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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

20
Abr19

Chávena de Letras - Penas de Pato, de Miguel Araújo

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Gosto muito do Miguel Araújo. Aliás, sempre gostei, antes de saber que gostava - na altura em que era uma fangirl dos Azeitonas e já cantava as suas músicas de trás para a frente. Mas não sei até que ponto um bom letrista tem de ser um bom escritor. À partida crê-se que sim, que saberá manipular bem as palavras, articular ideias... Mas se escrever músicas fosse igual a escrever textos, quase todos nós o faríamos - e não é bem assim.

Mas com este livro prova-se bem que Miguel Araújo não é (só) bom letrista. É simplesmente (muito) bom com palavras, de uma forma geral. Para mim este conjunto de crónicas apresentam-se como uma forma de testes, de várias tentativas de diferentes estilos de escrita e de articulação de ideias. Ora mais Saramago, sem pontos finais e com vírgulas; ora mais Pessoa, com a sua veia mais poética; ora mais ao jeito de um investigador literado, quando se põe a dissertar sobre música; ora mais Miguel Araújo, no seu jeito particular de transmitir ideias. Coisas tão diferentes quanto boas, provando que ele é bom em muito mais do que um só estilo. E estes pequenos textos têm muitas vezes a peculiaridade de nos fazer pensar "mas isto é tão óbvio, como é que eu nunca pensei nisto?!".

E muito por culpa disso, a maior vantagem deste livro foi que à passagem de cada crónica voltava a mim a vontade de escrever. Lembrei-me que a razão deste livro existir (algum meio de comunicação social pedir a outra pessoa para escrever textos todas as semanas, sobre um tema à escolha) é também uma das razões que me alimenta o sonho de escrever; o sonho de que um dia me paguem para fazer aquilo que para mim não é trabalho.

Um livro leve, para ler de fio a pavio e que nos põe a pensar nas coisas simples da vida.

04
Set18

Chávena de letras - "O Projeto Rosie"

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 Ler as primeiras páginas aqui.

 

Achei este livro muito "queridinho". Adoro ler livros sobre pessoas que não se adaptam à sociedade (neste aspeto, esta obra lembra-me um pouco o "A Educação de Eleonor"), talvez porque me fazem sentir melhor comigo própria. Penso sempre: "ufa, afinal há quem seja pior que eu!". Ambos fazem com que esta característica tenha piada, de tão profunda que é e de cenas tão caricatas que proporciona. É a racionalidade levada a limite. 

É uma histórinha impossível de acontecer mas que bem dispõe e cuja escrita é agradável. Nota apenas para o final: não sei se fui eu que estava desatenta, mas não o achei nada óbvio. Tive de pensar, reler e voltar atrás para ter a certeza se percebi bem - e já vi perguntas aqui no Goodreads relacionadas com isso, daí achar que pode não estar tão bem conseguido. 

De resto, óptima leitura de praia.

 

P.S. Esta obra tem uma sequela, chamada "O Efeito Rosie", também editada em português pela Editorial Presença. Talvez o leia em breve.

27
Jun18

Call Me by Your Name - o livro, a opinião e uma leitura simultânea

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É preciso, antes da crítica, fazer um disclaimer importante: quando comprei este livro já tinha visto o filme, sabendo por isso de antemão a linha da história e que eventualmente o final me ia deixar com o coração partido. O filme, apesar de espetacular, não supera o livro, que (para mim) é soberbo.

Esta obra, mais do que uma história de amor, é um conjunto complexo (e muito fidedigno) de pensamentos quase infindáveis, que nos faz mergulhar dentro da cabeça de um adolescente que claramente se está a apaixonar mas que está em negação. E isto tem muito de bom, mas algo de mau: é incrível testemunharmos a evolução da personagem, perceber como o livro está bem construído e é fiel à complexa mente humana, mas esta constante torrente de pensamentos não necessariamente linear e incoerente pode ser cansativa, até porque o livro tem muito poucas pausas (sem capítulos, apenas quatro partes distintas). Mas enfim, até isso é real: às vezes o pensamento e as dúvidas constantes que assombram a nossa cabeça também são cansativas. Talvez tenha sido esse o objetivo do autor.

Acho que este é provavelmente o livro que li que melhor relata a complexidade que as relações humanas acarretam, ainda para mais quando são de teor amoroso. O querer e não quer, o medo de avançar, de estragar o que já existe, de atingir situações sem ponto de retorno. A eterna duvida se aquela pessoa vale a pena. Isto é algo constante na obra, nunca cessa; não é como na maioria dos romances, em que depois da duvida inicial as personagens se mudam de malas e bagagens e se atiram de cabeça para uma relação. Identifiquei-me muito em muitas passagens porque toda eu sou dúvidas nisto das relações. Aquela coisa de nos negarmos a nós próprios algo que emocionalmente sabemos que queremos mas que racionalmente não temos a certeza ser a escolha certa; de chegarmos ao ponto de querer que algo de mal aconteça só para não termos o poder de decisão, para que a culpa não seja nossa por aquilo não ter acontecido, arranjando na vida ou no destino um bode expiatório para a nossa própria cobardia. O vai-não-vai de Elio, as interpretações que faz das ações de Oliver e tudo o que vem a perceber depois é algo que faz jus à realidade e tiro o chapéu ao autor por conseguir descrever todo esse processo mental para o papel.

Aqui se prova que não há amores gay ou hetero, simplesmente há histórias de amor. E que bela história de amor, esta (ainda que triste, por isso preparem os lenços). Prova-se também que não é preciso descrever tudo ao pormenor (sim, estou a falar de ti, 50 Shades of Grey) para um livro ser extremamente sexy e erótico. Acho que toda a obra transmite, desde o inicio ao fim, um clima de romance e de uma tensão sexual difícil de encontrar.

Tudo para dizer que gostei muito, muito do livro - e que penso que será daqueles em que posso pegar daqui a uma dúzia de anos, dar-lhe novos significados, identificar-me com outras coisas, encontrar novos detalhes, e voltar a adorar.

Se vale a pena ler depois de ter visto o livro? Vale sempre a pena ler as histórias originais e, apesar da interpretação muito fidedigna, este não é excepção.

 

Curiosamente, li este livro ao mesmo tempo que a Beatriz, do "Procrastinar Também é Viver". Entre trocas de instastories - ferramenta através da qual nos apercebemos que estávamos a ler a mesma obra, na mesma altura - achamos que seria giro publicar as nossas reviews ao mesmo tempo, quase como uma comparação em tempo real. Porque, como a minha mãe diz, cada livro pode ser um milhão de livros, consoante o número de pessoas que o lê :) Sendo eu uma grande fã da Beatriz e levando muito a sério todas as suas críticas e conselhos literários, acho que este nosso timing não podia ser melhor. Passem pelo "estaminé" dela e digam de vossa justiça! 

05
Jan18

Chávena de letras - "Turtles all the way down"

 Comprei este livro mal ele saiu, ansiosa por um livro que me fizesse ultrapassar o cansaço antes de dormir ou a preguiça de pegar num livro quando tinha uns minutos livres. Queria muito acaba-lo antes do fim do ano, mas não fui capaz. Muito porque este foi o livro de John Green que menos gostei... porque não parecia de John Green. Não me consegui relacionar com as personagens como antes e o enredo central é também dos mais fracos que me lembro.

A temática dos comportamentos obsessivo-compulsivos e dos distúrbios de ansiedade, embora importantes (essenciais?) de abordar, transformam muitas vezes o livro em algo menos prazeroso. Real, mas pouco convidativo à leitura: porque apesar de representar quase na perfeição aqueles ataques de pânico (been there, done that), é morosamente exaustivo (vulgo: chato). Os pensamentos circulam a mil à hora, sem pausas ou abrandamentos, e andam sempre à volta do mesmo, sem que consigamos sair daquele ciclo vicioso. E muitos dos caracteres escritos neste livro baseiam-se nisso. Chega até a ter uma página inteira entre a discussão mental entre o “anjo” e o “diabo”, em que quase os conseguimos imaginar em cada ombro da personagem principal, puxando a brasa à sua sardinha. (Tanto que eu decidi saltar a página).
E não sei se é por eu já ter passado por episódios que de alguma forma de relacionam com os da Aza, mas a leitura não me trouxe prazer. Incomodou-me, até - e se calhar é mesmo esse o objetivo, estar na pele de alguém com estes problemas. Só que não é o meu objetivo quando leio um livro.
Para além de tudo mais, achei o final previsível. A questão do título é explicada, tem graça, mas não me parece ter dimensão suficiente no livro para lhe dar o nome. Mas enfim: são escolhas.
Acredito que esta seja uma obra um tanto ao quanto emocional para o autor, mas dá-me ideia que foi escrita à pressa, em cima do joelho. Para mim, deixou muito a desejar.

(Lido em inglês)

30
Jun17

Chávena de letras "O Falcão de Malta"

O-Falcao-de-Malta.jpg

Sinopse aqui

 

Este é um policial clássico, com tudo o que tem direito: um detetive privado que acha que sabe tudo e que tira ilacões incríveis, mulherengo e galã, imprevisível, um filho da mãe mas também respeitador de uma moral que rege as suas ações e forma de atuar; uma cliente mentirosa e enganadora mas ao mesmo tempo coquete e irresistível; os polícias lerdos que nunca conseguem levar a deles avante; os rufias, um como sempre bonacheirão, e toda a envolvência deste tipo de obras dos inícios do século XX, onde não faltavam os cigarros em todos os sítios, o whiskey, a penumbra e etc.

Para quem gosta de policiais, esta é sem dúvida uma boa forma de passar um par de dias entretido e sem ter vontade de pousar o livro.
Nota para esta edição de bolso da Livros do Brasil, versão da Porto Editora, que é pequena, leve mas com uma letra boa para se ler, fazendo destas edições os livros perfeitos para se andar de um lado para o outro sempre com companhia sem estar a carregar um autêntico pedregulho na carteira.

28
Jun17

Chávena de letras - "O Livreiro de Paris"

o livreiro de pari.jpg

Sinopse e primeiras páginas aqui

 

A maior crítica que posso fazer a este livro é o facto de ser enganador. Quando me falam em Paris e livros já é meio caminho andado para ler o que quer que seja - mas eu espero que o livro seja, de facto, passado em Paris e fale de livros. O que, neste livro, só acontece parcialmente. É aquilo que dá o mote à história, mas não passa disso.
A ideia da farmácia literária é muito boa, mas muito mal explorada - e a autora, apercebendo-se disso, dá um "docinho" ao leitor no final da obra para ver se ele se esquece que, durante o livro, pouco se desenvolve esta ideia, que é sem dúvida a melhor que a obra tem. Há partes que são absolutamente dispensáveis, incluindo o diário de Manon - confesso até que passei alguns trechos à frente. A escrita não é má, mas nada de excepcional - há partes do diálogo em que nem sempre se percebe quem é que fala e há falhas ao nível do descodificar das emoções (e consequentes reações); por vezes, parecia que as coisas aconteciam do nada, um ataque de choro ou de raiva caído do céu, meio descontextualizado.
Para mim, este é um livro sobre perda e sobre reencontro connosco próprios - de um ponto de vista, claro, muito romanceado. Estas três estrelas não são sinónimo do livro ser mau - simplesmente não era o livro que eu queria ler e que eu acreditava ser.

23
Jun17

Chávena de letras - "A educação de Eleanor"

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 Sinopse e primeiras páginas aqui.

 

É injusto julgar um livro por um final que nos desiludiu quando, até aí, achamos o livro fenomenal. E, na verdade, eu nem sequer fiquei desiludida com o fim: sabia que era algo que ia ter de acontecer, percebi que a bolha em que vivia Eleanor ia ter de rebentar… mas o início do livro é tão genial que tive pena que acabasse.

Eleanor é uma verdadeira anti-social em todos os sentidos da palavra. Não se trata só de não se dar com os outros, mas sim de um total desconhecimento das convenções sociais que todos nós já interiorizamos e já nem questionamos. O livro é por ela narrado e por isso temos acesso aos seus pensamentos que são extremamente racionais, o que os torna hilariantes (mesmo não sendo “intenção” de Eleonor – e sendo, obviamente, o objectivo da autora, que o faz de forma exímia). Como ela não percebe as coisas, questiona-as, como uma criança; vê-as de forma simples, sem floreados, e expõem-nas de forma crua, mostrando o ridículo de muitas da convenções que nós próprios criamos.

“Estava num restaurante de fast food pela primeira vez na minha vida adulta (…). Inexplicável e incompreensivelmente, o restaurante estava a rebentar pelas costuras. Custava-me a perceber porque motivo os humanos estariam dispostos a fazer fila em frente de um balcão para comprar comida processada, que depois levavam para a uma mesa que nem sequer estava posta e comiam directamente do papel de embrulho. E a seguir, apesar de terem pagado, os próprios clientes são responsáveis por levantar os restos. Muito estranho.”

Outras situações semelhantes: estranhar o facto de um empregado de bar lhe colocar a garrafa da bebida que pediu e um copo com gelo em cima da mesa, em vez de lhe servir directamente (“esse não é o seu trabalho?”) ou questionar o porquê das pessoas chegarem atrasadas a um festa ou levarem presentes quando o anfitrião anunciou uma hora ou disse expressamente para não levarem nada. É uma visão inocente e hilariante da vida.

Para além disso, há, inicialmente, uma relação explícita de causa-efeito nas acções de Eleanor, ainda mais berrantes pela escolha cuidada das palavras usadas pela autora. Dão à personagem um ar geek e extremamente racional, com imensa graça, mas revelador de muito o que é Eleanor.

“Fiz as minhas abluções e instalei-me com um livro sobre ananases. Era surpreendentemente interessante. Gosto de ler sobre uma ampla variedade de temas por muitas razões, uma das quais é ampliar o meu vocabulário para ajudar a resolver palavras-cruzadas.”

Chamar a este livro um romance é um erro crasso. Ele fala, sim, da auto-descoberta de alguém – nas suas fases mais vivas e mais negras – com o apoio de algo que a personagem principal, até aí, desconhecia: um amigo. É uma viagem pela vida complicada de Eleanor, pelos seus fantasmas, mas que tem pouco de negro pela forma incrível como é contada.

É lógico que, não tendo um décimo da antissociabilidade de Eleanor, me relacionei com esta obra; com a personagem, com o vocabulário dela, com a sua visão “quadrada” de muitas coisas. E é muito giro ver a evolução da personagem, vê-la “arredondar-se”. Confesso que achei o livro um pouco enfadonho nas primeira páginas, mas depressa descobri que tinha uma pequena pérola em mãos. A forma como a história é contada e a escrita de Gail Honeyman merecem estas cinco estrelas, independentemente do fim. Gostei mesmo muito.

27
Mar17

Chávena de letras - "The sun is also a star"

the sun.jpg

Este é o segundo livro que leio da Nicola Yoon. Li o primeiro pela mesma razão que li este: estavam por entre os melhores do género YA do Goodreads, o preço era simpático e a capa muito bonita.

As virtudes que o outro livro tinha, este também tem: lê-se bem, a escrita é fluída, as personagens são fáceis de simpatizar. Este livro em particular tinha algo que não gostei e que, curiosamente, era sempre onde fazia as minhas pausas: tem capítulos (ainda que pequenos) sobre coisas aleatórias, que pouco mais fazem do que ocupar espaço e ditar uma série de frases bonitas. Exemplo: fala-se de uma personagem secundária num capítulo; o capítulo a seguir é "uma breve história da personagem X". O mesmo acontecia com coisas imateriais, como "uma breve história do tempo" e etc. Estes devaneios, para mim, foram uma barreira na leitura.

De qualquer das formas, em relação ao primeiro livro, este ganha ao nível da profundidade das personagens e da narrativa. Acaba por ser uma obra bonita, pelo contraste de mentalidades que existe entre as duas personagens, as suas crenças e a forma como ambos se "equilibram", passando um ao outro aquilo em que acreditam e abdicando um pouco daquilo que antes acreditavam.

Apesar dos narradores serem as personagens principais (de forma intercalada), há de certa forma um ponto de vista exterior e realista sobre a relação dos dois que, para mim, foi interessante de ler.

Pontos extra, mais uma vez, pela capa magnífica.

 

O primeiro livro que li desta autora foi o Everything, Everything, cuja review podem ler aqui. Descobri há dias de que vai haver um filme baseado na obra e fiquei com a sensação que vai fazer parte daqueles casos raros em que o filme é melhor que o livro. Trailer aqui.

08
Jan17

Chávena de letras - "A Doença, o Sofrimento e a Morte entram num bar"

Doenca.jpg

 O humor é algo que pensamos ser simples, inato e natural, porque provoca em nós (pelo menos quando bem feito) uma reação que é exatamente assim: o riso. Mas a verdade é que há muito que se lhe diga em relação à escrita humorística, quando vista de um ponto de vista racional e pragmático, como algo que não só se tem de nascença, qual dom, mas que também se aprende e se treina. É sobre isto o livro de Ricardo Araújo Pereira.

Que se desengane quem compra este livro para se divertir. A escrita do RAP está lá, mas isto é essencialmente a reflexão de alguém extremamente culto e com experiência sobre essa arte que é fazer as pessoas rir. Confesso que o primeiro capitulo foi um choque, porque parecia estar a ler uma tese cheia de referências bibliográficas: e embora elas continuem ao longo do livro, lêem-se bem e enriquecem-no imenso, nunca chegando a tornar-se chatas.
Há algumas coisas que, a meu ver, não ficaram muito claras e bem explicadas (caso do capítulo "mudar uma coisa de um sítio para o outro"), mas no fundo isto não passa de um manual sobre fazer humor, cheio de exemplos e muitas reflexões interessantes. É inegável a cultura e a inteligência do RAP, que transpiram a cada parágrafo deste livro.
Termino dizendo que uma forma de resumo desta obra é a entrevista do Alta Definição que Ricardo Araújo Pereira deu há alguns meses - muito do que está aqui escrito está lá dito, de forma se calhar menos exaustiva mas obviamente mais engraçada.
Em suma, gostei muito e aconselho a todos aqueles que queiram aprender um pouco mais sobre a escrita humorística, vista pelos olhos daquele que é, para mim, um dos melhores de Portugal.

06
Jan17

Chávena de letras - "Love&Gelato"

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 Este livro foi óptimo para arrancar o ano e tem tudo o que se quer para os próximos doze meses: é doce e acaba bem. Para além disso passa-se em Itália, por isso as probabilidades de ser espetacular já eram elevads.

Antes de mais, começar pelo óbvio: a capa do livro é giríssima, super apelativa e, de alguma forma, representa o livro na perfeição. Na edição que comprei, da Simon Pulse, a capa com a imagem dos gelados é amovível, sendo a capa dura muito simples, à moda antiga, simplesmente cor de rosa - o que, só por si, já é muito giro.
Relativamente ao conteúdo não há muito a dizer: a escrita é fluída e "catchy", a história é engraçada embora o início seja triste, ainda que indispensável para a narrativa fazer sentido - só peca, na minha opinião, por ser muito previsível. As personagens são muito doces - talvez demais, aos olhos do mundo real - e muito fáceis de empatizar. Para além do mais proporciona-nos uma viagem por Florença e os seus pontos mais emblemáticos, fazendo com que eu tivesse ficado com ainda mais vontade de visitar Itália de uma ponta à outra.
Vou ficar de olho nesta autora e esperar por mais.

 

(lido em inglês)

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