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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

17
Mai14

Este início de verão...

Estes dias quentes mas, ainda assim, frescos (e não, isto não é uma contradição: aqui no Porto há uma coisa muito comum chamada vento, que estraga tudinho) fazem-me lembrar de há um ano atrás, quando comecei a ir tomar cafés e a passar alguns inícios de noite fora de casa.

Subir esta rua de minha casa, que me deixava com a língua de fora quando chegava ao topo. Desviar-me dos morcegos que pareciam vir diretamente na minha direção. Andar de camisa mas levar um camisolão, porque sabia que à noite fazia frio. Levar sapatilhas, embora mais quentes, porque sabia que andar demasiado nas sabrinas me faria bolhas descomunais. E vir de noite em modo completamente alerta, a pé, a passar da meia noite, por ruas que só tinha passado dentro da segurança de um carro, embora já cá viva há mais de uma década.

Agora é mais fácil. Não há problemas com as horas, os sapatos ou o sentido de alerta apurado para ter a certeza que não está o lobo-mau aí no virar da esquina. A coisa mudou de forma: agora sou eu quem levo a malta de volta a casa, em vez de serem eles a levarem-me a mim, já com uns quilómetros nos pés.

As coisas mudam ao longo dos tempos. Felizmente, outras ficam. Estou agora de saída para o café com a malta do costume, os de há um ano atrás. Só que agora vou de carro.

13
Mai14

Os professores

Uma das maiores diferenças que notei do secundário para a faculdade foram os professores. A diferença é só e simplesmente astronómica. Confesso que, no meu caso, por estar num pólo à parte do resto da faculdade, acho que as coisas se extremizam e cada um faz o que quer, mas ainda assim as diferenças continuariam a ser visíveis.

Não há conversas de circunstância, "tudo bem?'s" sinceros, ajudas extra, mãos nos ombros ou qualquer tipo de compaixão. São-nos completos estranhos. Não sabem o nosso nome nem nunca o vão saber, até porque fazem questão que assim seja, porque não são cá colegas de escola. Podemos ser cordiais ao máximo nos emails, e eles respondem-nos em letras minúsculas, sem um "olá", uma despedida ou um ponto final. Podemos ter aulas, mas se há trabalhos a apresentar, têm de ser apresentados no tempo útil do professor, mesmo que isso nos faça faltar. Podemos passar a manhã na faculdade, chegar a casa já depois das horas úteis do almoço, mas já devíamos ter ido ao email: está lá uma mensagem a dizer que há uma aula extra a essa tarde e que, se faltarem, vai haver consequências - pena que, na altura em que lês essa mensagem, já a hora da aula passou. Podes chegar atrasada à aula, a professora não reclamar, mas marcar-te falta na mesma e ignorar-te por completo, como se uma falta na folha de presenças invalidasse a tua presença naquela sala. Podes estar motivado e com todas as tuas forças, mas é garantido que em meia dúzia de palavras, num dia mau, eles deitam o teu dia e a tua alegria pelo cano abaixo.

Tenho saudades de falar com os meus professores, de ouvir conselhos, raspanetes e histórias de quem sabe claramente mais do que eu. Dos abracinhos rápidos, dos beijinhos, das mãos pelos ombros de forma maternal ou paternal de quem, genuinamente, gostava de nós. E sabe o nosso nome. E se preocupava. E não de quem acha - e está - acima de nós, e que potencia essa distância de todas as formas que consegue.

08
Mai14

Miúda de 95 18#

Eu diria que há muito poucas alminhas da minha geração que não tenham perdido horas neste jogo. Até podiam nem ter telemóveis, mas surripiavam os dos pais ou os dos irmãos para jogar. Confessem-se!

O snake era o jogo mais simples à face da terra, mas ainda assim desafiante. Estávamos sempre a tentar comer mais e mais e, quando já estávamos enormes, permanecíamos ali numa luta árdua para não nos mordermos a nós próprios e, com isso, morrermos. Ai, quantas vezes saltei por conseguir bater o meu próprio recorde!

É engraçado pensar nas saudades que tenho deste jogo quando, hoje em dia, há tantos outros jogos tão mais giros e avançados. Mas é verdade. Eu tenho saudades - e já não é daqueles mais giros (que também cheguei a ter, mais tarde) que já eram em 3D, com frutas a cores e obstáculos todos XPTO. Tenho saudades do preto e branco, da cobra que era simplesmente um rectangulo e da comida que era simplesmente um quadrado. Tão simples quanto isso. Porque o mais simples pode ser o melhor. 

 

27
Mar14

Barcelona há um ano

Há um ano estava eu em Barcelona, na boa vida, a partilhar o quarto com três amigos, no que seria a nossa primeira viagem em modo independente. Sem pais, sem regras, sem horas fixas para acordar, sem grandes planos pela frente. Só aproveitar a cidade. As saudades apertam e apertaram várias vezes neste ano que passou; fui bastante à pasta "Viagem de Finalistas" ver as tantas fotos que tirámos, os vídeos parvos que gravamos. E não fui só eu.

Tenho andado a receber mensagens dos meus amigos estilo "são 10:30h, hora da manteiga com pão" (o nosso pequeno almoço diário, claramente exagerado na quantidade manteiga); "há um ano estavam a ser fortemente fotografados em pleno aeroporto"; "estamos no terceiro dia e ainda não fomos assaltados" e por aí em diante. Tudo frases ou acontecimentos que nos ficaram na memória, por razões diversas, e que para a maioria das pessoas não tem piada ou significado algum, mas que a nós nos enche o coração.

Foi há um ano. Como o tempo passa rápido.

 

24
Mar14

Tenho tantas saudades do 12º

Tenho saudades do meu décimo segundo ano e uma tristeza e uma inveja louca por não sentir nada daquilo que os meus amigos sentem em relação à faculdade. Tenho saudades da minha escola, dos dramas do costume, das declarações de amor no átrio (que não eram para mim, atenção, mas eram sempre engraçadas), dos meus professores, das salas, das idiotas aulas de dança, dos meus amigos, dos meus colegas, das poucas visitas de estudo que fizemos, dos nossos cafés, das confusões, dos romances e até da porcaria dos lanches simples do bufete que eu já nem sequer comia. Tenho saudades porque agora o maior drama é alguém ficar preso no elevador, porque já não há declarações de amor parvas e cantadas no átrio que nem sequer temos, porque os meus professores são só mesmo professores e às vezes até isso fazem mal, porque só conheço meia-dúzia de salas daquele pólo e não gosto de nenhuma delas particularmente, porque já não há aulas de dança, porque não tenho amigos e só me restam colegas e porque não tenho um bar onde possa comprar um lache de treta. 

Tem a sua lógica. Temos sempre saudades do sítio e do tempo em que fomos mais felizes. E não houve Carolina mais feliz do que naqueles dias.

 

(créditos ao Hugo, que me tirou as fotos mais parvas de todas =))

23
Dez13

Antes de mais, uma carta, recheada de saudades

Querido João,

 

Quebrei a minha promessa. Pior!, quebrei-a por diversas vezes.

Depois de ter chegado a casa lavada em lágrimas após o pior Natal da minha vida, há uns anos, disse a mim mesma que não havias de passar este dia longe de mim e daqueles que mais gostam de ti. Nem que tivesse de te pagar a viagem, de te ir buscar pelas orelhas, de trazer os teus chapéus e a tua guitarra atrás, tudo na malinha mais pequena de que há memória; não teria importância, só te queria a ti. A ti e ao teu cabelo mal cortado, às tuas unhas de acrílico, à tua barba mal feita, aos teus beijos de boa noite, ao teu leite com chocolate ao deitar, ao teu apêndice lindo e loirinho e do mais belo e british que possa existir. Tudo.

Mas cedo percebi que não era a mim que me cabia essa decisão. Para além de ser, acima de tudo, uma decisão tua, era também das circustâncias da vida. E, por isso, mais anos se passaram em que o meu Natal foi mais pobre e mais triste por tu não fazeres parte dele. Faltam lá as tuas gargalhadas, o teu ruído de fundo (que é sempre mais alto do que o das pessoas "normais"), a tua alegria, o teu sorriso. Tu.

Durante todos estes anos de ausências, de chegadas e partidas, habituei-me a que o mais perto que estivesses de mim fosse no ecrã do computador; a ouvir-te na minha mente, naquilo que eu sei serem as tuas teorias, que em pouco se assemelham às minhas mas que não deixo de ter em conta. Há dias em que a saudade é substituída pelo típico stress desta vida, dos problemas, da faculdade... há outros, como este, em que pouco mais se sente senão este sentimento tão português. 

Pensarei em ti quando vir que as tuas prendas não foram para debaixo da árvore, quando me perguntarem como estás, quando tirarmos a foto de família que pretendo tirar e faltar lá a alma da festa. Estarás comigo em pensamento, mesmo que quase do outro lado do mundo.

Podia dizer que, quando chegares de volta, te vou encher tanto de doces bons para compensar a tua ausência que até virarias diabético; mas tu já és, por isso não tem piada. Mas a promessa (esta!), mantém-se, e eu já estou a treinar para que tudo saia perfeito para que possas degustar todos os doces de Natal bem portugueses (não há cá arroz doce chau-chau) na espécie-de-Natal-atrasado que cá te esperará.

 

Beijos muitos,

A tua mana

12
Dez13

Espírito natalício

Ao contrário do que seria de esperar - e do que já se passou em anos anteriores - o Natal este ano está a encantar-me. O ano passado também partilhava este sentimento, mas passei aí uns anos um bocadinho revoltada com esta época - não sei se por estar magoada, por ter de me reunir com a minha família com quem me desprendi um pouco na altura ou por estar triste por o meu conceito de Natal ter sofrido alterações obrigatórias: o facto do meu irmão não estar cá. Este ano passar-se-á o mesmo: nós cá e ele longe, desta vez algures na China.

E se por um lado é uma época que me agrada, que tem todo um espírito que me envolve e encanta, por outro fico extra sensível, cheia de saudades e com uma vontade de mimar os outros pouco característica em mim. Lembro-me muitas vezes do meu irmão, da falta que ele me faz e de como o queria ter aqui no dia de Natal. Falta sempre uma peça de mim quando ele não está aqui connosco. E talvez por isso, de cada vez que ouço aquela música do "a todos um bom natal" ou qualquer alusiva a esta época que me diga algo em especial (aquela canção lembra-me muito a minha infância, e particularmente de um anúncio de TV em que passava um comboio, acho - alguém se lembra?), que fico com o coração apertado e a lágrima a querer saltar cá para fora. Mas enfim, tenho-me contido e aproveitado esta época o melhor que posso. 

Aliás, tenho-a aproveitado tão bem que hoje dei um tiro às aulas para ir despachar mais algumas prendas. Ahhhh, nem sei descrever o quão bem me soube.

05
Nov13

Fui à minha escola

Há umas três semanas fui à minha escola entregar uns apontamentos e testes a uns colegas meus que iam ter sociologia, tal como eu tive no ano passado. Fui lá durante um dos intervalos e, ao contrário do que seria normal, a minha reacção foi "oh meu deus, tanta gente!".

Entrei pela escola dentro, depois de cumprimentar calorosamente o porteiro que me viu crescer durante os seis anos da minha vida. Encostei-me a uma parede e esperei que a avalanche passasse: agora estou habituada a um pólo com poucas centenas de alunos (e parece que somos só uns 100, de tão pouca gente que por lá anda no mesmo período de tempo) e ver tanta gente junta ao mesmo tempo fez-me um pouco de confusão. É giro como a nossa percepção muda em tão pouco tempo.

Depois de dar o que tinha de dar aos meus colegas, era ver-me a correr atrás dos professores. De cada vez que via alguém conhecido, lá ia eu com o meu correr destrambulhado e meio que a gritar "professorrrrrrrr". Falei com a minha antiga professora de educação física, a de matemática (que adoro do fundinho do coração e que sempre me deu força e apoiou) e, claro, o meu professor de físico-química. Ai, as saudades que eu tinha! Fez-me logo um rol de perguntas como: "onde entrou?", "está feliz?", "não fez a praxe, pois não?". "Jornalismo", "vai-se indo", "claro que não!" foram as respostas que, prontamente, lhe dei. Depois desenvolvi e fiquei cinco minutos à conversa com um dos melhores - e atrevidos - professores do mundo que, como se nota pela pergunta da praxe, me conhece de ginjeira.

Toda esta dificuldade de integração na faculdade deu-me vontade de me reunir com as pessoas que me são próximas e me dizem algo. Tenho jantado, almoçado e tomado cafés com antigos colegas; tenho revivido momentos, sorrido com aquilo que já passou. Não podia deixar os professores de fora. Eles ensinaram-me muito mais sobre a vida e sobre mim do que propriamente sobre as disciplinas que lecionaram: tanto que me lembro deles quase todos os dias, mesmo que seja por breves momentos. Foi bom vê-los de novo. E já tenho saudades.

23
Jul13

Memória em constante actualização

Irrita-me o facto de nos esquecermos de como era uma coisa quando nos desligamos dela ou ela sofre alterações. Muitas vezes tento lembrar-me como era algo antes de ter sofrido obras, se calhar aquele sítio onde passei tantas boas horas e.... puff!, não me lembro! Não gosto que a minha memória me pregue partidas, renovando os dados quando tal não lhe devia ser permitido.

Eu já tenho muita dificuldade, por exemplo, em lembrar-me de como era a minha escola - fantástica, empedrada, gigante - antigamente, antes de ter sofrido obras e ter ficado estilo hospital; em recordar o meu quarto quando ainda tinha uma cama metálica aqui algures; em me lembrar da mesa da cozinha antes desta ter sido aumentada ou dos sofás quando eles eram amarelos; em pensar na rua de acesso a minha casa com paralelos em vez de asfalto. Enfim, tanta, tanta, coisa!

Tenho pena que, às vezes, não funcionemos estilo android: era-nos pedido autorização sempre que fosse necessário fazer uma actualização na memória. Se assim fosse, havia tanta coisa que não seria perdida... E, provavelmente, tantas saudades poupadas...

05
Jun13

Adeus secundária, adeus décimo segundo

Eu ainda me lembro de um dos meus primeiros dias nesta escola, em que me virei para duas primas e disse "Wow, nem me acredito que estamos na escola se cima". Passeávamos por debaixo daqueles toldos todos partidos e velhos, em frente aos antigos "galinheiros", uns pré-fabricados com uns vinte e cinco anos que deviam ter sido utilizados apenas por dois ou três.

6 anos depois a escola está novinha em folha - azul, com azulejos por todo o lado e janelas a servirem de parede em muitos dos sítios. Mas, apesar de tudo, tenho saudades daquelas janelas velhas e verdes que se escancaravam, dos tijolos frios das salas, das maçanetas que já não fechavam direito, da palmeira que havia num dos pavilhões, dos pães com chouriço daquele bufete mal cheiroso, dos grafittis do polivalente e de todos aqueles espaços exteriores. Foram três turmas, vários professores (de quem vou ter tantas, tantas saudades), muitos colegas: a maioria, se calhar, vão cair no esquecimento dentro de anos; outros bem presentes, pelas melhores e piores razões.

As aulas ainda não acabaram oficialmente e já me está a dar um aperto no coração. Talvez, no futuro, diga que foram dos melhores anos da minha vida, mas agora, enquanto os tenho bem presentes na memória, posso dizer-vos que houve momentos bem críticos na minha passagem pela secundária. O balanço, no final, deve ser positivo, mas houve mais momentos negativos do que aquilo que eu desejaria e com os quais demorei muito tempo a conseguir lidar. O meu sétimo ano foi um inferno e o décimo primeiro uma luta constante. Foram meia dúzia de anos que implicaram decisões fortes que eu, claramente, não estava preparada para tomar, e tive mesmo de me obrigar a mudar de rumo a meio do caminho. Tendo em conta o meu futuro, não sei se foi a melhor decisão, mas a curto prazo, foi o melhor que podia ter feito!

Este post, para além de uma despedida do secundário, é uma despedida ao meu décimo segundo, com toda a saudade do mundo. Talvez por ter sido o ano que mais lutei por alcançar da forma que eu queria, mas soube-me pela vida - e passou tão rápido! Olhando para trás, dou graças a deus por ter tido a capacidade de mudar de curso, de lutar contra os meus estereótipos, as minhas opiniões racionais, os meus amigos que me diziam para me deixar estar no meu cantinho infeliz. Pela primeira vez na minha vida arrisquei à grande e a compensação não podia ter sido melhor.

Para além da alegria de estudar aquilo que gosto (e também gostava em ciências, mas uma pessoa tem de fazer escolhas...), encontrei pessoas que nunca pensaria gostar tanto. Recebi-as como nunca tinha feito: abri-lhes a porta de minha casa, dos meus blogs, de alguma da minha intimidade. Dei-lhes um pouco de mim, algo que nunca tinha feito antes, deitando por terra a ideia de uma Carolina misteriosa que tinha construído até então. Custou-me imenso e talvez tenha pago o preço em alguns - poucos - casos, mas valeu o esforço. Acho que posso dizer que, pela primeira vez na vida, colegas de escola tornaram-se meus amigos; deixei de me sentir uma peça suplente de um puzzle, mas sim uma das integrantes. E só eu sei a diferença que isso fez para mim.

Como aluna, talvez tenha deixado de ser aquela que está calada, que estuda, que ouve tudo, que faz mais alguma coisa, que tira grandes notões nos testes - ou seja, o sonho de qualquer professor. Porque se há coisa que eu fiz este ano, foi falar. Falei que me desunhei, mas ao menos ri-me como nunca; chamaram-me uma outra vez à atenção, mas ao menos sorri mais do que antes. E o importante, no meio disto tudo, é encontrar um equilíbrio: se eu antes era um sonho de aluna, estava a muitas léguas de ser um sonho de pessoa, com inúmeras falhas, nomeadamente, na parte da socialização. Hoje, nesse aspeto, sou melhor. Nesse e em tantos outros, que este ano serviu para muito mais do que eu poderia aqui descrever. Sou boa na área das palavras, mas não tão boa para conseguir descrever algo que ainda me transcende.

Basicamente, tanta coisa escrita para vos dizer muito pouco: tudo, em seis anos, mudou. Eu, acima de tudo. E que, de todos eles, este deverá ter sido o melhor. Numa perspectiva geral... obrigada pelo melhor ano da minha vida.

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