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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Out18

Budapeste, a incrível capital da Hungria

Carolina

“Budapeste, cortada por um rio. O Danúbio, pensei, era o Danúbio mas não era azul, era amarelo, a cidade toda era amarela, os telhados, o asfalto, os parques, engraçado isso, uma cidade amarela, eu pensava que Budapeste fosse cinzenta, mas Budapeste era amarela.” 

Chico Buarque

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É isto. As palavras de Chico Buarque dizem tudo. Não vale a pena estar cá com paninhos quentes: Budapeste ganhou-me no momento em que, na primeira noite, subi ao Castelo. Foi o momento "wow" que precisava nesta viagem e foi, sem dúvida alguma, o mais impactante de todos. Quando observei a cidade toda iluminada lembrei-me de algumas fotos que já tinha visto e soube que esta também seria a imagem que ia guardar para o resto da vida. Budapeste ganhou-me ali, sem sequer a ver à luz do dia. E, é engraçado, pensei que nunca a vista de dia bateria aquela paisagem noturna. E se por um lado não bateu, por outro não deixou de me surpreender, mais uma vez. De dia, a cidade continuava linda, mas uma beleza diferente, quase reinventada.

Budapeste são, na verdade, duas cidades: Buda - o lado da colina - e Peste, o lado plano. Pelo que percebi há uma certa rivalidade - ainda que saudável - entre os moradores de cada lado. Buda, dizem, é para os mais endinheirados, enquanto que Peste é o lado das pessoas "normais". Os dois lados são separados pelo rio Danúbio, tão celebrizado por uma obra de Strauss - há várias pontes que possibilitam esta passagem, a mais conhecida é a Ponte das Correntes (onde infelizmente não passei a pé, mas que me parece inspirada na ponte de Brooklyn, em Nova Iorque). Eu fiquei do lado de Buda, o mesmo do Castelo - daí a facilidade de ter subido até lá na noite da minha chegada -, e o oposto ao Parlamento.

 

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A Igreja de Matias de noite

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A vista do Panteão dos Pescadores, de noite. Ao fundo a Ponte das Correntes

 

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O Parlamento iluminado durante a noite, visto do Panteão dos Pescadores

 

 Acho mesmo que o Castelo e o Parlamento são os dois edifícios que nos fazem cair o queixo em Budapeste, tanto de dia como de noite. Estive, para além da primeira noite, um dia e meio na cidade - e as visitas em cada uma das manhãs corresponderam, precisamente, a estes dois locais. 

A área do Castelo (como podem ver no mapa abaixo) é gigante: isto porque o Castelo não é só o monumento em si, mas também aquela parte da cidade. Dentro do perímetro dos ex-libris, também conhecido por cidade medieval, estão a Igreja de Matias e o Bastião dos Pescadores, entre outros edifícios também conhecidos (se não me engano, um era um antigo convento das Carmelitas). Era aqui que antes viviam as pessoas importantes do reino (daí ser um castelo), mas ultimamente toda a parte institucional da Hungria (nomeadamente o governo) está do lado de Peste. Segundo a nossa guia isso pode estar prestes a acabar, uma vez que este Governo tem a intenção de se "mudar" outra vez para Buda. Em jeito de má língua, contou-nos também que o Primeiro-Ministro (sim, aquele que adora os migrantes) pretende ficar num gabinete em frente ao Danúbio, onde vai acrescentar uma varanda para poder ver melhor as vistas. Só os invejosos dirão que é má ideia ;)

A Igreja de Matias é bonita, imponente e incrivelmente branca (a entrada é paga). Digo isto porque as igrejas (principalmente muito trabalhadas) tendem a ficar escuras (e mais feias) ao longo dos tempos, dada a dificuldade de as limpar. Esta está impecável, num estado de conservação formidável, e tem um telhado em cerâmica lindo de morrer. O seu interior também é bonito, em tons de laranja. Uma das peças mais importantes, com uma história ligada à Segunda Grande Guerra, é uma Nossa Senhora negra, que está numa das capelas a igreja. A pior coisa deste duo Igreja-Bastião dos Pescadores foi um "trio" que se lhes juntou - o Hotel Hilton, um autêntico monstro feio ao lado daqueles monumentos incríveis. É uma pena. Só demonstra o poder do dinheiro.

 

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O Mapa do Castelo

 

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A Igreja de Matias

 

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 O interior da Igreja de Matias

 

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Alguns detalhes da Igreja de Matias (a Nossa Senhora à esquerda e uns vitrais à direita)

 

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A vista do Panteão dos Pescadores

 

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 Num dos "spots" mais requisitados do Bastião... e com razão

 

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Um ponto de vista do Bastião dos Pescadores

 

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À saída do Bastião dos Pescadores

 

Um dos photo-stops mais populares é a Praça dos Heróis, onde estão estátuas dos maiores líderes Húngaros e uma homenagem ao Soldado Desconhecido. Se é verdade que é uma praça bonita, também o é que eu não fazia questão de lá ter parado. Sinto que é algo "comum", que se vê em vários sítios. É mais uma. Portanto, se tiverem com um tempo apertado, aconselho a que passem esta à frente ou só de carro. Lá à volta há vários edifícios conhecidos, nomeadamente o do Museu de Belas Artes (neste momento fechado para obras); relativamente perto fica também o Parque da Cidade (penso que é lá que está inserido um lago que, no verão, dá para passear de gaivota e, no inverno, quando ele gela, se pode patinar). Ainda nas redondezas, mencionar o Balneário Széchenyi, com as famosas águas termais da Hungria - não fui lá, mas dizem ser incrível e muito bonito, com 15 piscinas, três delas ao ar livre e, claro, com água quentinha! As termas e os spa's são um must em Budapeste, há ao pontapé... de tal forma que o lago dos hipopótamos, no Jardim Zoológico, é com água termal. Luxos! ;)

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A Praça dos Heróis

 

Foi aqui que acabou a tour do primeiro dia e tivemos ordem de soltura. Optamos por ir conhecer o mercado e eu fiquei espantada com a quantidade de enchidos que eles lá têm. No andar de baixo o edifício tem inúmeras bancas de comida (peixe, carne, verdes e fruta e outras comidas) - incluindo paprika, a especiaria mais famosa da Hungria - e no de cima milhões de souvenirs. Na verdade aquilo é tanta tralha junta que é difícil ter o discernimento e a paciência para se encontrar o que quer que seja, mas não deixa de ser um local muito giro e que merece a visita. No fundo, é o nosso Bolhão mas em bom (até porque parece ter sofrido uma requalificação há relativamente pouco tempo) ou a Boqueria em Barcelona mas, se a memória não me trai, um pouquinho maior.

 

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A fachada do edifício do Mercado

 

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No interior do Mercado

 

A paragem seguinte foi na Sinagoga. Se em Praga acabamos por passar o "capítulo judeu" praticamente à frente, em Budapeste optamos mesmo por entrar (o bilhete não é barato: três mil florins). Nunca tinha entrado numa Sinagoga, em Portugal não há esta abertura, e por isso fiquei feliz por ter esta oportunidade, principalmente tendo em conta que esta é a maior da Europa, a segunda maior do mundo (a primeira fica em Nova Iorque, creio). Por sorte apanhamos uma visita guiada (grátis) dentro do local e acabamos por visitar os arredores do monumento - o cemitério e as várias homenagens que fizeram aos mortos no holocausto e a algumas personalidades que fizeram a diferença (pela positiva) neste genocídio. Aprendi muito, o guia era um senhor fantástico e um comunicador de excelência, e tive muita pena de não ter tempo para ouvir o resto da visita, feita no interior da sinagoga. Tenho a certeza que teria aprendido ainda mais. Achei o local bonito e interessantíssimo - e ainda me ri um bom bocado, uma vez que todos os homens que entram têm de usar um quipá (aqueles "chapeuzinhos" que os judeus usam) descartável, feito de papel. Mas alguns eram carecas e outros não tinham simplesmente cabeça para aquilo, por isso era vê-los sempre a segurar o papel para não voar. Hilariante.

 

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A entrada da Sinagoga

 

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Dentro da Sinagoga (vêem os quipás de papel?)

 

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Monumento aos judeus mortos no Holocausto

 

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Em muitas das "folhas" deste monumento há nomes de pessoas mortas durante aquele período negro; outras estão vazias, em homenagem aos muitos que ainda continuam desaparecidos ou que não há registo de morte

 

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Pelas ruas de Budapeste

 

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Com uma estátua desconhecida atrás de mim mas que ficou bem na foto ;)

 

O segundo dia começou com a subida ao Monte Gellert onde, para além de uma vista muito bonita para o Danúbio e para os dois lados da cidade, está a estátua da liberdade (que se vê de toda a cidade). Confesso que, apesar de ter gostado, não me fez cair o queixo. Não sei se se pode visitar este local de noite, mas desconfio que terá outra magia. No dia em que fui havia uma certa neblina no ar, que fazia com que tudo ficasse um bocadinho mais baço... talvez por isso não me tenha perdido de amores por esta vista. Mas vale a pena, quanto mais não seja para umas fotos bonitas.

 

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O Danúbio e as duas partes da cidade

 

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Uma das vistas do Monte Gellert

 

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A estátua da liberdade

 

A paragem final foi no Parlamento. Na maioria dos sítios este é um edifício que ignoramos, mas em Budapeste é impossível faze-lo: pela beleza, pela grandiosidade e pela riqueza deste monumento que faz esconder o nosso parlamento de vergonha. É incrível e bonito, tanto por dentro como por fora, e por isso merece uma visita. Se o fizerem, informem-se antes e comprem um bilhetes pela internet, porque as filas não eram pequenas; os preços são diferentes para residentes e não residentes da UE, os horários são apertados e as visitas (divididas por línguas - não há em português) entram em tranches, com horários muito rígidos e apertados. 

Aquilo é um parlamento, mas podia perfeitamente ser um palácio. Se a memória não me trai, a guia disse que com o dinheiro que se gastou entre construção e decoração deste monumento se poderia construir uma cidade funcional com cerca 70 mil pessoas, com todas as infraestruturas necessárias. Alguns detalhes interessantes e que eu apontei: tem 700 salas, 4km de passadeira vermelha ao longo dos corredores (que é aspirada todos os dias... por homens) e 20 kms de escadas! A Sala da Cúpula é a mais popular, uma vez que (para além da sua beleza) é o local onde estão as joias da coroa, guardadas por vários guardas com uma cara muito séria - desculpada unicamente pelo trabalho aborrecidíssimo que eles lá desempenham. Nessa área é proibído fotografar.

 

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O exterior do Parlamento

 

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A entrada do Parlamento para pessoas que lá trabalham, não para a "plebe"

 

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A parte traseira do local onde estão as joias da coroa, com umas escadarias imponentes

 

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Detalhes do teto do Parlamento

 

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Numa das salas do Parlamento

 

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A sala da assembleia

 

 A nossa despedida foi feita no maior ícone de Budapeste: o Danúbio! A nossa tour incluía um almoço a bordo de um barco, onde percorremos uma pequena parte do rio e vimos algumas das principais pontes de um ponto de vista diferente. E é só por isso que esta pequena volta pode eventualmente valer a pena: ver as pontes e a cidade de uma outra forma. Enquanto lá estava pensei muito sobre como se compararia aquela viagem à de uma no rio Douro e a verdade é que aqui a viagem é muito melhor; primeiro porque as pontes são mais bonitas e segundo porque as margem são também elas muito mais belas. Cá, mesmo saindo das cidades, há sempre vegetação e um quadro verde pintado a toda a volta; ali eram umas margens pouco naturais e feias, feitas maioritariamente por pedras, o que fazia com que só um lado da cidade (Peste) é que conseguisse ser visto. Ou seja: pode valer a pena se gostarem de andar de barco, de ter outra perspetiva da cidade e, acima de tudo, se tiverem tempo.

 

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O Parlamento visto do rio

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A Ponte das Correntes

 

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No barco

 

Em resumo, adorei Budapeste. Achei-a menos coerente que Praga (no sentido em que tem uma maior diversidade no tipo e no estilo de edifícios e na altura dos mesmos, por exemplo), mas de uma grande beleza. Continuo a dizer que aquela vista do Castelo, no dia da minha chegada, teria sido o suficiente para adorar a cidade. Tal como Praga, é uma cidade bonita de geral mas, ao contrário da capital Checa, tem monumentos que, no seu particular, são estonteantes (como o Parlamento). O facto de ter um rio tão popular (impossível não nos lembrarmos do Danúbio Azul) também faz com que entremos numa aura do nosso imaginário que, só por si, já traz alguma magia à cidade. Uma das coisas que também gostei muito foi a cultura das esplanadas que eles têm: em todos os sítios há cafés para nos sentarmos e aproveitarmos o dia. A Avenida Andrássy e a Váci Utca (esta última pedonal - a primeira não me lembro...) são as ruas mais populares da cidade, cheias de lojas de souvenirs e de compras, que têm mesmo de ser visitadas. 

Mas não há bela sem senão. Para além daqueles elogios todos que Chico Buarque teceu sobre Budapeste, também disse que o húngaro é a única língua que o diabo respeita. Porque o húngaro é mesmo isso: diabólico. Quando achávamos que o checo já era péssimo, fomos presenteados com aquele dialeto completa e totalmente imperceptível e impronunciável. Um terror. A par disso, diria eu, estão os húngaros, com os quais não simpatizei minimamente. Achei-os mal-educados e rudes, com muito pouca vontade de ajudar; no hotel (e apesar de eu não entender uma palavra do que diziam) percebi que estavam a gozar com a nossa cara quando reclamamos a propósito do pequeno-almoço. São uma mistura de europeus-ciganos-móngois. Eu sei que é estranho (pode até soar a preconceituoso), mas é a melhor forma que tenho de os descrever. Não vim de lá fã deste povo.

De resto... muitos corações para Budapeste! Posso confessar secretamente que, da quadra de capitais que visitamos, foi a que mais me encantou. 

 

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Um "cheirinho" da cidade

 

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E mais um, com a sua luz tão característica

 

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... e mais um!

 

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Até um dia, Budapeste!

 

Onde fiquei? No hotel Mercure Buda. Diria que a localização é boa (15 minutos a pé do Castelo), mas a experiência foi no geral má - em grande parte por viajar em grupo. Achei o quarto agradável, confortável e bem decorado, com uma casa de banho espaçosa - mas o pequeno-almoço foi um desastre. Tão mau que valeu uma reclamação por escrito na receção e uma crítica destruidora no TripAdvisor, quando cheguei cá. Havia um espaço de pequeno-almoço reservado a grupos e que era frequentemente invadido por dezenas de asiáticos, que usurpavam tudo o que podiam. E estou em falar de tupperwares em cima de tupperwares cheios de ovos, fruta, pão e tudo o que houvesse, deixando o local - para além de imundo - completamente vazio. Mais do que ter pouco que comer, tinha nojo sequer de pôr os cotovelos em cima da mesa. Foi horrível.

No que respeita à estadia, escolher um hotel em Budapeste é sempre um bocadinho cruel: temos obrigatoriamente de escolher um lado da cidade e vamos ter, eventualmente, de atravessar para o outro de forma a visitar as coisas mais bonitas. Por isso boa sorte!

A saber: A moeda é o mais chato na Hungria porque a conversão não é muito prática e implica muitos zeros. Um euro equivale a cerca de 300 florins. Portanto é normal pagarem valores que, para nós, são absurdos... tipo 10 mil florins por um almoço ou mil florins por um íman. Soa-nos tudo demasiado grande.

Gostei do ambiente noturno da cidade, com muitas luzes e com uma boa sensação de segurança.

Uma das coisas populares em Budapeste são os jantares com música ao vivo e com as danças húngaras, com semelhanças ao nosso folclore. Os músicos são quase todos ciganos (é mesmo, dizem-no sem pudores) e as músicas seguem esse estilo. Um dos jantares de grupo foi num destes locais e eu dispensava mais que muito, mas depende do estilo de cada um. 

O que faltou ver? Acabar de ouvir a visita guiada na Sinagoga, passar a pé na Ponte das Correntes e ir às termas. Ver a Basílica de São Estevão e a Ópera.

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