Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

09
Set19

A preparação para a viagem ao Japão em 5 pontos

Daqui a precisamente um mês estarei a aterrar no Japão. E se quando marquei a viagem parecia faltar uma eternidade para esta se concretizar, hoje, este mês que me afasta do outro lado do mundo parece ser um par de dias que vai passar a voar. E só agora é que eu me sinto a cair na real: de que vou fazer a viagem mais longa da minha vida (18 horas dentro de um bicho com asas!), de que será o maior choque cultural que vou experienciar até hoje. Que vai mesmo acontecer.

Preparar uma viagem destas não é fácil, muito em parte devido ao muito que há para ver - e torna-se ainda mais difícil nesta época meia conturbada da minha vida, cheia de mudanças. Ainda assim, no último mês, fizemos avanços consideráveis em toda a preparação para a viagem; até aí pouco mais tínhamos do que a marcação das viagens, os hotéis e um esboço muito rudimentar daquilo que hoje se tornou no nosso roteiro de viagem - muito graças à minha companheira de viagem, que tem feito um trabalho que não tem preço.

Por isso, a um mês do início desta aventura, enumero as cinco coisas que estão a fazer parte (ou fizeram) da preparação desta viagem de sonho.

 

1. O roteiro

Gostei muito de um modelo de organização de viagens que vi um dia no instagram da Diana Bouça-Nova e decidi copiar. Dividi, numa folha de excel, sítios a visitar, onde comer e onde ficar. Não tinha muitos conhecimentos pré-adquiridos sobre o Japão – esta foi uma viagem marcada à maluca, um bocadinho por impulso devido a uma série de coisas que tinha visto na altura sobre o país – e por isso comecei por fazer um levantamento de coisas que me pareceram interessantes, divulgadas por pessoas que tinham viajado para lá há pouco tempo: nomeadamente a La Dolce Rita, a Stylista, o Alma de Viajante e o meu chefe (que também me forneceu uma catrefada de livros e guias sobre Tóquio que só agora estou a conseguir explorar devidamente). A minha companheira de viagem, a Ana, muito mais culta do que eu em matérias nipónicas, fez o mesmo – e assim se desenhou o primeiro esboço de tudo o que queríamos e/ou poderíamos visitar nas quatro cidades a que vamos: Tóquio, Kyoto, Osaka e Nara.

Numa segunda fase a Ana fez o trabalho mais duro: agrupar todos aqueles locais em "pequenos" roteiros, circulares, de forma a que pudéssemos ver tudo gastando o menor tempo possível entre viagens. Não sabemos até que ponto é que estes circuitos serão realistas para o tempo que temos – e por isso é que não faço intenções de os partilhar agora – mas vamos descobrir na altura. Prometo contar tudo depois ;)

 

2. A mochila

Hesitamos entre ir de mochila às costas ou com mala de rodinhas. Ponderei sobre o assunto e vieram-me à memória momentos pouco simpáticos, durante viagens, em que me vi à rasca para pegar no meu trolley de viagem para subir ou descer escadarias. O objetivo não é andar sempre de um lado para o outro com as coisas, mas nas transferências entre cidades não temos outro remédio – e, nesses momentos, o ideal é descomplicar. A mochila é a melhor solução. Não só pela questão do transporte mas também porque, por não ser muito grande e por o seu peso ser literalmente carregado por nós, nos obriga a conter na quantidade de coisas que pomos lá dentro. Travel light vão ser as palavras de ordem! Se virmos que começamos a ficar demasiado carregados com coisas que compramos lá, entre souvenirs e coisas a que não vamos resistir (ouvi dizer que há uma Uniqlo mesmo em frente ao meu hotel... estou desgraçada!), compramos uma mala de mão na reta final da viagem para levarmos tudo mais confortavelmente.

Comprei uma das mochilas de viagem da Decathlon, de 50 litros. Já a utilizei na minha viagem para o Algarve, em que fui de avião pela Ryanair (tendo por isso de andar, esperar e subir escadas com ela às costas) e a prova foi superada. O apoio nas ancas ajuda imenso e ter as mãos livres faz uma diferença enorme. Enquanto o pessoal andava à rasca para carregar os trolleys, eu andava ali como se nada fosse – mesmo tendo mais de dez quilos às costas. Fiquei a gostar – e esta experiência pré-Japão tranquilizou-me um pouco em relação ao que está para vir.

 

3. Compras antecipadas

Ir à descoberta não é a nossa praia. Por isso, outra das coisas que quisemos fazer foi comprar tudo o que podíamos com antecedência – para evitar filas, complicações ou eventuais dramas na explicação daquilo que queremos comprar (não sabemos até que ponto é que a comunicação é fácil...). As viagens de comboio-bala entre cidades eram uma prioridade, mas acabamos por perceber que tínhamos de comprar os bilhetes in loco; ainda assim temos assente os horários que preferimos e que tencionamos comprar quando lá chegarmos.

Tratamos também de reservar o nosso wifi portátil, que nos vai permitir estar online durante toda a nossa estadia por um preço relativamente baixo. No fundo é um mini-router que levantamos no aeroporto e que nos faz desligar das preocupações sobre roamings e outras questões.

Outra das coisas que compramos foi o Pasmo Card – uma espécie de passe recarregável que permite utilizar vários meios de transporte em todo o Japão e que nos vai ser muito útil nas ligações entre locais a visitar, principalmente quando a distância entre eles for maior ou o cansaço das pernas começar a pesar.

Por fim, comprar tudo o que sejam entradas em museus e locais de interesse, ou marcar atividades, para não perder tempo desnecessariamente. Admito que esta parte ainda não fizemos...!

 

4. Preparação física

Eu, neste momento, pareço uma pequena lontra bipede, com uma forma física digna de um hipopótamo, em que o único exercício que faço e abrir e fechar a boca – para comer, obviamente. Tenciono mudar isso em breve, mas até lá tenho que me pôr a mexer. Sei que não vão ser poucos os quilómetros que estas minhas pernas vão ter de aguentar e convém estar minimamente preparada para não passar a vida a sentar-me, qual velhinha, enquanto deito os bofes pela boca.

Por isso, até me inscrever na piscina para fazer exercício regularmente, temos tentado fazer algumas caminhadas. Fico cansada e de mau humor, principalmente nas subidas, mas passado dois minutos – e após pensar que é tudo em prol de uma causa maior (o Japão... ou a diminuição destas minhas ancas) – já passou. Agora é tentar aumentar o ritmo e a quantidade de vezes que vamos dar estas voltinhas.

 

5. Os vídeos parvos

Esta tem sido a componente mais engraça (muito mais gira do que fazer exercício, não é verdade?) e, também, mais inesperada. De um momento para o outro o meu YouTube ficou inundado de vídeos com nomes e letras que não percebo nada, mas que acabam por ser mega divertidos e com um ritmo que fica no ouvido durante o dia inteiro. Aqueles que nos tentam ensinar japonês, misturando o inglês pelo meio, são uma autêntica pérola. E, a brincar a brincar, já sei umas coisas. Já sei que Kito Kato é Kit Kat e bisu é cerveja. Já não morro nem à fome nem à sede. Siga!

 

Comentar:

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Redes Sociais

Deixem like no facebook:


E sigam o instagram em @carolinagongui

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Leituras

A ler:



goodreads.com


2019 Reading Challenge

2019 Reading Challenge
Carolina has read 1 book toward her goal of 12 books.
hide

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Ranking