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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

13
Dez13

Odeio espertalhões

Eu penso em escrever este texto todos os dias da semana desde Setembro. Sabem o que é todos? É todos. E o mais engraçado é que é sempre no mesmo sítio.

Sempre que vou para a faculdade, ao sair da VCI, tenho de passar por um sítio onde, em horas de ponta, estão sempre filas intermináveis - no entanto, aquela estrada tem duas faixas, a da direita para virar à direita (e que é sempre muito mais concorrida) e a da esquerda que é para seguir em frente, normalmente muito mais folgada. Posto isto, os espertalhõeszinhos, põem-se na via da esquerda para depois, lá à frente e bem perto do semáforo, porem o piscazinho, qual meninos inocentes que se enganaram na faixa, e colocarem-se à direita. Cabrões (pronto, já disse)! 

Eu sei que todos temos uma vida atarefada, que o tempo não dá para tudo mas... meus amigos, façam como eu: levantem-se da cama a horas e deixem-se dessas tretas. Eu aviso já: comigo, não entram. Nem que tenha de andar sempre colada ao da frente, com o máximo cuidado. Meninos e meninas dessa laia, por mim, bem que ficam na faixa da esquerda, a interromper o trânsito e a ouvir buzinas merecidas pelos que estão atrás. E de cada vez que vejo uma alma caridosa (que, lamento, nesta caso é um verdadeiro totó) a deixar entrar um destes fulanos, toda uma raiva cresce no meu peito. Estamos a fomentar que continuem porque, "coitadinhos, estavam com pressa e queriam passar mais rápido". Como há sempre gente a deixar entrar, há sempre gente a armar-se em espertinha. 

Da minha parte, tenho dito: bem que podem ficam a empancar a via o dia todo. Para a próxima que saiam de casa mais cedo, que a mim também me custa sair de casa uma hora antes do início das aulas para garantir que não chego atrasada.

11
Dez13

Assaltante sem intenção (ou como dei o meu primeiro bate chapas)

Isto tem sido uma semana cheia de peripécias. Pergunto-me - com medo - o que virá a seguir.

Ontem dei o meu primeiro bate-chapas. Literalmente (escusam de estar a pensar noutras coisas, está bem?). Estava atrasada para a faculdade, parada numa fila de trânsito, e decidi olhar para o banco do pendura à procura do papel do parquímetro que tinha tirado naquela manhã; inclinei-me e, sem querer, devo ter aliviado o pé do travão. Ainda estava a olhar para o banco quando ouço o "puum" e sinto o embater. Assustei-me tanto, que nem sei descrever. Fiquei irritada, chateada, medrosa e preocupada; não me acreditava que aquilo estava a acontecer. Fiquei tão abananada que nem sequer saí do carro: quando o senhor da carrinha saiu para ver os estragos, calculo que a minha cara estática fosse de espanto e a boca em forma de O. O senhor foi impecável, disse que não tinha sido nada e para seguirmos sem problema - enquanto ele gesticulava isto, eu continuava no carro, boquiaberta e petrificada. Só descongelei quando ele já ia a entrar no carro, e ainda fui a tempo de abrir a janela e de pedir mil desculpas. Dia estragado.

Hoje não foi tão mau assim - pelo menos não no sentido de que me poderia ter magoado ou estragado alguma coisa. Ao sair, derreada, do ginásio, dirigi-me ao carro; quando estava a chegar, cliquei na chave para o abrir e lá fui. Vi a luz ligada, como usual (ou pelo menos acho que vi), abri a porta e acho que cheguei a atirar a minha mala para o lugar do passageiro. Nisto, reparo que há papéis nesse mesmo lugar, e julguei imediatamente que tinha sido assaltada e que tinham deixado lá os documentos. Um microssegundo depois, olho para a superfície onde os papéis estavam pousados: era couro! Couro! Meu deus, o meu carro é em tecido! Aquele não era o meu carro!!! Fechei de rompante a porta e saí rapidamente dali, olhando à volta, esperando ver um dono furioso por invasão de propriedade ou a acusar-me de furto. Não havia ninguém, para bem da minha bela saúde. Em minha defesa, vale dizer que o carro era tal e qual o meu, sem tirar nem pôr.

Moral da história: um segundo achava que tinha sido assaltada, no segundo seguinte a assaltante era quase eu. Coisas irónicas da vida.

19
Nov13

(Precisamente) 4 meses depois de ter tirado a carta


  1. Recebi finalmente a minha carta de condução!

  2. Já ouvi a sirene da polícia atrás de mim. E não foi bom.

  3. Já fui à escola de condução mostrar, orgulhosamente, a minha carta.

  4. Já andei com o carro cheio.

  5. Acho todos os dias que furei um pneu, ao ouvir um barulho mais estranho. Há sempre um mini momento de pânico em todas as minhas viagens à custa dos pneus. 

  6. Descobri que conduzir é das coisas que mais gosto de fazer. Para além de escrever e de dormir, como é óbvio. Adoro conduzir.

13
Nov13

Dia marcante na vida de uma condutora

Hoje foi a primeira vez que fui chamada à atenção pela polícia. Tive de parar o carro (mal parado, mas já estava em situação de desespero) e ligar o GPS para ter a certeza para onde estava a ir, muito perto do Hospital de S.João. A certa altura, ouço um daqueles bip's dos carros da polícia atrás de mim. Valha-me deus, acho que me saltaram os olhos das órbitas de tão assustada que fiquei!

Mas foi justo: por muito aflita que estivesse, estava com o carro mal parado; mas a verdade é que às vezes sinto-me mal e um tanto ao quanto injustiçada; se bem me lembro, esta foi a terceira vez que parei o carro de forma "ilegal" e maljeitosa, sendo que duas delas foram por causa da minha mãe (sim, estou a ilibar-me de culpas, porque não o fiz por livre vontade!). Mas eu vejo pessoas a perturbar o trânsito todos os santos dias, obrigando-me a ir para a via oposta, a passar contínuos.... tudo! E eu, que evito ao máximo fazer isso, sou logo apanhada e levo nas orelhas. Bolas!

24
Out13

Tão bons e nem pensamos nisso

Ainda hoje fico um pouco admirada com a capacidade que nós temos para conduzir - estar ao volante é daquelas coisas em que se nota uma enorme evolução, de dia para dia, mês para mês, desde o momento em que se tira a carta. Mais: é das poucas coisas em que nós conseguimos notar a nossa própria evolução!

O cérebro humano é, de facto, uma coisa inacreditável. Algo que era tão complicado no início, acaba por se mecanizar de tal forma que nós já nem pensamos no assunto. Quando estou a conduzir, presa algures no trânsito no caminho da faculdade, começo a racionalizar e a pensar como os meus pés já sabem o sítio exacto dos pedais e nunca se enganam, como já é tão automático o acto de desligar o carro ou mudar as mudanças: a mão, sem eu olhar, já vai ter ao sítio exacto da maçaneta, consoante a mudança que já está metida!

Enfim, coisas tão simples, tão normais, tão generalizadas e que quase ninguém se lembra de dar valor. Eu não sei quem nos criou, não sei se a culpa de tudo isto é do tempo ou da selecção natural de Darwin. Sei que somos inacreditáveis - num bom sentido - e nem sequer perdemos tempo a pensar no assunto.

08
Out13

Rádio pelas manhãs

Nunca pensei dizer isto, mas ir de carro para a faculdade é algo de que gosto. Gosto mesmo. Estou a aprender a gostar de conduzir, e aqueles minutinhos de manhã fazem-me bem (eu tanto demoro quinze minutos como quase uma hora a chegar, depende dos dias e das horas). Penso na vida, canto desalmadamente e até que danço sentada (mas isso já depende mais do humor com que estou). A questão é: isto faz-se tudo melhor ao som de música. E música na rádio durante a manhã, onde está ela?

Eu estou sempre a navegar entre a RFM, a Comercial e a Smooth FM, que é a que me tem safado por ter música de forma mais contínua (antes ainda era melhor, quase não tinha anúncios, uma maravilha). Mas nas duas primeiras rádios, em vez de música, passo a vida a ouvir o Nilton a mandar piadas toscas e os outros a rirem-se, ou o Pedro Ribeiro e a Vanda a falarem sobre as palavras do dia como se aquilo fosse uma coisa do outro mundo. Mas porquêêêê? Eu quero música - e o trânsito, já agora. E isso basta-me! Qual é a necessidade de dar tanto tempo de antena aos locutores? É por serem mais que as mães (por acaso, porquê que as equipas das manhãs são assim tão grandes?) e todos terem de ter uma quota-parte obrigatória de falatório logo pela manhã? É cansativo. E eu quero música!!

07
Out13

A primeira buzinadela

Já aqui disse que sou uma paz d'alma a conduzir, pelo menos para quem não vai dentro do meu carro (esses são capazes de se assustar de quando em vez e de ouvirem um ou outro apontamento de irritação como "a sério que não vais tirar a carroça daí, amiguinho?" ou "isto faz-se? Por amor da santa!"). Deixo passar, espero, não reclamo de forma a que os outros oiçam e partam para uma murraça... nada, nadinha. Mas há uns três dias alguém me tirou do sério.

Acho que já não estava particularmente bem humorada, mas no meio da anarquia que é o trânsito, uma pessoa fica ainda pior. Eu, apesar de não reclamar vivamente (sim, eu tenho medo de um potencial louco que saia do carro e me desfaça em pedacinhos), fico passada, possessa, lixada e raivosa por ver , especialmente, carros estacionados em segunda e terceira mão e parados no meio da rua. É uma autêntica falta de respeito! Fazem das estradas parques de estacionamento sem o mínimo esforço e a polícia não mexe uma palha! (Enfim, não vou continuar, só de pensar no assunto já estou a ficar nervosa.)</span>

Continuando: eis que, depois de passar tantos obstáculos, chego ao cruzamento da minha rua e está um carro, literalmente, no meio da "boca" da rua, que só por si já é apertada! No meio, obliquamente, a acabar de pôr os quatro piscas, como quem diz "não tenho mais sítio nenhum para estacionar e preciso de ir buscar o meu filho ali à creche, vou deixar o carro aqui no meio da rua, que depois até é mais fácil de tirar"! MAS O QUE É ISTO???? Passei-me, passei-me, passei-me. Quanta lata é preciso para fazer uma coisa destas? Juro que os quatro piscas já estavam ligados e que o condutor já se preparava para deixar a carripana no sítio onde o carro decidiu ficar. E, como tal, vai de carregar na buzina. Isto não há paciência nem boa vontade que aguente esta balbúrdia, falta de respeito e civismo que se vive no trânsito. Juro que fico com os nervos em franja só de escrever.

19
Set13

2 meses depois de ter tirado a carta

1. Conduzir de saltos altos é uma tarefa e peras. Não me sinto confortável em faze-lo.

2. Ainda não tenho a carta e a licença acabou. Vou, em principio, amanhã buscar outra enquanto a carta não me chega a casa.

3. Já lido melhor com as passadeiras.

4. O mesmo não se pode dizer das motas.

5. Já fui três vezes à escola de condução depois de ter feito exame, e o número tende a aumentar.

6. Nunca buzinei a ninguém e sou sempre o mais simpática possível - continuo com esperança que o universo me retribua com condutores fofinhos e calmos, que não me apertem nem me buzinem e coisas que tais.

7. A única ocorrência que tive até agora foi um encostozito num retrovisor de uma camioneta - não tive pena: o idiota estava em segunda fila e obrigou-me a ir para fora de mão. Para além do mais, era grande o suficiente para não ficar com marcas. Saímos os dois ilesos, apenas eu com os nervos em franja.

8. Continuo a ouvir música e a cantar em plenos pulmões. É uma terapia para lá de divinal.

19
Ago13

Precisamente um mês depois de ter tirado a carta

1. Andei menos do que pensava.

2. Mas já fui ao Fundão! E irei ao Algarve muito em breve.

3. Conclui (ainda mais do que antes) que os portugueses fazem-se de esquecidos nos parques de estacionamento, andando mais de metade das vezes em sentidos proibidos.

4. Conclui (ainda mais do que antes) que grande parte população é deficiente (mental, talvez) - quantas pessoas eu vejo a estacionar nos lugares reservados a pessoas com deficiências!

5. Conclui (ainda mais do que antes) que as pessoas acham que estacionar em segunda fila é a coisa mais natural do mundo, fazendo-me, portanto, andar fora de mão muito mais vezes do que desejava.

6. Sou perita en estacionar longe dos locais onde vou e não estou para me estar a incomodar com lugares apertadinhos para andar menos - os lugares longínquos são sempre os mais largos.

7. Já me lembro de fechar o carro.

8. E de desligar as luzes à noite, quando saio da viatura!

01
Ago13

Uma semana e seis dias depois de ter tirado a carta

1. Adoro, adoro, adoro ir sozinha de carro e cantar desalmadamente as músicas que dão na rádio. Estou a descobrir uma nova terapia.

2. O número de viagens que faço sem o carro ir abaixo está a aumentar exponencialmente!

3. Já estacionei melhor. O facto de o carro ter a traseira saída está a dar-me cabo da paciência.

4. Já esbarrei contra o estendal, enquanto tirava o carro da garagem. O que vale é que era só tinta. (mas doeu-me na alma, diga-se!)

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