foi comparada com o "emplastro"do FCPorto por ter um sinal na cara, mais ao menos no mesmo lugar? (Eu esta sei a resposta: mal, de tal forma que exigiu o direito de resposta pela forma como foi tratada por esse meio de comunicação). 

Isto não são notícias, não é jornalismo. É lixo. Talvez mesmo abaixo de lixo - o esgoto. Lixo é aquilo que agora se vê em todo o lado, uma forma de encher chouriços quando nada mais há para dizer: coisas como "os cinco casacos da Mango que tem de comprar esta estação", "as coisas mais horripilantes que encontramos nos saldos da Bershka", "porque é que nunca deve misturar ganga escura e ganga clara" ou "afinal de que cor é este vestido?".

E eu, que apesar de nunca ter gostado daquela visão cinzenta e demasiado séria do jornalismo (foi isso, em grande parte, que me fez distanciar desta vertente, na faculdade), vejo-me obrigada a insurgir-me quando vejo tudo isto. Mete-me nojo, principalmente quando assisto a uma espécie de ciber-bullying no lugar de notícias - que, para além da maldade, se juntam aqui à hipocrisia, numa altura em que se fala tanto da liberdade de expressão, na normalização dos corpos e no fim da magreza excessiva das modelos (coisas que os mesmos meios de comunicação aplaudem e divulgam, mas rapidamente se esquecem).

Talvez o facto de ter trabalhado dois anos neste ramo me tenha deixado mais sensível e alerta para estas questões, até porque nunca imaginei chatear-me em prol do bom jornalismo - mas a verdade é que acho que nem é isso que me move, mas sim o ridículo que é gozar com as pessoas de forma gratuita em praça pública, muitas delas que estão só e apenas a fazer o seu trabalho. E é por isso que desde há dois anos para cá que, de vez em quando, lá estou eu a mandar "postas de pescada" nas caixas de comentários no facebook, para ver se alguém acorda para a vida. Há sempre quem ache graça ao "engraçadinho" mas tenho visto cada vez mais gente como eu, que reclama de forma civilizada e que tenta pôr fim a esta nova moda no mundo da moda. Todos os exemplos que dei nos parágrafos acima são reais: alguns mais antigos, que já poucos se lembrarão, e outros que ainda estão neste momento a correr tinta (nomeadamente com um pedido de desculpas de um meio de comunicação a propósito de notícias deste género publicadas no âmbito do último Portugal Fashion). 

Hoje saltei das caixas de comentários para aqui, algo que já estava para fazer há muito. Porque há que falar e mudar o que está mal. Porque sempre me ensinaram que as desculpas não se pedem, evitam-se. E porque ainda está bem fresca a minha memória em relação aos "engraçadinhos"; não me deixei enganar pelo tempo, não romanceei as saudades que tenho desses anos. Continuo a saber que não tinham piada nenhuma. Nem nunca irão ter.

29
Abr18

A moda mede-se aos palmos

Já há vários anos que prefiro fazer compras online do que em lojas físicas. Tudo nos espaços "reais" me cansa: a música alta, os amontoados de roupa, os "estímulos" vindos de todas as formas, cores e feitios, ter de encontrar o meu tamanho no meio de 32 peças expostas (ou então ter de esperar que vão buscar a peça ao armazém), as filas para pagar, as luzes dos provadores que me deixam lívida, gorda e com olheiras tipo panda, as pessoas à minha volta, o excesso de escolha... enfim. Acho que tudo, honestamente. 

Há dois anos para cá devia fazer cerca de 80% das minhas compras de forma virtual. Não punha os pés nas lojas, excepto para devolver essas mesmas roupas que tinha comprado. E foi esse "detalhe" - o de constantemente devolver as roupas - que fez com que a percentagem de peças que compro online reduzisse de forma considerável e eu voltasse às lojas, ainda que de forma muito relutante. Porquê? Porque a moda tornou-se desproporcional e inconstante e as marcas não conseguiram traduzir a experiência real para o online. 

O quê que isto quer dizer? Que já não há roupas que sejam feitas para se ajustar ao corpo, para cair bem; são feitas para um determinado estilo - ou largo, ou boyfriend, ou girlfriend, ou reto, ou skinny, ou sei lá mais o quê. O tamanho M de uma camisola pode ser igual ao tamanho XS de outra. E por isso costumo dizer que agora a moda se mede aos palmos. O conceito de culottes ou de corsários já mal existe: isto porque agora 80% das calças são para ser usadas acima do tornozelo - falta-lhes um palmo de tecido em baixo. As camisolas da moda, "cropped", ficam a meio do umbigo - algo compensado pela largura imensa da camisola, onde quase dá para meter dois torsos lá dentro - um palmo a menos num sítio, um palmo a mais noutro. Isto para não falar de conceitos híbridos como camisolas caviadas mas com gola alta, onde a medição de "palmos" já nem se aplica.

Se este estilo de moda é mau? Para se manter durante todo este tempo, não deve ser considerado mau pela maioria. Já eu, detesto. Não percebo a lógica da maioria das roupas porque, como a maioria das pessoas (embora elas pareçam não o saber), não tenho corpo para usar a maioria daquelas peças. Eu não tenho uma barriga com os abdominais definidos para usar aquelas camisolas e, por azar meu, não tenho tornozelos bonitos para mostrar ao mundo. Isto faz com que mais de metade das roupas que se vendem não me fiquem bem. Tirando todas aquelas que eu não gosto (pelo corte, pelo padrão, pelos adornos), a escolha fica efetivamente pequena.

E tudo isto piora porque os sites não estão bem construídos. Os tamanhos não são padronizados, o corte das peças não é explícito, não se percebe o tamanho das peças. Há lojas online que já disponibilizam o tamanho da modelo e o tamanho da peça que ela usa - o que já ajuda a ter uma percepção melhor das coisas - mas tudo devia ter medidas, visualização das peça em 3D e, acima de tudo, os mesmos tamanhos. Fico fora de mim quando, na mesma loja, me servem umas calças 38 e outras 42. Não entendo. E é lógico que isto nunca vai funcionar para um cliente online, que não adivinha o que se passou na cabeça de quem fez os moldes.

Acho que há um caminho gigante a percorrer por parte das marcas de moda, no que ao online diz respeito. Quanto ao gosto das pessoas, pouco há a fazer. Sei que vou ter de continuar a levar com roupa que se mede aos palmos.

25
Mar17

Uma vida no meio dos trapos

Quando era miúda havia duas coisas que queria muito fazer: a primeira era ir a um casino, a segunda era ver um desfile de moda. Quanto ao casino, tinha de ter idade para lá entrar; acabei por nunca entrar num tradicional, mas o mini casino no cruzeiro que fiz já me matou a curiosidade que tinha. Já relativamente ao desfile de moda, fartava-me de chatear o meu pai para me levar, e ele nada.

Na minha cabeça, o têxtil - onde a minha família sempre trabalhou e onde eu cresci - era uma coisa intimamente ligada à moda. Dos panos passava-se para a roupa e pronto, estava feito; vim mais tarde a perceber que embora as coisas sejam mais ao menos assim na realidade, muitas vezes estamos tão habituados a ver as coisas de um ponto de vista fechado de que nem nos lembramos do produto final. Um rolo de pano é um rolo de pano - e, acreditem, já dá muitos problemas por si só. Não interessa se vai para camisolas ou casacos; para a Zara ou para a Gucci; para o estudante de moda ou para um estilista de renome. É pano, já dá problemas que chegue, há outros que vêm a seguir e a vida segue neste nicho. Eu compreendo que isto seja assim, mas sempre vi mais além.

Quando roubava as amostras de tecidos das fábricas, imaginava o que dali iria sair. Houve uma fase em cosia as minhas próprias carteiras com aquilo, vestia algumas bonecas e empilhava pano para futuras ocasiões (que nunca viram a luz do dia). E por isso a têxtil, que apesar de tudo é a minha "casa mãe", sempre foi um meio para atingir um fim de que também sempre gostei muito: a moda. Daí a minha curiosidade eterna em ver um desfile, em perceber aquela dinâmica.

Hoje também entendo o ponto de vista do meu pai, que nunca me levou a estas coisas: um desfile de moda não é só um desfile de moda, da mesma forma que um rolo de pano não é só um rolo de pano. A moda é um circo de vaidades. É a fome de aparecer, um mundo de egos exacerbados, de uma competitividade fora de série, de invejas e mesquinhices terríveis. E eu sempre fui educada no sentido exatamente oposto: acima de tudo, no recato. Sempre fui perita em não mostrar, nunca me quis enaltecer por bens materiais mas sim por aquilo que era.

Mas, para o bem e para o mal, só mostramos aquilo que somos quando nos damos a conhecer (e todos sabemos que essa não é a minha especialidade). É muito mais fácil mostrar a roupa nova, o corpo de revista, a casa grande. E, no fundo, nos desfiles, está meio mundo desejoso de ter um fotografo qualquer a perguntar se pode fotografar o seu look, a perguntar que marcas tem vestidas; tudo tira fotos aos seus passes gold, muito bem conseguidos por cunhas travessas, tudo quer ter uma foto na passarela com os seus melhores trapinhos. E embora isso não seja eu, não faça parte de mim, não consigo deixar de me sentir um bocadinho em casa: porque aquelas roupas que desfilam, serão sempre os trapos que eu vi naqueles rolos quando era criança; são, ainda que melhor executadas, as ideias que tinha quando me punha a mexer na minha mini máquina de costura.

Há um ano realizei um sonho: vi um desfile. Na altura fiz aqui um post, que nunca chegou a ir para o ar, que demonstrava o quão feliz estava por ter feito um "check" em mais um sonho da lista mas, ao mesmo tempo, o quão deslocada me sentia num mundo que era o meu, que sempre foi meu, mas que não tinha nada que ver comigo. No fundo, como em quase tudo nesta minha vida. A parte boa é que me vou habituando. E, pelo caminho, vou desfrutando da sorte que tenho.

A verdade é que não tenho posto muitos posts positivos por aqui, mas cá vai: os sonhos realizam-se, mesmo estes, que parecem pequeninos mas que não deixam de nos alimentar a alma. Hoje fui a mais um Portugal Fashion, sozinha mas sempre bem acompanhada, ao desfile que mais queria, com um badge no peito que dizia "press", algo pelo qual lutei mas nunca esperei. Porque para além dos sonhos, a vida também tem disto: surpresas. E algumas, como esta, são muito boas. Fica a foto para a posteridade. 

 

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30
Jan17

Uma colheita de vestidos fabulosa nos SAG Awards

Hoje acordei, abri um olho e enquanto acordava e não acordava, fui passeando pelo facebook. Dei de caras com um artigo da Vanity Fair sobre os SAG Awards, que aconteceram ontem, e mesmo acabadinha de acordar e com apenas metade do cérebro a funcionar percebi logo que ia ter de comentar alguns daqueles trapinhos.

Acho que já o ano passado isto aconteceu - deparei-me com tanta tragédia que não consegui ficar calada. Este ano também apareceram por lá algumas coisas com piada e, nestes tempos que se vivem, não podemos desperdiçar nem que seja um singelo sorrisinho. Tenho para mim que a moda está tão louca que, hoje em dia, o que se vestir pior e causar mais choque é quem leva o prémio para casa. Só isto explica as passadeiras dos maiores eventos do mundo no último par de anos. Mas bom, aqui ficam as ventimentas de ontem:

 

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 Emma Stone num Alexander McQueen. A verdade é que este era um vestido vintage da sua avô - algo que se nota nos detalhes e bordados florais. Mas ao longo dos anos a traça acabou por dar cabo do lado esquerdo da peça, ainda que o valor emocional se tenha mantido intacto. Por isso, em tom de homenagem e confronto de gerações, Emma veste uma peça pesadíssima e quente do lado direito e, do lado esquerdo, saiu à rua apenas com um body da Intimissimi para arejar.

 

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 Brie Larson sem qualquer dó e piedade para com as pessoas com transtornos obsessivo-compulsivos. Aposto o que quiserem que a minha mãe, só de olhar para esta fotografia, está com suores frios. Quer dizer, até a mim, que nem sou contra assimetrias. Mas aqui a questão é mais grave: o vestido está TORTO. Tor-to. E faz com que toda ela pareça torta. E isso não é fixe.

 

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 Kerry Washington pediu um vestido da Micaela Oliveira emprestado a Cristina Ferreira. Bem me parecia que já tinha visto isto n'A Tua Cara Não Me É Estranha.

 

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 Sofia Vergara, és tu? Cadê as transparências? Cadê o corte sereia? Cadê os decotes até ao umbigo? Agora deste numa de colegial e passaste de gata-sexy-arrasadora a menina-de-repa-ao-lado-e-vestido-curto-em-ocasião-de-gala?

 

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Não é difícil perceber a inspiração do vestido de Nicole Kidman, pois não? Até os olhinhos de carneirinho mal morto estão lá. Atentar também aos pormenores de cor naqueles ombros, inspirados nos detalhes dos "ombros" do pássaro. Liiiiiiiindooo. #sqn

 

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 Natalie, querida, muito bem que podes não ser uma daquelas grávidas que gosta de ter a roupa justa à barriguinha, mas também não era preciso teres ido ao Museu do Traje buscar mommy-wear do século XIX, não é verdade?

 

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 Eu juro - mas juro mesmo! - que fui pesquisar o nome desta rapariga (que, para também quer saber, se chama Taryn Manning) porque pensei sinceramente que ela era aquela que fazia o iZombie. Achei de facto estranho que continuasse a encarnar a personagem de forma tão evidente numa passadeira, mas depois percebi que era outra senhora e que foi apenas reviver um pouco da sua fase gótica da adolescência.

 

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Pergunta para um milhão de euros: qual foi o livro que Julia Louis-Dreyfus leu durante as férias de Natal?

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Pior que ter um vestido medonho, é ter um vestido medonho com uma espécie de buraco no sovaco e ainda fazer uma pose sexy para mostrar.

 

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 E acabamos assim. O vestido é péssimo, mas não vou por aí. O pior é mesmo o penteado inspirado na última esfregona da Vilada.

13
Ago16

Cadê os biquínis normais?

Todos os anos há uma praga qualquer que assola as lojas e que arruína uma peça qualquer de roupa, ao ponto de se ter de andar à lupa à procura de algo usável e decente. O ano passado foram as botas: feias, horríveis, grosseiras. Falei disso aqui.

Este ano a praga foi para os biquínis. Onde andam os biquínis normais, giros, bonitos mas simples? Onde é que se arranja uma roupa de banho sem ter trinta fivelas em sítios estranhos, buracos a meio da barriga, cuecas enormes ou subidas até ao pescoço, ou coisas a fingir que são cuecas, de tão reduzidas que são? Onde está a normalidade, o bom senso, a vontade de ficar sem marcas?

Eu ando há procura de um biquini novo há meses - os meus estão velhos, manchados e eu ando sem vontade de os usar. A culpa não é só deles, claramente - é minha, de não me gostar de ver com eles e provavelmente qualquer outro biquini. Mas enfim - queria um novo e não encontro nada que goste: para além de ser tudo estranhíssimo, os preços são muitas vezes exorbitantes. Percebo esta nova vaga de marcas nacionais que invadiu a praça, com todos esses novos conceitos e um espírito diferente e único. Mas a minha questão é: isto resulta mesmo? Ou a vontade de ser diferente é tanta que anda toda a gente a cair no ridículo para ganhar o troféu de mais diferente? É que até eu, que até sou muito despreocupada com as marcas no corpo (ao contrário da maioria das mulheres que conheço), acho um exagero. E, mais do que isso, acho verdadeiramente feio. Já para não falar de que é preciso um manual de instruções para vestir algumas daquelas peças.

A parte boa disto tudo é que acho que não vai durar muito. Isto é como a Desigual: houve uma febre inicial, toda a gente adorava e dava uma moeda de ouro por aquilo, e depois, sem aviso prévio, todos se fartaram e a marca morreu em Portugal. Acho que daqui a um par de anos todos estes biquinis e espécies-de-fato-de-banho não vão sair da gaveta, porque já ninguém vai gostar deles. Até porque, nessa altura, a praga da moda já invadiu outra peça qualquer e o mar voltará a acalmar no que a roupa de banho diz respeito. Até lá, é continuar a vasculhar nas profundezas da internet à procura de coisas usáveis e giras. Deixo-vos, no entanto, com um best-of das milhentas coisas horríveis/que-não-cabem-na-cabeça-de-ninguém que encontrei nas minhas buscas.  

 

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Da Bohemian Swimwear, ou como dizermos "discretamente" que somos adeptas de bondage

 

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Da Bohemian Swimwear

 

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Da Nyos

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Da Papua 

 

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Da Papua 

 

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Da Paraíba, ou como usar uma coleira em forma de biquini

 

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 Da Nyos

03
Mai16

Um susto de MET Gala - edição 2016

Tradição que é tradição é para se manter, não é verdade? Como tal, trouxe-vos mais uma edição de "Um susto de MET Gala", patrocinada por todas as estrelas de Hollywood que escolhem os seus piores outfits para passarem nesta carpete vermelha (é salmão, mas isso agora não interessa nada). A verdade é que havia muito por onde falar, divagar e até rir - mas o tempo e a inspiração não chegam a todo o lado, por isso hoje fiz esta seleção, com muito carinho e amor, só para vós. Preparem os olhinhos e essa mente, porque há coisas aqui capazes de traumatizar uma pessoa!

 

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Alguns chamam-lhe MILF. Aqui no Porto aposto que lhe chamariam outra coisa (e vocês ainda nem viram o rabo!).

 

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 Taylor Swift, querida, és tu? Começo a achar que a teoria desenvolvida na nova temporada do X-Files é mesmo real e que a Taylor-fofa-e-cantora-de-country foi levada por aliens.

 

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 É com algum orgulho que vos digo que este look foi inspirado em mim, enquanto criança. É verdade: eu espetei-me muitas vezes contra canteiros. Como tudo na vida, isto em Hollywood é um pouco romanceado: esta senhora ficou com borboletas presas no cabelo, eu só trazia galhos e um dente partido. Falta de glamour da minha parte.

 

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 Senhoras e senhores: Lupita Nyongo (ou o escovilhão mais alto da história).

 

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 Se eu fosse o Bradley não gostava de ver a minha namorada a sair de casa com uma saída de noite sexy, que ela tinha comprado especialmente para uma noite com ele. Mas isso sou eu, claro!

 

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 Sarah Jessica Parker estava um bocadinho farta de ser sempre falada como um dos looks mais exuberantes da MET Gala e blablabla. Vai daí, vestiu os seus corsário de ioga, um tank top que tinha dos seus tempos de miúda e um casaquito e... siga para a evento. Não há como falhar, não é verdade? Se não fosse o cabelo nem tínhamos notado que ela se veio a vestir pelo caminho.

 

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 O Capuchinho Vermelho foi comida pelo Lobo Mau. A Lorde foi comida pelo vestido (aliás, nota-se pelo ar de profunda infelicidade).

 

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Selena Gomez a aproximar-se da realidade das pessoas ditas "normais": havia de chegar o dia em que se ia esquecer de levar os coordenados com ela na viagem e, pimbas, foi ontem - em desespero de causa, teve de ir buscar um vestido a casa da avó. Como achou que era muito simples, foi à sex-shop ali ao virar da esquina e comprou um mini corpete de cabedal, só para dar aquele sex appeal. #nãoresultou

 

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 Que ninguém condene a pequena Solange! Se o clima em NY for parecido com o de cá, é mais do que óbvio que a pequena ficou em estado de choque com este verão horroroso. Como tal, e tendo em conta a instabilidade meteorológica, a Solange decidiu ser o sol das nossas vidas. Até aquelas labaredas que o sol tem estão ali retratadas, com aqueles folhos fora do sítio. Isto é tudo uma questão de perceber o conceito, meus amigos.

 

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 É importante saberem que acordei às 7h da manhã para vos escrever este post. Esta imagem da Gaga foi o que me fez realmente acordar. DE SUSTO. (dica: é uma boa alternativa à cafeína)

 

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 Na na na... Kerry Washington, querida, enganaste-te no festejo: hoje não é dia das bruxas!

 

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 Não sei como é que uma pessoa pode voltar a viver a sua vidinha normal depois de ver isto. Nicky Minaj com as mamas a saltarem-lhe para fora e apenas segura com aqueles cintos ao bom estilo dos fatos de pai-natal... isto tem tudo para virar pornografia em menos de quatro segundos.

 

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 Eu podia inventar qualquer desculpa para pôr a FKA Twigs nas mal vestidas... mas nem me vou dar a esse trabalho.

É a FKA. Namora com o meu Robert. É horrível. E está nas mais feias. Fim de de discussão.

 

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 Não se percebe bem o vestido da Katy Perry, tendo em conta que o tema era qualquer coisa como robots e tecnologia. Mas agora percebo: o outfit é só uma manobra de distração, pois o cerne da questão está todo na cara. A verdade é esta: a Perry trouxe-nos ontem uma tecnologia inovadora. Ela estava a matar pessoas só com o olhar. (A sério, se tivéssemos a foto com infravermelhos via-se perfeitamente).

 

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 Que me conhece sabe que me custa pôr isto aqui, mas a verdade é que tudo é mau - o cabelo em particular. Eu não consigo lidar com aquele loiro com raízes escuras. Fico com náuseas!

 

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Emma Stone: era suposto teres vestido algo inovador e não ires à caixinha de recordações do "Gladiador" para adornares o vestido. 

 

18
Mar16

"Tu, na indústria da moda?"

É esta a resposta que muitas vezes levo (ou pelo menos que parecem dizer só com o olhar) quando digo o que estou a fazer da vida. São reações que partem acima de tudo por pessoas que não me conhecem - porque quem me conhece sabe que o mundo da moda e da têxtil cresceram comigo. Os tecidos, os rolos, as tintas, o fumo e o barulho foram, durante anos a fio, o meu ATL - e desde muito pequenina que dizia que, "quando for grande quero trabalhar aqui". E apesar de todas as voltas que a vida dá, de todas as escolhas que fui fazendo e que me distanciaram deste caminho que queria para mim desde tão cedo, vim parar ao mesmo ramo, mesmo estando numa área onde tal não fosse tão previsível. Foi, claro, uma escolha da minha parte - mas eu diria que também teve um dedinho do destino, que me "realinhou as estrelas" e me voltou a lembrar do caminho que quis para mim, desde miúda. 

De qualquer das formas, e tendo em conta aquilo que o mundo da moda espelha para o exterior, percebo um pouco a reação que as pessoas têm. A televisão e os outros meios de comunicação social passam a imagem de que tudo neste mundo é glamoroso e fora do normal - e, na realidade, não é. Pelo menos em grande parte do processo da "moda", desde o fio até à confeção. Existem, claro, pessoas sui generis - como existem em todas as áreas. Se os estilistas e designers têm mais propensão para umas tendências mais amalucadas e diferentes? Têm. Se os grandes consumidores de moda também são parecidos (ou tentam ser)? Também pode ser verdade. Mas eles representam uma pequena parte do processo produtivo que a têxtil exige. Há muito mais para além disso. Há partes que não são nada glamorosas, há partes chatas, há partes iguais a todos os outros negócios (burocracias, contabilidades, trabalhos de escritório) - e embora nós só valorizemos o trabalho final, a verdade é que isso não seria possível sem todo o processo que está por detrás. Esse maioritariamente feito por pessoas mais que "normais".

No blog não dá para ter percepção disso, mas eu tenho dois pólos distintos em relação à minha forma de vestir: na maioria dos dias (aí uns 90%), opto por tudo o que é simples, confortável e - nestes dias de inverno - quente!; nos outros 10% dos dias, normalmente fins-de-semana, decido arranjar-me e produzir-me um pouco mais, normalmente sem razão aparente - só porque, nesse dia, me sinto especialmente bem e bonita e me apetece calçar uns sapatos de salto alto, umas calças amarelas e um casacão diferente. Ainda assim, a grande maioria das pessoas está habituada a ver-me de sapatos rasos ou botas de cano alto, calças de ganga e básicos. SIm, porque palavra chave do meu roupeiro é "básicos". Uso básicos todos o dias, nem que seja debaixo de camisolas mais "bonitas" - e quase todas as minhas peças de roupa têm uma só cor, sem desenhos ou floreados, alterando-se apenas o material e o corte. O que vai dando um toque de diferença aos meus looks, maioritariamente no inverno - no verão, com os vestidos e a vontade de usar um pouco mais de cor, a tendência dos "básicos" atenua-se um pouco - são os cachecóis e os casacos, onde tento caprichar um pouco. De resto, a simplicidade é o meu nome do meio.

Posto isto, e tendo em conta a imagem que temos das pessoas que adoram moda, eu sou precisamente o oposto. Também graças a esta vaga de blogs de moda - que muitas vezes estão completamente a leste de tudo - as pessoas acham que quem gosta deste mundo tem de estar sempre a seguir tendências, usar chapéus para o trabalho, estar maquilhada todos os dias, tirar selfies a olhar para não sei onde... e isso está errado. Para mim, é triste ver que neste mundo que amo desde pequenina, ainda mais do que antes, o que importa é ver e ser visto (como escreveu a Maçã de Eva, num post que vale a pena ler e que subscrevo na íntegra). A Moda Lisboa e o Portugal Fashion (que começou há dois dias), que deviam ser para quem percebe e gosta da coisa de forma genuína, são a prova provada de que quem "gosta de moda", muitas vezes, não percebe peva sobre o assunto, caindo no ridículo em nome de certas "tendências".

Eu uso básicos, não uso chapéus, saltos altos ou maquilhagem on a daily basis;  fui ontem ao meu primeiro desfile de moda, comecei agora a trabalhar no ramo e cresci à volta dos tecidos. Eu gosto de moda, adoro a têxtil e não preciso de ser o centro das atenções para que saibam disso. Há que perceber que a moda não é só feita de quem ser olhado.

 

 

 

(adenda: mesmo sabendo que a "moda" e a "têxtil" são áreas diferentes, para mim, uma não vive sem a outra e muitas vezes quem trabalha uma, trabalha outra; daí junta-las no raciocínio do post)

29
Fev16

Óscares - "fashion advisors precisam-se"! (ou as tragédias da red carpet)

E já está, assim se passou, mais uma vez, a maior passadeira vermelha do ano. Não sei se sou eu que estou mais exigente, mas tenho a percepção de que isto vai piorando, de ano para ano. Tal como no último ano, não houve momentos "WOW" e vestidos de fazer cair o queixo; foi tudo fraquinho, até em termos de celebridades - faltou o Brad e a Angelina, a Jennifer Anniston, Kate Hudson, Gwyneth Paltrow, George Clooney, Helen Mirren, entre tantos outros. 

Para vosso regalo (e meu, admito), o que não faltou foram trapinhos horríveis. Nada de fazer cair as órbitas, é verdade, mas muito mau gosto deambulou por ali. Ficam os comentários, que sempre deram para dar uso à minha má língua (que, admito, hoje até nem está muito afiada).

 

P.S.: Para evitar comentários de pessoas ofendidíssimas com as minhas opiniões, acrescento aqui - como se isso não fosse óbvio! - que isto não passa de uma brincadeira que tem como objetivo divertir ambas as partes enquanto apreciamos os trapinhos que passaram ontem na cerimónia dos Óscares. Nenhum comentário tem como objetivo a ofensa pessoal.

 

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Alerta, alerta, alerta! O guarda-fatos do Manuel Luis Goucha foi assaltado e o Correio da Manhã não noticiou!!!

 

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 Jordyn Blum, na tão conhecida série do fui-roubar-os-cortinados-à-casa-ao-lado. O único pormenor aqui é que a casa ao lado era, na verdade, um bordel. Daqueles à antiga. Há azares assim.

 

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 Acho um bocadinho indecente que, num mundo onde abunda o dinheiro, se poupe em dois palmos de vestido. Bem sei que a aplicação dos detalhes, missangas e lantejoulas é cara mas... Forretas!

 

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 Qualquer semelhança entre o Armani da Naomi Watts e uma Carpa Koi roxa é pura coincidência.

 

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Gosto da coerência deste look: é tudo péssimo!!! A cara, a postura, a perna de fora, as sandálias aparentemente grandes, o tom pálido do vestido e, claro, aquela manga descaída que proporciona aquele que é, provavelmente, o pior decote do século. Mas, como diz o meu querido pai, a coerência é que é importante!

 

HeidiKlum.jpg

Heidi Klum com um vestido de dama de honor comprado ali na rua 31 de Janeiro, também conhecida como a rua dos piores vestidos de noiva de todo o sempre. É que nem as florinhas com os restos de tecido faltaram!

 

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E o prémio do vestido que mais mal assenta nestes óscares vai para... Sophie Turner!

 

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Kerry Washington, num Gucci, revelando a sua faceta de Dominatrix. Cadê o chicote?

 

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O casalinho eterno é de babar, mas o vestido da Kate Winslet é a prova de que Hollywood está em crise. Um grande saco do lixo com um tratamento de impermeabilidade, Kate? A sério?  

 

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Que belo par de jarras! Quer dizer... beringelas!

 

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Uff, a noite deve ter sido caliente! O vestidinho de noite feito de seda, o rasgão pela perna acima, o desarranjo total na parte de cima e a aparente falta de soutien... só prova que o Stallone ainda está aí para as curvas, qual Paulo Futre! O motor ainda arranca, não é verdade?

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