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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

18
Jan19

19 objetivos para 2019

Nunca esteve nos meus planos fazer resoluções de ano novo. Ainda me lembrei de passar em revista as minhas resoluções de 2018, mas achei que ia deprimir ao ver que não tinha conseguido cumprir nenhum dos meus objetivos, por isso deitei essa ideia para trás das costas (entretanto fui ver, aqui, e fiquei agradavelmente surpreendida - os três primeiros pontos foram, sem dúvida, cumpridos com sucesso; os outros também são de avaliação mais difícil, mas gosto de pensar que evolui positivamente).

Mas a Beatriz trocou-me as voltas e desafiou-me a propôr 19 coisas a fazer este 2019, que ainda há dias começou. E como sou uma mulher e não um rato, tive de aceitar. Confesso que não foi fácil lembrar-me de tanta coisa mas, olhando agora, até acho que me saí bem. A ideia era serem coisas exequíveis e relativamente concretas, mais ao nível das tarefas do que coisas difíceis de medir e de concretizar, e acho que de uma forma geral consegui. Aliás, uma já está feita! Em resumo: fotografias, viagens e música. Parece-me bem!

Vou tentar falar sobre algumas destas coisas mais lá para a frente e, se me lembrar, vou riscando este post à medida que for cumprindo - ou, pelo menos, assim o espero. 

 

1. Fazer álbuns de fotos em resumo dos dois anos anteriores, conforme tinha escrito aqui(concluído a 15 de Janeiro)

2. Retomar a rotina de ir ao ginásio;

3. Terminar o álbum de vida dos meus avós paternos;

4. Readquirir hábitos de leitura para além das férias;

5. Ir à Islândia; (cancelado, infelizmente - ler aqui)

6. Voltar aos Açores;

7. Manter a caixa de e-mail constantemente limpa;

8. Responder aos comentários no blog, pelo menos, uma vez por semana;

9. Reorganizar a minha pasta de fotografias por anos e limpar todas as fotos inúteis que lá tenho; (iniciado em Fevereiro)

10. Terminar a minha pós graduação com uma média decente (15 era pedir muito?);

11. Investir e enriquecer o meu repertório no piano;

12. Andar mais vezes de vestido;

13. Conseguir, mais no final do ano, ter uma posição mais informada, decisiva e importante na empresa da família;

14. Refrescar o design deste blog e continuar a alimenta-lo com uma frequência razoável (aka escrever mais); (feito a 21 de Abril - ler aqui)

15. Fazer pelo menos mais três escape rooms; (2/3 já feitos em Março)

16. Ir a pelo menos um festival de música;

17. Fazer uma escapadinha dentro do país;

18. Manter o espírito positivo e equilibrado ao longo de todo o ano;

19. Passar menos tempo nas redes sociais.

 

Obrigada Beatriz por te teres lembrado de mim 

31
Dez18

A palavra do meu ano

Este é capaz de ser o ano mais fácil de caracterizar de sempre. Uma palavra reinou: mudança. 

Despedi-me do trabalho no jornal, comecei a trabalhar com o meu pai, voltei à faculdade, iniciei (e deixei) a arte de dar aulas de piano, viajei sozinha, perdi grande parte dos meus hábitos de escrita. Foi todo um mundo novo para mim - e quem me conhece sabe perfeitamente que coisas novas não me deixam muito confortável.

Foi também um ano de coragem. Eu não estava feliz no meu antigo local de trabalho mas, quando decidi que ia enveredar nos negócios de família, sabia que tudo ia piorar - pelo menos nos primeiros tempos. Não é fácil trabalhar com família. Não é fácil ser indispensável num trabalho e ser inútil noutro. Não é fácil ser a filha do patrão. Não é fácil lidar com a expectativa - as nossas e as dos outros. Não é fácil ouvir e estar calada, sob o mote de não termos qualquer tipo de experiência. Não é fácil não ter uma rotina definida. Não é fácil impor-me. Não é fácil. Não foi fácil. Não está a ser fácil. Mas eu quero muito acreditar que vai valer a pena e que tudo isto faz parte de um processo de dor e sacrifício indispensáveis para que algo maior possa acontecer a médio prazo. 

Tudo o que aconteceu foi, em parte, o impor da minha personalidade ao mundo - mais do que em qualquer discussão ou ato de rebeldia que algum dia possa ter tido. O ir, o fazer, o aceitar, o desafiar-me foi quase uma forma de bater o pé e dizer que eu consigo, mesmo que os outros achem que não.

Ir para os Açores sozinha foi a coisa mais maravilhosa que fiz este ano, a memória mais preciosa que guardo destes últimos 365 dias - foi tudo aquilo que queria, que precisava e que sonhava. Foi o sabor a liberdade mais puro que encontrei na vida. E que bom foi perceber que eu me aguento e sou feliz comigo mesma!

Aceitar dar aulas de piano, em particular a crianças, foi das coisas mais malucas que fiz - e, mais tarde, desistir foi duro. Percebi que apesar de adorar piano e gostar de ensinar adultos, estar com os mais novos não é algo para o qual tenha nascido - e embora sempre tenha dito isso, enfrentar essa realidade, todos esses pensamentos e as minhas próprias reações foi doloroso. 

Ouvi muitas vezes, este ano, coisas como "não te imaginava a fazer isso". Não me imaginavam a dar aulas a miúdos. Não me imaginavam a tirar um curso de gestão. Não me imaginavam com coragem para ir sozinha para outro local passar férias. Não me imaginavam com vontade de ir para o chão de fábrica, de sujar as mãos, de descer dos escritórios para a linha de trabalho. 

Pois que 2018 foi só o início. Sei que 2019 não trará menos desafios. Sei que será, igualmente, o sinónimo de muitas vezes ter de me pôr fora da minha zona de conforto. Sei que será duro, mas também sei que tenho todas as minhas flechas apontadas para o meu novo papel e que as coisas vão acontecer. Melhor ou pior, mais rápido ou de forma mais lenta, mais fácil ou dificilmente. Tudo o que peço é saúde para poder enfrentar tudo isso e alguma estabilidade. A coragem também vai dar jeito. O resto arranja-se.

 

Bom ano, meus queridos leitores. Espero escrever-vos mais no ano que se aproxima.

 

Autoretrato_Agosto18 (9).JPG

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