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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

16
Jan20

Game fever: os meus jogos de tabuleiro favoritos

Sempre fui fanática por jogos de tabuleiro. As tardes em que os meus primos alinhavam em jogar Cluedo eram de longe as mais felizes para mim - de tal forma que eu dava TUDO para ganhar, para desfrutar daquilo ao máximo, para não perder nenhum detalhe. Era uma festa.

Mas era coisa para acontecer uma vez por ano, se tanto. Se os ajuntamentos não aconteciam com muita frequência, conseguir que jogar fosse vontade de todos era um filme sem fim. Pelo que, na maior parte das vezes, os jogos ficavam a apanhar pó. Os meus irmãos já não alinhavam nessas coisas e só com os meus pais também não dava muito jeito. Restava-me jogar o dominó, as damas e o "Quem é Quem" com o meu pai, que sempre me matavam o bichinho (e que me criaram memórias que guardo com muito carinho).

Ao longo dos anos fui comprando um ou outro jogo, muitas vezes em conluio com a minha mãe, que também acha graça a estas coisas. Mas a verdade é que pouco os usávamos - ora no Natal, transformando a mesa de jantar num autêntico campo de batalha, ora quando o Rei faz anos.

Entretanto, quando me apercebi que o meu namorado era fã destes jogos (que foi, basicamente, logo quando começamos a dar-nos, quando ele me convidou para uma sessão de jogos de tabuleiro) agarrei logo a oportunidade. Já tinha, desde há muito tempo, uma série de jogos debaixo de olho - e esta foi a altura ideal para me fazer a eles. Como agora temos vários grupos com quem experimentar, vamos jogando e vendo o que gostamos mais e que dinâmicas funcionam melhor. Até lá em casa está a pegar o bichinho! E a minha mãe já aproveitou para investir num par de outros jogos, que também trago emprestados de vez em quando, só para lhes dar uso. É ao gosto do freguês, basicamente.

No meio desta game fever também os outros se começaram a aperceber do fenómeno e, neste Natal, uma série de prendas contribuíram para o crescimento da nossa coleção. Posto isto, ainda que não me possa considerar (para já!) uma expert na matéria, achei que podia fazer algumas reviews sobre os jogos que mais temos jogado lá em casa. Para já deixo os nossos três favoritos do momento:

 

Scattergories

Este está longe de ser um jogo novo. Foi lançado pela primeira vez em 1988 e já há mais de vinte anos que tem destaque lá em casa. Sempre foi dos que gostei mais, mas sempre achei que ao lado de colossos como o Cluedo ou o Monopólio não tinha grande projeção. Até há um ano atrás não sabia de ninguém que o conhecesse (fora da minha família), mas esta nova edição da Hasbro veio dar-lhe uma nova vida - e em português!, um pormenor que neste jogo acaba por ter alguma importância (a que tinha antes era inglesa).

Mas vamos à pergunta que se impõe: sobre que é? No fundo, o Scattergories é o jogo do stop mas em bom. Vai muito além das categorias de "nomes", "animais", "capitais" ou "vips". Tem vários conjuntos de categorias (de coisas tão normais como "vegetais" a outras tão parvas como "desculpas para chegar tarde") que têm de ser preenchidas ao rodar do dado, que contém em cada uma das suas faces cada letra do abecedário. O objetivo é completar o máximo de categorias possível (são 12), num determinado período de tempo, com respostas pertinentes e, se possível, diferentes das dos colegas. Não é jogo para quando está tudo mais para lá que para cá, mas garanto ser muito divertido. Para mim continua a ser o melhor de sempre!

 

scattergories.jpg

 

 

Tensão

No Tensão voltam as categorias. Para quem conhece ou já viu o popular concurso de televisão "family feud", a dinâmica deste jogo vai ser familiar. Aqui ninguém joga por si: formam-se duas equipas e não pode haver batotas, pois é a equipa adversária que controla os avanços da outra. Então é assim: é lançada uma categoria e a equipa que responde tem de adivinhar quais as respostas mais típicas dessa categoria. Exemplos: na categoria "doces regionais", dizer "pastéis de Belém", "pampilho" ou "Dom Rodrigo"; quando o tópico é "países frios", potenciais respostas são a Rússia, a Islândia e outros que tais. Não há limites para aquilo que dizemos nem somos prejudicados por dizer algo que não está listado - mas é preciso manter em mente que o objetivo é conseguir acertar nas respostas que estão no cartão (e que serão, supostamente, as mais respondidas). 

Como o jogo é composto por duas equipas, não há limite de participantes. No entanto, quando são muitos, torna-se difícil decifrar as respostas no meio de tantos berros (o que torna a vida da outra equipa, que está a monitorizar as respostas certas, um bocadinho difícil). Diria que o limite razoável é de 10, 12 pessoas no total. 

A pressão (e a dificuldade) acaba por ser bem menor que no Scattergories, mas é um jogo igualmente muito divertido. E tem o lado do jogo de equipa - que, dependendo do perfil de cada um, pode ou não ajudar à festa.

 

tensao.jpg

 

 

Dixit

O Dixit tem, à partida, um entrave: parece difícil de explicar (e, consequentemente, de jogar). Mas a verdade é que não é. Primeiro estranha-se, depois entranha-se - e consegue ser muitíssimo divertido, pois demonstra que a forma como cada um vê as coisas é diferente da do outro ao lado. Dizem que uma imagem vale mais de mil palavras - e aqui se demonstra que vale mesmo!

O jogo baseia-se em descrever uma imagem (de um conjunto de cartas que são distribuídas à partida por cada jogador) através de uma palavra, uma frase, uma canção, um filme... qualquer coisa. O objetivo é que essa pista não seja nem muito óbvia nem muito difícil - de forma a que, no final, algumas pessoas indiquem que aquela foi a carta descrita, mas outras sejam despistadas por outras cartas colocadas em cima da mesa pelos outros jogadores. Em cada ronda há, em cima da mesa, tantas cartas quantos jogadores (pois todos escolhem, do seu próprio baralho, uma carta que se identifique minimamente com a descrição dada pela primeira pessoa). No final, vota-se: qual é, afinal, a carta "inicial", que recebeu aquela descrição? Quem acertou ou conseguiu enganar os outros (com a carta que entregou), ganha pontos; quem não o fez, vai ficando para trás.

Tem a grande vantagem de poder ser jogado com pessoas de todas as idades (algo que não se pode dizer dos dois jogos anteriores, que exigem alguma cultura geral) e de depender apenas da criatividade e imaginação de cada um. Para além de que se podem comprar packs de expansão (mais cartas, com mais imagens), para que o jogo nunca se torne repetitivo. É muito, muito giro ver a interpretação que cada um faz de uma imagem que é, aparentemente, simples. E é surpreendente a quantidade de referências e ideias que uma imagem transmite. 

Foi o jogo escolhido para a noite de Ano Novo e ficamos de tal forma embrenhados que as 12 badaladas estavam a passar e nós a contar os pontos. E a verdade é que, por vontade de alguns, ainda lá estávamos. É incrível!

 

dixit.jpg

 

Como é: partilho mais jogos que tenho descoberto nos últimos tempos?

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