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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Ago21

Uma história com princípio, meio e sim! #13

Os acessórios da noiva

Se escolher e fazer o vestido foi um 31, escolher os acessórios foi um "walk in the park" (ou seja: foi fácil). Embora não soubesse ao certo as peças que queria usar tinha uma ideia já bem definida de tudo o que precisava e o estilo que queria. 

 

Os sapatos

Os sapatos foram a primeira coisa que tratei. O ponto fulcral era serem confortáveis - tenho há dez anos um pé cronicamente inchado e não posso ousar passar um dia em cima de alguma coisa que não seja minimamente fofa. Na verdade nem sequer precisavam de ser muito bonitos, pois iriam ficar a maior parte do tempo debaixo do vestido! Outra condicionante é que não podiam ser muito altos - primeiro porque, como todos sabemos, a altura do salto é proporcional ao desconforto e segundo porque o Miguel não é propriamente espadaúdo e eu não queria ficar mais alta que ele. 

Mandei vir vários modelos para experimentar, entre sandálias e sapatos, mas a maioria do calçado atual - com as biqueiras quadradas - não faz nada o meu gosto. Optei por um modelo mais clássico, quase híbrido, com a parte da frente fechada e a de trás aberta. São da marca espanhola Unisa e custaram-me cerca de 50 euros, em promoção no El Corte Inglês. Seriam muito confortáveis se eu não tivesse um pé inchado; sendo assim, depende do meu estado. Mas não deixam de ser aptos para usar no dia-a-dia, quando quiser um look mais formal - o que é óptimo, pois não foi dinheiro gasto para um só dia de uso. Na verdade, de tanto os usar antes do grande dia (para os moldar aos meus pés), eles já foram para o casamento com as pontas já desbotadas e a sola bem arranhada.

 

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O toucado

Para o cabelo quis, desde início, um toucado - independentemente de ter véu ou não. A ideia do penteado foi mudando ao longo dos tempos - falo disso num próximo post, quando abordar o tema dos cabeleireiros - mas sempre com este elo comum: queria uma peça bonita a adornar, preferencialmente dourada e com motivos florais. Das marcas e lojas que conheço, a Cata Vassalo foi logo a primeira a surgir-me na mente (depois ainda encontrei outras empresas com peças do género, mas a Cata continua a ser a minha preferida). Quando comecei a pesquisar vi algumas peças pelas quais me apaixonei, mas quando me decidi a comprar (meses depois, demasiado em cima do acontecimento) já não havia assim tanta escolha. Por isso aprendam: escolham a peça pelo menos dois meses antes do acontecimento!

De qualquer das formas sinto que fui muito bem servida, com uma peça linda. Importa também dizer que gostei muito do tratamento que tive por parte das meninas do atelier, sempre muito simpáticas e prestáveis. 

 

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A lingerie

Desta parte poupo-vos às fotos, mas vão ver que não será muito difícil de imaginar. Se nos sapatos a palavra de ordem era conforto, aqui não havia outra coisa que me passasse pela cabeça. Soutien não ia usar, pois o vestido tinha as costas abertas e copas para suportar o peito. No que diz respeito à parte inferior, não ia usar coisas com laçarotes, fitas ou rendas - ou, pior, daquelas cuecas que se metem no rabo! - quando já tinha de transportar um vestido de três quilos, puxar um véu pelo cabelo e aguentar uns sapatos um tanto ao quanto apertados durante um dia inteiro. Há limites!

Por isso fui à Intimissimi e disse à menina: "vou casar mas quero uma daquelas cuecas de micro-fibra, cortadas a laser e de cintura alta, de cor de pele". Ela ainda tentou impingir-me a linha de noiva, com o argumento de que até ofereciam a liga (isso é um incentivo?), mas foi claramente mal sucedida. Assim, em vez de usar a lingerie e a deitar para canto, comprei uma coisa barata, confortável e muito útil para o dia-a-dia. Ouro sobre azul.

Partilhei isto com as pessoas à minha volta com a mesma naturalidade com que escrevo aqui e fui super gozada pela minha escolha - que, a mim, me parece muito mais natural do que usar cuecas XPTO num dia tão extenuante como um casamento. Vejamos isto com olhos de ver: a noite de núpcias já não é o que era, não há cá surpresas ou ânsias sobre o que vai acontecer. Na verdade o que me parece difícil é o noivo ainda ter energia para, sequer, olhar para a roupa interior da agora esposa. Se o casal gosta desse tipo de coisas há muitos dias para se usar lingerie diferente e arrojada - mas o dia do casamento não é um deles. Da minha parte, posso garantir uma coisa: quando cheguei a casa tinha MUITA vontade de me despir... para poder tomar banho, tirar os dois quilos de suor que tinha em cima e conseguir, finalmente, dormir. O resto? Há uma vida de casada pela frente, meus amigos.

 

As jóias

Como o vestido tinha uma linha um bocadinho boho-vintage, quis sempre que as jóias fossem douradas. Comprado o toucado também já não havia volta a dar e teria de seguir com essa ideia. 

Fiz uma seleção de coisas que tinha em casa (não só minhas como da minha mãe) e só no dia, já vestida e penteada, é que decidi. Era importante para mim usar uma peça com história, tanto do lado da minha mãe como do meu pai. As jóias da minha avó paterna são para mim amuletos e eu estava quase certa de que iria usar uns brincos que dela herdei, mas no fim de contas acabei por mudar de ideias.

Assim, usei um colar da minha mãe, uns brincos meus (oferecidos pelos meus irmãos num aniversário anterior) e uma escrava/pulseira da minha bisavó - mãe da minha avó paterna -, de quem herdei o nome Carolina. Fiquei com a minha vontade apaziguada e sossegada pois sabia que, independentemente de tudo, eles estariam comigo naquele dia (sendo que também teriam uma homenagem na própria festa, de que depois falarei).

 

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(não tenho fotos onde seja tudo bem visível. aguardemos pelas dos fotógrafos)

 

As alianças

Tendo em conta que quase metade do casamento foi organizado em tempos de confinamento, optamos por comprar grande parte das coisas pela internet. Foi o caso do toucado, dos sapatos e até das alianças. 

Já tinha comprado jóias pela internet - brincos e colares - mas nunca anéis (por serem difíceis ao nível dos tamanhos) nem algo tão sério, em ouro "puro" e com este nível de responsabilidade. Quando começamos a pensar nas alianças o Miguel disse-me para espreitar a Glamira para ter inspiração, mas a verdade é que gostei tanto dos modelos que decidimos arriscar. Antes de comprar pedimos um "medidor" - uma espécie de abraçadeira com números, que apertamos à volta do nosso anelar, concluindo assim o tamanho que devemos pedir - que chegou dentro de uma semana. Fizemos a encomenda algures em Maio, porque tínhamos medo de gravar as alianças e, à última da hora, sermos obrigados a mudar a data do casamento. Felizmente correu bem - acertamos tanto na data (que não mudou, whowoo!) como no nosso tamanho, e gostamos muito das peças em si.

Para mim o melhor da Glamira é a capacidade de personalização. O modelo que escolhemos tem duas ligas, que podiam ser da mesma cor ou com dois tipos de ouro diferentes; eu teria arriscado em fazer uma mistura, mas o Miguel preferia o clássico, em ouro amarelo, e assim foi. Eu já tinha caprichado no facto da minha aliança ter uma zircónia, para ser diferente, por isso já estava feliz. A largura do anel também é regulável - nós, como temos mãos relativamente pequenas, escolhemos a mais fina, com 2mm - assim como a espessura/altura, em que também optamos pelo modelo mais baixo. O preço, neste caso, foi pelo pack das duas alianças - sendo que é possível devolvê-las (mesmo tendo personalização) ou pedir para redimensionar, caso seja necessário. A entrega foi feita no timing previsto. Fiquei super cliente!

 

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Assim consegui, finalmente, cumprir uma tradição - não vá o meu casamento ser amaldiçoado por ter quebrado tudo o resto. "Something old, something new, something borrowed and something blue." A escrava é muito antiga (mais de cem anos), o toucado era novo, o colar era emprestado e o azul... estava na liga, que usei apenas na cerimónia, mas que fiz questão de vestir por me ter sido emprestada por uma pessoa muito importante para mim.

28
Jul21

Review da semana 28#

Os shampôs sólidos da Plume

Para desenjoar um bocadinho do tema do casamento - que, para mal dos pecados de alguns de vós, ainda vai ter lugar durante mais uns tempos - decidi trazer hoje de volta uma das rubricas que sempre me deu mais prazer: a Review da Semana (que é como quem diz: o espaço onde me dou ao luxo de opinar sobre marcas, produtos, serviços e tudo aquilo que me apeteça). E ela volta das cinzas (sim, porque já não fazia um post destes há dois anos) com uma recomendação daquelas mesmo boas, que já ando para partilhar há meses. 

No Natal fui influenciada por uma publicidade do Instagram (sim, às vezes funciona!) e decidi arriscar na compra de um shampô sólido. Apesar de já conhecer várias marcas que trabalhavam este tipo de cosméticos, de já ter oferecido vários shampôs deste género a outras pessoas e de até ter experimentado outras coisas sólidas e pouco usuais (como pasta dos dentes ou desodorizante), nunca me tinha aventurado em produtos para o cabelo.

Mas vi aquela publicidade da Plume e, por alguma razão, gostei da forma como trabalhavam o conceito da marca e arrisquei. Na altura estavam com um pack muito simpático que, se a memória não me falha, continha não só o shampô como um aroma para pôr nas gavetas e um sabonete esfoliante. Tinham vários, dedicados aos diferentes tipos de cabelos. Eu sempre tive o cabelo oleoso, algo que tende a piorar com as hormonas, principalmente em alturas de grande stress - algo que, no Natal, estava num verdadeiro crescendo. Investi por isso no pack que continha o shampô sólido de jasmim e argila verde, feito especialmente para cabelos com as características do meu.

E posso dizer-vos o seguinte: primeiro estranha-se, depois entranha-se. Tinha uma série de ideias pré-concebidas que, percebi depois, são totalmente mentira: achava que este tipo de shampôs não faziam espuma, que eram menos práticos e mais difíceis de aplicar. Na verdade é exatamente o oposto: fazem espuma quanto-baste, são super práticos - tanto ao nível da aplicação como para transporte, por serem pequeninos e compactos - e, acima de tudo, duram muito mais tempo - primeiro porque, ao contrário dos shampôs líquidos, não há o risco de acontecerem aqueles pequenos desastres em que, sem querer, pomos na mão quantidade suficiente para lavar o cabelo durante duas semanas, e depois porque funciona como um sabonete, que não se desgasta com tanta facilidade. E quanto aos resultados, não tenho razão de queixa: oleosidade controlada, o que faz com que não seja obrigada a lavar o cabelo todos os dias - e às vezes, na loucura, até aguentar dois!

Gostei tanto que já voltei a repetir a compra e até adicionei mais produtos ao carrinho: o condicionador sólido de jasmim e lúcia-lima (óptimo e ainda mais "poupado" que o shampô - acho que tenho ali produto para ano e meio!) e o sabonete detox carvão e lima, que também gostei imenso (e, curiosamente, o Miguel também). Ainda tenho por experimentar o esfoliante com sal dos Himalaias, para tirar a pele que tenho aqui a esfolar, mas sei que dificilmente me irá desiludir. 

Neste momento não uso outro shampô e, como tal, este veio comigo para as Maldivas. Por ser sólido pôde ir na mala de mão - o que foi óptimo, tendo em conta que a nossa mala se perdeu pelo caminho e só chegou no dia seguinte. Coloquei-o dentro da caixinha metálica (que também é vendida pela Plume) e está feito: ocupa muito menos espaço, não é preciso preocuparmo-nos com o limite dos líquidos impostos pelas companhias áreas ou com possíveis fugas de produto, que nos deixam os necessaires numa verdadeira bodega (quem nunca?!).

Estou super fã! 

 

 

21
Abr18

Um cabelo à Tokyo... ou quase

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No fundo, foram os primeiros a saber. Eu avisei-vos. Deixei aqui um sinal da minha próxima maluqueira!

Não sei se se lembram de, no post sobre a "La Casa de Papel" (que, caso queiram ler algo que não diga só maravilhas da série, penso ser uma boa leitura), eu ter escrito "aquele corte de cabelo da Tokyo está a tentar-me seriamente...!". E, de facto, tentou-me de tal forma que, apesar de todas as reticências que tinha, acabei por passar da ideia à ação em pouquíssimos dias.

Não me perguntem porque é que eu falo tanto do cabelo aqui no meu blog. Acho que desde 2011, ano em que passei a te-lo curto, comecei a vê-lo como uma forma de expressar a minha personalidade, muito para além de uma simples questão estética. Ao longo destes sete anos cortei-o muitas vezes, de diferentes formas, penteando-o de maneiras diferentes; o ano passado fiz uma pausa e deixei-o crescer, porque sentia que estava a acabar por cair sempre no mesmo e porque não estava a ficar tão contente com os resultados finais. Mas, apesar disso, continuei sempre a achar que um cabelo com um bom corte é um cabelo com caráter e personalidade forte. E eu, podendo ter muitos defeitos, tenho algo que ninguém me pode tirar: um caráter vincadíssimo e - penso - algo diferente do normal. Mas, exteriormente, sou super corriqueira e simples, tendo encontrado no cabelo um meio de transparecer aquilo que sou por dentro. Há cabelos compridos que são lindos mas, para mim, não deixam de ser mais só mais uns. Adoro cortes "a sério".

Já há muitos anos que me passava pela cabeça fazer repas (também conhecidas por franjas), mas sempre tive medo. Que me ficassem mal, que fossem um drama para depois deixar crescer, que tivessem necessidade de muita manutenção, que ficassem todas engorduradas por ter muito mais contacto com a pele... uma infinidade de coisas! Mas, apesar de ter cortado o cabelo há relativamente pouco tempo, eu estava louca por mudar. Adoro a sensação de ver uma versão nova de mim mesma ao espelho.

E por isso fui. Recolhi uma série de fotos (como faço sempre), mostrei à cabeleireira, contei-lhe os meu requisitos e receios e depois disse-lhe: "corte por onde quiser, faça o que quiser, deixe isto equilibrado". E assim foi. Quando vi a tesoura a esbarrar-me nas pestanas o coração deu um saltinho, mas passou rápido. Acho que nunca adorei tanto um corte logo à primeira vista. Normalmente detesto ver-me enquanto estou a cortar o cabelo, porque aquelas luzes todas me deixam branca que nem cal e com as olheiras dignas de um panda, mas naquele momento nem quis saber. O meu primeiro pensamento foi que estava igual a quando era miúda, na altura em que a minha mãe ainda tinha rédeas sobre mim e me fazia usar o cabelo curto. O segundo foi "Tokyo". Não é que estava mesmo parecida?!

Admito: estes dois dias com um novo visual foram um boost para o ego. O choque das pessoas é semelhante àquele de há sete anos atrás - o que é curioso, tendo em conta que praticamente só muda a franja em relação a outros cortes anteriores. Mas acho que nunca na minha vida recebi tanto elogio (e, como boa anti-social que sou, não sei lidar com isso). Mas o melhor disto tudo é que, talvez pela primeira vez, eu acredito naquilo que me dizem. O corte está incrível. E, caraças, não é que eu tenho mesmo cara para usar repas?

Durante muitos ano fui lendo, em blogs, facebooks e tumblrs alheios uma frase atribuída a Coco Chanel que diz: "a woman who cuts her hair is about to change her life". Sempre a adorei. Em 2011, quando passei de uma crina até meio das costas para ter o cabelo o nível do queixo, foi isso que aconteceu - dei uma volta a tudo. Se quisermos fazer uma leitura mais aprofundada da coisa, acho que o ano passado, em que o cabelo cresceu como queria, foi o ano em que deixei que a vida levasse o seu rumo natural, sem rédeas. E nestes últimos meses sinto que, apesar das muitas dores de crescimento que tenho tido, voltei a pegar nelas. A minha vida vai, efetivamente, mudar. E um novo corte de cabelo é sempre uma boa forma de o assinalar. Que o positivismo, a boa energia e a confiança desta mudança de visual se transfira para os desafios que estão para vir.

 

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13
Out17

Quando ter o cabelo longo é um ato de rebeldia

Eu sinto que sempre tive o cabelo curto. Não é verdade. Quando criei este blog ainda o tinha todo despenteado e rebelde quase até meio das costas - mas, quando algures no final de 2011, o decidi cortar, senti que de alguma forma tinha controlo sobre a minha vida. Tal como milhões de mulheres, também eu detestava a ideia de ir cortar o cabelo - sempre "só para aparar as pontas" - com o eterno medo da perspetiva de sair de lá com menos três dedos de crina. Mas no momento em que eu pedi à cabeleireira para cortar não dois dedos mas sim dois palmos de cabelo, foi uma sensação de liberdade, independência e rebeldia incríveis. Essa mudança mudou-me - e eu gostei tanto, tanto que repeti-a vezes sem conta.

Hoje olho para trás e percebo que de todas as vezes que cortei o cabelo tinha a esperança secreta de me sentir como me senti naquele dia de 2011, altura em que passava uma das piores fase da minha vida até agora. Mas nunca foi igual: acabou-se o efeito surpresa, acabou-se o choque das pessoas por todo o lado onde passava, acabou-se a novidade - que deu lugar ao hábito. De tal forma que as pessoas, quando me vêem com o cabelo comprido conforme estou atualmente, ficam a olhar para mim, espantadas: "estás com o cabelo enorme!", dizem. 

Para mim, eu só passei a ser mesmo "eu" quando tive cabelo curto - porque falei tanto sobre o assunto, gostei tanto da mudança, que acabou por fazer parte de mim. É um estado de espírito, quase uma forma de estar na vida (que, curiosamente, acaba por não ter muito que ver com a vida que levo, mas enfim), uma imagem de marca. 

Mas a verdade é que nos últimos anos cortei tantas vezes o cabelo - de todas as vezes curto, mas quase sempre de formas diferentes - que me cansei um bocadinho: e, confesso, chegava a um ponto em que não gostava de me ver. E isto é estúpido, mas eu sentia uma espécie de batalha interior: eu queria gostar daquele cabelo, achava que era o que combinava comigo, mas quando olhava para o espelho achava que não estava bem, que tornava a minha cara mais redonda e gorda e, nesses momentos, pensava para comigo "tão cedo não volto a corta-lo". Depois acabava por ceder, até porque deixei de ter paciência para cuidar e secar cabelos cumpridos. Mas o bichinho estava lá.

E se há coisa que eu tenho é boa memória. Eu não me esqueço. E durante este ano, de todas as vezes em que o cabelo me fazia comichão nas costas ou me ia para a frente dos olhos e eu, por instinto, pensava "tenho de ir ao cabeleireiro", o meu outro lado tentava apaziguar essas ganas de ir à tesoura e lembrar-me de tudo aquilo que tinha sentido pouco depois de cortar o cabelo das últimas vezes. E os meses foram passando. E passou um ano desde a última vez que cortei o cabelo. Abaixo, na foto, podem ver as diferenças: do lado esquerdo, o estado da minha "crina" no dia 13 de Outubro de 2016; à direita, o seu estado nos dias de hoje (e sim, a repetição do cenário e da roupa foi propositado).

 

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É natural que, um ano depois, as pontas já estejam todas espigadas e o cabelo menos saudável. Tenho feito o meu melhor, mas a vantagem dos cabelos curtos também é essa: parecem sempre mais saudáveis, mais cuidados (ou, pelo menos, na maioria dos casos). E está a acontecer algo que já há muitos anos não me acontecia: estou com o cabelo enorme e a precisar verdadeiramente de ser cortado. A questão é: quanto é que corto? 

Tenho-o deixado crescer por objetivos vários: primeiro porque queria fazer tranças no verão (não fiz), segundo porque queria te-lo longo para poder fazer uns penteados em algumas festas que sabia que ia ter agora no final do ano (também não fiz) e, finalmente, porque tenho gostado da sensação de o ter longo. É estranho já não ser a única rapariga de cabelo curto na sala, é estranho não ter um corte definido, é estranho já não estar a pensar o próximo, é estranho este "desleixe" que tenho vindo a criticar nos últimos anos mas que me tem sabido bem. Acho que o vou deixar assim até me voltar a apetecer "ser eu" outra vez. No fundo, ter o cabelo cumprido é uma ação tão radical como aquela que eu fiz em 2011. E, às vezes, radical é bom.

 

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16
Mai17

Missão trança 2017

As mulheres normais têm, todos os anos, a missão biquíni. Eu, como já me deixei disso (bater todos os anos no ceguinho sem obter resultados dá nisto), optei por ter uma missão diferente: a da trança - o que, comparada com a do biquíni, é incrivelmente mais fácil, porque o cabelo cresce sozinho sem eu ter de suar as estopinhas ou fazer dieta. 

Então é isto: eu este verão quero ter o cabelo suficiente comprido para conseguir fazer uma trança. Problemas neste plano: 1) tenho pouca paciência para cabelo comprido, o vento atira-mo sempre para a frente da cara, largo imensos cabelos pela casa; 2) não sei fazer tranças a mim própria - ou seja, eu sei a mecânica das tranças (inclusivamente daquelas imbutidas e de peixe), mas tenho dificuldade em as fazer em cabelos "normais" porque as mexas fogem-me das mãos e eu fico toda confusa e já não sei para onde é que elas têm de ir e é todo um caos; toda esta situação piora se for em mim própria, uma vez que não vejo o que estou a fazer, os braços cansam-se e é todo o caos vezes dez. Soluções para estes problemas: 1) aprender a ter paciência e ter sempre o plano em mente; 2) aprender a fazer tranças através de vídeos do Youtube e treinar - muito! -, conseguindo a proeza de não arrancar o meu cabelo todo. (E já falei em paciência?).

Já há muitos anos que não tenho o cabelo suficientemente grande para fazer uma trança. Na verdade, quando o tinha, nunca fazia tranças: nunca tive jeito para fazer penteados e aqui em casa ninguém é propriamente prendado nesse sentido. Mas a verdade é que, mesmo tendo o cabelo curto, eu passo a vida com ele apanhado: não gosto de trabalhar ou escrever com o cabelo a fazer-me cócegas na cara ou a entrar-me para os olhos, nunca como sem ser com o cabelo apanhado e na rua, por causa do vento, também o prendo com frequência. E, como são sempre coisas feitas à pressa e o jeito não é muito, fico sempre com um ar um tanto ao quanto descuidado (e, depois de tirar o puxo, com o cabelo marcado e feio).

No verão, quando for viajar, gostava de ter uma solução mais permanente, prática e igualmente bonita - e acho que a trança é uma boa conjugação de tudo isto. Foi o que fiz, por exemplo, quando fui ao Gerês (na foto) - uma amiga minha cheia de jeito para cabelos fez-me uma trança embutida com o não muito cabelo que eu tinha e aquilo era um autêntico descanso para mim (e ainda ficava bem nas fotos!). 

Ando numa fase em que não sei muito bem o que fazer ao cabelo e, por isso, ter um objetivo ajuda-me a não desesperar. Das últimas vezes que o tenho usado muito curto não tenho adorado ver-me (embora seja indiscutível que é muito mais prático e fácil de arranjar), mas também não tenho paciência para o usar longo (para além de, hoje em dia, já nem sequer gostar de cabelos muito compridos) - estou numa situação um bocadinho complicada, pelo que a melhor que posso fazer é esperar que os meus pensamentos se reorganizarem. Acho que vou deixar isso para Setembro - até lá, espero que ele cresça o suficiente para eu conseguir fazer uma trança a mim mesma. Depois disso, zás! Para além de tudo mais, um corte de cabelo sabe sempre melhor quanto maior for a diferença de um corte para o outro :)

 

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 P.S. Não tenho dúvidas de que sou capaz de deixar o cabelo crescer. Apoquenta-me apenas a parte de fazer a trança - receio que esta missão corra tão mal como todas as missões biquíni que fiz em toda a minha vida...

01
Fev17

Review da semana 16#

Champô seco da Klorane

 

Já tinha visto num vídeos da Maria Vaidosa o châmpo seco da Klorane. Já foi há muito tempo - não sei precisar quando nem em que vídeo - mas confesso que fiquei com aquilo na cabeça mas nunca calhou de comprar. Na verdade, na altura em que soube disto, também não precisava.

O meu cabelo já teve várias fases - há uns anos tinha uma zona mais gordurosa, que me obrigava a usar um champô específico e a lavar o cabelo todos os dias. Simplesmente não conseguia não o lavar, sentia-o sempre sujo - mesmo que não estivesse - e durante anos a fio lavava sempre o cabelo de cada vez que tomava banho. Durante todo esse tempo tive pessoas a chatearem-me o juízo porque lavar o cabelo diariamente fazia mal, independentemente de todas as razões que eu alegava (e que faziam sentido).

Entretanto, há um par de anos, notei que mesmo sem o tal champô o meu cabelo estava normal e decidi tentar não o lavar diariamente, apenas dia-sim, dia-não. Custou-me imenso, passava muito tempo com o cabelo preso porque achava sempre que ele estava todo colado, feio ou gorduroso (enfim, cenas de mulheres), mas acabei por me habituar e conseguir impor uma nova rotina. 

Até que há uns meses o meu sistema hormonal desregulou todo e o cabelo voltou a ficar um desastre - não com a "mancha" que tinha há uns anos, mas mal de uma forma geral. Passado um dia sentia que tinha de o lavar - e ainda o faço muitas vezes, porque não me sinto confortável em sair de casa assim. Mas quando me dá a preguiça ou não me sinto assim tão mal, ponho este champô seco. Lembrei-me dele numa ida à farmácia, em que ele estava num expositor - e com uma promoção no compra da segunda unidade - e decidi experimentar.

Posso estar a dizer uma grande asneirada, mas a sensação que tenho é que isto é uma espécie de pó-de-talco para o cabelo, que absorve a gordura e dá ao cabelo um melhor aspeto e volume. Apercebi-me disso na primeira vez que o coloquei: como não tenho jeito nenhum para estas coisas, aproximei o spray demasiado à raiz e apercebi-me de como vou ficar daqui a uns anos, com o couro-cabeludo todo branco. Até teve graça, parecia uma velhinha (depois, quando escovei, desapareceu). 

Mas bom, de uma forma geral até gostei muito do resultado. A verdade é que muita desta sensação de ter o cabelo sujo é psicológica: eu sei que não se nota nada, mas é uma sensação esquisita que tenho e que, para todos os efeitos, é aliviada quando ponho o spray. Para além disso é um produto de colocação fácil e rápida, espetacular nos bad-hair-days de uma forma geral, por isso acho que a compra já valeu a pena.

 

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13
Out16

A vida é melhor quando não temos o cabelo a cobrir-nos o pescoço

Cortei o cabelo em Janeiro, no primeiro dia em que me sentei depois da operação. Passaram dez meses, vivi muita coisa: estagiei, tive as melhores férias da minha vida, comecei a trabalhar. Cumpri aquela máxima de ter o cabelo comprido no verão - e vivi-o bem, com muitas fotos que o comprovam e milhões de sorrisos à mistura. Mas já chega de ter de estar demasiado tempo debaixo do secador ou sempre com um totó no pulso. Já chega da descontração aparente que um cabelo comprido traz, porque agora sou "crescida", e este cabelo combina sempre comigo.

A vida é melhor quando temos o cabelo curto e os cachecóis de inverno nos ficam junto ao pescoço. Eu já estou pronta. Que venham eles.

 

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02
Abr16

Um puro desejo de consumo

Quando há uns meses andei por essa internet e YouTube fora a ver penteados e, posteriormente, a perceber como podia fazer as tais ondas que tanto queria, descobri uma máquina que roubou completamente o meu coração.

Posso jurar-vos que é raríssimo isto acontecer-me; não sou de me ficar a babar por um aparelho ou gadget qualquer, mas fiquei com os olhos em bico só de perceber que esta máquina fazia caracóis de forma automática, ser termos de andar a enrolar o cabelo com onduladores ou placas, com o risco de nos queimarmos (a nós e ao cabelo)! Basicamente colocamos uma mecha de cabelo numa abertura da máquina, clicámos num botão, a máquina "engole" o pedaço de cabelo durante "x" segundos e depois, voilà, o caracol está feito! Parece pura magia!

Enfim, como em tudo nesta vida, esta Rowenta So Curls tem as suas desvantagens: primeiro, pelo que percebo, têm de se utilizar pequenas mechas de cabelo de cada vez, o que torna o processo um bocadinho demorado; segundo, não tem um preço muito apetecível - convenhamos que dar 100€ por aparelho destes é um bocadinho abusivo. Talvez em breve, quando deixar de ser uma novidade, o preço desça um bocadinho e que as máquinas comecem a abundar no OLX com preços ainda mais apetecíveis. Ate lá, vou continuando a sonhar.

(em baixo deixo um vídeo da Alice Golden Locks em que se explica como é que isto funciona)

 

 

08
Fev16

Ainda apaixonada pelo meu cabelo

Sejamos verdadeiros: uma pessoa só sabe definitivamente se gosta do seu novo corte do cabelo quando o lava em casa e vê como é que ele ficou. Quando saímos do cabeleireiro ele está sempre lindo e perfeito porque as cabeleireiras sabem-no pôr assim, tal e qual como nós gostamos de ver, mesmo que tenham de estar a esticar-nos o cabelo de vinte e três formas diferentes, com seis cremes lá espalhados e três aparelhos à mistura. Como tal, não é fiável julgarmos um penteado no minuto em que elas dizem "veja lá!" e nós nos miramos ao espelho.

À custa disso e da minha mania de experimentar coisas diferentes, já levei alguns sopapos que me custaram a engolir. Por muito que façamos o nosso melhor, há penteados que nunca vão sair como saem na cabeleireira e são uma autêntica catástrofe. As fotos que partilhei aqui quando cortei o cabelo foram tiradas mal saí do cabeleireiro, por isso ainda estava em risco de não gostar - mas a verdade é que, a cada dia que passa, gosto mais e mais deste novo corte. Arrisco a dizer que, de todos os cortes curtos que já fiz, este é o meu favorito.

Ter o cabelo curto tem muitas vantagens: lava-se mais rápido, gasta-se menos shampô e condicionador e também se seca muito mais depressa. No entanto, quando o esticava, tinha alguns problemas - principalmente na parte detrás, onde os cabelos estavam mesmo muito curtinhos e ficavam "espetados" e eu não conseguia lá chegar. Como o objetivo deste novo corte era deixar o penteado liso para trás, agora não tenho de me preocupar com isso: basta seca-lo atabalhoadamente (ou ou ar) e acabo também por aproveitar as (muitas) ondas naturais que o meu cabelo já tem. E apesar de, com estes anos todos a esticar o cabelo, já o fazer muito rapidamente, agora consigo pôr-me pronta ainda mais rápido.

Quando decidi que ia optar por umas ondas e um cabelo mais natural (porque não tenho o cabelo liso) fiz logo uma "prospeção de mercado" e vi como podia potenciar ainda mais o cabelo ondulado. Vi no canal da Alice Golden Locks (uma vlogger que sigo, que mostra como fazer todos os penteados e mais alguns) como fazer caracóis com a prancha e fiquei convencida - a que tinha já era antiga e baratucha e optei por comprar outra, acima de tudo porque queria uma com os cantos arredondados (para fazer os caracóis), coisa que a outra prancha não tinha. Podia ter comprado um modelador mas a verdade é que, desajeitada como sou, a probabilidade de me queimar (nas mãos, a cara, as orelhas) a curto prazo era demasiado grandes; por outro lado, também não queria caracóis muito perfeitos e uma prancha é sempre uma prancha, pelo que conseguiria tanto esticar como ondular o cabelo, consoante aquilo que me apetecesse. A escolha recaiu então sobre a Rowenta for Elite - Liss &Curl que comprei com uma promoção muito boa no El Corte Inglês. Para meu espanto, dei-me super bem com ela e não podia estar mais feliz com a compra e os resultados obtidos! Posso dizer-vos que sou um zero à esquerda em tudo o que é penteados (nem uma trança consigo fazer a mim mesma), mas adaptei-me super bem e super rápido à prancha e consegui, em muito pouco tempo, obter o cabelo e as ondas que quis.

Não podia estar mais satisfeita!

 

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18
Jan16

Um novo corte para uma nova fase

Nos últimos dias desta minha "prisão", não conseguia parar de pensar no quanto queria cortar o cabelo. Aquilo que era só uma mera ideia há um mês atrás tornou-se uma necessidade. Precisava de mudar, de estabelecer um fim num capítulo menos positivo e assinala-lo de alguma forma. Já não é a primeira vez que o faço e as mudanças no cabelo sempre me souberam pela vida.

O meu cabelo, apesar de longo, estava como eu: resignado àquilo, "preso" por circunstâncias (e vontades) que lhe eram externas, sem forma, sem grande vida, sem personalidade. E enquanto estava deitada no sofá durante todas as horas do dia, pensava muitas vezes em como queria mudar, em como queria tanto que isto acabasse e de o assinalar de alguma forma.

Foi por isso que, mal me vi sem os pontos e vi que me conseguia sentar (ainda que por tempo limitado), liguei para o cabeleireiro e marquei para dali a duas horas. Sabia exatamente o que queria - tinha visto, ao longo dos últimos dias, centenas de penteados curtos e tirado ideias dos meus preferidos; gravei imagens no telemóvel, ponderei o que me ficaria melhor. E, quando lá cheguei, disse exatamente o que queria, com todos os detalhes, e mostrei imagens de tudo: de como queria a parte de trás, de como queria a repa, de como queria o ondulado. E mesmo antes de o secar e ver o resultado final, percebi que tinha ficado exatamente como queria. Perfeito.

Pode parecer fútil ou parvo o facto de a primeira coisa que eu fiz mal pus os pés de casa foi ter ido a um cabeleireiro, mas eu não o vejo como tal. Vejo-o como uma marcação de um novo início e de algo que já queria há algum tempo. Uma lufada de ar fresco. Arriscar, sentir aquela adrenalina do corte. Sentir-me viva e bonita como já não sentia há meses. Porque um corte pode não ser (e não é, no meu caso) só um corte; a imagem importa, a auto-estima importa e sentirmo-nos bem connosco mesmos também importa - e muito!

Sinto-me pronta para o que aí vem. Que esta fase seja tão fresca, vibrante e com tanta personalidade como o corte do meu cabelo. Devo admitir que estou ligeiramente apaixonada por esta cortadela. 

 

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(para quem não estava a par, há dois meses, estava assim - ontem já estava, portanto, um bocadito maior:)

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