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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

15
Set21

Uma história com princípio, meio e sim! #16

Decoração da sala, flores, bouquet e souvenirs

Agora que já atravessamos os tópicos mais "macro" do casamento - aquelas coisas que têm mesmo de se tratar, que se são exaustivas e por vezes chatas - passemos à parte facultativa e, para mim, mais divertida. Falemos do que é mutável, personalizável e eventualmente memorável. Já disse aqui - muitas vezes? - que tinha um medo atroz que o meu casamento fosse igual a todos os outros e queria muito fazer (e ser) diferente naquilo que conseguisse, de forma a deixar o meu (nosso, meu e do Miguel) cunho. O meu desejo era que um convidado olhasse para trás e tivesse meia-dúzia de memórias daquele dia, que retivesse algo porque notou a diferença.

E se por um lado fizemos coisas à grande (ainda não contei, mas contarei em breve), por outro tivemos muito cuidado com todos os pormenores. Também já o referi aqui, mas repito - acredito profundamente que são os pormenores que fazem a diferença. São eles que tornam o todo melhor, mesmo que não sejam notados na sua individualidade; as coisas pequenas têm essa dinâmica infeliz, de serem notadas apenas quando falham e não quando estão presentes, mas faz parte. E embora muitas pessoas não tenham reparado em metade, nós reparamos e fizemo-lo com gosto e com propósito.

 

A decoração da sala é das primeiras coisas que se decide, assim como a disposição primária das mesas e do local do DJ. Passa-se depois para a decoração das mesas. As quintas funcionam, na sua generalidade, por packs; normalmente existem três: um mais básico, outro de gama média e outro de gama alta. Aquilo que difere entre eles é normalmente a quantidade (e qualidade) do álcool envolvido, o número de buffets e sua diversidade, e alguns extras como fogo de artifício, champanhe à entrada, etc. A decoração, à semelhança de muitos outros serviços que as quintas oferecem, funciona por acrescento; independentemente do pack que se escolha, trabalha-se sempre com base no serviço de loiças/talheres mais básico que existe (que é branco, branco e... branco). Querem diferente? Pagam. Querem um copito com cor? Pagam. Um talher dourado? Pagam. Uma toalha azul em vez de branca? Pagam. São as regras do jogo.

A primeira coisa que fizemos - e que para nós era imperativa - foi mudar as cadeiras. Nos últimos meses vi muitas, muitas, muitas fotos de casamentos - e segundo um estudo feito por mim (cujo rigor não consigo garantir, mas não têm outra hipótese senão confiar), 80% das quintas de todo o mundo têm exatamente as mesmas cadeiras (podem ver aqui). Como é que isto é possível? Não sei. Mas aquele fornecedor deve ter feito bom dinheiro. Azar dos azares, nós detestamo-las - e por isso o nosso maior investimento ao nível da decoração foi noutro tipo de cadeiras (as desta foto), mais amadeiradas e rústicas, tal como o tema do casamento. Acrescentamos também um marcador de palhota, um guardanapo e um copo verde, para não ter tudo um tom deslavado. As mesas dos convidados eram redondas, com atoalhados cor de linho (pack básico); a mesa dos noivos, onde nos sentamos nós e os nossos pais, era de madeira, com um arranjo floral suspenso, muito bonito, que acho honestamente que foi dinheiro bem gasto. O centro floral das mesas era adornado por um cubo, pelo qual também tivemos de pagar (e, bem... era dispensável, admito).

As flores foram providenciadas pela quinta, sendo que só vi os arranjos no próprio dia. Disse apenas aquilo que queria - eucaliptos, gipsofilas, astromélias e tudo o que fosse na mesma onda - e, no dia, era esperar que gostasse. A ideia era que predominassem os verdes, com os pequenos apontamentos de branco, o que foi cumprido. Não queria rosas e algumas apareceram lá pelo meio - mas, confesso, foi para o lado que dormi melhor. Na verdade só vi os arranjos com "olhos de ver" no dia seguinte ao casamento, quando fui deixar uma série de coisas que  tínhamos deixado na quinta.

 

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Cubos no centro de mesa, com arranjos florais

 

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Suspenso da mesa dos noivos (infelizmente não tenho uma foto do conjunto mesa-suspenso)

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Disposição da mesa e decoração

 

Havia apontamentos florais também nas cadeiras a caminho do altar e optamos por ter um semi-arco de folhas antes das cadeiras (algo parecido com isto), que serviu à posteriori para tirar as típicas fotos de pose. Não tenho nenhuma foto onde ele se veja claramente e, honestamente, acho que não fez muita diferença (espero estar enganada, uma vez que custou um dinheiro razoável). 

Mas não podia falar em flores sem falar das mais importates de todas: as do bouquet! Os ramos das noivas fazem parte daquela lista absurda de coisas comuns que normalmente são baratas mas que, como é para casamento, passam a custar os olhos da cara. Nunca esteve no meu plano ir a uma florista e dizer que ia casar; ia pedir um ramo normal, com as características que queria, e depois estilizava-o da forma que desejasse, caso fosse necessário. Na altura até andei a ver ramos na internet, para não ter de enganar ninguém (nem me roubarem a mim), mas entretanto falou-se da florista da minha sogra, que se disponibilizou a fazer o trabalho. Trabalho esse que eu não podia recomendar mais - por ser criativo, dedicado e feito à minha medida; por ser um negócio local, que todos devemos ajudar. 

Dei à Verónica, da BelaDona, a ideia daquilo que queria e uma série de fotos para servirem de inspiração. Tendo em conta que o casamento seria todo em tons de castanho e verde, queria dar no bouquet um apontamento de cor. Mas, mais importante, queria muito que fosse feito com flores secas, de forma a que o ramo aguentasse uma vida sem se estragar. Passado uns tempos passei na sua loja, no Castêlo da Maia, onde tinha um monte de flores diferentes para escolher. Depois foi só deixá-la fazer a sua arte. 

Mandei fazer o meu bouquet, um outro muito semelhante para atirar (que acabou por não acontecer), dois pequenos raminhos para colocar nas campas dos meus avós e um apontamento para o fato do Miguel. O que restou das flores foi para o bolo, que ficou com uma decoração única e que "casava" com o meu ramo. Daí ainda sobraram alguns raminhos de cada espécie, com os quais fiz - já depois do casamento - pequenos ramos para oferecer às mulheres que me acompanharam nesta jornada: mãe, irmã, cunhada, sogra e meninas das alianças. O principal, o meu bouquet, mora hoje no nosso quarto - comprei uma jarra de propósito para ele e é a peça que me lembra diariamente que aquele dia aconteceu.

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O bouquet, ainda na florista, sem a parte do "punho", que esteve em hipótese ser em ráfia ou corda, mas que acabou por ser um fio estilo papel kraft

 

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No dia, já com o bouquet pronto

 

A Verónica ficou ainda responsável por fazer os nossos souvenirs. Não queríamos dar nada que fosse para uma gaveta e nunca mais ser visto, que é o que acontece com a maioria das lembranças de casamento. Vimos várias alternativas, pensamos num íman para o frigorífico, máscaras... mas a ideia que ganhou foi mesmo a primeira: suculentas. É algo que (à partida) não vai para o lixo nem se guarda numa gaveta e que, não tendo utilidade prática, será sempre algo decorativo e que serve a maioria dos gostos (até porque havia variedade para escolha). Para além disso, no universo das plantas, faz parte daquela lista que não exige grandes cuidados ou atenção, tendo uma maior hipótese de sobrevivência mesmo em casas que não tenham este hábito. Ainda por cima seguia o nosso tema: rústico, verde e floral. Melhor era impossível! :)

Não consigo dar valores de referência do serviço de florista, pois todas estas peças não foram pagas por nós. No entanto, sei seguramente que não foi nenhum balúrdio - e que o meu bouquet terá custado muito menos do que os absurdos 150, 200 ou 250 euros que muitas vezes pedem para este tipo de arranjos. Por isso o conselho é o mesmo que o dos cabeleireiros: procurem, perguntem, arranjem referências e conselhos de pessoas amigas, não menosprezando pequenos negócios como este que, no meu caso, fizeram tod a diferença.

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Ainda na florista, o primeiro exemplar das nossas suculentas, envolvidas em ráfia e com um pequeno laço verde à frente. Havia ainda um detalhe em papel kraft com os nossos nomes - o design foi feito por mim e mandei imprimir as rodelas na 360 imprimir.

 

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O setting do bolo (decorado com as flores do bouquet), onde estava também o nosso livro de assinaturas e as suculentas. As caixas de madeira onde elas estavam e onde as distribuímos já eram minhas - umas utilizadas na arrumação de fotos, outras em produtos de beleza - e utilizei-as no dia para não ter de comprar outras para o efeito. O rústico, mais uma vez, presente.

 

No post seguinte falo de tudo o que é estacionário e outros detalhes - a maioria deles feitos por nós.

17
Abr19

O nosso escritório é a nossa segunda casa

O ano está a passar num fósforo. É incrível pensar que já passaram quatro meses desde que me instalei na antiga fábrica do meu avô e estou desde então a tentar tomar as rédeas da empresa. Se por um lado vejo o tempo a voar, por outro apercebo-me do quão lento vai ter de ser este processo. Gostava muito de escrever mais sobre isto, sobre esta dificuldade de pegar numa instituição que parou no tempo, da relação com os meus colaboradores, com o facto de ser filha e neta do patrão... mas o tempo não ajuda e o tópico é demasiado sensível para ser escrito de ânimo leve. Mas fica aqui prometido que vou tentar.

A primeira coisa que fiz quando lá cheguei foi tornar as coisas confortáveis. Limpas. Organizadas. Uma empresa não é a casa de ninguém, mas é a segunda casa de muita gente - se pensarmos bem, há muitas pessoas que passam mais tempo nos seus locais de trabalho do que nos seus lares. E todo este processo implica tempo, paciência, investimento, planeamento e muita organização. Está longe de ser uma coisa que se faz num piscar de olhos. Vai demorar muitos meses - senão anos - para que as coisas fiquem como projeto. Mas fui pegando em pequenas coisas e alterando.

Fizemos obras nos quartos de banho dos escritórios. Foi um processo longo para os meus ouvidos (entre rebarbadoras e Quim Barreiros a tocar na rádio), mas muito interessante para mim, pois fui eu que escolhi tudo - desde as cerâmicas do chão e das paredes até ao porta-piaçaba. Tudo. De uma ponta à outra. Fiz do Leroy Merlin a minha terceira casa e diverti-me muito ao ver transformar uma coisa medonha em algo que, aos meus olhos, ficou incrível. 

Remodelei, com as minhas próprias mãos, a zona de receber os clientes - fazer cafés, chás, oferecer bebidas e etc. Limpei tudo, forrei prateleiras com papel de parede, comprei todo um novo set de chávenas, porta-guardanapos, colheres e tudo o que é necessário para os outros se sentirem confortáveis. Pus tudo com um aspeto limpo. Novo.

Deitei dezenas de arquivos fora. Calcei as luvas e foi tudo a eito - sem relações sentimentais à mistura. Guardei um par de coisas que achei graça, mas de resto foi tudo o que era memória, desperdício ou ocupação desnecessária de espaço para o lixo. Disse muitas vezes, a mim e aos outros: "eu posso trabalhar numa fábrica velha; não vou é trabalhar numa fábrica porca". E assim foi.

O último passo de grande mudança foi a montagem do meu escritório. Mais uma vez, tudo escolhido e montado por mim - porque sou mulher, mas não sou um rato, e sinto que tenho tudo para provar ao mundo. Escolhi, carreguei e montei tudo o que lá tenho e posso dizer, finalmente, que me sinto confortável. Estou muito contente com o resultado. Não tenho nada contra quem tem espaços completamente impessoais, mas não era assim que eu me via a trabalhar - eu preciso de um espaço meu, que me diga algo, em que possa respirar fundo em momentos de stress e sentir-me a melhorar. Não tem fotos minhas, da minha família, ou símbolos futebolísticos, mas quem me conhece sabe que parte de mim está ali.

E está, cada vez mais. O trabalho adensa-se. Começo a enterrar-me naquela cadeira e as manhãs que agora passo lá são, por vezes, parcas para aquilo que quero fazer e o que me cai em mãos. Mas, para já, vou continuar o meu caminho - terminar a pós-graduação e só depois pegar naquilo por inteiro, esmiuçar-me em todos os processos, saber o nome de todos e fazer com que todos saibam que eu estou ali para mudar as coisas para melhor. A caminho do futuro.

Para já, o futuro é isto. Um escritório. Pensado com muito amor e carinho. Ficam as fotos e referências de onde comprei algumas das coisas. 

 

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Tampo de secretária, estantes, cadeira, candeeiro, ganchos para pendurar casaco: IKEA. Quadro de costela-de-adão, tapete: Leroy Merlin. Planta: horto local.

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Iniciais da empresa: loja CASA.

 

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Plantas artificiais: IKEA e Kinda Home (esquerda e direita, respeticamente). Capas arquivadoras: Note, lojas Continente. Frascos e caixinha para cartões (em cima da secretária): loja dos chineses.

 

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Porta canetas: Staples. Decoração de parede: Área.

 

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Relógio de parede e almofada: IKEA. Cadeirão: La Redoute.

 

Querem ver o antes e depois das casas de banho?

08
Out17

Toda eu dedicada à bricolage (ou como consegui pendurar as sardinhas Bordallo Pinheiro)

Hoje estou mesmo muito contente porque sinto que consegui fazer algo útil do meu dia. A falta de posts aqui no blog não tem sido por acaso: esta semana foi caótica, daquelas em que não há mesmo tempo para nada que não seja obrigatório ou que já esteja nos planos, por isso cheguei ao feriado e caí para o lado. Atentem a isto que vos vou dizer: nessa noite, dormi 11 horas! On-ze! Acho que os meus pais estiveram prestes a entrar no meu quarto só para ver se eu respirava... e nessa tarde ainda dormi um par de horas e tem sido mais ao menos assim até hoje, em que consegui "desvetalizar-me" (um verbo acabado de inventar por mim, cujo significado é "deixar de ser um vegetal").

Uma das dezenas de projetos que queria concretizar até ao Natal era conseguir tirar as minhas sardinhas Bordallo Pinheiro das caixas. Já aqui falei sobre o meu amor por loiças, sobre as sardinhas da Bordallo e da dificuldade que tinha em lhes dar uso e penso que também mencionei a minha paixão por andorinhas. No fundo, é a confirmação que precisavam de que eu sou mesmo uma velha de espírito: adoro de loiças e, ainda por cima, gosto de as mostrar ao mundo. (Mas calma, ainda não cheguei ao ponto dos cães de loiça, descansem).

Mas vamos ao que interessa: desde que as sardinhas da Bordallo Pinheiro viram a luz do dia que eu as adorei. Entre as que comprei e que me foram oferecendo, colecionei quatro - e só parei porque as tinha guardadas nas caixas originais, no fundo da prateleira, com medo que se partissem, e por isso achei que não valia a pena estar a comprar mais até ter uma solução. Isto porque não as conseguia pendurar de maneira segura e bonita - elas são meio desconchavadas e a própria Vista Alegre, que as comercializa, não tem nenhuma solução viável/vendível para as apresentar. 

Passaram anos. Já as tive expostas numa prateleira, mas elas bambaleavam tanto que eu sabia que era uma questão de tempo até virarem cacos. Guardei-as. Mais anos passaram. Até esta semana. Já tinha andado a pesquisar soluções para este problema e não encontrei nada - apenas uma breve menção num blog, que na caixa de comentários também falava sobre a dificuldade em as pendurar - mas expus a questão aqui em casa e pus mãos à obra, até porque já tinha uma ideia construída na minha cabeça. Já que estava numa de bricolage, ia fazer a coisa bem feita e em dose dupla: para além das sardinhas, também penduraria as andorinhas, que estavam tão abandonadas como os outros animais de loiça. 

Comprei duas molduras médias, com alguma profundidade, assim como um pouco de papel de parede para forrar cada um dos fundos das molduras. Posso adiantar já que tudo o que usei foi comprado no Leroy Merlin, incluindo a cola para o papel de parede - que, neste caso, era para madeiras, uma vez que a tela é de uma espécie de pladur. 

Depois de "forrados" os fundos, vinha o busílis da questão: pendurar as sardinhas. A minha ideia inicial é que elas ficassem "deitadas", na horizontal, mas depressa percebi que isso seria impossível. O sítio onde está o buraco é feito para que elas se (des)equilibrem de pé - e dar a volta ao centro gravitacional das peças dar-me-ia demasiado trabalho (ou seja, mais uns anos à espera), por isso decidi seguir pela via simples: aceitar que era assim e seguir caminho. Encontrei umas ferramentas de pendurar objetos no Leroy, que nunca tinha visto antes, e que me resolveram o problema: são fáceis de colocar, não furavam demasiado a tela (não queria ter pregos do outro lado a riscar-me a parede) e eram perfeitas para o encaixe (ver na foto abaixo).

 

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O resultado final ficou, na minha opinião, incrível. Escolhi um papel de parede em tons de cinzento, que parece traves de madeira, onde a intenção era combinar com os tons vermelhos, brancos e pretos da maioria das minhas sardinhas. 

 

 

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Depois das sardinhas respirei de alívio: com as andorinha seria muito mais fácil. Ou não! Todas elas eram diferentes, compradas em locais distintos, por isso também não consegui pendura-las a todas da mesma forma: umas desequilibravam-se, outras precisavam de mais suporte, umas tinham arame, outras tinham um buraquinho minúsculo. Tive de dar asas à imaginação e, numa só tela, usei três soluções, como podem ver abaixo: primeiro a alternativa que usei nas sardinhas, segundo um preguinho com um cabeça mais alta para segurar no arame e terceiro um pionés. 

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Neste caso, escolhi um fundo azul e branco, para dar a ideia de céu - mas não ser algo demasiado óbvio, com nuvens e derivados. Adoro. Acho que ainda consigo gostar mais deste resultado final do que o das sardinhas - e eu achava sinceramente que isso ia ser impossível! O detalhe do pássaro cor-de-laranja é coisa para arrebatar o meu coração. (Obrigada mãe <3)

 

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Sei que a maioria das pessoas se está a borrifae sobre estes problemas de 15º mundo de como-pendurar-sardinhas-da-Bordallo-Pinheiro, mas eu andei tanto tempo atrás de uma solução que não podia deixar de partilhar. E, para além do mais, qualquer um dos meus projetos de bricolage é digno de um post: são tão raros que têm de ser mencionados! E isto ficou tão, tão giro que eu ainda me babo de orgulho de cada vez que olho para as fotografias. Ah, e já sabem: podem começar a mandar vir mais sardinhas, que agora já não têm de ficar a morar dentro da caixa ad eternum!

20
Jul15

Mudança de quarto & mudança de ares

Há uns meses atrás mudei de quarto. A ideia era passar para o "bright side of life" e viver numa área com mais luz, menos sombria e que, mesmo em tempos de estudo, me desse alguma vitimina D. Isso implicou obras, pinturas, instalação de um novo ar condicionado, tornar a pôr as prateleiras, os candeeiros e todas essas chatices típicas de mudanças, mesmo que seja para um quarto poucos metros ao lado do nosso.

Mal as coisas críticas ficaram prontas, mudei-me e dispus as coisas um bocadinho ao calhas. Foi uma altura de muito trabalho na faculdade, com o programa de televisão a aproximar-se perigosamente e eu não tinha tempo a perder com pequenos detalhes. A decoração do quarto foi ficando para depois. E para depois. E para depois. E continua até hoje, uma vez que ainda não está acabado. A parte da parede da cama e a própria cama ainda não estão finalizadas (por isso não fotografei), porque quero alterar alguns pormenores. O objetivo, neste momento, é continuar com o quarto em tons neutros e acrescentar alguns apontamentos de cor - sendo que o amarelo é a cor que quero que predomine nesses pequenos detalhes.

Admito que o facto de querer fotografar tudo isto também deu um empurrãozinho para que terminasse a parte das prateleiras e fizesse algumas mudanças e compras de última hora. A maior alteração foi numa das prateleiras, que virou homenagem a uma parte muito importante da minha vida: os livros! Para dar um brilho especial, também já mora cá o Fernando Pessoa (pintado de azul), uma prenda de anos que me encheu o coração. O "cantinho da minha avô" também mudou de sítio, mas consegui arranjar forma de se manter com destaque no meu quarto.

As velas, as fotos, as frases, as pequenas luzes e os apontamentos de viagem continuam presentes. E, acima de tudo, a luz amarela e acolhedora e todo este envolvimento de coisas minhas que me faz sentir bem, e em casa, mais do que nunca.

 

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25
Jan15

Primeiro fim-de-semana

Primeiro fim-de-semana de férias desde que o semestre começou: as aulas acabaram, os trabalhos estão mais que entregues, os exames estão todos feitos e só se esperam os resultados. Primeiro fim-de-semana que não tive de acordar cedo para estudar ou acabar um trabalho; primeiro fim-de-semana que tive tempo para pensar em tudo que se passou neste último mês, em que não me escondi por detrás dos livros e dos resumos para esquecer. Primeiro fim-de-semana que foi de limpezas, mudanças e de ar fresco - tudo um bocadinho do que não tinha há meses!

Com meio mundo doente e com gripes de caixão à cova (eu já tive a minha dose), ontem saí sozinha para sair um bocadinho da rotina casa-faculdade e casa-ginásio, que me estava a desgastar. Também admito: já tinha saudades de estar umas horas só comigo mesma. Fiz uma visita rápida ao IKEA, para comprar umas molduras para algo que tinha em mente (ver em baixo) e depois, como a praia ficava ali ao lado e o pôr-do-sol estava quase a acontecer, despachei-me para o apanhar. Fiquei ali meia hora, a ver o sol descer em direção ao mar.

Hoje foi dia de tirar TUDO o que tinha em cima da secretária e nas gavetas, arquivar a tralha e os milhares de papéis relacionados com a faculdade e dar um toque novo ao quarto, com umas ideias que vi num blog. Preciso de empurrar 2014 para o fundo de uma gaveta - e isso inclui varrer tudo o que possa lá para dentro, para me esquecer de tantas dores de cabeça que o ano passado me deu.

Este fim-de-semana foi bom. Espero que seja o primeiro de muitos.

 

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02
Dez14

As sardinhas mais bonitas

Se olharam bem para a minha lista de presentes de Natal, puderam ver que pedi Sardinhas, da coleção da Bordallo Pinheiro. 

A verdade é que me apaixonei por elas mal as primeiras imagens saíram (até escrevi um post sobre isso aqui) e foi uma paixão que não foi só à primeira vista: durou, durou, durou, até que um dia as vi na montra e me apaixonei perdidamente. Não trouxe nenhuma para casa, na altura, mas dois dias depois a minha mãe chegou do shopping e disse que me tinha trazido uma prenda. Como se de uma premonição se tratasse, a imagem das sardinhas surgiu-me na cabeça e comecei a falar como as tinha visto ali há dias, como eram lindas - tudo perante o olhar incrédulo da minha mãe, que só me perguntou como é que eu tinha adivinhado. Acho que foi o destino. No saco tinha a Amparo, a sardinha-fadista.

Noutro dia qualquer, num passeio rápido num shopping em mais um dos tantos dias maus que temos tidos, tornei a parar em frente à Vista Alegre. Mais uma sardinha, desta vez a dos Correios.

E ali estão elas, em cima da minha estante, dentro das suas caixas lindas, à espera que eu tenha uma epifania sobre como as pendurar e mostrar ao mundo sem o risco de as partir. Ainda assim, sinto que estão sozinhas, e que precisam de companhia, daí ter pedido mais como prenda de Natal. É oficial: quero criar um cardume com as sardinhas mais bonitas de que há memória.

 

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23
Jun14

Umas sardinhas diferentes

Em algumas coisas tenho gostos muito "popularuchos". Adoro, por exemplo, de símbolos muito portugueses: o galo de Barcelos, o Zé Povinho, as louças da Vista-Alegre e de Bordallo Pinheiro e os vidros lindos da Marinha Grande, as sardinhas, os manjericos, o Tejo e o Douro, as andorinhas, o St. António e o S. João (mesmo não sendo religiosa).

Na parte dos santos, a minha mãe partilha do gosto, pelo que tenho alguns aqui espalhados pela casa (e não, não têm sortido efeito em arranjar um catraio jeitoso) - mas, de resto, não tenho mais nada e sei que, ao longo dos anos, a minha casa vai aprender a estar recheada com estes símbolos que tanto me preencher o coração e que fazem parte de mim como alma portuguesa. E não têm necessariamente de ser em louça - já vi, por exemplo, algumas coisas estilo almofada, que também achei muito giro.

No outro dia, no Senhor de Matosinhos, havia imensas andorinhas de louça à venda. Não resisti, trouxe duas para casa, e já aqui estão nas minhas prateleiras do quarto, esperando que fiquem por cá durante muito tempo e não façam nenhum voo inesperado até ao chão. Fixe, fixe era agora comprar as novas sardinhas da Bordallo Pinheiro, para fazerem companhia às novas andorinhas. Ainda não as viram? Ficam as minhas três favoritas (se tiverem um ataque de generosidade ou se foram os felizes contemplados com o euro-milhões que saiu esta semana em Portugal, podem sempre oferecer-me uma e fazer uma visita às Caldas da Rainha, onde está a fábrica):

 

 

 

 

 (mais aqui)

24
Mar14

As estantes do meu quarto

Como o prometido é devido e eu já o prometi há imenso tempo, aqui fica o resultado da breve mudança que fiz no meu quarto. Tirei as molduras, pus estantes. Já tinha mostrado parte do resultado, mas faltava uma das estantes e entretanto já acrescentei coisas. Estas foram pensadas para irem dando vida e mudança ao quarto que tanto amo e que continua a ser o meu habitat natural. À medida que for comprando, viajando e recebendo coisas, vou colocando-as lá, mudando-as de sítios e tirando outras.  

 

 

 

 

 

 

 

29
Dez13

Eu e a decoração...

Como disse, eu tenho uma certa queda para algumas áreas das artes. Seria impensável seguir esta área (também já me chegam de áreas para onde ir, valha-me!), porque sou um desastre a tudo o que diz respeito a desenho, pintura e essas coisas, mas sempre me interessei por decoração, por exemplo; sempre adorei conjugar cores, objectos e ver como funcionavam melhor no mesmo local; desde cedo que também me aventurei no mundo das bijutarias, nos colares, nas pulseiras, nos brincos e posso dizer que houve uma fase em que não me saí nada mal; também passei uma fase em que decidi comprar uma mini máquina de costura e, com os tecidos que tinha aqui em casa, andava com malas super simples feitas por mim e a minha amiga máquina; já do lado mais técnico, sempre tive uma óptima visão a três dimensões e a única vez que arranquei um 5 a Educação Visual foi quando tínhamos de fazer a planificação de qualquer objeto de três dimensões, passando-o para o papel.

Mas enfim, a decoração sempre foi a minha paixão maior. Muito por culpa dos Sims, diria eu - é melhor eu não dizer quantas horas da minha vida é que eu perdi a jogar aquele jogo, porque provavelmente ficariam escandalizados. Eu passava horas, horas, e mais horas a jogar - dias seguidos, sem parar! Hoje o mesmo não acontece (às vezes lá mato saudades, mas são assim umas quatro vezes ao ano), mas o amor pela decoração mantém-se. Quando tive aquela ideia de pôr duas prateleiras no meu quarto até dei saltinhos de alegria por poder decorar mais alguma coisa só a meu gosto, como queria e como gostava.

Eu acho até que se ganhasse o euro-milhões gastava o dinheiro em IKEA's, Áreas, Lojas do Gato Preto e Casa's - ir a uma destas lojas é quase um acto de masoquismo para mim. Eu trazia tudo! Gosto tanto de todas aquelas peças, e começo logo a imagina-las em certos sítios, e de como ficaria bem com o papel de parede x que tinha visto num outro sítio e... enfim! Uma tentação. É pena ser tudo tão caro e eu, geralmente, vir de mãos vazias. Ainda assim, sempre que surge uma oportunidade, tau!, lá estou eu prontinha a trazer para casa tudo o que possa adornar mais um bocadinho o meu lar doce lar. 

O Natal deu-me uma bela desculpa para navegar por todas estas lojas e eu entreti-me a tirar fotos àquilo que poderia trazer prontamente para minha casa. Não a tudo, mas a coisas que ia vendo aqui e ali e até achava giras para prendas de natal, caso me faltassem as ideias. Partilho-as aqui, só porque gosto de decoração e não queria que estas peças ficassem perdidas e tristes algures no meu telemóvel. E, já agora, porque uma das peças está nesta momento em cima da minha estante (yesss), graças à minha mãe que ma deu num dia que me estava a correr para lá de mal (obrigada mummy!).

 

Quem não gosta destes globos de neve, especialmente no Natal? (Área)

 

E um destes jarrões já cá mora! Foi amor à primeira vista! (Área)

 

Adoro, amo de paixão esta nova moda das plaquinhas com frases. Trazia tu-di-nho! (Casa)

 

Coisinhas para pôr velas fazem sempre falta, certo? Mesmo quando não se tem velas! (Casa)

 

20
Nov13

Pormenores

Andava já há uns tempos a querer fazer modificações no meu quarto. Acho sempre bom mudar de ares, acordar e ver coisas novas, surpreendermo-nos com aquilo que nos envolve mas que é sempre tão nosso. Inspirada por uma série de imagens que vi, decidi deitar mãos à obra e perder a amor a umas (poucas) dezenas de euros.

O meu quarto não prima por ter muita arrumação e por isso decidi investir por aí. Não em arrumação muito útil, mas sim para todas aquelas tralhas que tenho, que vou comprando, que acho giras, que trago das viagens que faço e etc. Acabo sempre por ter de as meter algures num recanto escondido e isso faz com que a piada se perca toda.

O "projeto" ainda não está finalizado, mas está a meio caminho. Terei, em breve, uma foto do antes e do depois para vos mostrar. Para já, que ainda não está completo (falta uma prateleira, mais molduras e outras coisas que tenho de descobriria que estarão por aí perdidas), mostro-vos pormenores desta minha nova parede, por não resistir à tentação de partilhar. 

 

(a porta também deixou de ter a bruxa ao dependuro. foi um bónus)

 

 

 

 

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