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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

19
Mai24

Islândia, dia um - de Reykjavik a Vik

O Golden Circle

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Chegámos à Islândia já passava da meia-noite; voámos pela Play, que desde início de Abril que tem vôos diretos do Porto para Reykjavik. É uma companhia (pouco) low-cost islandesa e a mais descontraída em que alguma vez voei - fardas todas distintas, t-shirts e sapatilhas eram o prato do dia e com direito a tripulantes todos tatuados (nada contra, mas é novidade para mim).

Depois de pegarmos nas nossas malas aguardamos que a companhia de aluguer de carros nos viesse buscar, para depois seguirmos para o hotel, já com o nosso querido companheiro de viagem - um Dacia Duster que nunca nos deixou ficar mal. Chegamos ao hotel já pelas duas da manhã, apesar de não termos demorado muito em nenhum dos pontos - as malas não tardaram, o check-in na empresa de aluguer de carros já estava praticamente feito e o Hotel Jazz, onde pernoitámos, situava-se a cinco minuto do aeroporto - mas nunca uma chegada é breve e todas as pequenas esperas somadas acabam por se tornar maiores. O hotel, que me pareceu ser um negócio familiar, tinha self check-in e check-out e era mais do que suficiente para uma noite de sono tranquila. Não tinha pequeno-almoço incluído, pelo que tomamos um chá no quarto e comemos algumas das coisas que havíamos trazido de casa... e a primeira refeição do dia já estava tomada.

Fizemo-nos ao caminho para a nossa primeira paragem: o parque nacional Thingvellir, um óptimo sítio para um bom passeio e caminhada. É um local importante por diferentes razões: primeiro, por questões sociais e políticas, pois foi nesta área que esteve o primeiro parlamento democrático do mundo; é também lá que podemos ver a primeira igreja da Islândia, Thingvallakirka. Depois, por questões geológicas: o parque está separado por duas placas tectónicas (a da Europa e da América do Norte) e o caminho inicia-se na separação entre os dois blocos de terra - num local chamado Almannogja -, ainda que inicialmente não nos apercebamos. Ali ao lado, na Silfra, pode fazer-se o mesmo mas dentro de água: é talvez o único lugar do mundo onde se consegue mergulhar literalmente entre as duas placas. Não é uma experiência barata (fica por cerca de 150 euros por pessoa), mas quem a faz normalmente recomenda. Nós optamos por só passear em terra, respirar o ar puro e apanhar as "vibes" de Game of Thrones - isto porque este foi um dos muitos locais de filmagem da série (neste caso, Thingvellir aparece como pano de fundo da viagem de Arya Stark e o Hound).

Foi aqui que vimos a nossa primeira cascata - a Oxararfoss. Não é majestosa, mas é bonita e conclui um bom passeio no parque.

Esta é uma paragem que, sem grandes correrias mas também sem muitas explorações, demora cerca de duas a três horas. Diria que é de visita obrigatória no enquadramento do Golden Circle. No maps, coloquem o visitor center como direção, pois há vários outros pontos que podem induzir em erro o vosso trajeto. O parque de estacionamento tem um custo de cerca de 6,5€. Avaliação Preço/Qualidade (doravante Av. P/Q, em escala de 1 a 5, sendo 1 um "não vale a pena gastarem um cêntimo" e 5 "a vista não tem preço"): neste caso dou-lhe 4, por ser um lugar icónico e bonito. Avaliação Esforço/Qualidade (daqui para a frente Av. E/Q, sendo 1 um "não vale a pena cansarem-se" e o 5 "vale a pena gastar tempo e desgastar músculos tendo em conta a beleza/interesse do local"): para Thingvellir dou 5, por ser maioritariamente plano e ter uma vista bonita.

 

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Thingvellir

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Thingvellir

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Oxararfoss 

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Oxararfoss 

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Thingvellir

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Thingvallakirka

 

A segunda paragem foi mais uma "foss" - perceberão daqui para a frente, e reparando nos nomes, que "foss" significa, em islandês, uma cascata. Neste caso, Bruarfoss. É uma cascata bonita, de um azul bebé puro, mas relativamente pequena. Nesta altura ainda não tínhamos visto nenhuma das cascatas maiores e gostamos bastante - agora, colocada em perspectiva, não é de facto nada de estonteante... mas não deixa de ser bela. Tem um parque de estacionamento muito próximo, com um custo de cerca de 5 euros; a caminhada é bastante curta - talvez vinte minutos, ida e volta. Estava muito vazia quando fomos, talvez pelo custo ser demasiado para aquilo que se vê - compensa, no entanto, se procuram um sítio calmo. Av. P/Q: 2, uma vez que pelo mesmo preço (ou pouco mais) se visitam cascatas de muito maior envergadura. Av. E/Q: 5, pois o caminho é plano e calmo, sem esforços.

 

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Bruarfoss

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Bruarfoss

 

A paragem seguinte está presente em todos os roteiros, todos os mapas e em quase todos os souvenirs. É um local tão falado que se tornou, provavelmente, num dos sítios com mais turistas na Islândia; por ser tão conhecido acaba por ser uma imagem que, apesar de provavelmente nunca termos visto ao vivo, está muito presente nas nossas cabeças - e, a mim, acabou por não me encantar. Falo do geysir, aquele esguicho de água natural, que explode de cinco em cinco minutos.

Strokkur, que significa em islandês "fazer espuma", é o geysir mais popular da zona geotermal de Haukadalur - um sítio parecido ao das Furnas, nos Açores, com várias fumarolas e um cheiro a ovos podres que não é muito simpático para o nosso olfato. Não é um lugar nem muito bonito nem muito trabalhado - de tal forma que não tirei uma única foto. Fizemos um vídeo da explosão de água, que é de facto impressionante, mas não há muito para ver para além disso. Existe uma plataforma de visualização de toda a área, localizada num sítio alto, num monte lá ao lado, que deve representar uma caminhada de cerca de 45 minutos, e não achamos que valesse a pena. Como disse, não foi um sítio que me apaixonasse, pelo que não achamos que devêssemos "gastar" mais tempo nesta área.

Av. P/Q: 5 - é das poucas atrações famosa na Islândia que não é paga, pelo que é um ponto obrigatório de paragem, muito embora esteja longe de ser dos meus locais favoritos. Av. E/Q: 5 - caminhada curta e plano, se se cingirem a um passeio pela zona das fumarolas.  

A última paragem do dia foi em Gullfuss, que significa "cascata de ouro". O nome não é por acaso: foi a primeira cascata em que ficamos absolutamente arrebatados. Tem duas quedas de água e a massa de água movida é absolutamente indescritível. Não há fotos ou vídeos que façam jus àquilo que se sente: a movimentação do ar, as partículas de água, o frio súbito que toma conta de nós, o vento que sopra confusamente por todos os lados... É de se ficar arrepiado - tanto pelo ar gélido como pela beleza e força da natureza. Por tudo isto não conseguimos ficar lá muito tempo - mas a sua visita é absolutamente obrigatória e indispensável. Dada a sua fama e a óbvia beleza, tem muita gente (vulgo: demasiada) - mas o barulho da água a correr é de tal forma intenso que abafa a multidão. Na altura em que fomos (final de Abril), ainda havia partes congeladas, ainda que fossem nas margens da cascata e não no caudal principal; este foi o primeiro contacto que tivemos com a neve e o gelo na Islândia e ficamos logo espantados com o tamanho dos blocos que se formam. É incrível como um rio tão movimentado consegue congelar. O que ainda não sabíamos era o paraíso pintado de branco que viríamos a ver dali a uns dias.

Gullfoss faz uma espécie de combo com o geysir, uma vez que fica apenas a dez minutos de carro. A visita demora cerca de uma hora, com vinte minutos de caminhada. Se a memória e o registo do Revolut não me falham, a entrada é gratuita. O que faz, obviamente, com que este local tenha uma avaliação de 5 em ambas as minhas escalas de avaliação. Foi a nossa visita preferida do dia - e só não foi o ponto alto porque, à uma da manhã, tivemos uma bela surpresa. 

 

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Gullfoss

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Gullfoss

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Gullfoss

 

Mas antes de chegarmos à parte da noite, ainda tenho mais umas coisas para contar. Foi o nosso primeiro dia na Islândia e quisemos começar em bom, com uma visita a uma lagoa. Perto de Selfoss, o sítio onde íamos pernoitar, fica a Secret Lagoon - não é a lagoa mais famosa nem a mais bonita, mas é sem dúvida das mais baratas (pagamos 20 euros por pessoa, com marcação feita no site e com um código promocional encontrado algures na internet). Foi a primeira de quatro lagoas que visitámos e, como ainda não conhecíamos a dinâmica, não tiramos fotografias (na verdade, mesmo nas restantes, foi coisa que evitamos fazer). 

Estivemos bastante hesitantes em marcar esta lagoa, por existirem muitos comentários menos positivos no Google e redes do género - diziam que era pequena, que a água cheirava mal (pois, sendo termal, é normal...), que a envolvência não era bonita, etc. A verdade é que, tendo em conta o preço, me pareceu óptimamente equipada e ideal para um banho calmo. Só tem uma "piscina", a água é transparente e não tem qualquer tipo de serviço extra: não há esfoliações, bar dentro da lagoa (graças a Deus!) ou circuito de spa. É simples, mas com um preço justo. Diria que se o vosso budget for bastante curto mas quiserem ter uma experiência termal, este é o sítio certo; se, por outro lado, quiserem visitar mais uma lagoa para além das mais famosas e ficarem só pelo lado sul da ilha, esta também é uma boa hipótese.

Depois, já relaxados e quentinhos, fomos jantar ao restaurante mais popular de Selfoss. Aliás, chamar restaurante ao Pylsuvagninn é um pouco exagerado - digamos que é uma roulote já com um upgrade (mas já com direito a drive-through e tudo!). Pylsuvagninn é a barraca de cachorros quentes mais popular do pedaço - e, segundo o meu marido (eu não como cachorros), a fama faz jus à experiência. Estava um dia lindo - sol e um céu limpo, de um azul perfeito - e comemos numa das mesas que têm no exterior, mesmo ao lado do rio Olfusa. 

 

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Com o mais popular cachorro de Selfoss, o do Pylsuvagninn 

 

Antes de irmos para o nosso apartamento ainda demos uma voltinha pelo centro da cidade, que está em obras mas já dispõe de lugares renovados e bem agradáveis para se passar um final da tarde. Como "saltamos" Reykjavik, este foi o nosso primeiro contacto com uma cidade - e ficamos logo encantados e espantados com o estilo das casas, maioritariamente térreas e pequenas, com um ar muito americano, tanto na sua construção como na organização do próprio bairro. 

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Centro de Selfoss

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Selfoss

 

Depois de umas compras para o pequeno-almoço do dia seguinte, fomos para o nosso apartamento. Ficamos no South Central Apartments e foi dos nossos sítios preferidos - tem uma relação preço/qualidade incrível, o quarto é muito espaçoso e harmonioso, minimalista mas bem decorado e confortável, com tudo aquilo que é preciso. Tem uma pequena cozinha equipada e um canto de leitura, para além do óptimo espaço de cama e um quarto-de-banho simpático. São apartamentos praticamente à face da estrada que lembram um pouco aqueles motéis americanos que aparecem nos filmes... e nós adorámos! Para além disso era também em regime self check-in e check-out, o que nesta viagem nos facilitou sempre a vida, pois nunca sabíamos ao certo as horas a que chegaríamos aos sítios, sendo também uma óptima forma de poupar tempo, sem necessidade de fazer conversa ou esperar por questões administrativas.

A melhor parte? É que era um apartamento térreo, com uma espécie de quintal atrás. E porque é que isto nos foi útil? Porque eram oito da noite, o sol ainda em pleno no céu, e começámos a receber alertas sobre a possibilidade de se conseguirem ver auroras boreais. O problema? Estávamos cansados, precisávamos de dormir e nunca mais anoitecia. Nove horas. Dez. Onze. Meia-noite. Eu deixei de resistir ao sono - pus um alarme para a uma da manhã e levantar-me-ia caso se verificasse o milagre. Mas o Miguel não vergou: ficou à janela e, pouco antes da uma, manda um grito que quase me matou do coração. Do nada manda-me vestir, começa a enchouriçar-se atabalhoadamente e, sem eu perceber, já estava lá fora. Eu, com medo que as luzes fugissem, ainda vou meia destapada para o exterior e ainda consigo ter um vislumbre daquele fenómeno, mas rapidamente tive de me retirar para o interior do apartamento para me vestir a rigor. O frio não brinca quando a noite se põe. Depois de várias camadas de roupa, kispo, gola, gorro, luvas e botas (este despe-veste é uma arte que, no fim da viagem, já aperfeiçoámos quase até à perfeição), lá fui eu. Parecíamos duas crianças em êxtase. Corria-nos um arrepio na espinha, por sabermos que estávamos a viver uma noite única na nossa história. Por estarmos a riscar mais uma coisa da nossa bucket list. Por estarmos a viver um sonho.

Tirámos quantas fotos quanto possível e, cerca de uma hora depois, tivemos de voltar para dentro: o frio era tanto que não aguentámos. Sabíamos, também, que no dia seguinte iríamos precisar de energia, pelo que não podíamos estender muito a noite. Mas a verdade é que não foi fácil relaxar depois desta experiência - isto porque apesar do frio e do cansaço serem muitos, sentíamos que lá fora estava ainda a decorrer um espetáculo único e que o estávamos a perder antes dele ter chegado ao fim; e depois porque o coração não acalmava: tivemos sorte, muita sorte, por ver auroras boreais nesta altura do ano. Fomos uns sortudos e somos, no geral, uns afortunados por ter tido a oportunidade de ver um fenómeno destes. É daqueles que nos arrebata, que apetece chorar de tão incrível e mágico. É o tipo de memórias que ficam no nosso coração para sempre - e que tornará esta viagem eternamente especial.

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Islandia_AbrilMaio2024-178.jpgIslandia_AbrilMaio2024-182.jpg

Auroras boreais em Selfoss

 

Dica do Dia: sobre alugar carro. Estudem bem as companhias de aluguer - não se fiquem pelas clássicas Avis ou Hertz, que têm muitas vezes preços menos competitivos. Nós alugamos o nosso carro na Lotus (a outra possibilidade era a Blue) e ficamos bastante satisfeitos com o serviço e com o nosso Dacia Duster, que serviu perfeitamente a sua função nos mais de 2500 km que fizemos nestes 10 dias. Se forem nos meses de inverno, atenção aos pneus! E se pretendem ir a todas as cascatas que tenho no meu roteiro, é essencial alugarem um 4x4 para não correrem riscos. Por falar em riscos: os seguros são caríssimos, quase mais que o próprio carro - mas mais vale prevenir que remediar. No nosso caso, como fizemos a cobertura máxima, tivemos direito a um wi-fi portátil, que nos deu imenso jeito durante toda a viagem. Apesar de não se pagar roaming na Islândia, nem sempre a rede é famosa fora da capital - e foi pelo wi-fi que estivemos sempre contactáveis e com o maps em movimento!

 

Curiosidade do Dia: na Islândia a moeda viva é coisa do passado. Foi a primeira vez na minha vida que não troquei dinheiro numa viagem - e a verdade é que nunca mo pediram. Quando fazem uma compra a primeira coisa que vos indicam é o terminal de multibanco. Isto facilita e propicia outra característica deste país: a impessoalidade de muitos serviços. Nas bombas de gasolina não há pessoas nas caixas, é tudo feito de modo automático; todos os supermercados, independentemente do tamanho, têm caixas de self-service; e poucos foram os hotéis em que fizemos um check-in clássico, numa receção - em alguns deles nunca chegamos sequer a ver um funcionário! Por isso poupem o dinheiro do câmbio e façam uma conta na Revolut - é a forma mais fácil de fazer pagamentos, de controlar gastos através da sua aplicação e, acima de tudo, em poupar nas taxas e taxinhas que os nossos bancos adoram cobrar. Façam isso desde o primeiro momento em que comecem a tratar da vossa viagem - desde voos até às marcações de tours ou entradas em lagoas.

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