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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

28
Nov15

Então e como vai o curso de fotografia?

Vai óptimo! Acho que foi a melhor coisa que fiz este semestre e que me tem entusiasmado mais: que me arranca do sofá, que me leva a fazer coisas com vontade de as fazer e sempre com ânsia de aprender mais. Tem sido uma jornada incrível, onde as doses de conhecimento que nos são passadas, de semana a semana, são brutais; no início são aulas cansativas, onde quase todas as palavras são para arquivar no cérebro com o rótulo de "importante", o que nos confunde muito no início. Mas depois, com o treino, vale muito a pena.
Ao longo destes dois meses tenho-me apercebido como a minha ligação com a fotografia é ainda mais profunda do que eu achava que era. Lembrei-me que tenho, em casa, uma divisão criada de propósito para ser um laboratório fotográfico, onde o meu irmão revelava as fotos e fazia experiências; recordo-me de o ver mergulhar o papel fotográfico naqueles líquidos e depois o colocar a secar numa corda, preso por uma mola, tudo isto mergulhado num ambiente vermelho proporcionado por aquelas luzes características. Também o meu pai me tem feito apaixonar ainda mais por este mundo: nas últimas semanas tem-me mostrado tesouros que tem guardados há dezenas de anos, como objetivas e outro material fotográfico que nunca tinha visto na vida mas que, pela estima que ele lhe tem, está como novo e proporciona fotografias espetaculares. No fundo (agora vejo) este amor é quase genético!
Acima de tudo, agora apercebo-me de todo um mundo de capacidades que a minha máquina fotográfica tem e que eu - como 95% das pessoas - não sabia tirar proveito. Já não tiro fotos em modo automático nem com auxílio de flash. E se antes já era a chata que passava as festas e os bons momentos com a máquina fotográfica na não, garanto-vos que agora ainda sou pior: por um lado porque gosto ainda mais de fotografar e por outro por demorar muito mais tempo a tirar qualquer fotografia. A verdade é que isto, pelo menos nos primeiros tempos (espero melhorar no futuro, embora o meu pai diga que quase tende a piorar porque vamos sempre exigindo mais e melhor de nós próprios), é bastante complicado. São muitos conceitos para relacionar, muitos botões novos para aprender a mexer, com a dificuldade de termos de conciliar com aquilo que queremos da nossa fotografia. Os primeiros dias foram muito frustrantes, porque todas as fotos que fazia saíam completamente ao lado do pretendido; depois, com treino, tempo e mais conhecimentos, fui ficando mais confortável e confiante, sendo que a prova de fogo foi em Genebra, onde consegui tirar meia dúzia de fotos magníficas aos meus pais em locais de muito pouca luz e com algum movimento (para quem tem algumas noções disto, percebe que pouca luz e movimento são coisas difíceis de conciliar).
A parte mais negativa, para já, é mesmo o tempo que demoro a fazer as fotos. Dizer que demoro o triplo é, provavelmente, estar a ser simpática. No caso de fotografar algo estático não se revela um problema, mas quando queremos tirar fotos a pessoas ou animais a situação é mais complicada, porque é sempre difícil manter as pessoas quietas ou a sorrir durante um minuto seguido. Mas primeiro tenho de pensar o propósito da fotografia e a qual dos pormenores técnicos quero dar prioridade; depois tenho de ajustar a luz tendo em conta esses tais fatores e o meu objetivo. À primeira vista parece fácil, mas há botões que ainda não sabemos bem onde são, há sempre dúvidas de ultima hora que aparecem, momentos em que confundimos os conceitos todos e já não sabemos o que havemos de fazer... E tudo isto enquanto posam para nós, já com sorrisos amarelos e ares de desespero como quem diz "tira lá a merda da foto!". Acreditem que estes momentos, para nós, parecem eternidades.
Mas acho que tudo isto, com a prática e com o ânimo com que estou, se vai dissipando com o tempo. Para já quero continuar a aprender e a absorver o máximo de conhecimento possível. Amanhã tenho uma aula "de volta ao passado", onde vamos fazer fotografia estenopeica (ou pin hole), utilizando uma caixa de metal pintada de preto a funcionar como máquina fotográfica; depois disso ainda vamos para o laboratório revelar as fotografias que conseguimos tirar com a caixa, à boa "moda antiga". Tenho a certeza que vai ser giro. Conto depois mostrar os resultados e algumas fotos que tenho tirado nós últimos tempos!

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