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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

14
Jan15

Morangos com Açúcar, 10 anos depois

Apercebi-me há coisa de um mês a forma mais fácil de ter a minha sobrinha/afilhada perto de mim, sossegada e sem dizer um ai. Qual é? Ligar o Panda Biggs e pôr os Morangos com Açúcar (série 2) a dar. É remédio santo. Fica ali uma, duas, três horas - quantos episódios houver para ver. 

À custa disto - e porque achei piada ao facto de ela adorar os Morangos, a Ana Luísa e o Simão, tal como eu adorei - pus uma foto no instagram com a Clara a ver a série. Passado minutos, recebi um comentário na foto que me fez sentir uma velha ao lado dela. Era algo assim: "e quando pensas que quando tu vias isso ela nem era nascida?". Oh meu deus, caiu-me a ficha. É mesmo verdade! A segunda série dos morangos passou em 2004 e 2005: há dez anos, portanto. Tendo em conta que a minha sobrinha tem 7, ainda faltavam 3 anos para ela nascer quando a série foi emitida! Caiu-me o queixo.

Mas agora é isto: sempre que ela vem cá a casa, fazemos maratona de Morangos. Para ela ver e ficar agarrada a mim e para eu matar saudades daquela série que tanto gostei (sim, eu via Morangos e não sou nenhuma arruaceira ou coisa parecida). Incrível como uma série já com dez anos (e que dizem tão mal, e tantas cobras e lagartos) continua a prender os miúdos (e se calhar os graúdos, que eu não me faço de rogada). 

27
Dez14

Miúda de 95 27#

A minha sogra é uma bruxa

 

Natal também é época de saudades. Ui, e as saudades que eu tenho, de tudo e mais alguma coisa!

Ainda no outro dia, a caminho da faculdade, me lembrei de uma série que adorava e chorava a rir, que passava na RTP: "A minha sogra é uma bruxa", onde Rosa Lobato Faria fazia de sogra malvada e a Rita Blanco de filha. Depois havia o marido totó que não sabia que a sogra era uma bruxa, os netos dela que tentavam impedir os seus feitiços e, claro, a vizinha cabeleireira que dava um toque especial à série.

A parte boa destas novas novas tecnologias é que tudo se pode rever, tanto na TV como na net, e encontrei os episódios quase todos no YouTube, descarregados por alguém que devia ser tão fã como eu. Apetece-me refastelar-me no sofá e rir como antes.

 

18
Nov14

Muito marketing, pouco tato

A companhia de seguros Fidelidade lançou há dias uma campanha publicitária, no mínimo, chocante.

“Como imagina o seu funeral?” é a pergunta que dá o mote inicial deste anúncio, a que as pessoas correspondem com alguma naturalidade. Uns querem que as pessoas vão vestidas de branco, outros pretendem uma zumba party em pleno ato fúnebre, mas também há quem queira o funeral tradicional (não vão as igrejas virar só salões de festa). Gostos à parte, de branco ou de preto, numa capela ou à beira do mar, a pergunta já era aborrecida o suficiente. Mas o melhor (ou deverei dizer pior?) estava para vir com a questão seguinte.

Ei-la: “Como imagina o funeral dos seus pais?”.  Aí já não há risos, sorrisos ou respostas leves. Há silêncios e nós na garganta – tudo indicativos de que foram longe demais. A única resposta que alguns conseguiram balbuciar por entre o choque foi “não quero pensar nisso”. Porque ninguém quer pensar naquilo que seria a vida sem quem nos deu vida, que (normalmente) nos ama, nos cuida, nos atura, nos ajuda. Enquanto filhos tendemos a esquecer-nos disso mas, como sempre, quando algo nos falta, todos esses sentimentos vêm ao de cima. No cidadão comum os pais são tudo, e a sua morte implica o fim de um ciclo demasiado doloroso para sequer pensar.

Mas a Fidelidade acertou na técnica de marketing que escolheu: o choque. Nisso todos temos de lhe tirar o chapéu! Mas também acertou na falta de tato, respeito e ética. A companhia de seguros conseguiu tocar num dos pontos mais fracos dos indivíduos e da sociedade em geral: os pais. Quantas discussões já não começaram à custa de termos tocado no nome do pai de alguém? “Podes insultar-me a mim, mas no nome do meu pai não tocas!”. Por outras palavras, foi este o princípio que a Fidelidade quebrou. Tocou nos nossos pais, esse assunto que nunca se toca. A morte de um pai – para quem ainda os tem ou já perdeu – é sempre um acontecimento traumático. E este anúncio é como pôr álcool numa ferida, mesmo que ela ainda não esteja aberta. E dói. Muito.

Porque ninguém quer pensar nisso. Mas no fim deste anúncio todos ficamos.

 

[crónica para trabalho universitário]

25
Set14

Do regresso das séries

O início é o que custa mais. Já lá vão duas semanas de aulas e, já deu para ver, este vai ser provavelmente o semestre mais trabalhoso desde que entrei na faculdade: a parte boa é que me parece tudo consideravelmente mais interessante. Mas, enfim, o pior já passou: o início, a habituação - a outra parte má ainda está para vir, o fim, quando tudo se acumula.

Até lá, meus amigos, para além do estudo, temos mais com que nos entreter. O que é, o que é? As séries!!! A parte boa destes inícios é que, pouco depois, as nossas fiéis companheiras semanais voltam. Hoje já estreia Anatomia de Grey, daqui a duas semanas é Arrow e eu já estou em pulgas por mais desses momentos de escape e puro entretenimento (estou aqui a fazer figas para que o realizador do Arrow tenha posto para lá muitas cenas de treino, em que ele anda lá nas barras e a fazer exercício... de tronco nu, porque isso sim é entretenimento de qualidade, não é verdade?). Também vai estrear o Flash, que estou muito curiosa e estou a arrastar a asa para o "Scandal", tal a quantidade de elogios que ouço da série. Mentes Criminosas também devem estar aí ao virar da esquina, por isso tenho muito que fazer e estudar antes de me refastelar no sofá a consumir séries de modo industrial. Três e quatro meses de espera dá nisto... cá vos espero, séries boas. Até lá, vou enfiar o nariz nos livros.

 

(há coisas novas e fixes para ver, ou é mais do mesmo? alguma coisa bombástica para eu acompanhar desde o início ou não vale a pena?)

27
Ago14

Miúda de 95 23#

O teletexto

 

Eu ainda sou do tempo em que o meu pai me dizia assim: "liga aí no 400 do teletexto para ver a tabela de classificações [do futebol]". Meu deus, parece que foi há meio século. No outro dia lembrei-me e cheguei-me mesmo a perguntar se essa coisa ancestral e muito arcaica ainda existia - pelos vistos sim, mas deve ser muito menos usado. Estou aqui a olhar para o meu comando da televisão e nem sequer vejo o botãozinho com riscas que antes dava para aceder ao teletexto.

Sim, porque antes ir ao teletexto era recorrente. Queriam saber as regras para um concurso qualquer de televisão? Iam ao teletexto. Queriam ver em lugar estava o Boavista? Iam ao teletexto. Queriam saber o horóscopo sem ter de comprar a revista Maria? Iam ao teletexto. Queriam rir um bocadinho? Iam ver a anedota do dia no teletexto. Queriam saber o tempo para amanhã? Iam ao teletexto. Um sem fim de coisas, tudo através daqueles três numerozinhos que se introduziam no canto superior esquerdo e, puff, fazia-se magia! Até já sabíamos o número de cor, qual lista telefónica reduzida, de tanta utilização que por aqui lhe dávamos.

Agora as box's e a internet vieram tirar o lugar a essa coisa tão sofisticada que era o teletexto. Já não há respeito por estas coisas velhinhas.

 

14
Ago14

Programas de domingo à noite

Passo grandes temporadas sem ver programas de domingo à noite - pelo menos sem acompanhar de forma fiel. A Casa dos Segredos é o que se sabe - gosto de me rir um bocadinho, de vez em quando, mas canso-me de tanta estupidez e ordinarice; Big Brither Famosos é lixo, para mim; o Vale Tudo era uma formula ganhadora nos primeiros tempos, mas tem vindo a piorar - e a cansar; aquele dos saltos para a piscina resumia-se a encher chouriços, bem mais do que saltar para a água. Tudo o que é concurso de talentos também já deixou de me agarrar: não há Ídolos (que, aliás, nunca vi), Rising Stars, Portugal tem Talento's que se safem. 

Mas, curiosamente, há algo que sempre me prendeu ao ecrã: a dança. Fui uma fã incondicional do "Dança Comigo" que passou há uns anos na RTP, apresentado pela Catarina Furtado. Adorava aquilo, via todos os fins-de-semana sem falhar, e quando terminou fiquei muito triste (mas, de facto, já não sobravam celebridades para lá irem dançar, foi tudo corrido). Mas agora com esta nova vaga de talentos, a TVI aproveitou e bem e pegou na fórmula ganhadora e tornou a pôr a dança em horário nobre e com o papel principal. E eu a-do-ro o Dança com as Estrelas (vamos só esquecer o facto de a Alexandra Lencastre ser jurada e não dizer nada de jeito, para além de umas frases que vai buscar ao Citador). Gosto do espírito, das coreografias, dos concorrentes e, acima de tudo, dos dançarinos, que fazem aquilo como uns verdadeiros profissionais (que são) e que dançam que é uma maravilha. Até agora, a Sílvia Rizo é a minha preferida, mas tenho-me divertido a ver todos os pares a dançarem. 

Por outro lado, apela à dança, uma coisa tão saudável, em vez de mostrar a ignorancia, a parvoíce e os maus exemplos como os reality shows. Até a mim, que tenho um trauma com a dança que só vai lá com terapia, me apetece inscrever numa escola de dança! Arranjaram aqui uma fiel seguidora.

 

31
Jul14

Já só se vai ao 'gym', só se usam 'pumps'

Apesar de não ser fã de humoristas, e também porque a hora a que andava de carro durante o tempo de faculdade assim o implicava, acabava por ouvir quase sempre a Mixórdia de Temáticas. Não é algo que goste particularmente, todos os dias (aliás, acho um trabalho ingrato tentar ter piada todos os dias, sem folga incluída), mas tenho que confessar que às vezes o Ricardo Araújo Pereira estava inspirado. Uma das minhas preferidas foi a "Body Running Health Pumping", em que o humorista goza com o facto de hoje em dia, nos ginásios, não se fazer ginástica, mas sim tantas outras coisas - e nenhuma delas inclui uma única palavra em português! É tudo body pumps, zumbas, stretching, body jump e coisas do género.

A questão é que não é só nos 'gyms' que isto acontece. Na 'fashion' acontece exactamente o mesmo. Aqui há dias calhou de passar no programa "Passadeira Vermelha", uma coisa intelectualíssima com três convidados a comentar a vida dos famosos e as suas roupas, que passa no canal Sic Caras. Pois que metade das frases que eles diziam incluíam estrangeirismos, talvez para tornar a coisa mais 'cool'. Diziam eles: "sim, mas isto não era para uma passadeira... talvez para tomar um copo num 'rooftop'", "mas acho que uns 'stilettos' ficavam melhor", "aquelas calças 'boyfriend' são muito giras". Oi? E o português, foi erradicado, até na televisão, que atinge o público em massas (e eu não tenho de saber que com 'rooftop' ele quer dizer uma esplanada no cimo de um prédio ou com calças 'boyfriend' umas calças com corte masculino)?

Contra mim falo que, às vezes - e com oportunidade de usar palavras portuguesas - também opto por estrangeirismos: mas não devia. Temos uma língua riquíssima, mas achamos muito mais 'cool' usar as palavras dos outros, como se mostrássemos ser melhores que alguém. O caso do programa acima citado foi berrante (só eu sei o que me ri durante aquela meia hora), mas quase todos nós cometemos o mesmo erro. Somos uns 'stupids', é o que é. 

 

 

01
Jul14

Tatuagens

Quem tem like no facebook do blog deve ter visto que, na altura do Rock in Rio, mandei uns bitaites sobre o facto do tatuador Ami James ter cá estado a tatuar famosos, porque anónimos nem vê-los. Este post devia ter saído na altura mas enfim, as desculpas do costume servem para justificar o atraso monumental.

A verdade é que não sou fã de "para sempre"'s. É muito tempo, mais do que aquilo que consigo imaginar - tudo bem que em histórinhas de amor fique muito bem, que dê um toque especial aos finais felizes, mas é mesmo aí, na ficção, e não na minha vida. Por esta razão, também nunca gostei muito da ideia de ter algo agarrado à minha pele até ao fim dos meus dias - talvez num dia fizesse sentido mas noutro perdesse completamente o significado e fosse só um borrão a ocupar espaço literalmente em cima de mim. No entanto, consigo apreciar tatuagens e quem não se importa de ir com o corpo todo pintado para debaixo da terra - há uns anos atrás era até fã assumida do programa Miami Ink, que dava no antigo canal People&Arts, e sempre tive um carinho mais especial pelo Ami. Todos, naquele estúdio, tatuavam bem, mas ele - não sei bem porquê - sempre foi o meu preferido. Acho que fazer tatuagens é arte, viam-se ali coisas de cair o queixo de tão lindas e complexas mas que, de facto, pecam por serem tão duradouras.

Apesar de tudo isto, e de não querer fazer grandes desenhos na pele, há um par de coisas que gostaria de tatuar, nomeadamente no pulso. Por exemplo um par de aspas, uns parêntesis rectos ou um envelope - tudo coisas que selam algo (tal como o nome deste blog), coisas pequenas, que com um relógio se esconderiam, que fossem possíveis de tirar por serem tão pequenas, se daqui a 40 anos achasse a ideia ridícula e, acima de tudo, significativas. Talvez um dia (a ideia de ter uma agulha a espetar-se-me na pele não sei quantas vezes não me atrai propriamente, teria que me preparar muito a nível psicológico para fazer uma brincadeira destas - mas gostava).

 

 

 

14
Mai14

Miúda de 95 19#

Eu já aqui confessei que quando era pequena gostava muito de ver aquelas séries juvenis que passavam na televisão: coisas tipo o "Clube das Chaves", "Uma Aventura". Pois que o "Neco" (ou "A Minha Família é uma Animação") também fazia parte do leque de programas que eu via.

Na altura era uma coisa inovadora: ou se viam desenhos animados ou séries. Nunca tinha visto nada que misturasse as duas coisas! Então fiquei logo fã, até porque o Neco era um traquina e fazia partidas, tinha uma voz querida (que hoje acho irritante) e metia-se em mil e uma trapalhadas - ou seja, o enredo perfeito para me colar ao ecrã.

Hoje olho para aquilo e não acho nada de especial, e pergunto-me onde andarão alguns daqueles atores que tão bem me lembro. Mas, não sei porquê, continua a ter aquela magia e aquele sentimento de nostalgia que eu já estão tão habituada. Às vezes ainda me ponho-me a cantar: "Necooo, Necooo, a vida é com o Necooo!". As coisas que eu me vou lembrar.

 

23
Abr14

Naked and Afraid

Título sugestivo, hun? Se ainda não conhecem, eu apresento-vos: Naked and Afraid é um programa da da Discovery onde um casal de desconhecidos é deixado numa selva sem comida, água e... sem roupas. Têm de sobreviver durante 21 dias a tudo o que lhes apareça à frente - e arranjar água, comida e um sítio para "viverem" (ou sobreviveram, diria eu).

Já vi quem fosse para a Amazónia, para África... quem tivesse hienas a poucos metros ou aquelas cobras simpáticas que, com uma mordidela, se morre em poucos minutos. É incrível ver como as pessoas emagrecem de forma brutal, como comem o que quer que seja que lhes passe pela frente (normalmente comem insetos e só têm uma ou duas - com sorte - refeições de carne durante toda a jornada), ver as suas prioridades principais (é sempre a água, acima de tudo), a forma como se comportam com a nudez do outro e etc. Têm um dois membros de uma equipa a filma-los, mas que estão completamente proibidos de os ajudar a menos que estejam em perigo de vida.

É... impressionante. Eu é que não me metia numa destas!

 

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