Review da semana 1#
O Starbucks em Gaia
Nós, portuenses, passamos anos - ANOS! - a fazer um choradinho enorme por não termos nenhum Starbucks nas redondezas. Queres uma latte todo XPTO, com o teu nome escrito no copinho de papel que podes andar a passear pela cidade? Vais a Lisboa. Era esta a única solução possível.
Depois de muita lágrima derramada, há uns três anos atrás, correram boatos que ia abrir a mais conhecida loja de cafés americanos na zona dos Clérigos. Vai-se a ver e abre um Costa Café, uma imitação daquilo que tanto queríamos mas que, à falta de melhor, lá nos encheu as medidas. Mas no fim deste ano, finalmente, decidiram abrir o tão desejado Starbucks no Porto! E onde? Em Gaia... (mas afinal não era no Porto?).
Mas enfim, críticas sobre a localização e atrasos à parte, já consegui lá ir fazer uma visita. É raríssimo ir a Gaia mas aproveitei que tinha uma visita de estudo lá perto e fui buscar o meu chocolate quente. É claro que aquilo é tudo recente, a "febre" ainda está em alta e todos aqueles processos ainda não estão muito agilizados, logo é preciso dar um desconto - ainda assim, a experiência não foi a melhor.
Faltavam quinze minutos para as portas abrirem e já lá estava uma pequena multidão à porta - de tal forma que, antes de lá chegar, já via as pessoas e achei que já estavam a tomar os seus cafés quentes no meio daquela manhã fria. Mas não, estavam só a fazer tempo - coisa que também eu acabei por fazer. Quando as portas abriram foi todo em reboliço lá para dentro e a fila que se formou já invadia o El Corte Inglês (a loja tem porta para fora e acesso a partir do El Corte). Esperei seguramente mais de cinco minutos para fazer o meu pedido, depois mais uns três minutos para pagar e outros oito minutos para me entregarem o pedido. Tudo junto, uns quinze minutos para me servirem um chocolate quente pequeno.
A linha de produção tinha, creio, seis pessoas - todas aparentemente confusas e atrapalhadas com a quantidade de trabalho que, de um momento para o outro, lhes apareceu por entre as mãos. A comunicação entre eles era péssima, houve confusões nos pedidos e a certa altura já estavam pedidos prontos que, aparentemente, ninguém tinha pedido. Para ajudar, a máquina registadora também resolveu fazer greve, o que não ajudou. Quando finalmente saí de lá, já o gerente da loja estava ao balcão a dar uma ajuda com um par extra de mãos.
Com a confusão instalada e o tempo gasto na fila, a crítica não pode ser muito positiva. De ressalvar, pelo menos, a simpatia dos funcionários, que no meio do caos conseguiam distribuir sorrisos e desejar um "resto de um bom dia" sinceros. Valeu o chocolate quente que, apesar de não estar delicioso, me aqueceu naquela manhã gelada. Acredito que o serviço venha a melhorar consideravelmente com o passar do tempo, a prática dos funcionários e quando a loja deixar de ser novidade. Até lá, e porque não vou poder fazer tentativas com regularidade em Gaia, dava jeito que abrissem outra loja no Porto. E, repito, Porto (tipo baixa, estão a ver? Não é propriamente do outro lado da ponte!).







