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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

05
Dez17

Duas considerações sobre a rádio

Já há muito tempo que ando para escrever isto, mas nenhuma das ideias é grande e desenvolvida o suficiente para escrever um post indivídual sobre cada uma delas. O tema de ambas é a rádio. Isto porque há muitas coisas na rádio atual que me irritam e outras que eu simplesmente acho curiosas, pelo que me surgem muitas vezes ideias para dissertar sobre este tema. Apesar de estar sempre sintonizada, não sou fiel a nenhuma estação: salto entre a Comercial e a Mega Hits (as principais) e a Cidade e a RFM. Quando só passa publicidade - o pior praga das rádios hoje em dia - ou simplesmente não estou no mood, ligo a pen que tenho com músicas e venho o caminho todo ao som da minha própria banda sonora. Mas enfim, vamos aos dois pontos que hoje quero abordar:

 

1) O conceito de músicas "novas". De cada vez que um locutor da Rádio Comercial anuncia uma música nova eu tenho vontade de mandar um murro eletromagnético, que atravessa o éter, e chega diretamente à bochecha do dito radialista. Isto porque a música nunca - mas nunca! - é nova. Ela pode ser nova na Rádio Comercial, mas não é nova para o resto do mundo. Acho que ainda hoje eles chamam à "Too Good at Goodbyes" a "música nova do Sam Smith". E daqui a um par de meses, quando a "Pray" virar single ou sucesso de vendas - porque tem qualidade para tal - voltará a ser a "música nova do Sam Smith", ainda que já tenha saído num álbum que, na altura, já terá saído há meio ano. Isto não acontece em todas as rádios - na Mega Hits, a rubrica "Lugar às Novas" tem de facto conteúdos inéditos para os meus ouvidos - mas na Comercial é todos os dias. E é irritante. Porque isso não são músicas novas - são os hits do momento!

 

2) Os vídeos. Percebo perfeitamente que hoje em dia as rádios - como tudo, aliás - tenham de estar presentes em todos os meios e redes sociais. É através deles que vejo muitos dos seus conteúdos, quando não os consigo ver em direto. Mas, para mim, a rádio perde a magia quando eu a vejo em vez de só a ouvir. E isto acontece com quase tudo, mas principalmente com a Mixórdia de Temáticas, onde apanho um balde de água fria quando me lembro de ver um vídeo em vez de ouvir o podcast. Adoro o Ricardo Araújo Pereira mas não seguia esta rubrica com particular atenção: quando ouvia, óptimo; quando não ouvia, também não ia procurar. Mas por vezes aparecia-me o vídeo no feed do facebook ou alguém me mandava por achar que eu ia gostar e o meu pensamento é sempre o mesmo: parte da magia da rádio desaparece. Isto porque vejo que ele está a ler - assim como todos os outros, em participações que parecem naturais e espontâneas quando se ouve na rádio - e que tudo aquilo, afinal, é mais do que pensado. E é lógico que eu sei disso, sei que tudo aquilo é escrito ao pormenor para ter piada, mas quando uma pessoa está no carro, concentrada no trânsito e a ouvir aquelas histórias como pano de fundo, descentra-se da irrealidade de tudo aquilo. E é aí que está a magia e é essa a receita do sucesso: tudo parecer tão natural que tem mesmo muita piada. Não sei se há mais pessoas como eu mas esta é a razão pela qual eu, de uma forma geral, evito ver os vídeos daquilo que se passa por detrás dos microfones e prefiro usar a minha imaginação (ou capacidade de abstração) enquanto ouço o que se passa do outro lado. Até porque, como quase sempre, as imagens que criamos na nossa cabeça são normalmente muito melhores que a realidade.

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