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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

30
Jun15

Questão que me ocorreu (ou como o correio da manhã nos pode dar outras perspectivas)

Passo a minha vida a meter textos nos rascunhos. Textos incompletos, posts só com um tema para desenvolver posteriormente, textos que me doem particularmente a escrever e que não consigo fazer de uma só assentada, textos quadrados (já expliquei o que eram algures numa publicação) e etc. Isto faz com que tenha cerca de vinte sete mil posts nos rascunhos (ok, estou a exagerar, mas quando olho para aquela barafunda é o que parece). A verdade é que, quando os mando para lá, é uma espécie de sentença de morte: é raro voltar a pegar lhes. 

Foi precisamente o que aconteceu à amostra de texto abaixo, escrita há mais de meio ano, que ficou nos rascunhos, à espera de desenvolvimento. Leia-se:

 

O quê que estas fashionistas todas, que compram e só parecem usar coisas novinhas em folha desta estação, fazem depois à roupa, quando a moda já passou - que é, diga-se, de seis em seis meses? Compram, usam meia-dúzia de vezes - se tanto - para tirar umas fotografias e depois despacham? Ou isso ou têm um valente monte de roupas arrumadas a um canto a acumular pó.

 

Agora, com todo um novo olhar sobre a questão dado através do Correio da Manhã, chego à conclusão que todo o meu tom acusador presente no texto acima era condenável, porque as fashionistas têm razão. Aliás, a nossa ministra da administração interna devia era aprender com elas! Então a senhora ousou vestir o mesmo blazer seis vezes em dois meses? Mais: obrigaram um pobre jornalista, com critérios jornalísticos super rigorosos em mente, a contar as vezes que a senhora usou o casaco. É ou não é ultrajante? 

Tenho para mim que devíamos fazer todos uma vaquinha para comprar casacos à senhora. Ou então, para equilibrar a coisa, as fashionistas podiam dar um par de casacos cada - daqueles encostados para canto - e acabava-se com mais um problema do mundo. Que tal, hum? 

 

*texto (e, particularmente, penúltimo parágrafo) escritos ao abrigo de uma linguagem chamada "ironia" 

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