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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

18
Jun19

O cansaço mora em mim

No 11º ano tive de ter explicações de matemática. Foi uma grande derrota pessoal para alguém que sempre quis ser independente em tudo - mesmo na arte de aprender. Era-me indiferente que os meus colegas tivessem aulas extras de todas as disciplinas e que, por causa disso, tivessem altas notas nos testes - tudo aquilo que eu conseguia era por mim própria, não tinha a papa feita por ninguém, era o meu suor e o meu raciocínio que estavam ali em peso. Sentia quase como se jogássemos em diferentes campeonatos - um com ajuda, outro sem. E mesmo não havendo vergonha em pedir auxílio, sempre foi uma bandeira que gostei de erguer - ainda hoje é assim, mesmo que seja uma parvoíce de todo o tamanho.

Por isso tenho sofrido nos últimos tempos do curso, em que a carga matemática é cada vez maior. Lembro-me muitas vezes da minha angústia algures em 2012, enquanto olhava para senos, cossenos e radianos e não conseguia digerir o que estava à minha frente. Tenho uma relação muito problemática com as coisas que não percebo. Comem-me viva.

Mas agora tenho um problema extra: se com a trigonometria ficava irritada por não saber mas descansada por ter a noção de que aquilo não seria algo essencial na minha vida, agora fico em pânico por me sentir incapaz em alguns tópicos que podem ser essenciais na gestão de uma empresa. Ponho-me constantemente em causa. 

Há dias em que eu acredito que essas dificuldades são só teóricas e altamente potenciadas pelo cansaço de um ano de curso, de muitas mudanças e de uma fase que se avizinha mais complicada para mim; mas há outros em que esses pensamentos me deitam abaixo e me convencem de que nunca vou conseguir. Olho para os outros - aqueles a quem agora tenho de pedir ajuda -, que parecem fazer aquilo com uma perna às costas, com ficheiros Excel todos bonitos e a frustração toma conta de mim. Martirizo-me por já não ter capacidade de concentração em aulas com termos económico-financeiros que não domino, por não ter ouvido com atenção, apontado melhor. Penso no dinheiro que investi, que os meus pais investiram em mim, e sinto-me gradualmente mais incapaz.

Acho que estou a chegar a um breaking point. Estou a acusar o cansaço. E preciso de férias para poder voltar a acreditar em mim e nas minhas capacidades.

14
Dez17

O poder das power naps

Dezembro está a matar-me. Acho que enquanto me lembrar não torno a meter-me em empreitadas nesta altura do ano. Tenho a minha vida pensada, planeada e contada ao minuto e tento fazer o milagre de cumprir os prazos a que me propus (ou que, no caso do trabalho, sou obrigada). Um conjunto de eventos e acontecimentos aglomeraram-se nesta altura e eu nunca senti esta época passar tão rápido. "Não respiro" desde Novembro e, pior, sinto que este tempo de festas que tanto adoro me está a passar ao lado, porque nem tenho tempo de olhar em meu redor.

Mas enfim, agora não há muito a fazer. Espero que o Natal em si seja fenomenal e que o meu projeto esteja milagrosamente concluído nessa altura e que melhore ainda mais este dia especial. Mas até lá preciso de sobreviver ao meu próprio cansaço, o que não está fácil.

Eu preciso de dormir umas oito horas por noite para me sentir bem no dia seguinte e evitar cair no sofá para uma sesta durante a tarde. Não sei se isto é uma fase ou um padrão que se irá manter na vida adulta, mas o que eu sei é que antes dormia menos e aguentava-me bem durante o dia. Mas pronto, uma pessoa vai envelhecendo, já não é o que era, e agora preciso de umas horas reparadoras para me sentir em condições. (Um aparte: é estranho, mas na minha cabeça o facto de uma pessoa dormir muito é pouco algo dignificante, de que se tem orgulho, quase como se a pessoa fosse muito mais ativa por ter mais tempo e dormir menos. Como quem diz: durmo menos que tu, sou menos preguiçoso, e faço ainda mais! Lembro-me de, lá pelo oitavo ano, adorar dizer as horas que dormia – que eram poucas – porque me sentia muito crescida. Sou só eu que tenho/tinha este estigma parvo?.)

Mas o tempo não estica e eu tenho roubado horas ao sono para conseguir fazer tudo o que preciso. Isto resulta, no dia seguinte, em cansaço e, como bónus, em mau humor e numa Carolina muito mais emocional. E eu sei que aquilo é sono, mas não consigo evitar ter determinadas reações. Mas se não há tempo para dormir de noite, muito menos tempo há para descansar de tarde, pelo que só tenho uma saída: as power naps. Depois do almoço encosto-me quinze a vinte minutos e quando acordo sinto-me incrivelmente melhor.

Já naquela altura em que dormia pouco esta era uma técnica a que recorria – sonos desfasados, quando tinha tempo e sono para isso. Movia os meus tempos de sono quase como blocos e encaixava-os na parte do meu dia em que me era mais conveniente. Nestes dias tenho aproveitado a hora de almoço para descansar e tentar utilizar aqueles minutos que, apesar de preciosos, não são em quantidade suficiente para eu de facto fazer algo significativo. Por isso durmo – e bem! – e tem-me sabido pela vida. É estranho como apenas 20 minutos chegam para nos restabelecer parte da energia, pelo menos pensando a curto prazo.

É um bocado chato porque custa adormecer e, quando isso acontece, parece que acordamos logo a seguir, por o tempo ser tão curto. E isto faz com que acordemos estremunhados e aparentemente ainda mais cansados mas, depois de passarem aqueles primeiros cinco minutos, eu sinto-me muito melhor que antes. Para mim, é absolutamente milagroso. E cheira-me que até ao dia de Natal, vão ser os meus únicos minutos de descanso durante o dia.

01
Jun15

Íssimo, íssimo... cansaço

Estas últimas semanas têm sido intensas, tanto física como emocionalmente. Principalmente a semana do programa... foi como se me tivesse passado um camião em cima. Entre montar e desmontar o cenário, carregando sofás e montando dezenas de caixas, fazer ensaios e perceber que estavam a correr pessimamente, vomitar durante a noite inteira antes do programa e todo o trabalho, stress e descarga de adrenalina no dia D... cheguei ao fim arrasada. Pronta a encostar as botas e dormir durante uma semana inteira.

Também por causa do programa, e por ter dedicado tanto tempo a isto, deixei imensas coisas em atraso, que têm de ser feitas nestas duas semanas (agora uma) até as aulas acabarem. E eu bem que faço planos, que escrevo na agenda, que me auto-convenço de que vou fazer e que tem de ser... mas não consigo. Os meus olhos começam a fechar, a minha cabeça começa a vaguear por mares nunca dantes navegados e eu perco totalmente o fio à meada. 

Dormir. Dormir é a única coisa que me apetece e que consigo fazer com a totalidade das minhas competências. E enquanto durmo (ou finjo que não durmo) o tempo vai-se escapulindo pelas minhas mãos e eu com mil e uma coisas por fazer e entregar, com pessoas dependentes do meu trabalho e notas - que preciso - em causa por causa de tudo isto. E eu juro - juro mesmo - que não é preguiça. É cansaço, puro e duro. 

Tenho duas semanas para entregar trabalhos e um mês de exames pela frente e apetece-me chorar. De frustração. Por falta de forças. Por querer fazer tanto que às vezes não consigo. Por ter dado tanto ao Fora da Caixa que parece que apanhei uma sova e não consigo ultrapassar isto.

11
Out14

Em modo "arranjar forças para continuar"

Esta semana foi... uff. De caixão à cova, como se costuma dizer. Tenho para mim que as consequências do verão que tive estão agora a chegar, e eu vi-me tão grega para fazer o que quer que fosse nestes últimos dias. Chegava a casa lívida e com umas olheiras até ao chão, pronta a ir para cama - consegui não faltar às aulas, mas custou muito, muito, muito. Faltei à Zumba, isso sim, porque até para levantar o rabo da cadeira para a cama já era algo doloroso.

Este semestre, ao contrário dos outros dois que já passaram, arrancou logo com muito trabalho à mistura (e aulas tãããão teóricas!) e eu arranquei com força, mas depressa percebi que não estava com pedalada para tanto. Não é preguiça, não é molenguice: é cansaço. Eu dizia que ia à Zumba até ao último minuto, aquele em que me dava conta que só conseguia ir, mas só se fosse a rastejar; eu fiquei em todas as aulas, mas ia-me arrastando pela cadeira abaixo e com os olhos a pesarem toneladas e a implorarem por fechar durante um segundinho que fosse. E tudo o que me trazia conforto era a minha cama e comida. Muita comida. Daquela que engorda quilos e quilos e quilos (e eu sem ir à zumba, o meu peso na consciência era portanto proporcional á minha fome). Foi mau. Estou a ver se recupero forças.

24
Jun14

Sprint final

Tenho amanhã o último exame da primeira época. Estou a rezar a todos os santinhos para passar a todas as cadeiras - talvez por, precisamente, não saber rezar, não tenho bem a certeza se vou conseguir fazer tudo logo à primeira. Um dos exames de uma das piores cadeiras do curso (aquela que o alunos arrastam até ao terceiro ano) não me correu de feição - nem a mim nem a ninguém - e por isso ainda estou aqui pendurada, à espera de um desastre.

Não que esteja descansada quanto ao exame de amanhã. Será o meu 7º exame (aliás, 3º, mas antes já tinha tido 4 testes, o que, a nível de estudo, é exatamente a mesma coisa) e estou cansada, esgotada, farta de livros e só quero arrumar tudo. Depois de um semestre esgotante, porque não consigo fazer as coisas a meio gás e sem dar o meu melhor, sinto que o nível da bateria do meu corpo está mesmo no fim, assim como o meu poder de concentração. Queria ter lido uma série de coisas para amanhã - exame de História de Portugal - mas fiquei-me por metade dos documentos: isto porque queria levar fontes documentais para poder citar e conhecer bem os meus apontamentos, porque a minha dificuldade não é não saber história mas sim mostrar diferentes perspectivas de diferentes autores. Mas enfim, não deu. Leio um bocado, passado cinco minutos já estou na lua; leio outro tanto, e dá-me um sono incontrolável que só pára ao tirar uma sesta em cima da cama; de manhã acordo mais cedo, fico a olhar para isto, mas é como se nada entrasse.

Há dias assim. Preciso de férias, de começar a devorar o "Equador", de escrever postais, de apanhar sol (quando ele aparece), ir para a praia e estar com a minha família e amigos. Tudo isto sem ter aquele peso na consciência, aquela típica discussão entre o anjo e o diabo em cima dos meus ombros a dizerem "vai estudar" e "não vás nada, que sabes perfeitamente que não vai aguentar".

Só espero que corra bem amanhã e que quinta-feira seja o meu primeiro dia de férias, só com fim marcado lá para Setembro.

10
Abr13

Alerta stress

Eu posso nem ter feito muita coisa, andado muito, ter-me cansado imenso em educação física, mas às vezes ando com a cabeça em água. Esta semana ando tão ocupada e preocupada que chego ao fim do dia a implorar por uma cama e nem sequer consigo fazer as noitadas que me são habituais.

Sinto as coisas todas a acumular em cima de mim e eu sem tempo para nada. O flash mob, embora seja superficial, tem-me tirado várias horas por dia - já para não falar do cansaço e da chuva que, por exemplo, hoje apanhei. Depois é o exame de código, que está a chegar - e eu quero ir às aulas, quero puder estudar em casa e fazer testes. Por cima, o stress de acabar o Memorial a tempo e horas, porque se tal não acontecer bem que posso esquecer a minha tão desejada nota a português. E ainda os resumos que quero fazer de História, que ainda nem comecei (desta nova matéria) a par do facto de querer começar a rever a matéria de geografia, tendo em conta que me inscrevi para exame e já começa a ser altura de pôr mãos à obra.

Não sei se é das dores das costas e do facto de me doer a cada movimento, se foi da chuva em demasia que apanhei durante duas horas consecutivas, mas hoje estou em baixo, com o pessimismo a níveis astronómicos e com os canais lacrimais a quererem trabalhar. Está na hora de ir para a cama... ler Saramago (que dormir é um luxo e não estamos em altura disso).

 

10
Abr13

Ai as minhas costas

Ontem, depois de um treino para o flash mob de hora e meia e de, antes disso, ter tido educação física, cheguei a casa esgotada. Tomei um bom banho e tudo o que queria era ir para a cama - acabei mesmo por adormecer no sofá, o que não é nada comum em mim, e às 23h estava no vale dos lençóis.

Eu estava cansada mas animada: dançar não é, sem dúvida alguma, a minha área de conforto, mas até estou animada por fazer parte de algo giro e grande, com algum tipo de impacto. Mas nada fazia esperar isto: hoje acordei com umas dores de costas que faziam com que mal me dobrasse. E dobrar o pescoço? Até dói só de pensar.

Suponho que isto seja por causa de alguns movimentos estranhos que a coreografia tem, combinada com a minha típica falta de exercício físico - o meu corpo já não está habituado a estar três horas por dia a mexer demasiados músculos. Mas enfim, já engoli um voltaren e é esperar que a coisa melhore: sim, porque o flash mob aproxima-se cada vez mais e hoje tenho ensaio geral de duas horas e meia, só para aquecer. Pobres costinhas...

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