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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

11
Jan22

Os escolhidos do ano de 2021

A escrita é assim: tem vida própria, leva-nos para onde quer. Esta lista que hoje aqui trago nasceu para um post que ganhou outra vida, aquele que acabou por ser o resumo do meu ano. Aquilo que escrevi era para ser só uma breve introdução e, quando dei conta, já era todo um texto com princípio, meio e fim, já demasiado profundo, não abrindo espaço para listas ou coisas um bocadinho mais supérfluas. Deixei que seguisse o seu caminho independente e fiquei com esta lista das minhas escolhas do ano para outra altura. E aqui está ele!

Não vou matar dois coelhos de uma só cajadada: vão ser muitos! A maioria dos temas ou nomes que aqui trago estavam à espera de um texto (mais propriamente uma "review da semana") há demasiado tempo, por isso vou fazer uma pequenina descrição de tudo aquilo que gostei no ano que findou, fazendo ao mesmo tempo uma "mixórdia de temáticas" de coisas muito boas.

 

Produto do ano

- Pão da Granélia -

Estive muito, muito, muito indecisa entre dois produtos - vou prometer a mim mesma que escrevo sobre o outro - mas tenho de escolher aquele que mais chama o meu coração: o pão da Granélia.

A Granélia é uma mercearia que abriu no centro do Maia há relativamente pouco tempo, que tem a sua ideia base na venda a granel (podem comprar hidratos e leguminosas como arroz e feijão ou especiarias como caril ou matcha, levando apenas um frasquinho) mas que está recheada de outras coisas boas: produtos biológicos, locais e de boa qualidade assim como outras soluções ecológicas para produtos de limpeza, higiene corporal entre outras coisas. Mas a melhor de todas é mesmo o pão de fermentação natural. Não é produzido lá - é comprado no Pão da Terra (que fica em Matosinhos mas é fora de mão para mim) - mas revendido nesta mercearia, e é só a melhor coisa do mundo. Eu adoro pão - e já tinha escrito aqui (texto sobre um pão igualmente bom, mas não TÃO bom) que o melhor pão do mundo era o sourdough que o meu irmão me trazia de Inglaterra quando vinha cá passar férias. Pois que este é o sourdough. O tal! O maravilhoso! Mas em Portugal, e aqui tão pertinho, ao virar da esquina. Como resistir?!

Os pães estão disponíveis à quarta e à sexta-feira em várias modalidades, mas têm de ser encomendados com antecedência. Eu vou lá de duas em duas semanas buscar o meu - tenho de me conter para não comer meio quilo de pão logo no primeiro dia, por isso congelo-o para não me tentar e vou descongelando ao longo dos dias quando tomo o pequeno almoço. Foi a descoberta do ano!

 

Podcast do ano

- Conta-me Tudo -

2021 foi o ano dos podcasts. De manhã, antes de sair de casa, faço sempre uma arrumação geral para que ao fim da tarde o peso das tarefas domésticas não seja tão grande e tenhamos, eu e o Miguel, algum tempo de qualidade juntos. Mas arrumar ou limpar em silêncio é um tédio. E eu já ouço muita música enquanto trabalho... por isso virei-me para os podcasts, que cumprem uma função mais extensiva que a música: dá para rir, chorar e informar, mas tem sempre como base o entretenimento.

Este hábito começou com o conselho do meu ex-chefe para ouvir o Extremamente Desagradável, da Joana Marques. Na "review de 2021" o Spotify diz que este é o meu podcast favorito (porque ouvi não sei quantos episódios de rajada até ficar em dia), mas não é verdade. Não que não goste (senão não ouvia), mas porque acho que os humoristas têm uma tarefa inglória ao tentarem ter piada todos os dias. É verdade que é um estilo de humor diferente, mas não deixa de ser um bocadinho desgastante - para ela e para nós.

Aquele que eu mais gostei foi o Conta-me Tudo, do David Cristina. Não só pela diversidade de histórias, de temas mas, acima de tudo, pelo leque de emoções que nos faz sentir; para além disso é curto e ideal para ouvir enquanto me arranjo ou faço as lides domésticas - entre fazer a cama, esticar o cabelo e pôr a comida a descongelar, um episódio fica ouvido.

Ouvi também alguns episódios do Reset, da Bumba na Fofinha, vários d'O Avesso da Canção, da Luísa Sobral (aconselho muito o episódio do Miguel Araújo e o do Pedro Abrunhosa) e também do E Projetos Para o Futuro, do Nuno Markl em parceria com a Delta (curtinhos e perfeitos para quando o tempo e a paciência não abundam). Quando não havia mais para ouvir, entretinha-me com A Noite da Má Língua - e enquanto me ria com as opiniões parvas de uns e uns tiros certeiros de outros, ficava a par das notícias do dia-a-dia, em vez de pensar só em fait divers.

Neste momento estou à procura de novos podcasts para me entreter, por isso se tiverem sugestões, chutem!

 

Série do Ano

- Sex Education -

Sei que não é a escolha mais óbvia, por isso carece de contexto. Sempre gostei muito da ideia original do Sex Education mas fiquei muitíssimo desiludida com a segunda temporada - de tal maneira que não a vi até ao fim. Achei que desvirtuaram a linha de ação (e personalidade) de algumas personagens e até o enredo me estava a irritar. Dei uma segunda oportunidade e vi a terceira temporada, lançada em 2021, e voltei a ficar agarrada e fã. 

É claro que o fim da Casa de Papel é digno de menção, mas ao contrário da Sex Education não acho que as últimas temporadas tenham dado a volta ao texto e melhorado - como já tinha escrito aqui, a série devia ter parado no primeiro assalto e fechado com chave de ouro. Squid Game leva o prémio de série mais viciante, mas é demasiado dark para o meu gosto pessoal. Por fim, mencionar as Doce - a série em português que mais gostei no ano passado. Espero que existam mais, com a mesma qualidade, neste 2022.

 

Documentário do ano

- Three Identical Strangers -

Three Identical Strangers é um documentário sobre o (re)encontro de irmãos trigémeos, separados à nascença, que aconteceu por mero acaso. É sobre a forma caricata como se encontraram uns aos outros, mas vai muito mais a fundo: porque é que eles foram separados? Será que tinham semelhanças apesar de terem vivido mais de duas décadas sem se conhecerem? E como é que o reencontro os afetou? As respostas são pouco óbvias e muito mais obscuras do que aquilo que se pensaria.

Não sei porque é que me marcou tanto - se pela história engraçada, se pelo twist que acabou por ter -, mas a verdade é que falo dele com regularidade e por isso penso ser justo dar-lhe este "prémio". O documentário estava na Netflix mas penso que entretanto saiu. 

 

Música do ano

- You Get What You Give, dos New Radicals - 

O Spotify dita que a música do meu ano é a Spring 1, uma revitalização do clássico de Vivaldi pelo Max Richter - mais uma vez porque a ouvi vezes sem fim, principalmente enquanto escrevia ou precisava de me sentir inspirada. Mas vou de novo desdizer a plataforma de streaming: apesar de adorar a Spring 1, não considero que tenha sido a música do meu ano.

Por alguma razão que desconheço, a You Get What You Give, dos New Radicals, é a música que eu associo ao meu casamento - e o facto de eu ter contraído matrimónio foi, sem dúvida, o evento central do meu ano (ou pelo menos da primeira metade). Por isso, e embora seja um bocadinho estranho escolher uma música de 1998 como a minha música de 2021, é o que vai acontecer.

Podendo dividir a coisa em dois semestres, a Adele marca sem dúvida a segunda parte do ano, com o seu novo álbum. A minha música preferida é a "I Drink Wine", mas aquela que descreve melhor 2021 é a "Hold On". Destaque extra para a lusofonia, com a minha música preferida do ano em português: Onde Vais, da Bárbara Bandeira e Carminho.

 

 

Livro do ano

- Almoço de Domingo, de José Luís Peixoto - 

Não é difícil escolher o livro do ano porque só li... dois. Eu sei, é vergonhoso. Ao menos um deles foi óptimo!

Gostei mesmo de ler este "Almoço de Domingo" - desde a estória até à construção peculiar da narrativa (algo a que os leitores de José Luís Peixoto já devem estar habituados, mas eu não). Há livros deste autor que, devido à estrutura e estilo de escrita peculiares, não me convencem. Abri uma exceção para este e ainda bem. Fiquei inspirada pela história de vida e pela força de Rui Nabeiro, de quem não sabia muito, mas de quem me senti muito mais próxima quando acabei de ler a última página.

 

"Quando acumulamos suficiente tempo, os domingos transformam-se num período de vida. Recordamos os domingos como uma unidade, anos inteiros só de domingos, estações inteiras compostas apenas por domingos: os domingos de verão, os domingos de outono, todos os domingo de inverno e, de novo, as promessas feitas pelos domingos de primavera. Foram dias separados por semanas, antecedidos por sábados com ilusões próprias, sucedidos por segundas-feiras com agendas precisas, tarefas fatais que exigiam ser feitas, mas tudo se dissipa até ficar apenas uma amálgama de domingos. Ao serem vividos, transformaram-se nessa amálgama, como um almoço de domingo infinito, a crescer permanentemente a partir do seu interior."

 

 

Programa de TV do ano

- Trafficked by Mariana van Zeller -

Sou completamente viciada nesta série que estreou o ano passado no National Geographic. A campanha promocional foi grande mas eu só me interessei mesmo pelo programa quando percebi que a jornalista era portuguesa, quando ouvi parte da entrevista que a Mariana deu ao Era O Que Faltava, da Rádio Comercial. E que jornalista! Que "tomates"!

A Mariana van Zeller mete-se no meio de gangs, de bunkers cheios de armas, de florestas recheadas de narcotraficantes e em mundos que só ouvimos falar nos filmes ou nas otícias, naquele que parece ser um mundo e uma realidade muito distantes. São normalmente 45 minutos de programa que devem exigir horas e horas e horas de pesquisa e de tentativas falhadas para ter alguém que dê a cara (ou pelo menos a voz) por todas as coisas ilegais de que já ouvimos falar mas com as quais nunca tivemos proximidade. 

A segunda temporada está agora a passar no National Geographic aos sábados, às 22h30. A primeira, para mim, ainda é melhor. Vale muito, muito, muito a pena!

 

O (meu) post do ano

- Uma História com Princípio, Meio e Sim! -

Toda a rubrica "Uma História com Príncipio, Meio e Sim!" foi um exercício muito bom, bonito e "depurador" para mim - e marcou claramente o meu ano a nível de escrita, pois foi aí que me foquei acima de tudo, defraudando todos os outros temas sobre os quais costumo dissertar. Esta série de textos foi dolorosa em alguns momentos e curativa noutros. Fi-la muito mais para mim do que para os outros, mas eu queria muito deixar registos desta fase tão conturbada da minha vida - um evento tão bom misturado com sentimentos tão difíceis... foi uma gestão complicada que quis documentar. Dentro deles, o post do vestido de noiva foi o mais lido e também o mais sentido - hoje choro quando o leio. Mas o mais importante de todos, o post do meu ano, foi o último, em que falo do casamento e da terapia.

 

A viagem do ano

- Maldivas -

Só fiz duas, Maldivas e Açores, e ainda quero escrever sobre ambas (ainda que já leve meio ano de atraso). Mas é claro que as Maldivas - perdoa-me Açores!!! - arrecadam este meu galardão, pois roubaram o meu coração. Quero tanto voltar!

 

A palavra do ano

- Resiliência

 

A foto do ano

Não há "a" foto. Há muitas, felizmente! E tendo em conta que este ano tive um fotógrafo por minha (nossa) conta num dia tão especial, a foto do ano tinha de ser uma das muitas que ele nos tirou. Mas de tão boas é difícil escolher... por isso, em vez de uma, vão duas:

 

C&M_TheStorytellers-1977.jpg

C&M_TheStorytellers-2035.jpg

 

O vídeo do ano

Não há grandes dúvidas: o casamento foi o evento do meu ano e tudo roda à volta dele. Ainda não tinha mostrado nenhum vídeo daquele dia, por isso fica aqui em modo best of (este é o teaser, mais curtinho, bom para terem um glimpse daquilo que foi este dia tão bonito). 

 

30
Dez21

Com cinco palavras apenas se descreve 2021

A hell of a ride.

É assim, com cinco pequenas palavrinhas, que eu descrevo este 2021. É um bocadinho triste que a frase que primeiro me surge no pensamento quando reflito sobre este ano seja em inglês... mas até isso espelha os meses que até agora atravessamos: de pouca leitura em português, muitas séries estrangeiras e, de uma forma geral, pouco sumo que se aproveite.

Gosto sempre de refletir e olhar para trás no final do ano, fazendo logo a ponte para o ano seguinte, mas este ano vou fazer diferente. Não quero estipular resoluções de ano novo com objetivos específicos nem tão pouco rever as coisas que escrevi o ano passado. Porque, honestamente, fiz o melhor que pude - e esse melhor, mesmo podendo representar um falhanço quando olho para aquilo a que me tinha proposto, é uma vitória. Porque representou muita luta. E cumpriu com o objetivo máximo, que foi manter-me à tona da água.

Espero daqui a uns anos conseguir olhar para trás com leviandade e desdramatizar o ano que passou (quanto mais não seja por comparação, pois sei que coisas bem piores podem acontecer). Mas, caraças, foi mau! É difícil explicar a dimensão deste "mau", pois não pode ser medido através de meia-dúzia de acontecimentos isolados que me entristeceram ou mandaram abaixo. Foi o culminar de um conjunto de processos mal resolvidos que, à enésima picada, arrebentaram com a bolha. Foi o nó cego definitivo dentro de um novelo de lã já muito mal amanhado, que teve de ser todo desfeito. Foi a dor de viver e a dor que tem de ser feita para reavermos a nossa vida conforme a imaginamos - aquela porque temos de passar para recuperar bem, sem nós cegos ou soltos, envoltos com casca rija, com cicatrizes e marcas, tal e qual como todas as cascas que vemos na natureza.

Todas as frases feitas que cabem nesta realidade não me enchem as medidas. Uns exemplos: "deixa lá, sais deste ano mais forte!", "o que não nos mata torna-nos mais fortes!" ou, em versão futurologista, "melhores tempos virão". Os tempos mais negros da nossa vida tornam-nos sempre mais fores, mas não necessariamente melhores ou mais felizes. É verdade que aprendi muito - sobre mim, sobre os outros, sobre a interação humana e, acima de tudo, sobre como romper ciclos (mentais, naturais, da vida, impulsionados por traumas ou por simples gatilhos) - mas ganhar... só ganhei experiência. E rugas. E brancas. 

E se as coisas acalmaram dentro de mim, muitas delas já resolvidas (embora ainda muito dorida)... a verdade é que, pelo menos a nível de trabalho, 2021 fechou cheio de problemas e 2022 não espreita com coisas boas. Por isso deixo a futurologia de lado e fico-me pela esperança de coisas melhores, acreditando na força do trabalho e da fé que me fez chegar até aqui. 

É lógico que não foram só coisas más! Casei-me com o homem que amo e que salvou os meus dias, que me amparou em todos os momentos e me deu a mão a cada minuto que esteve presente; solidifiquei uma rotina que me faz feliz, tornei a minha casa no meu lar, passeei mais do que esperado (dadas as circunstâncias pandémicas) em sítios mágicos e rodeei-me de amor. No meio do caos, tive algumas grandes conquistas. Acho que não tive muitos dias bons mas, no meio deles, consegui guardar momentos felizes: um abraço apertado, o festejo de uma boa venda, a festa dos meus cães quando entro em casa, uma piada dos meus sobrinhos, prendas incríveis, o sorriso dos meus pais ou um almoço bem servido. Porque talvez a essência esteja mesmo nestas pequenas coisas.

O meu desejo para 2022 é que ele seja diferente de 2021. Acima de tudo que traga, a todos, estabilidade e saúde - mental e física. Que não nos arrebate a perseverança, a coragem e a força de querer continuar a lutar por mais e melhor. Que seja sinónimo de esperança e serenidade.

Boas entradas (e cuidem-se!)!

Obrigada por continuarem desse lado - prometo que tenho coisas para escrever nos próximos tempos.

 

C&M_TheStorytellers-227.jpg

31
Jan21

10 objetivos (mais ou menos) para 2021

Eu sei: já estamos quase em Fevereiro e só agora é que estou a delinear objetivos para este ano. Mas já todos percebemos que Janeiro de 2021 foi uma continuação assim para o tenebrosa de 2020, pelo que não vamos conta-lo para as nossas estatísticas e vamos ver se Fevereiro corre melhor. A verdade é que, depois do último ano, temos as nossas expectativas pelas ruas da amargura e tudo o que vier à rede é peixe - mas temos de tentar manter a fasquia elevada. São anos fracos, mas não deixam de contar e passar por nós tal como todos os outros. Por isso vamos a isto:

 

1 - Conseguir estabilizar o meu peso entre os 60 e os 63kg;

2 - Fazer exercício de forma consistente ao longo do tempo e, eventualmente, conseguir fidelizar-me no padel;

3 - Continuar a fortalecer a minha relação com o Nico (o papagaio) e conseguir pegar-lhe;

4 - Ter um casamento feliz... o que inclui:

            a) Casar na data que escolhemos;

           b) Conseguir desfrutar da festa e, mesmo assim, sentir que estamos seguros e sem medo de contágios com consequências graves;

            c) Ter uma festa bonita, dinâmica e divertida;

            d) Ir de lua-de-mel (para um sítio qualquer que escolha);

5 - Conseguir escapar ao raio do vírus - e, acima de tudo, garantir que os meus pais não o apanham;

6 - Fazer alguma viagem, mesmo que para um sítio que já conheça;

7 - Escrever, escrever e escrever! Para ajudar quero pegar no grande tema do meu ano - que é indubitavelmente o casamento - e quero escrever toda uma saga a propósito do assunto - o que quero, o que planeio, as coisas em que cedi, como correu, o que faria melhor, o que mudava, o que adorei, quem contratei e por aí fora;

8 - Ler, pelo menos, 12 livros;

9 - Alimentar o blog das receitas;

10 - Ser mais regrada nos meus gastos, principalmente no que diz respeito a items pessoais e upgrades para a casa.

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