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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

16
Set20

Chávena de Letras: "O Tatuador de Auchwitz"

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Um bom livro não vive só de uma boa história. Não sei se por "ter vindo" de uma obra em que a escrita era central e crucial (sendo que a história tinha na escrita o seu pulmão de oxigénio, por não "sobreviver" sozinha) ou por ter, simplesmente, um sentido crítico apurado: achei que este livro pobre no que à escrita diz respeito. Falo a todos os níveis: desde o vocabulário, passando pela fraca construção frásica e uma escrita demasiado básica (pontos finais a cada oração, falta de qualquer frase mais trabalhada), pelo parco trabalho na construção das personagens, terminando naquilo que me parecem trechos cheios de "arestas", que não viram a mão de um editor. Não sei que culpa é que a tradução poderá ter no meio disto tudo. Mas continuo a achar estranho a (tão) alta pontuação que é atribuída ao livro.

Acho ainda que o tema dos campos de concentração é abordado pela rama; não sei se sou só eu, mas apesar das atrocidades relatadas, este acaba por não ser um livro pesado. As personagens têm sempre um fundo de esperança que confere à obra uma aura mais leve do que aquilo que esperaria - o que, sendo bom por um lado, por outro acaba por lhe tirar um pouco de credibilidade (porque não há nada de light quando se fala em Auschwitz).

Não obstante, esta é uma bonita história de amor, que sem dúvida mereceu ver a luz do dia. Destaque positivo para o destaque de uma das dualidades mais duras do holocausto: colaborar com os agressores para sobreviver ou morrer com a dignidade intacta. Creio que o peso dos crimes que foram praticados pelos judeus contra judeus, principalmente dentro dos campos, é das questões que mais deve ferir um povo - já para não falar da consciência de quem os praticou.

25
Ago20

Chávena de Letras: "A Única História"

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Julian Barnes é perito em (d)escrever memórias. Mas memórias a sério, de forma fidedigna, com tudo a que têm direito. Narrar uma história no presente é muito diferente faze-lo enquanto se pensa no passado; não se trata só da precisão e dos detalhes que damos (ou não damos, quando contamos alguma coisa de memória, onde algo inevitavelmente nos falha), mas também da perspectiva que ganhamos da nossa própria história.

A nossa visão muda ao longo dos anos - uma queda no presente não tem graça, mas somos capazes de nos rir quando já tiverem passado uns anos. Da mesma forma, o mesmo desgosto amoroso não tem a mesma intensidade na altura em que o vivemos e volvidos uns anos, quando o lembramos; e o mesmo se passa com todo o processo de enamoramento com alguém. A memória tira detalhes e encantamento e normalmente acrescenta uma pitada de racionalidade.

É nisto que Julian Barnes é bom, a fazer este jogo de lembranças e seus confrontos com o presente. Mas se "O Sentido do Fim" me conquistou imediatamente e é ainda hoje um dos livros que recordo com maior carinho (apesar da história praticamente me passar ao lado), "A Única História" não teve a mesma capacidade. Embora tenha achado à partida a narrativa interessante - a ideia de relembrar o amor da nossa vida, todo o processo de enamoramento (e a forma como é visto pelos outros) e, depois, o confronto com os problemas que qualquer relação acarreta, este não me cativou por aí além e, de certeza, não me ficará na memória como a primeira obra que li do autor.

20
Ago20

Chávena de Letras: "Patagónia Express"

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A classificação que dou a este livro (4 de 5 estrelas) aumentou uma estrela na última página. Gostei muito do início do livro, achei a terceira parte algo confusa (e confesso que não sei se percebi totalmente algumas metáforas e comparações que foram feitas), mas o final - a pescadinha de rabo da boca - conquistou-me totalmente. Não considero que isto sejam crónicas de viagem, mas sim um conjunto de textos que, vistos como um todo, são uma imensa declaração de amor.

É dito inicialmente pelo autor que estes eram textos guardados "na gaveta", pelo que se compreende à partida que não tenha de existir uma linha lógica entre as partes (e até entre capítulos). Isto pode, ou não, abonar a favor do livro - dependerá do leitor. Se houve partes e personagens que me conquistaram, outras ficaram aquém.

Ainda assim, gostei. Sepúlveda tem uma escrita poética, limpa e doce. Tenho pena de só ter começado a explorar a sua obra agora (tinha lido um livro do autor antes, ainda na escola, numa leitura conjunta - o que não abonou a favor do livro), tendo a certeza que a sua partida precoce é uma das grandes perdas de 2020 no campo da literatura.

26
Jul20

Chávena de Letras: "Manual de sobrevivência de um escritor"

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Nunca li nada de João Tordo para além deste seu manual de escrita, se assim podemos chamar. Mas mal o vi nas prateleiras virtuais de uma livraria online não resisti em comprar; sou sempre atraída por obras que explorem este ofício, independentemente de o analisarem de um ponto de vista mais técnico ou mais poético e romântico (como é o caso deste).

Apesar de ter sido uma leitura bastante agradável, devo confessar que o rolar das páginas não abonou a favor do livro: achei o início delicioso (a dissertação sobre o que é ser escritor e a forma como ele olha o mundo à sua volta), mas a parte do fim acabou por me soar um bocadinho... vá, presunçosa. Acho que a o meu desagrado começou algures quando o autor escreveu que "A menos que tenhas a sorte de escrever um bestseller à primeira, e vender centenas de milhares de exemplares (o que, habitualmente, significa que escreveste um livro mauzito) (...)" e continuou com aquilo que considera serem os "escritores literários" que, para além de serem aqueles que se dedicam a 100% a esta arte (não tendo mais nenhuma profissão), se depreende que se distinguem dos autores "pimba" (esta comparação com a música é a melhor forma que me ocorre de descrever este tipo de escritores - pelo menos vistos deste prisma -, que não se pautam por uma escrita super eclética, rica e que narram histórias mais corriqueiras). Eu percebo a distinção, mas acho-a preconceituosa. Não acho que se possa comparar Mário Vargas Llosa com Nicholas Sparks - mas, para mim, são ambos escritores: sentam-se, escrevem, corrigem, reescrevem, publicam, publicitam. Também não ouso comparar o Rui Veloso com o Quim Barreiros: mas ambos são, indubitavelmente, cantores, compositores e homens do mundo do espetáculo. São estilos diferentes - mas não tem de haver necessariamente um demérito de nenhum deles derivado ao estilo que preferem. A nossa tendência é, obviamente, juntarmo-nos ao grupo daqueles que consideramos ser os melhores. O autor cita muitos outros "escritores literários" ao longo da obra (o que enriquece imenso o livro) e ambiciona, claramente, fazer parte desse grupo. O que não é mau - mas pode deixar um rasgo de presunção que nem sempre conquista a simpatia de quem lê.

A visão purista da escrita também me dá alguma comichão; João Tordo dá-nos a entender que o escritor é quase refém do seu próprio ofício, que é a escrita que lhe comanda a vida e não o contrário - e que só assim será bem sucedido. Não sei se a visão é partilhada pelos seus colegas de trabalho (já li alguns, mas não muitos, manuais deste género), mas não me consigo identificar com ela. A verdade é que a minha opinião vale o que vale: apesar de sonhar publicar livros, nunca esteve nos meus planos fazer da escrita a minha fonte de rendimentos exclusiva - e, até agora, não publiquei nada, não me podendo considerar uma escritora, embora tenha escrito muitos milhares de palavras ao longo destes anos (mas guardo com carinho algo que Tordo escreve quase no fim da obra: "Faz a ti próprio esta pergunta à maneira de Rilke: Preciso de escrever? E, caso a resposta seja positiva e sincera, então podes chamar a ti próprio «escritor», mesmo que nada tenhas publicado.")

Tirando estes dois pontos, achei muito interessante o enfoque de alguns aspetos pessoais que os autores nem sempre mencionam neste tipo de obras: a dificuldade que é viver da escrita (e as cedências que temos de fazer para viver dela), a relação com a crítica e a maneira de retirarmos o melhor dela e, uma coisa que gostei em particular, a ligação normalmente próxima que os escritores têm com drogas e álcool, que embora a curto prazo possam parecer trazer inspiração, a longo prazo só trazem desgraça. A escrita é leve e rica em exemplos, muitos deles retirados dos livros e da experiência do próprio autor (algo que neste tipo de livros nem sempre é fácil, baseando-se tudo em citações de outros e ideias bonitas mas pouco concretas).

O facto de ser escrito por um autor português é um ponto positivo - e vai direitinho para a prateleira ao lado do "Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão", do Mário de Carvalho, que considero que vai muito na onda deste livro do João Tordo. É um livro para se ir pegando de vez em quando - talvez no dia em que me decida a escrever um livro de fio a pavio, talvez numa altura em que duvide de mim própria e destas minhas ambições literárias ou simplesmente numa altura em que me apeteça reler algumas das passagens que mais me inspiraram.

15
Jul20

Chávena de letras: "O Bibliotecário"

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Este é um bom livro de verão - uma obra leve que não exige muito de nós, que dá sempre vontade de virar a página e saber o que conta o capítulo seguinte. É um thriller com uma cadência cativante, que não deixa grandes margens para ficarmos entediados ou termos vontade de pousar o livro. Para os fascinados pela história do antigo Egipto deverá ser uma obra ainda mais entusiasmante, onde a verdade, a ficção e algumas teorias da conspiração se misturam num enredo que só por si já é atrativo. Nota-se uma preocupação do autor em contextualizar e precisar alguns pontos históricos, o que faz com que para além de mero entretenimento, possamos sair desta leitura mais ricos.

Ponto positivo a focar: o facto da personagem principal ser uma mulher que não se detém pelo medo do desconhecido e é levada pela vontade de conhecer mais. Pontos negativos: apesar de adorar a Emily, ela parece um bocadinho lerda inicialmente, não percebendo a dimensão do esquema em que se encontra e caindo em esparrelas básicas. Nota negativa também para a tradução: ao longo do livro há várias falhas - palavras não traduzidas, outras mal escritas, frases com uma formulação dúbia e pouco cuidado em alguns trechos, onde por exemplo se notava a repetição da mesma palavra numa só frase.
Fora isso, é um livro giro que bem entretém.

10
Abr20

Chávena de Letras: "Raparigas como Nós"

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Fico sempre um bocadinho "chateada" quando percebo que a minha opinião não se enquadra com a da maioria - não na vida em geral (aí, estou-me a borrifar) mas nos livros o caso é diferente. Quando uma massa grande de pessoas diz uma coisa e uma ou outra ovelhas ronhosas entendem dizer o contrário, a probabilidade é que sejam as ovelhinhas que estão erradas.

Neste caso, a esmagadora maioria das reviews que li era positivas - muito positivas. Já me haviam falado do livro, vi-o à venda, gostei muito da capa chamativa e, ainda por cima, era assinado por uma escritora portuguesa. Tinha tudo para correr bem.

Mas a verdade é que eu não sou uma rapariga como as "Raparigas como Nós". Acho que o segredo do sucesso da obra foi o facto dos leitores se identificarem, de reviverem na Isabel (a personagem principal) e nas suas experiências a sua própria adolescência. Amores, desamores, drogas, amigos, outros que deixam de o ser, grupinhos, os populares e os "feios"... enfim, o normal. Talvez por eu ter tido uma adolescência muito pacífica e um tanto anormal (muito fora dos círculos comuns, com muito poucos amigos - e em particular sem uma melhor amiga, tal como a Isabel tem a Alice -, e com opiniões demasiado fortes que não me permitiam "entrar" em grupos), este livro disse-me pouco.

Tem 420 páginas e sinto que a história podia ser contada, com a mesma riqueza e informação, em 350. A parte II do livro, com cerca de 70 páginas, foi para mim altamente maçadora - aquelas descrições sem fim de um amor platónico e parvo de miúdos tirou-me a paciência e li muitas das páginas na diagonal, retendo apenas o que me pareceu útil. Confesso que a personagem principal também não me apaixonou inicialmente, mas fui gradualmente gostando dela - e, acima de tudo, do facto de se manter firme nas suas convicções (confesso que achei que ia vacilar). Foi subindo, à medida que as páginas iam passando, na minha consideração. E isso, para mim, é o melhor do livro -a par do lado moral que transporta consigo e que nos pode ensinar algo, principalmente se formos mais novos.

Também por ter lido algumas reviews consegui antever com facilidade o fim do livro - e, talvez por si, fiquei longe de me sentir despedaçada, como muita gente diz ter-se sentido. Sinto que conheço aquela história, é uma realidade algo próxima, e o final pareceu-me óbvio. Triste, mas feliz ao mesmo tempo.

Do livro retenho duas lições importantes: 1) projetamos muitas vezes os nossos sonhos e fantasias nas pessoas com quem estamos quando elas não correspondem necessariamente à realidade, acabando com relações que até podiam dar certo se não houvesse essa dose de expectativas; 2) há o primeiro amor e depois há o amor de uma vida - e eles não são necessariamente coincidentes.

Não adorei o livro - longe disso - mas acho que Helena Magalhães pode vir a dar cartas. Continuarei atenta.

05
Abr20

Chávena de letras: "O desaparecimento de Stephanie Mailer"

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Jöel Dicker deu-me, há uns anos, um dos melhores livros que li até hoje: "A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert". Bastou um só livro para o considerar um escritor incrível. Continuei a achar, apesar de "O Livro dos Baltimore" e o "Os Últimos Dias dos Nossos Pais" (que, não sei porquê, não escrevi crítica) não me terem cativado como a primeira obra que li do autor.
Agora, a chama voltou. "O Desaparecimento de Stephanie Mailer" é um daqueles livros que não queremos pousar; em que apetece pôr uma placa de "ocupado" em cima da nossa testa até termos a certeza que chegámos à última página. É maravilhoso.

Não o achei tão esteticamente bonito como o Harry Quebert - que está recheado de frases maravilhosas e que nos fazem pensar muito no sentido da vida -, mas igualmente viciante e empolgante (uma característica que, para mim, é difícil de encontrar). Cada personagem tem um background interessante e poderoso, que condiciona as ações que teve ou tem, e que são reveladas a conta-gotas para que a curiosidade nunca deixe de se apoderar de nós.

O final surpreende. Peca por ser "apressado", quando ata todos os nós que faltavam para fechar plenamente a história, mas não deixa de ser um livro extraordinário. Quanto mais não seja por me ter dado vontade de ler mais e mais e mais após o seu fim.

13
Jan20

Chávena de Letras: "Os Livros que Devoraram o Meu Pai"

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Logo no momento da compra deste livro percebi que, aparentemente, eu já não fazia parte do (suposto) target para o qual esta obra teria sido escrita. "Mas este livro é infanto-juvenil", atirou logo a assistente da Bertrand quando lhe pedi ajuda a encontrar o dito cujo, como se eu não tivesse idade para ler o que bem me apetecesse. "Ou então está incluído no plano Ler+", rematou, como quem põe água na fervura.

O tamanho diminuto do livro, inversamente proporcional ao tamanho da fonte, indicam de facto ser um livro para os mais novos. Mas a verdade é que só vejo adultos a lê-lo, talvez por ter associado o nome de Afonso Cruz (a começar pela Inês, que foi quem me aguçou a curiosade sobre este livro). E é indiferente se é lido por miúdos ou graúdos.

Porque "Os Livros que Devoraram o Meu Pai" é um livro sobre livros; é uma óptima porta de entrada para quem está a (re)entrar neste mundo, independentemente da idade que tenha. É um docinho que nos adoça a curiosidade para alguns coloços da literatura, que nos dá a conhecer algumas das suas personagens e da sua história só para nos deixar espreitar um pouco lá para dentro. A "Divina Comédia", de Dante, " O Estranho Caso de Dr. Jekyll e de Mr. Hyde" de Robert Louis Stevenson ou "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury são alguns exemplos das obras mencionadas, usadas por Afonso Cruz como mundos onde a sua própria personagem habita, entrelaçando as histórias com a sua própria história.

Paralelamente a esta narrativa principal - sobre livros, livros e livros! -, decorre uma secundária que acaba por ganhar projeção no final. Foi esta que me fez gostar menos da obra. Não percebi qual a intenção do autor em levar a história para aquele caminho. Se havia uma lição de moral a retirar ou uma pescadinha de rabo na boca, não as assimilei como deve ser. E, sendo este um livro dedicado aos mais novos, temo que lhes aconteça o mesmo, e que o travo agridoce do final contrarie todo o propósito do livro: que ler é uma aventura paralela à própria vida.

05
Set19

Chávena de Letras - "Janela Indiscreta - O que dizem as Estrelas"

por Mário Augusto

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Sou há muito tempo uma fã confessa de Mário Augusto. Foi ele que, indiretamente, me indicou o caminho para o jornalismo numa altura da minha vida em que eu estava particularmente perdida - e em que no encontramos num programa de televisão, ele enquanto entrevistador e eu como entrevistada (em 2010). Vi aí uma forma de aliar várias das minhas paixões e o meu objetivo passou a ser uma espécie de sua sucessora: "a" jornalista de cinema no país.

Esse sonho já lá vai - não quero nada com jornalismo. E mesmo do cinema tenho-me distanciado bastante. Mas o bichinho daquela ambição continua lá, assim como a admiração que tenho por este senhor. Acho-o extremamente humilde; daquelas personalidades que não conhecemos mas que pensamos "este homem deve ser mesmo boa pessoa".

Não podia, portanto, deixar passar este seu último livro. Queria muito saber as suas opiniões pessoais sobre as estrelas - esperando o seu polimento clássico e o seu típico cuidado com as palavras - e aprender algumas das peripécias por que passou, para poder absorver aquilo que é um bocadinho da sua vida, aquela que eu um dia também quis ter.

Nesse sentido, o livro não me encheu as medidas. Queria mais! Mas não deixa de ser uma obra de aprendizagem sobre o cinema, a sua história e evolução - e a perspectiva dos seus protagonistas (e do Mário Augusto) sobre isso mesmo. Há um grande enfoque sobre as diferenças sentidas pelos atores entre o cinema, a televisão e o teatro, assim como a forma como lidam com a fama e a gestão das suas carreiras. No fim, aprendemos que uma estrela de Hollywood se faz de um mix de trabalho, empenho, talento... e sempre uma pitada de sorte.

Não é um livro que vá recordar daqui a muito tempo, mas estou certa de que me vai servir para me ajudar a lembrar de pequenas histórias e dicas que Mário Augusto foi deixando ao longo da obra. Destaque para as sugestões de filmes que dá no fim de cada capítulo sobre os atores/realizadores... aguçou-me a vontade de passar umas belas horas em frente ao ecrã.

26
Jul19

Chávena de Letras - "Estar vivo aleija"

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Sou suspeita: gosto bastante do Ricardo Araújo Pereira. Talvez por isso tenha saído um bocadinho desapontada depois da leitura deste livro, pois senti que conhecia muito daquilo que li: a história das batatas da avó (uma das suas melhores crónicas, para mim), do pão parvamente cortado e outros "clássicos", já dados a conhecer na rádio e noutras entrevistas.

Ainda assim, todas elas são pautadas pela sua piada inteligente, tão característica, e por pitadas de sarcasmo e acidez que dão mais sabor à leitura.

As crónicas são curtas, de fácil leitura - mesmo que o tema não cative (como houve alguns, no meu caso, relacionados com política brasileira), não é um "sacrifício" que dure muito.

É um bom livro para se ir lendo, crónica a crónica, quando nos apetece; ou para ler de fio a pavio, numa boa tarde de verão, enquanto ouvimos interiormente a tão conhecida voz do Ricardo a ler as suas piadas exclusivamente para nós.

 

As minhas crónicas favoritas: "Aquele Momento", "Amor e Batatas", "Curriculum Vitae", "Maus-tratos a Livros", "Chamaram-me um Nome" e "Perigo: Importantes Lições de Vida".

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