O rapaz milionário
Ontem fiquei contente, à noite, enquanto via o "Quem quer ser milionário". Gosto de ver o programa, de quando em vez, e não escondo que tenho o bichinho de um dia participar numa coisa destas. Como muitos devem saber, ontem, pela primeira vez, Manuela Moura Guedes entregou os cem mil euros. A quem? Não, não foi a um senhor cheio de anos e experiência de vida no lombo, mas sim a um "rapazito" de 25 anos. E encheu-me de orgulho!
Depois destas semanas em que me tem apetecido meter num buraco devido à vergonha que tenho da minha própria geração (começando pelas praxes, que estão na ordem do dia - e que eu, para já, não vou discutir mais -, e acabando nos bons novos/velhos hábitos que tenho vindo a criticar desde que me conheço, como "beber até cair é que é fixe - e quanto mais dias por semana melhor"), ontem a minha alma sorriu perante aquele rapaz. Eu sou assim, tenho uma queda pelos certinhos. (Ou não). Fiquei feliz ao ver um jovem de 25 anos com garra, com cultura geral e também com alguma sorte ganhar aquele prémio chorudo; arriscou, pensou, usou habilmente as ajudas que teve e mostrou o suficiente de si mesmo para ter ficado fã dele. Com 25 anos é ilustrador, mas também pinta; esteve um ano num PALOP a cargo de uma ONG, e agora faz parte de uma organização que trabalha ao nível da integração de crianças. Enfim, acho que o prémio não podia ter sido melhor entregue. E a carinha dele e da namorada (que parece ainda mais miúda que ele) quando venceu? Impagável.
Ah, e para mim, o último nome dele pouco me importa. Mesmo sendo filho do arquiteto x ou y, teve de responder na mesma às perguntas que lhe saíram na rifa e portanto o mérito continua a ser todo dele. E todo ele merecido.







