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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

20
Mai16

Os ovinhos de Santa Clara

Restam-m três dias de estágio e as saudades já apertam. Tem sido uma experiência enriquecedora a todos os níveis - tenho aprendido muito. Sobre mim, sobre a vida, sobre os outros, sobre a comunicação nas empresas, sobre a têxtil, sobre figuras públicas, sobre família, filhos, pais, religião, moda. Tive a sorte de cair no meio de uma equipa de mulheres que são loucas à sua maneira peculiar mas incrivelmente saudável; que trabalham mas que convivem, que riem até chorar e que choram quando assim tem de ser; que tanto falam pelos cotovelos como estão no segundo seguinte concentradíssimas a olhar para o papel que têm à frente. Mas sobre tudo isto falo daqui a mais uns dias, quando já não tiver de viajar todos os dias para a frente do mar; quando já não entrar por aquela porta e já não me rir, no máximo, nos 5 minutos seguintes por qualquer patetice que por lá se passa.

Como disse, um dos tópicos que também aprendi nestes três meses foi religião e fé. Sempre foi algo em que me senti "pobre" em conhecimento, porque apesar de ouvir falar e discutir alguns assuntos, tenho de facto pouca experiência. Cresci no seio de uma família de cultura cristã, mas aqui em casa ninguém é praticante - e dividimo-nos entre os crentes, os agnósticos e os ateus. Eu fico entre as últimas duas categorias, dependendo da fase da minha vida. Fui batizada mas nunca pus um pé na catequese - e o único ponto negativo que tiro disso é mesmo a minha falta de cultura no que diz respeito a assuntos religiosos, porque nunca senti nenhuma ligação a este tipo de coisas de forma a me apetecer ingressar nestas aulas. Os meus pais deram-me o poder de decisão e eu sempre disse que não queria ir - e não me arrependo minimamente. 

Mas nestes últimos tempos no escritório temos discutido as questões da religião e fé quanto baste - duas filhas das minhas colegas vão fazer a comunhão e eu, leiga como sou, aproveito para sorver toda a informação possível e aprender o mais possível. Também me tenho rido quanto baste - uma delas está a aprender as músicas para cantar no coro e eu vou pesquisando as músicas no youtube, para ela ir treinando, e é toda uma risota. Discutimos também os rituais, como se faz isto e aquilo, das confissões aos padres até às festas que se fazem em casa. Enfim!

Nas últimas duas semanas andamos toda atentas à previsão do tempo, sempre na expectativa de estar um sol radiante este fim-de-semana, para que tudo corra na perfeição. No entanto, depois de tanta expectativa, treino e conversas, o dia aproximava-se cada vez mais e a previsão de tempo não era a melhor. E no escritório decidiram passar para o plano de emergência. E qual é o plano de emergência, perguntam vocês? Pôr ovinhos em Santa Clara.

Não se sintam totós, porque eu também nunca tinha ouvido falar disto na vida - mas, pela pesquisa que fiz, é uma tradição até conhecida nos sites de casamentos para quem prefere ter um casamento abençoado sem ser molhado. Segundo diz a "lenda", quando se precisa de bom tempo e as previsões não são as melhores, deve-se levar uma dúzia de ovinhos à igreja de Santa Clara. Devem ser caseiros (não há cá forretices!) e, pelos vistos, devem ser levados por uma mulher amiga e próxima da família da noiva ou anfitriã da festa (dependo do evento). É deixar lá os ovinhos, ter uma conversinha com a "senhora" e esperar o melhor. 

A emergência agora era mesmo encontrar os ovos caseiros - e eu aí fiz a minha boa ação do dia e levei uma parte dos ovos, patrocinados diretamente pelas minhas galinhas. Não sou de acreditar nestas coisas, mas tinha piada se resultasse - e não custa tentar, em prol de umas festas mais quentinhas. É esperar que resulte. 

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