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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

28
Dez19

Revisão das minhas resoluções de 2019

Acho que este foi a ano da minha vida em que mais tive em mente as resoluções a que me propus quando os primeiros dias de 2019 arrancaram. Ajudou muito fazer uma lista, ponto por ponto, em vez das tradicionais ideais espalhadas num texto. Amor e saúde todos queremos - e devemos fazer por isso - mas é preciso ir um bocadinho para além disso; especificar onde queremos de facto ir.

A prova disto é que visitei, várias vezes, ao longo do ano, os 19 pontos que queria concretizar neste ano que está agora a dar as últimas - e até fui riscando e comentando o meu post original.

Hoje - numa prova final de que queria mesmo cumprir aquilo a que me propus - faço um balanço e um comentário a todos os meus objetivos, numa prática que pretendo voltar a implementar no ano que vem. Já estou a escrever a minha lista de 20 coisas a fazer ou a melhorar neste início de época. Mas, para já, vamos rever o que fiz ou que ficou por fazer nestes 365 dias que se passaram.

 

  1. Fazer álbuns de fotos em resumo dos dois anos anteriores, conforme tinha escrito aqui. Esta foi logo a primeira resolução que risquei da lista. Foi concluída e ambos fizeram sucesso! É uma prática a implementar daqui em diante e é, sem dúvida, a melhor forma de partilharmos um pouco de alguns momentos da nossa vida com os outros.

 

  1. Retomar a rotina de ir ao ginásio. Falha brutal. Na primeira metade do ano fui cancelar a minha inscrição e só no final é que tentei voltar a fazer alguma coisa - mais precisamente, piscina. Mas só acabei por ir uma vez, porque na semana seguinte tinha outra vez uma infeção no cóccix. A preguiça e a falta de tempos foram fatores cruciais aqui mas, para além disso, este problema que me assombrou teve muito que ver com o meu sedentarismo e falta de mobilidade. Passei quase metade do ano a fazer pensos e com uma ferida exposta, que não me dava margem para grandes empreitadas.

 

  1. Terminar o álbum de vida dos meus avós paternos. Outro falhanço. Perdi o fio à meada. A partir de Setembro, em que tive mais tempo, lembrei-me várias vezes disto - mas de todas elas não sabia por onde começar (muito em parte por não me lembrar onde tinha ficado). Continua a ser uma coisa que quero muito, ainda tenho tudo no quarto à espera para recomeçar, mas tenho a noção de que isto me vai levar ainda mais tempo do que eu previa por ter de me localizar e ver tudo o que fiz e não fiz.

 

  1. Readquirir hábitos de leitura para além das férias. Tentei, mas não diria que fui bem sucedida. Acho que é muito difícil implementar hábitos quando a nossa rotina sofre mudanças consecutivas, que foi o que me aconteceu este ano.

 

  1. Ir à Islândia. Infelizmente isto não aconteceu (pelas razões que contei aqui), mas posso dizer que foi substituído pela viagem ao Japão. O objetivo era fazer uma viagem marcante, importante, um bocadinho fora da caixa. O Japão teve tudo isso. Por isso, missão cumprida - ainda que de forma diferente daquela que tinha pensado inicialmente.

 

  1. Voltar aos Açores. Tenho muita, muita pena de não ter conseguido isto. Morro de saudades dos Açores. Mas "tempo" foi o grande problema de 2019. E, para este desejo, o tempo não chegou.

 

  1. Manter a caixa de e-mail constantemente limpa. Objetivo conseguido 90% do tempo. Yeyyyy!

 

  1. Responder aos comentários no blog, pelo menos, uma vez por semana. Objetivo parcialmente conseguido. Não diria que respondo neste timing, mas foi um aspeto a que estive atenta e tentei melhorar. Estou feliz com isso.

 

  1. Reorganizar a minha pasta de fotografias por anos e limpar todas as fotos inúteis que lá tenho. Comecei este trabalho em em Fevereiro mas, como esperado, não consegui terminar. São muitas, muitas horas de trabalho que têm que ser aqui dedicadas; horas que eu não tive. Limpei, organizei e reorganizei as pastas de 2019, 2018 e 2017 - parece pouco, mas resultou na libertação de mais de 6 GB, só em fotos. Por isso, e apesar da não conclusão do objetivo, já foi uma missão bem cumprida.

 

  1. Terminar a minha pós graduação com uma média decente (15 era pedir muito?). Pow! Terminei com 18. Para quem queria 15, quase rebentei a escala.

 

  1. Investir e enriquecer o meu repertório no piano. Voltamos à questão do tempo... Ou falta dele. O piano sofreu muito com as alterações que fiz na minha vida ao longo deste ano e foi uma grande vitória eu ter-me mantido firme e não desistir, que foi o que me apeteceu em alguns momentos em que me senti a perder o comboio. A prova de como dei a volta foi ontem, em que consegui apresentar uma peça no recital, trabalhada 95% em casa, mesmo com tudo o que aconteceu no último mês. Fiz um esforço para me ir sentando cinco minutinhos no piano (para não me cansar muito) e ir trabalhando, pouco a pouco, na minha peça. E não é que acabou por resultar bem?

 

  1. Andar mais vezes de vestido. Check!

 

  1. Conseguir, mais no final do ano, ter uma posição mais informada, decisiva e importante na empresa da família. É difícil analisar a questão de uma forma simplista, mas diria que sim. Hoje, até colocaria isto de outra forma: fazer que a minha presença faz falta ou é necessária na fábrica. Ainda não acho que seja uma peça essencial, mas penso que se nota a diferença do antes e depois de eu ter ido para lá - e isso já é alguma coisa.

 

  1. Refrescar o design deste blog e continuar a alimenta-lo com uma frequência razoável (aka escrever mais). Check! Feito a 21 de Abril. Já não se lembram como era antes? Ver aqui.

 

  1. Fazer pelo menos mais três escape rooms. Mais que concluída! Já quase perdi a conta mas penso que devo ter feito sete salas. Respondendo ao que querem saber: houve uma que não conseguimos sair...

 

  1. Ir a pelo menos um festival de música. Falhanço, mas sem grandes arrependimentos. Apesar de ser uma coisa que gosto muito, não houve nenhum festival que me atraísse. Quer dizer... O Jamie Cullum veio ao EDP Cool Jazz e eu não fui vê-lo. Mas também foi a única falha.

 

  1. Fazer uma escapadinha dentro do país. Check! Fui ao Alentejo, onde fiquei hospedada num sítio maravilhoso, a Tróia e a Aveiro. Ainda acampei em Vila Praia de Âncora e passei por Sintra.

 

  1. Manter o espírito positivo e equilibrado ao longo de todo o ano. Acho que a época mais negra do ano foi mesmo Dezembro, com a cirurgia, o pós operatório e a infeção que se seguiu - e, mesmo assim, consegui manter-me à tona da água, apesar de todo o sofrimento e de me ter ido um pouco abaixo. No resto do ano, apesar dos vários desafios da vida, acho que consegui aqui ser bem conseguida. Acho que aos poucos estou a conseguir ir mudando o meu mindset e fazer da minha posição default a felicidade. Por isso... Check!

 

  1. Passar menos tempo nas redes sociais. Boa intenção, mas muito difícil de cumprir. Foi um falhanço.

 

Como balanço final, diria que pelo menos metade dos objetivos foram cumpridos. Melhor que nada! Se no próximo ano for assim já fico satisfeita ;)

18
Jan19

19 objetivos para 2019

Nunca esteve nos meus planos fazer resoluções de ano novo. Ainda me lembrei de passar em revista as minhas resoluções de 2018, mas achei que ia deprimir ao ver que não tinha conseguido cumprir nenhum dos meus objetivos, por isso deitei essa ideia para trás das costas (entretanto fui ver, aqui, e fiquei agradavelmente surpreendida - os três primeiros pontos foram, sem dúvida, cumpridos com sucesso; os outros também são de avaliação mais difícil, mas gosto de pensar que evolui positivamente).

Mas a Beatriz trocou-me as voltas e desafiou-me a propôr 19 coisas a fazer este 2019, que ainda há dias começou. E como sou uma mulher e não um rato, tive de aceitar. Confesso que não foi fácil lembrar-me de tanta coisa mas, olhando agora, até acho que me saí bem. A ideia era serem coisas exequíveis e relativamente concretas, mais ao nível das tarefas do que coisas difíceis de medir e de concretizar, e acho que de uma forma geral consegui. Aliás, uma já está feita! Em resumo: fotografias, viagens e música. Parece-me bem!

Vou tentar falar sobre algumas destas coisas mais lá para a frente e, se me lembrar, vou riscando este post à medida que for cumprindo - ou, pelo menos, assim o espero. 

 

1. Fazer álbuns de fotos em resumo dos dois anos anteriores, conforme tinha escrito aqui(concluído a 15 de Janeiro)

2. Retomar a rotina de ir ao ginásio;

3. Terminar o álbum de vida dos meus avós paternos;

4. Readquirir hábitos de leitura para além das férias;

5. Ir à Islândia; (cancelado, infelizmente - ler aqui)

6. Voltar aos Açores;

7. Manter a caixa de e-mail constantemente limpa;

8. Responder aos comentários no blog, pelo menos, uma vez por semana;

9. Reorganizar a minha pasta de fotografias por anos e limpar todas as fotos inúteis que lá tenho; (iniciado em Fevereiro)

10. Terminar a minha pós graduação com uma média decente (15 era pedir muito?);

11. Investir e enriquecer o meu repertório no piano;

12. Andar mais vezes de vestido;

13. Conseguir, mais no final do ano, ter uma posição mais informada, decisiva e importante na empresa da família;

14. Refrescar o design deste blog e continuar a alimenta-lo com uma frequência razoável (aka escrever mais); (feito a 21 de Abril - ler aqui)

15. Fazer pelo menos mais três escape rooms; (2/3 já feitos em Março)

16. Ir a pelo menos um festival de música;

17. Fazer uma escapadinha dentro do país;

18. Manter o espírito positivo e equilibrado ao longo de todo o ano;

19. Passar menos tempo nas redes sociais.

 

Obrigada Beatriz por te teres lembrado de mim 

31
Dez18

A palavra do meu ano

Este é capaz de ser o ano mais fácil de caracterizar de sempre. Uma palavra reinou: mudança. 

Despedi-me do trabalho no jornal, comecei a trabalhar com o meu pai, voltei à faculdade, iniciei (e deixei) a arte de dar aulas de piano, viajei sozinha, perdi grande parte dos meus hábitos de escrita. Foi todo um mundo novo para mim - e quem me conhece sabe perfeitamente que coisas novas não me deixam muito confortável.

Foi também um ano de coragem. Eu não estava feliz no meu antigo local de trabalho mas, quando decidi que ia enveredar nos negócios de família, sabia que tudo ia piorar - pelo menos nos primeiros tempos. Não é fácil trabalhar com família. Não é fácil ser indispensável num trabalho e ser inútil noutro. Não é fácil ser a filha do patrão. Não é fácil lidar com a expectativa - as nossas e as dos outros. Não é fácil ouvir e estar calada, sob o mote de não termos qualquer tipo de experiência. Não é fácil não ter uma rotina definida. Não é fácil impor-me. Não é fácil. Não foi fácil. Não está a ser fácil. Mas eu quero muito acreditar que vai valer a pena e que tudo isto faz parte de um processo de dor e sacrifício indispensáveis para que algo maior possa acontecer a médio prazo. 

Tudo o que aconteceu foi, em parte, o impor da minha personalidade ao mundo - mais do que em qualquer discussão ou ato de rebeldia que algum dia possa ter tido. O ir, o fazer, o aceitar, o desafiar-me foi quase uma forma de bater o pé e dizer que eu consigo, mesmo que os outros achem que não.

Ir para os Açores sozinha foi a coisa mais maravilhosa que fiz este ano, a memória mais preciosa que guardo destes últimos 365 dias - foi tudo aquilo que queria, que precisava e que sonhava. Foi o sabor a liberdade mais puro que encontrei na vida. E que bom foi perceber que eu me aguento e sou feliz comigo mesma!

Aceitar dar aulas de piano, em particular a crianças, foi das coisas mais malucas que fiz - e, mais tarde, desistir foi duro. Percebi que apesar de adorar piano e gostar de ensinar adultos, estar com os mais novos não é algo para o qual tenha nascido - e embora sempre tenha dito isso, enfrentar essa realidade, todos esses pensamentos e as minhas próprias reações foi doloroso. 

Ouvi muitas vezes, este ano, coisas como "não te imaginava a fazer isso". Não me imaginavam a dar aulas a miúdos. Não me imaginavam a tirar um curso de gestão. Não me imaginavam com coragem para ir sozinha para outro local passar férias. Não me imaginavam com vontade de ir para o chão de fábrica, de sujar as mãos, de descer dos escritórios para a linha de trabalho. 

Pois que 2018 foi só o início. Sei que 2019 não trará menos desafios. Sei que será, igualmente, o sinónimo de muitas vezes ter de me pôr fora da minha zona de conforto. Sei que será duro, mas também sei que tenho todas as minhas flechas apontadas para o meu novo papel e que as coisas vão acontecer. Melhor ou pior, mais rápido ou de forma mais lenta, mais fácil ou dificilmente. Tudo o que peço é saúde para poder enfrentar tudo isso e alguma estabilidade. A coragem também vai dar jeito. O resto arranja-se.

 

Bom ano, meus queridos leitores. Espero escrever-vos mais no ano que se aproxima.

 

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