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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

27
Jul15

Sozinha.

Nasci naturalmente egoísta. Gosto de não partilhar, gosto que não me toquem no prato ou me dêem uma trinca na torrada, gosto de dormir sozinha (e não gosto de dormir acompanhada), gosto de andar sozinha no carro, gosto de ter os meus objetivos sem ter de os misturar com os de alguém, gosto de ter planos construídos ao milímetro sem a interferência de ninguém, gosto de não ter de emprestar.

Se soubesse que nada disto magoaria as pessoas, era assim que eu era e agiria em conformidade. Mas é das coisas que, com muito trabalho, tenho vindo a contornar: elas continuam a viver dentro de mim, mas faço um esforço para que se dissipem para que consiga viver em alguma paz em sociedade. Ajuda-me na manutenção das relações que tenho (nomeadamente familiares), mas admito que não deva ser fácil uma pessoa relacionar-se bem comigo.

Acho que nasci para viver sozinha - já há muito penso que é isto, mas há uma certeza que se vai adensando dentro de mim. A ânsia de ver tudo da minha perspectiva, como quero, de onde quero, da forma que quero, encarregar-se-á disso. A solidão vive dentro de mim, por muita gente que tenha à minha volta (e que doloroso que é perceber isso, de cada vez que me vejo no meio de multidões felizes). Vai custar no início - talvez a mim, mas mais aos outros, a quem esta ideia não é familiar - mas eventualmente vou viajar sozinha. Vou comprar só um bilhete de avião, alugar um quarto de hotel single. Vou morar sozinha, cozinhar sozinha, lavar a minha roupa e a de mais ninguém. Vou ao cinema sozinha. Vou desenrascar-me a mudar lâmpadas sozinha e cortar a relva sozinha. Vou ao shopping sozinha, vou carregar os sacos até ao cotovelo sem pedir ajuda. E um dia, claro, vou escrever um livro. Sozinha.

Porque se não fizer isto tudo vou acabar em casa, como estou hoje, sem fazer nada mas... igualmente sozinha. Se calhar há pessoas que nasceram assim, prontas para viver sem ninguém (ou o mínimo, porque da minha família nunca me livro - nem quero!). E há que aproveitar a vida de alguma forma, vive-la da melhor maneira (tal como os outros, os "acompanhados") e aprender a ser feliz. Porque não vou deixar de fazer as melhores coisas da vida porque estou (sou) sozinha.

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