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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

28
Mai19

A importância que os trackers têm na minha vida

De cada vez que alguém me vê a pôr cruzinhas na minha agenda já estou à espera da derradeira pergunta: "o que é isso?". Quando respondo ficam com uma cara ainda pior do que quando perguntaram, como quem diz "esta miúda é louca" ou "ninguém aguenta uma control freak desta espécie". A verdade é que já nem me dou ao trabalho de explicar.

Estou a falar dos trackers. Já tinha explicado aqui que, apesar de usar agenda, utilizo os espaços de notas para fazer dela uma espécie de bullet journal - onde cabem secções sobre temas a escrever aqui no blog e os trackers, as tais cruzinhas que preencho todos os dias. Foi a forma que arranjei de ir seguindo aquilo que fazia ou não fazia, nomeadamente quando publicava nas páginas de facebook e instagram que giro e quando faço posts aqui no blog; de um ponto de vista mais pessoal registo quando vou ao ginásio (esta é fácil: nunca), quando leio, treino piano e o meu humor (utilizando três cores: rosa choque para os dias maus, amarelo para os assim-assim, e azul turquesa para os bons). 

Esta gestão é importante para mim porque me localiza. Consigo ver rapidamente se tenho "produzido" muito ou não, onde é que tenho de publicar coisas com mais frequência, onde é que ando a falhar e tenho de apostar mais nos próximos tempos... Não o vejo como um controlo asfixiante das coisas, é apenas mais um método de organização e que me permite ter uma noção global de todas as minhas tarefas quase-diárias. 

Mas, acima de tudo, o balanço que faço diariamente do meu estado de espírito é mesmo muito importante. Parece ridículo, não é? É sempre aquela parte que choca mais as pessoas, eu auto-avaliar como foram os meus dias. Lembro-me sempre de um comentário que me deixaram aqui há uns anos, sobre o facto dos romanos terem o hábito de avaliar os seus dias quando chegava a hora de ir dormir. Metiam uma pedra branca num vaso se o dia fosse bom, e uma preta se fosse mau. Ao final do mês faziam o balanço. 

Eu não uso pedras - são pesadas e ocupam espaço -, mas os trackers são a minha forma de fazer um balanço ao fim do mês. E a verdade é que quando somos obrigados a pensar no nosso dia, quando meditamos a sério sobre as últimas 12 horas em que estivemos acordados e revemos as coisas por que passamos com mais frieza, tudo parece menos negro. As coisas que nos chatearam de manhã afinal não foram assim tão más e a reunião que foi uma seca a meio da tarde não foi capaz de estragar o nosso dia, até porque no fim tivemos um jantar que valeu por tudo o resto. Relativizamos. Pesamos acontecimentos. E, no fim, tendemos a agradecer pela vida boa que temos, porque chegamos à conclusão que afinal até são poucos os dias maus. É um exercício que nos obriga a focar no todo e não nos pequeninos dissabores que às vezes nos pintalgam os dias. 

Acreditem em mim. Deviam experimentar. Mesmo que no fim vos chamem control freaks maluquinhos.

 

habit-tracker-bohoberry2.jpg

11
Jan19

Agenda, bullet journal ou planner?

Eu acho que já escrevi mais sobre agendas em meia dúzia de anos do que a maioria das pessoas pensa nelas ao longo de uma vida inteira - mas o que querem? Sou uma control freak e uma planner por natureza, está-me no sangue planear coisas, fazer listinhas e tudo o que demais há por aí para tentar contrair aquilo que está escrito no meu destino (jiboiar no sofá?). Por isso, todos os anos, lá ando eu à procura da forma ideal para apontar tudo o que preciso e para fazer todos os "checks" necessários nesta vida um tanto ao quanto entediante.

Janeiro é o mês ideal para pensar nestas coisas - não por ser um reinício (sinto mais isso em Setembro), mas sim porque é o começo de mais um ano civil, altura em que as lojas estão inundadas de coisas de estacionário giríssimas, que nos fazem querer esgotar a carteira até ao último cêntimo. A verdade é que um caderno deste género tem de ter, para mim, várias características:

  • Ter uma vista semanal e não diária, assim como uma planificação de cada mês antes da vista semanal;
  • Espaço para notas;
  • Não ter argolas, não ser muito grande (para poder transporta-lo na mala) nem muito pesado.

Parece simples, não parece? Mas não é. Pode mesmo ser um bicho de sete cabeças. A conjugação de todos estes "pequenos" fatores elimina 95% das agendas do mercado. Por isso é que o ano passado optei pelo Bullet Journal (falei disso aqui e aqui), por conseguir personaliza-lo da forma, como bem entendesse. Aquilo que eu não disse foi que passado meio ano desisti - e na altura comprei um planner, um meio termo entre a agenda e um BJ, e foi o que resultou melhor. Este ano, voltei para a agenda. 

Sendo assim, e considerando-me capaz o suficiente para dissertar sobre esta matéria, eis os meus pensamentos sobre cada um destes métodos:

AGENDA - em bom português, a "papinha" vem toda feita. A questão é que às vezes não é feita da forma que nós queremos. A grande vantagem é que há uma variedade imensa no mercado e passa muito por perder tempo até encontrar "a tal".

 

agenda2.jpg

Agenda da Rosa com Canela, a minha eleita deste ano

 

BULLET JOURNAL - é o oposto da agenda. Há todo um mar de liberdade por explorar, mas essa liberdade também significa trabalho. Todos os meses é preciso fazer o esquema do plano mensal, assim como o semanal, e eu dei por mim a não ter tempo nem paciência para tanto. Acabei por perceber que, para mim, acaba por se tornar num contrassenso - estou a tentar fazer render o meu tempo, organizando-o ao máximo, mas por outro lado estou a "perde-lo" a criar a minha própria agenda. E a verdade é que eu não me satisfaço com pouco - na net o que mais há são BJ lindos de morrer, com pessoas que nasceram claramente com uma veia artística que eu não tenho, e eu detestava ver o meu caderno com a minha caligrafia horrível, linhas tortas e outras coisas pouca agradáveis a olho nu. Isto acabou por me tirar a vontade de trabalhar nele. Às vezes tinha coisas para apontar e pensava "ainda não fiz a página de notas deste mês", e lá se iam as ideias pelo cano.

O ponto positivo era funcionar também como caderno de apontamentos - foi com o BJ que comecei a apontar todos os temas para apontar aqui no blog, listas de prendas, de compras e de tarefas (não só tarefas a fazer em dias específicos, mas tarefas ou objetivos mais gerais), o que me ajudou muito. Outra das coisas que adorei foram os trackers: quadros que nos ajudam a perceber, no espaço de um mês, a nossa performance em vários campos (o que queremos "medir" é ao gosto de cada um - se fomos ao ginásio, se bebemos água, o nosso estado de humor nesse dia, etc). Para mim é uma forma incrível de ver a minha produtividade e de pensar naquilo que fiz, assim como obrigar-me a pensar em como foi o meu dia, para o avaliar. Quando fazia isto, apercebia-me que era feliz, ainda que todos os dias houvessem coisas menos positivas.

 

bullett.jpg

Bullet Journals pontuados, conforme os originais, à venda na Tiger em várias cores (6 euros)

 

PLANNER - um planner é um caderno estruturado para funcionar como agenda, mas cujos meses e os dias da semana não estão escritos. Ou seja, não é preciso fazermos o layout dos calendários, mas é necessário preenche-los. Gostei muito do que eu tinha, pois para além de ter a vista mensal antes de cada mês, tinha uma página de "to do's" e listas a acompanhar cada uma das vistas semanais. Apesar da organização não ser a ideal, pois não havia um lugar próprio para as notas, foi algo que resultou muito bem comigo.

 

planner.jpg

Planner da Stradivarius, já esgotado na loja online

 

Este ano, embora tivesse andado atrás de um planner - comprei o meu antigo no Stradivarius, que tornou a ter alguns, mas em dimensões que não me agradaram - acabei por decidi-me por uma agenda (aquela da imagem, da Rosa com Canela - pelo seu tamanho, pela decoração e, acima de tudo, pela organização). Aquilo que fiz foi uma espécie de crossover com o BJ: utilizo a sinalética deste método e coloco trackers no espaço das notas (que faço no computador e que imprimo, para não perder muito tempo). De resto: cores bonitas, uma vida ocupada e tempo - é tudo o que é preciso para dar vida a qualquer um destes métodos. 

Por aí, qual é a vossa escolha? Ou já são mais dados às novas tecnologias, poupam no papel e fazem tudo online?

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