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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

03
Dez12

"A Gunada"

Eu não sei se esta praga invadiu todos os cantos do país - suponho que não, visto que os "gunas" são conhecidos por serem cá do norte. Eu vou falar sem ter visto o vídeo, porque para poluição já me chega a que respiro todos os santos dias - mas, basicamente, aquilo é uma infestação que invadiu a maioria das pessoas da minha faixa etária (principalmente os rapazes) com expressões o mais irritantes possível. Coisas estilo "que fabela, ó mano", "sé' que m'entendes" ou "que estrondeira, ó sócio".

Tendo em conta que em várias aulas tenho um ou dois rapazes sentados atrás de mim, ouço estas barbaridades centenas de vezes (e eles dizem-nas para me irritar, também, repetindo-as vezes sem conta até eu me passar dos carretos). É que não há coisa mais horrenda, mais... má. Porquê espalhar essas desgraças que andam por aí, meu deus (sim, eu tenho uma imensa falha no sentido de humor e não acho piada nenhuma a qualquer tipo de vídeos desses género)?!

 

Digam-me: esta praga também invadiu as vossas escolas ou o problema é mesmo local?

26
Nov12

Os turcos

Isto é uma analogia extremamente injusta, mas é verdade: os turcos lembram-me ciganos, na aparência física, muito devido ao seu tom de pele escuro e cabelos negros. No entanto, acho que são um povo extremamente trabalhador e respeitoso. Mas não me atraem, pronto.

A relação deles com as mulheres era um pouco estranha - sentia que nos comiam com os olhos; olham-nos com uma intensidade diferente do normal. Há lá muitas mulheres que andam de lenços na cabeça, mas não são assim tantas as que andam tapadas da cabeça aos pés. Nota-se que são os homens que trabalham (não se vêem mulheres em lojas e muito menos no Grande Bazar) e a relativa inferioridade do sexo feminino.

Mas eu lá, nesse aspecto, fui tratada como uma princesa. No Grande Bazar o meu ego elevou-se imenso - também por quererem vender, como é óbvio, mas era elogio atrás de elogio: ora porque os preços eram mais baixos para meninas bonitas, ora porque eu, com as botas x, parecia uma top model (anedótico). Uns queridos.

No primeiro almoço que lá fizemos, num restaurante ao ar livre, o empregado engraçou comigo e não nos largou durante a refeição inteira - e de onde é que eu vinha, e como me chamava, e se aqueles eram os meus pais e se eu estava no ramadão (porque não comi). Depois oferecia-se para tirar fotos. Depois passava pela mesa em versão camara lenta, sorrindo, e ensinando-nos e repetindo a forma de dizer "obrigada" em turco. Uma festa. Eu já não sabia em que buraco me havia de meter e ele... sorria.

Na manhã seguinte conheci um dos empregados no hotel que, vendo-me à espera da minha mãe em pleno lobby, às voltas de um lado para o outro, veio ter comigo: se estava tudo bem, de onde é que eu vinha, onde ia hoje. De todas as vezes que me via lá vinha ter comigo: estava bem disposta naquele dia? E quando me via ir embora vinha ter comigo, com uma cara um tanto ao quanto apavorada: já me ia embora (de vez)? Não, só no dia x. E ele lá me desejava um bom dia, que lá me esperaria quando chegasse. No último dia de excursão, na última voltinha que dei para me despedir da cidade, ele pensou mesmo que eu ia embora e até me estendeu a mão para me cmprimentar: disse-lhe que só amanhã. Mas no dia seguinte ele não estava lá e ficou o passou-bem por dar, com alguma pena minha - a simpatia do senhor merecia uma retribuição.

Durante os três dias que lá passei os sorrisos que recebi foram muitos, assim como os elogios. Talvez tenha sido por isso que vim renovada, apesar de cansada, da antiga capital do império Otomano. Foi bom para o ego e para a auto-estima.

26
Nov12

Rabos

Eu devo ser uma criatura muito estranha, só pode. É que eu não percebo como é que as pessoas vêem beleza em rabos.

Pronto, dizer que se tem uma cara laroca, boas curvas ou um belo par de mamas... é aceitável. Mas agora rabos? De que forma é que um rabo é algo estético e bonito? Uma mulher pode ser jeitosa e ter um rabo redondinho e levantadinho, o que, do meu ponto de vista, é óptimo e dá imenso jeito - preenche as calças (o que não é, de todo, o meu caso)! Mas daí a aprecia-lo, a olhar para o rabo como um objecto... atractivo... vai para além das minhas capacidades.

Mas o pior de tudo é apreciar o rabo dos homens. Eu lembro-me de às vezes estar à conversa com as minhas colegas e elas comentarem os rabos  deste e daquele - e eu ficava incrédula e sentia-me uma ave rara. Primeiro porque a última coisa que olho num homem é o rabo (a não ser que seja para verificar se é daqueles que andam com as calças a meio das pernas) e segundo porque não percebo qual é o interesse de olhar para lá - não será certamente por isso que vou gostar mais ao menos de alguém, porque é um dos meus últimos pontos de interesse.

Digam-me que não sou a única pessoa a não apreciar rabos, por favor (pelo menos dos homens)!

11
Out12

Preciso de um namorado

Escusam de estar com ideias ou alívios do género "finalmente percebeu!". Não. Não é nada disso. Trata-se só e exclusivamente de futebol.

Há anos que me debato com um problema recorrente: ninguém quer vir comigo ao futebol. Ou é pelo dinheiro, ou é pelas escadas do estádio, ou é pelo tempo, ou é pelo jogo. As mulheres não desfrutam, o meu pai fica super cansado de subir aquela escadaria monumental e o meu irmão mais velho é pai de família.

Quando, mais nova, desafiava os mais velhos, rosnando que ia sozinha mal tivesse idade, eles riam-se e diziam que nem pensar. E, realmente, meter-me naquele pandemónio sozinha, no meio de tanto homem e tanto louco, é um tanto ao quanto arriscado. Sem mais opções à vista, preciso de um gajo que me leve ao futebol - e que não seja do Benfica, de preferência. Seremos felizes para sempre (que é como quem diz: até quando o FCPorto ganhar).

22
Set12

Mistérios da vida

Por entre as muitas coisas que não compreendo, nomeadamente nos homens, é a paixão pelo PES. Pronto, é um jogo de futebol e tem piada andar a passar a bola de um jogador para o outro, virtualmente. Mas porquê que todos os anos sai uma nova edição, se a base é exactamente a mesma? Setenta eurinhos ali, todos os anos, para o focinho do Cristiano Ronaldo ser mais parecido com o real ou por ter uma finta nova?

As diferenças são assim tantas para, todos os anos, ouvir nos corredores "já tens o pés dois mil e não sei quantos?", com um entusiasmo fora do normal? Que raio de bactéria viciante tem aquele jogo, que move mundos e fundos no universo masculino?

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