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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

14
Jul15

Então e o Alive?

Foi bom! Saí de Lisboa com a sensação de que tinha apanhado uma sova, de tão cansada que estava, mas foram uns dias de beleza.

Quinta foi a maior enchente: não se passava, eram horas para comer o que quer que fosse, passar em frente a qualquer palco era um filme. Vi a minha vida a andar para trás porque ambientes demasiado cheios dão cabo de mim - felizmente, os outros dois dias foram mais calmos. Arrisco a dizer que gostei mais deste concerto de Muse do que o que vi aqui no Porto - ainda assim, ao contrário da maioria das pessoas, não fiquei tipo "WOW" ou a ansiar por mais; foi fixe, foi o concerto com mais festa e efeitos em todo o festival (tivemos direito a confetis e fitinhas no ar, que deram um efeito super giro) mas... é isso. James Bay é muito boa onda, Ben Harper tem aquelas músicas clássicas que sabe sempre bem ouvir e, honestamente, Alt-J foi o que menos gostei desse dia (não sou grande conhecedora da banda mas gosto da onda, mas achei-os muito murchos). 

A sexta-feira foi a estopada que toda a gente sabe: depois de me ter deitado às quatro da manhã, acordei às oito para me meter no comboio e fazer o exame. O plano era estudar na viagem e ir com tudo na ponta da língua (e colado a cuspo), mas estava a enjoar e com um sono dos demónios; acabou por ser a melhor viagem de comboio da minha vida. Dormi, praticamente, durante toda a viagem! Cheguei cá, almocei, tomei banho e segui para o exame (com muito medo e muito peso na consciência). Contra tudo o que esperava, até correu bem (acho eu, estou à espera da nota!). Mal acabei fui para a estação e tornei a meter-me num comboio para a capital - desta vez sem dormir, só com enjoos e muita vontade de chegar. Mal pus os pés na estação de Santa Apolónia (onde nunca tinha estado, e ainda por cima aquilo é grande e confuso quanto baste) segui para o metro, para sair no Cais do Sodré; lá apanhei o comboio urbano para sair em Algés. Achei aquilo tudo muito creepy mas meti-me no primeiro comboio que vi à frente - limitei-me a seguir pessoas que, como eu, tinham pulseiras no pulso e, vá-se lá saber como, cheguei ao festival! Comecei logo a encher o bucho com a melhor refeição que fiz no recinto - um waffle com morangos e chantilly. Ainda ouvi, assim estilo barulho de fundo, os Kodaline, sendo que depois segui para os Mumford and Sons, que gostei muito. Têm uma onda super gira, dançante e festiva, embora o concerto tenha sido calminho - se calhar é a lei da vida, para compensar os The Prodigy, que vieram a seguir. E uma palavra para aquilo: MEDO! Não os conhecia... e fiquei feliz por isso. Não é que seja intragável, mas não é claramente o estilo de música que mais aprecio. Muito barulho, muitos gritos, muitas luzes (óptima para epilépticos...) e muitos "fucking" em tudo o que o senhor dos corninhos pronunciava. Pelo meio ainda houve petardos e alguma confusão, pelo que viemos embora a meio (passamos por polícia de intervenção e tudo, por isso acho que foi a melhor decisão possível). No meio de tudo isso ainda tivemos tempo para ir ver o Herman na tenda dos comediantes e eu, que até nem gosto destas coisas e não sou grande fã dele, achei muita graça. O ambiente era giro, podíamos estar sentados (amén!) e só foi pena por ser curtinho.

O dia seguinte era o meu dia, a razão para eu estar ali. Foi, de todos, o que mais gostei, também porque passei o dia todo na capital. Fui almoçar ao Noobai, no miradouro do Adamastor e a vista valeu por tu-do! Depois ainda andamos uns bons quilómetros, tudo porque eu quis ir ver a Amália do Vhils. Gostei imenso e foi a tarde perfeita para mais uma visita à capital. Cheguei a casa, tomei um banho refrescante e seguimos para o recinto, comigo já em pulgas para ouvir o Sam Smith. Antes dele ainda ouvimos um bocadinho dos HMB e de Dead Combo e depois... fez-se magia. Foi o único concerto que vi, literalmente, no meio da multidão (os outros ou estava mais afastada do palco, com mais espaço e ar para respirar, ou estava na zona de grávidas - que, já agora, era top! - com a minha amiga que está de esperanças). Deixei com ela as minhas tralhas e meti-me lá para o meio, a cantar tudo o que sabia, a dançar e a deixar as lágrimas escorregar pela cara fora quando assim exigiam (e sim, na "Lay me Down" elas caíam simplesmente). Foi, para mim, o melhor momento de todo o festival e teria pago o bilhete todo só para o ouvir a ele. Foi tudo o que queria e esperava: simples, genuíno e lindo de morrer. Adorei o facto de ele falar com o público, de explicar as coisas e, enfim, de ter aquela voz de anjo. Depois disso podia vir o que quer que fosse que eu já tinha o dia (e o verão) ganho. Chet Faker foi giro (não conhecia e gostei) e até os Disclosure subirem para palco demorou imenso tempo (acho que o público todo esmoreceu um bocado), o que deu para passar na tenda electrónica, ouvir um bocado de Azelia Banks e de vislumbrar Rui Unas a pôr músicas de outros tempos. A espera serviu de pouco, uma vez que os Disclosure foram uma desilusão e viemos para casa pouco depois de começarem.

Destes três dias intensos trago o bilhete, a pulseira e o cartaz comigo, para guardar na minha caixinha de recordações. Trago muito poucas fotos (já decidi que não vale mesmo a pena) mas muito boas recordações, para guardar no coração - dos momentos que tive, dos espaços que conheci e, acima de tudo, das pessoas com quem estive, que - a par desta cidade que me recebe sempre tão bem - fazem sempre de mim uma rapariga mais feliz.

 

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