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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

26
Mar16

Miúda 95 46#

Os tokings

 

Eu faço parte da geração que iniciou estes novos tarifários "jovens" e pré-pagos, que antes não existiam. Lembro-me muito bem de, no meu 4º ano, ir a uma visita de estudo ver uma peça de teatro no Rivoli e de, no início, dizerem nos altifalantes que no fim todos os alunos iam receber um cartão Yorn. Foi a loucura. Recordo-me até que a minha professora pensou em dar-nos ou não os cartões, por achar que era demasiado cedo para termos telemóvel - no entanto, decidiu deixar essa decisão para os nossos pais. E a verdade é que, para muitos de nós, esse foi mesmo o nosso primeiro número de telefone.

Começou aí toda uma nova fase para nós: mandávamos mensagens uns aos outros, ligávamos a torto e a direito, até porque não pagávamos. Ter essa independência já era uma coisa do outro mundo. E vieram também as brincadeiras típicas de criança: ligar em número anónimo, não dizer quem era e... mandar tokings. Essa era a única que eu fazia - e hoje em dia, admito, tenho vergonha; passo-me se fazem brincadeiras do género comigo, por isso não me orgulho de as ter feito. Mas é assim, é a vida, foi o meu rasgo subtil de rebeldia (porque, na verdade, nunca tive jeito para ser rebelde).

Eu a minha prima juntávamo-nos, marcávamos o código do toking (que, para quem não sabe ou não se lembra, é uma espécie de mensagem/notificação que aparecia automaticamente nos ecrãs dos telemóveis a dizer que "o número x pede para lhe ligar") e púnhamos um número completamente à sorte, a ver se colava. Como era uma coisa recente, muita gente ficava à nora - e era a reação que nós gostávamos de apreciar. Quando ligavam de volta, ficávamos aflitas; mas quando mandavam mensagens confusas, deixávamos dourar a pílula e ver até onde aquilo nos levava (que era sempre a lado nenhum, e acabávamos por inventar uma desculpa cobarde ao estilo "é engano, desculpe!").

Esta vergonha dos tokings estava bem enterrada na minha memória até ao dia que a senhora que trabalhava aqui em casa recebeu um toking. Fiquei admirada pela longevidade da coisa - achei mesmo que tinha ficado preso naquela geração, tal como ficou na minha memória. 

07
Fev16

Adeus Vodafone!

A história que contei na quarta-feira acabou em bem - ao contrário do que achava, no dia seguinte enviaram-me a autorização para o desbloqueio e eu respirei de alívio: poupei-me assim a chatear-me, pedir livro de reclamações, ter de argumentar com os colaboradores e todos esses filmes que, aparentemente, toda a gente já passou pelo menos uma vez na vida. 

No dia seguinte dei logo um pulo ao shopping, pedi um cartão WTF e fui logo a correr para a Apple para me explicarem como podia desbloquear o telemóvel. Como tudo o que é desta marca, os problemas demoram o triplo do tempo a serem resolvidos. Mas, enfim, críticas ao sistema operativo e à filosofia da marca à parte, o rapaz da loja explicou-me como devia fazer para desbloquear o iPhone e hoje, dia 7 de Fevereiro de 2016, doze anos depois de ter sido uma fiel cliente da Vodafone e quase cinco anos depois deste iPhone ter sido comprado (sim, 5 anos! E não me queriam desbloquear o raio do telemóvel!), livrei-me disto! Amanhã trato da portabilidade do número e está feito!

Já há muito tempo que os tarifários da Vodafone deixam muito a desejar. Dizem que a nível de serviço de internet e televisão fazem quase parte das sete maravilhas do mundo, mas no que diz respeito a telemóveis, já há muito que perderam a corrida dos melhores tarifários. O pior disto tudo é que uma pessoa deixa protelar estas decisões até atingir um ponto em que a bolha rebenta. Primeiro porque é chato ter de desbloquear telemóveis, ter novos cartões, pedir a portabilidade e etc.; segundo porque, principalmente no que diz respeito à malta mais nova, tudo isto funciona em rede e em tribo, logo se alguém muda de tarifário passa a ser a "ovelha negra" a quem ninguém pode ligar ou mandar mensagens porque passam a ser pagas. Por outro lado, como os pagamentos são feitos "às pinguinhas", a "leveza" na carteira é gradual e não se nota tanto - só quando olhamos para as coisas como um todo é que percebemos o roubo a que estamos a ser submetidos. Somei todos os carregamentos que fiz o ano passado e cheguei a uma conclusão, no mínimo, assustadora: gastei pouco mais de 300 euros só em carregamentos! 300, foda**e! Dá uma média assustadora de 25 euros por mês - mesmo tendo mudado para um tarifário mais em conta a meio do ano.

Em grande parte, a "culpa" disto (para além de ser minha, como é óbvio), é de agora haver muito mais diversidade de redes no mesmo núcleo de famílias e amigos. Tenho a sensação de que há uns anos para cá as famílias tinham todas a mesma rede, assim como os grupos de amigos; aliás, notava-se uma homogeneidade de redes - no norte era muito mais Vodafone, no sul era TMN. Mas agora não: os meus pais têm MEO (antes tinham NOS), os meus irmãos têm Vodafone, eu agora vou passar a ser WTF (NOS) e assim acontece nas outras famílias. Portanto todos estes tarifários em que não se paga nada para pessoas com o mesmo tarifário ou rede e se paga um balúrdio para as outras redes, na minha opinião, já não funcionam. E dão resultados catastróficos como o que aconteceu comigo, em que empobrecia a cada semana e não dava grande conta disso.

Serve a minha experiência como alerta: olhem bem para os vossos tarifários, façam contas e percebam o que é correto para vós. A WTF está neste momento com uma promoção em que oferece 10 vezes mais net que o previsto e ainda me deram um bónus de praticamente 25 euros de saldo. É de aproveitar!

03
Fev16

Estou com uma neura...

Eu considero-me uma pessoa minimamente tolerante. A paciência não é, de facto, o meu forte - mas em situações que tiram muita gente do sério eu consigo ser exemplarmente educada e até simpática. Mas há algumas coisas nesta vida que me põem forem de mim - uma delas é a sensação de ser enganada, as espertalhices tão típicas de Portugal que fazem com que um "não" passe a "nim" numa fração de segundo, que "um" passe a "dois" e cenas que tais.

Hoje estou furiosa. Quero mudar o meu tarifário para WTF, porque sinto que no Yorn da Vodafone estou a ser roubada e a concordar com isso. Pago uma fortuna todos os meses mas, como é "às pinguinhas", uma pessoa nem nota e assim se vão dezenas de euros por mês. O meu único problema é que o iPhone que uso - que era da minha irmã, foi ela que me ofereceu depois de ter comprado outro - está bloqueado para Vodafone. Quis desbloquea-lo mal ela mo ofereceu, fui à loja e disseram-me que precisava da fatura de compra para avançar com o processo. Tudo bem - na altura ainda não estava a sentir-me roubada e deixei a situação ir. Hoje, e porque os "bolsos" começam a doer-me, lá fui eu - com a fatura! - para desbloquear o telemóvel.

De frisar que o telemóvel foi comprado em 2011 por uma pessoa individual, às prestações e com um contrato de fidelização de dois anos. Ou seja: passado este período, já devia poder desbloquear o telemóvel gratuitamente. Mas, aparentemente, não. Primeiro demorou uma eternidade a encontrar a fatura em questão e perceber o suposto desconto que o telemóvel sofreu no ato de compra (segundo a minha irmã, não era desconto nenhum, mas um plano/tarifário qualquer); depois perguntou-me o número de telemóvel associado - quando lho disse, afirmou que este estava associado a uma empresa e que, como tal, a questão do desbloqueio gratuito não se aplicava. Ficava por 25% do valor do telemóvel na altura: ou seja, 150€ (isto chega a ter piada, é verdade - com este valor compra um novo....)! Como o telemóvel não era meu e não acompanhei o processo de perto, não podia argumentar - mas já estava a ir aos arames! Tinha a certeza, absolutíssima, que a compra - naquela altura - tinha sido em nome de pessoa individual - e vim a confirmar, depois com a minha irmã, que de facto tinha razão; o tal número só passou para nome da empresa mais tarde, passado os dois anos.

Enfim. Sei que passei lá uns bons minutos, com o funcionário a escrever, escrever e escrever e eu sem perceber peva do que se estava a passar. Aliás, uma coisa já estava a detetar: não me iam desbloquear o telemóvel. E assim foi: mandaram o processo para não sei onde, para ser analisado, e depois contactam-me. Parece que já estou a adivinhar a resposta. E, nesse caso, se me apanharem num dia como o de hoje, vou direta à loja pedir o livro de reclamações (eu sei que não serve de nada, mas é mais uma para o livro de recordações). 

Estou farta desta escravatura das empresas de telecomunicações, destas mentiras todas metidas nas entrelinhas e nas letrinhas pequenas de panfletos cheios de supostas vantagens. Farta de ser aldrabada. Tenho para mim que, se não me desbloqueiam o telemóvel, o desbloquei-o - e parto - na cabeça de alguém.

 

 

01
Fev16

Offline is the new luxury

Ando desligada, é a verdade. Tenho mensagens no telemóvel por responder, emails por ver e enviar, conversas no facebook inacabadas, muitos posts por escrever. Por um lado, tenho noção que isto só aumenta o isolamento que sempre senti e de que me auto-critico; mas, por outro, ando tão cansada de tudo, que o que me apetece é desligar a ficha e deixar ficar. Porque só nos últimos meses é que percebi a quantidade de cansaço que toda esta tecnologia que nos envolve me provoca.

Tudo começou em Março ou Abril do ano passado, altura de preparações do Fora da Caixa. Nunca fui tão concorrida na vida e até já tinha vergonha de cada vez que o telemóvel tocava e as pessoas ficavam a olhar para mim. Eram mensagens, telefonemas, emails, whatapps, mensagens no slack (uma aplicação para trabalhar em equipa, vale a pena), conversas no facebook. Não tinha descanso para almoço, jantar ou dormir - o telemóvel tocava. Tocava sempre, até as pessoas me arregalarem os olhos e eu clicar no botão desligar ou o ir pôr a uns metros de distância. Foram dois meses intensos, muito cansativos, mas que passaram - e, com toda a avalanche que aconteceu naquele período de tempo, não tive tempo para analisar o que me estava a deixar arrasada, física e psicologicamente, até porque haviam mais vinte e sete mil coisas para pensar e tratar.

Só agora, neste semestre, é que percebi a mossa que isto estava a criar em mim. Já é um clássico criar grupos no facebook para cada grupo de trabalho da faculdade que se tem; a isso, vêm aliadas também as conversas de grupo. É por essas duas vias que colocamos as nossas partes dos trabalhos, dúvidas, troca de ideias e galhardetes - e as notificações vão caindo, a luz do telemóvel acende-se, o "ping" e a vibração fazem-se ouvir. Isto a juntar àquilo que originalmente já tínhamos: os telefonemas, as mensagens, o resto do facebook, o whatapp e outras coisas que tais. No fundo, não temos descanso - e foi aí que comecei o meu blackout. Ia vendo, mas pouco ia respondendo - estava exausta, farta até às pontas do cabelo de tanta vibração, de tanto "ping", de tanta dependência. Comecei por pôr o telemóvel em silêncio (só vibrava, o que também já me tirava do sério), depois tirei as notificações do facebook e, por fim, acabei por descobrir o botão de "descanso" do iPhone, que me tira todos os sons, vibrações e luz do telemóvel. Escusado será dizer que o utilizava bem mais do que nas alturas em que "descansava" e que aproveitava, melhor que nunca, aquele silêncio quase ensurdecedor que a falta do telemóvel me provocava.

Foi nesse "modo" que passei praticamente toda a recuperação da cirurgia, porque estava farta de acordar às custas da vibração de uma mensagem de uma conversa de grupo no facebook que nem sequer era para mim. Clicava no botãozinho milagroso, dormia e, quando acordava e me apetecia, tratava dos assuntos que apareciam nas notificações do ecrã: respondia às mensagens, devolvia chamadas, falava nos grupos caso fosse caso disso. Ainda assim, dizer que andei parca em palavras, é ser simpático.

Apesar dessa fase pior já ter passado, ainda não voltei à normalidade - e, sinceramente, não quero. Pretendo responder a tudo o que tenho pendente, voltar ao normal com algumas conversas e pessoas, mas, no que diz respeito a tudo o resto, vou pôr um travão. Isto de estar disponível durante vinte e quatro horas por dia é mau. Mesmo mau. Para além de criar dependência (da qual, neste momento, me sinto mais livre), aumenta o stress de forma exponencial. Nunca podemos estar sozinhos connosco próprios - já quase que nem o sabemos fazer. Nunca podemos deixar o telemóvel em casa sem entrar em pânico. Nunca podemos ter paz.

2016 vai ser, por grande vontade minha, um ano em que vou tentar equilibrar as coisas neste sentido. Não vou deixar coisas sem resposta (como tem acontecido), mas também não esperem que ande sempre com o telemóvel na mão. Está na altura de viver (também) fora dos ecrãs, para bem da minha sanidade mental. 

 

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22
Jul15

Pagar por aplicações de smartphone

Não sou de vícios, nunca fui, mas posso admitir com toda a certeza que um dos meus maiores hábitos sempre foi, desde muito miúda, estar à frente do computador. Um dos principais culpados disso era um jogo chamado "Sims", na altura ainda na primeira edição, com gráficos muito básicos mas que, a meu ver, veio mudar todo um mundo de jogos para computador criados a partir daí.

Eu era viciada naquilo, jogava tardes e noites inteiras até não aguentar mais. Tinha os packs todos, as extensões todas; tinha "planos" impressos para cada família - a arquitetura da casa, o número de membros, o tipo de negócio, enfim... a loucura. Na altura era muito mais forreta do que sou hoje e todo, todo, todo o dinheiro que me davam (mesadas, prendas de anos e de natal) era para guardar e, mal saíssem coisas novas, comprar. E não estamos a falar de jogos baratos - rondavam entre os vinte e os sessenta euros cada! (Como, aliás, ainda custam hoje em dia os jogos para playstations e afins).

Estou a fazer este throwback não por me terem dado umas súbitas saudades do Sims mas sim para refletir sobre o preço das coisas. Eu, na altura, dava - sem pensar muito - sessenta euros por um jogo. Eu adorava aquilo, não tinha mais sítio onde jogar (o computador sempre foi a minha plataforma de jogos favorita), por isso parecia-me mais que justo. A questão é que hoje em dia praticamente me recuso - eu e quase todos - a dar valores simbólicos como oitenta cêntimos ou dois euros para pagar um jogo para o smartphone. Acho que estamos tão habituados e obstinados com a ideia de termos imensas coisas grátis para o telemóvel que pensarmos em dar uns cêntimos (muitas vezes nem chegam a um euro) para pagar um jogo nos ultrapassa. O que é, só e simplesmente, parvo. Porque relativizando com o que eu pagava na altura e com a fortuna dos jogos de hoje em dia, que se encontram em fnacs e derivados e chegam a atingir os 120 euros, um ou dois euros não é... nada (e, diga-se de passagem, é muitas vezes mais do que justo, tendo em conta o trabalhão que dá construir um jogo de raiz).

Posto isto, ando a tentar mudar a minha mentalidade. Até hoje só comprei um jogo, há já um par de anos, que devo ter usado uma ou duas vezes - por isso não se pode considerar uma compra de sucesso. Ainda assim, considero-me aberta e disponível a pagar, se quiser assim mesmo, mesmo, mesmo muito uma aplicação qualquer. Tipo... muito... que a forreta em mim continua viva e mesmo de mentalidade aberta não me deixa cometer muitos pecados. [Pronto, ok... se calhar ainda preciso de trabalhar um bocadinho essa coisa da mentalidade aberta e da relativização dos preços. Mas estou num bom caminho.]

06
Dez14

Snake original de volta aos nossos telemóveis

Ainda aqui há tempos falei nas saudades que tinha daqueles joguinhos mais simples tipo snake, que jogávamos no nossos antigos telemóveis, que pesavam como calhaus, mas que têm um lugarzinho especial no nosso coração.

Pois que, enquanto pesquisava jogos novos para me entreter nos minutos mortos, encontrei um jogo snake igualzinho ao original! Tem até a possíbilidade de escolherem por entre os vários telemóveis antigos, sendo que o jogo se adapta às (pequenas) diferenças que existiam entre eles. E, claro, joga-se clicando no teclado "original", através dos números do antigo telemóvel que escolhemos. Uma maravilha. Como diz a outra, "bateu forte cá dentro". 

Matem as saudades, descarregando esta aplicação (para android, não sei se há para iOS).

28
Set14

O começo do declínio?

Esta história do iOS 8 estar a dar mil e um problemas já era mau. Mas a outra de o novo iPhone se dobrar no bolso das calças é, como eu costumo dizer, priceless. Quer dizer, pelos vistos os utilizadores deste telemóvel premium foram avisados (ainda que em letras pequenas - e não pela fragilidade do telemóvel) de que não era aconselhável pôr o smartphone no bolso - porque, enfim, quem é que não anda com os telemóveis no bolso? As mulheres ainda têm alternativa, mas a grande maioria dos homens anda com tudo o que é essencial enfiado nas calças. Embora eu compreenda a filosofia da Apple: já que dão 700 euros por um telemóvel, também devem ter capacidade financeira para comprar uma daquelas malas pequeninas onde já vários senhores carregam os seus pertences (ou se calhar não: gastam tudo no telemóvel e não têm nem mais um cêntimo para gastar).

Mas estava eu a dizer: é com brincadeiras destas que as marcas começam a perder clientes. Basta ver, por exemplo, a Nokia, que há uma década atrás era, provavelmente, a líder de mercado, mas que com uma série de desastres e produtos mal conseguidos se afundou totalmente (hoje em dia difícil é encontrar quem tenha um telemóvel dessa marca). É óbvio que vão sempre existir fãs ferrenhos, que adoram andar com a maçãzinha no bolso (cuidado!) ou mostrar ao mundo que têm - ou tiveram - dinheiro suficiente para a comprar (ainda que às prestações, não importa nada). É provável que, durante uns tempos, ter algo Apple ainda continue a ter estilo (embora a massificação esteja a estragar um pouco a ideia de que só alguns podem aceder à marca), mas cheiro aqui o principio do fim. Não nos esqueçamos que uma maça trincada não demora muito tempo a ficar amarelada e feia - até por fim apodrecer.

 

19
Jan14

Até nos cartões é preciso ter sorte

Na altura do Natal, quando decidi que era altura de trocar de telemóvel, andei indecisa entre comprar um tablet e manter o telemóvel, ou comprar um telemóvel novo, mais jeitosinho e não ter tablet nenhum.... enfim, considerei várias possibilidades. Acabei por ter um telemóvel novo e herdar o tablet do meu pai, que ele pouco ou nada usava.

Há uns tempos pusemos-lhe um cartão, de modo a poder aceder à internet quando estivesse fora de casa. Qual não é o meu espanto quando, um dia destes, o tablet começa a tocar - eu nem sequer estava a perceber o que se estava a passar: estava sozinha em casa, ouvia o toque típico da samsung e não podia ser do telemóvel da minha mãe, e só depois percebi que o som vinha da minha recente aquisição. Não atendi, porque não podia ser coisa boa: nunca tinha dado aquele número a ninguém, portanto quem quer que fosse que estivesse a ligar era para me chatear; mais!, nem eu sei qual é o número daquele cartão. Mas a verdade é que continuaram a ligar e até já mandaram mensagens! Na SMS em questão diziam o nome da entidade que estava a ligar, a par de um pedido para contactar a empresa devido a "irregularidades e incumprimentos". A empresa, meus amigos, é daquelas que dá créditos, tipo Cofidis. Já estão a imaginar o filme, certo?

Suponho eu que alguém está a dever dinheiro a uma destas empresas que criam autênticos buracos em famílias desesperadas, a pessoa em questão mudou de número, deve ter dado baixa dele e, como agora os números são reatribuídos, a sorte calhou-me a mim! Era o que mais me faltava.

20
Dez13

Habemus novo telemóvel!

Quem me segue nos instagam (quem não segue, pode seguir através do nome @carolinagongui) já sabe da boa nova (acalmem-se, não estou grávida). Mas, sem estar grávida, tenho um bebé novo! Um telemóvel!

Ano e meio depois de ter tido o meu Optimus Barcelona, mudei outra vez (é nestes momentos que me lembro do PhoneBlocks e o jeitinho que aquilo daria) - o pior defeito do telemóvel era a memória. Para verem o ridículo da situação, eu nestes últimos tempos só podia ter o Instagram, o Facebook e uma aplicação para tomar notas e, mesmo assim, a memória já estava cheia e o telemóvel já me crashava, as mensagens já não caíam e trinta por uma linha. E um smartphone que não dê para ter aplicações é um telemóvel normal - e eu queria poder ter mais do que três aplicações no meu telemóvel.

Pedi um para o Natal, andei a explorar possibilidades e dei de caras com o Wiko CinkPeax2, que acabei por trazer para casa. Sou agora uma pessoa mais completa (e com umas seis aplicações instaladas no telemóvel, owwwo!)!

 

27
Mai13

Explicando...

Já não era cedo quando, ontem, o meu computador crashou e fez o favor de me mostrar um bluescreen - e eu, tendo um dejá vu horrível, entrei logo em parafuso. Aqui há anos passaram-me um portátil para as mãos e, relativamente pouco tempo depois, puff, um bluescreen apareceu e o computador morreu! O que vale é que era um PC de substituição, sem nada mesmo meu, sem nenhuma relação especial comigo (sim, eu estabeleço relações com os computadores).

Mas enfim, ontem lá me acalmei e fiz aquilo que sabia - reiniciei o computador, desliguei-o na ficha, abri o CPU, limpei as ventoinhas de todo o pó que lá tinha acumulado, não fosse a placa gráfica que estivesse com falta de ar. Entre ontem e hoje de manhã, com o computador a (supostamente) reparar os danos, consegui ligar a máquina e faze-la voltar ao normal. Saí de casa sem um peso em cima, porque o meu bichinho estava de (aparente) boa saúde.

Fui para a escola (e a uma visita de estudo), almocei e aproveitei para fazer uma série de recados. Quando entro no autocarro de volta para casa, tenho um feeling de que me falta o telemóvel. Remexo na mala durante a viagem mas pensei que estava a ficar louca e que esperaria até chegar a casa para revistar as tralhas com mais calma. Mas a verdade é que, quando cheguei e remexi em tudo, não estava lá nenhum telemóvel. E eu, pessimista como sempre, dei-o oficialmente como perdido. Ainda liguei para os SCTP, para os perdidos e achados, caso o entregassem, pois ou o tinha deixado no autocarro ou na loja de animais, o último sítio por onde tinha passado. Pouco depois de chegar, por descargo de consciência, fui à loja dos bichos e o telemóvel estava lá. Meu deus, que alívio!

Volto a casa, já com o telemóvel abençoado nas mãos, e dirijo-me ao computador, que de manhã estava no seu estado normal. E deparo-me com ele, de novo, crashado. E a situação piorou, porque já nem sequer saia do sítio. Graças a deus tinha o meu irmão em casa, que acabou por me dizer que, muito provavelmente, o disco tinha ido à vida.

As minhas esperanças já são nulas, só quero recuperar algumas das coisas que não tinha gravado no disco externo. Agora estou no portátil, uma coisa mini comparada com o meu grande ecrã de que eu gosto tanto. Foi um dia longo, que me fez relembrar o quão dependente sou das tecnologias e de como as nossas vidas estão tão expostas em aparelhos tão pequenos (mas tão grandes).

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