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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

11
Dez14

Na pista do gelo

O passado sábado deixei-me de estudos (depois lixei-me no feriado, que nem para almoçar parei) e fui a uma das pistas de gelo que estão agora na cidade, a propósito desta época festiva. Já lá tinha passado, já me tinha rido muito com as quedas dos outros, mas também eu queria experimentar. Não seria a primeira vez, que já tinha andado no MarShopping há uns quatro anos, mas estava cheia de vontade de reviver a experiência.

E ri, ri muito, como já não ria há muito tempo. Com as quedas e o medo dos meus amigos, com as minhas pernas trémulas, com as quedas dos outros e com o temor constante de vir com menos dentes para casa. Andei os primeiros dez minutos bem agarrada ao corrimão, e só depois me comecei a aventurar nos cantos. Só atravessei a pista meia-dúzia de vezes, estilo pato, só para não dizer que não fiz nada. Isto é como os carros e aquilo que os pais nos dizem vezes sem conta: "eu em ti confio, não confio é nos outros!". E havia lá loucos que bastassem, que se estavam a marimbar para se os outros sabiam andar ou não, caindo e fazendo malabarismos onde quer que fosse. Temi pelos meus dentes, as minhas pernas, os meus braços. E, claro, pelo meu cóccix, essa zona abundantemente afetada nas quedas no gelo.

Mas não caí! Mantive-me firme! Tão firme que saí de lá com umas dores nas pernas que achei que não me ia mexer no dia seguinte. Ainda assim, valeu a pena, e quero muito voltar a patinar (ou fingir que o faço) antes da pista fechar, para ver se melhoro um bocadinho as minhas capacidades patinadoras e se perco o medo (estar uma ambulância a sair do recinto e outra miúda a sair em braços a chorar copiosamente quando entrei na pista não ajudou a ficar desinibida). E, claro, para me rir mais um bom bocado.

 

gelo.JPG

 

 

03
Set14

Setembro em bom

No início das férias custava-me um bocadinho dizer que estava ansiosa por Setembro - é mau esperarmos por o mês de regresso, o mês de volta ao trabalho, às manhãs ensonadas. Mas era verdade: queria que Setembro chegasse - e mais tarde, com o desenrolar daquilo que haviam de ser as minhas "férias", acabei por dize-lo mesmo aqui, que já só desejava que as aulas chegassem rapidinho.

Eis a razão: Setembro é um mês recheado de bons eventos. Começando, claro!, pela Feira do Livro (de 6 a 21), que este ano volta aos lindos jardins do Palácio de Cristal. O ano passado, depois de muita confusão, a feira acabou por não se realizar, o que foi uma tristeza: mas este ano, ao que parece, voltou em bom, com debates, música e, claro, uma vista para lá de espetacular. Estou a pensar desgraçar-me por aqueles lados, em visitas várias (a ver se é este ano que tenho uma autógrafo de alguém!), e usar algum do dinheiro que tinha posto de parte para as férias que acabei por não fazer. 

Em Setembro também temos a feira medieval aqui pertinho (Leça do Balio, de 11 a 14), onde faço excursões várias com família, amigos e só comigo mesma. É altura de encher o bucho com os últimos pães com chouriço do ano, de me rir com os árabes, de comprar mais um colarzito e me babar para cima daqueles crepes cheios de nutela, que gosto mais de olhar do que efetivamente comer.

Por fim, e não menos importante, o NOS em D'Bandada (dia 13), que vai acontecer durante a tarde e noite pelas ruas, cafés e lojas do Porto, com muitos artista - uns mais conhecidos que outros - e boa música. Estou à espera que saía a programação detalhada, mas debaixo de olho está o Miguel Araújo (quero tanto!), Capicula, Rita Redshoes e... o que calhar, que há dois anos ouvi uns concertos bem giros de gente mais desconhecida que valeram bem a pena.

Por isso, gentes do Porto, este mês não há desculpa para não sair de casa. (por favor lembrem-me isto quando tiver uma das habituais crises de bicho do buraco)

 

 

 

 

 

13
Ago14

Porto aturistado

Uma das coisas que mais gosto de fazer é passear pela minha cidade, descobrir novas vistas, novos cafés, novos tetos trabalhados, novas fachadas lindas de morrer. Adoro fotografar o Porto, o Douro, as pontes, o teleférico e o elétrico. Gosto ainda mais de a apresentar a quem não a conhece, de dizer uns pormenores que vou aprendendo aqui e ali e que vou atirando para que as minhas visitas guiadas sejam mais interessantes; adoro que me façam perguntas, de fazer programas, de levar as pessoas a cafés emblemáticos. E o Porto tem crescido a olhos vistos - mais, e mais, e mais: e quando penso que não podia crescer mais, sinto que o faz, ainda mais um bocadinho.

Ainda ontem tive de ir à baixa, servir de motorista da minha mãe. Qual não é o meu espanto quando saio do carro e, em frente à livraria Lello, está uma fila de uns 15 metros de espera para entrar! Mais: para entrar na Torre dos Clérigos, estava outra fila de um tamanho semelhante. Caiu-me o queixo. O Porto, há pouco mais de um par de anos, era um cidade deserta em pleno Agosto, sem trânsito, sem pessoas na rua, sem confusões de maior. Agora não. E uma das tarefas mais difíceis nesta cidade é ouvir falar português e ver um grupo de pessoas sem um mapa na mão. O Porto está in, está na moda, e eu quase preciso de uma babete para segurar a baba de tanto orgulho.

Ainda há dias fui dar um passeio com uma amiga, subi à Torre dos Clérigos pela primeira vez (uff, que aquilo não é brincadeira) e andei pela cidade a fingir-me de turista. Sinto mesmo que vivo numa das melhores cidades do mundo: não é grandiosa, não tem edifícios gigantes, mas tem o seu quê de especial.

 

 

09
Jun14

Habemus manjerico

Hoje, à saída de mais um exame, passei na Praça da Republica. Em vários lugares onde estão normalmente estacionados carros, hoje estavam ocupados por meia-dúzia de vendedoras e centenas de manjericos. 

Já tinha pedido um à minha mãe, que passar esta época sem manjericos é comparável a ir a Roma e não ver o Papa - um ultraje. Como ela ainda não me tinha feito a vontade, parei o carro e trouxe um manjerico para casa - que antes disso ainda me aromatizou o carro todo, durante a hora em que ainda fui dando umas voltas e fazendo uns recados.

Esta é uma das minhas épocas favoritas do ano - adoro o São João, os foguetes, os balões, os martelos, os alhos-porros e a cidade em festa (embora só tenha ido uma vez para a baixa, que normalmente comemoro em casa). Nunca fui ao Santo António, queria ver se ia este ano, mas não estou a ver a coisa a compor-se; matava dois coelhos de uma cajadada só e matava saudades de Lisboa, mas o panorama não é o melhor. Mas enfim, tenho sempre o meu São João, festa que adoro e que trás muito boas memórias atreladas. Para além do mais, para além do dia mais longo do ano, costuma trazer calor com ele - e calor e festa é tudo o que preciso por estes dias.

 

19
Abr14

Ser fã "A Sério"

Eu nasci no Porto. Sou portuense de gema e com um orgulho do tamanho do mundo - adoro a minha cidade de paixão, assim como adoro apresenta-la àqueles que gosto e mostrar o melhor que tem para oferecer aos outros. E como portuense que sou, também sou portista. Mas portista a sério, daquelas ferrenhas e que gritam e vão para o estádio e tudo mais. Acima de tudo, uma portista A Sério.

Porque há muitos portistas (e benfiquistas e sportinguistas e em todos os outros clubes) que também vão ao estádio, também se exaltam, mas são são fãs A Sério. Porque se há coisa que a mim me aflige no futebol é a forma como se passa de besta a bestial assim num piscar de olhos. Um jogo corre mal e, no facebook, é um corrupio de fazer vergonha: todos os insultos possíveis e imaginários, tudo a mandar o presidente, os jogadores, o treinador e se calhar os adjuntos para o olho da rua. E, o pior, dizerem que têm vergonha, que vão deixar de ser sócios e, mais!, portistas!

Mas, meus amigos, esta vida faz-se só de vitórias, é? Há algum clube que, nos últimos dez anos, vos tenha dado tantas alegrias como o Porto? Contando: ganhámos 1 liga dos campeões, 1 liga Europa, 1 taça intercontinental, 8 campeonatos, 4 taças de Portugal e 7 taças da liga. E sim, este ano não vamos ganhar nada, e daí? Vamos deixar de ser os maiores por isso? Enfim, fraquinhos, é o que vos tenho a dizer. 

Eu fui Porto, sou Porto e serei sempre Porto. A ganhar, perder ou empatar, em que circunstâncias forem. Porto Sempre. E acho que fã que é fã deve ser assim, quer seja do Benfica ou do Sporting e quer esteja em último ou em primeiro. Eu serei sempre, sempre, sempre Porto. Como um casamento: para o bem e para o mal, até que a morte nos separe.

09
Dez13

Chocolataria Equador

Estou uma mãos largas no que diz respeito a sugestões. Ou não, só vos quero é ver engordar enquanto eu estou aqui a emagrecer, enquanto só bebo chás e como pão (mas lembrem-se, não é por opção, por mim estava aí a comer Rafaellos a torto e a direito). 

Mais uma vez, venho contar-vos uma das maravilhas da minha cidade. Chama-se Chocolataria Equador, fica no ínicio da Rua das Flores, e deteta-se a quilómetros só por aquele cheiro delicioso. Já agora, fica a dica: é óptimo para prendas de natal. Para além dos chocolates bons e para todos os bolsos, as capas dos mesmos são muito, muito giras. E também tem para todos os gostos: com leite, preto, branco, com sabores a frutas... enfim, uma festa! Aproveitem e comam por mim, já que eu estou aqui neste regime malvado.

 

05
Dez13

Amorefrato

Já que eu estou numa dieta obrigatória graças à minha vísicula para lá de espetacular, que sejam vós a disfrutar das coisas maravilhosas da vida!

Aqui no Porto, na rua Passos Manuel (perpendicular a Santa Catarina, a rua do coliseu e da fnac) há uma gelataria,  muito recente, fofinha e cozy chamada Amorefrato, que tem gelados artesanais de sabores bastante diferentes do comum! Coisas como nestum, vinho do porto, abóbora,  filipinos, ferrero rocher, cerelac, chocapic, canela, limão,  snickers, dióspiro, entre outros sabores estranhos mas potencialmente maravilhosos.  Servem também crepes e cupcakes e podem sentar-se lá nos sofás que têm ao dispor.

Portanto, malta do Porto, já sabem o que fazer este fim-de-semana. Quem não é do Porto que compre uma passagem de comboio, que para além dos gelados vão poder ver a cidade numa das suas melhores alturas, cheia de luzes, banquinhos, a árvore de natal e palavras inspiradoras por toda a baixa!

03
Dez13

Os portuenses

Este post é para todos aqueles que, sem conhecer, falam sobre os portuenses com cinco pedras da mão (e que normalmente são portugueses e não estrangeiros, porque a maioria dos estrangeiros adora o Porto). Eu sei que a imagem que passa para o exterior é só dos adeptos do FCPorto a atirem pedras e petardos para outros adeptos e até para o próprios jogadores, mas a verdade é que nem todos somos assim. Não partimos estações de serviço por diversão ou andamos aí ao murro só porque alguém tem um cachecol vermelho. Isso é o que fazem parecer, não é a realidade.

Hoje, tinha eu estacionado o carro para ir para a faculdade e preparava-me para tirar o bilhete do parquímetro, quando um senhor abre a janela e me pergunta, com um daqueles papéizinhos na mão: "vai demorar? Ainda tem uma hora". Eu agradeci-lhe, mas disse-lhe que sim, que infelizmente ia demorar - fui burra, porque basta-me ter um papelzinho para a minha consciência não ficar pesada, porque no fundo eu demoro sempre mais tempo do que o limite que está no papel. Mas enfim, o que conta é a intenção.

Da mesma forma que vários senhores já me vieram ajudar a estacionar o carro, em dias que eu não estava para ali virada e o carro parecia nunca encaixar. Viam, ajudavam e iam à sua vida. É uma coisa normal por aqui.

Vejo muito turista que parece meio perdido no meio da cidade, a olhar para o mapa como um burro olha para um palácio, e que é ajudado - voluntariamente - por pessoas. Desde os mais novos aos mais velhos - e que giro que é ver aquelas senhoras, com mais idade e sotaque acentuado, a tentar ajudar pessoas que não se conseguem fazer expressar para além do inglês! Eu própria sinto-me invadida por este espírito e já não é a primeira, a segunda ou a terceira vez que ajudo pessoas meias perdidas (e eu não sou pessoa de falar, prontamente, com desconhecidos). 

Tenho pena que os meios de comunicação social só passem este tipo de imagens negativas de quem vive na Invicta: somos os rudes, os mal-educados, os que têm o sotaque "mais feio", os mais brejeiros, os mais arruaceiros, os mais incultos. E isso porque só mostram uma amostra - que existe - mas que não demonstra aquilo que verdadeiramente somos. Porque nós somos muito mais do que isso.

31
Out13

Ontem [em fotos]

Ao sair de casa deparei-me com este espectáculo. Por mero acaso - e sorte - tinha uma máquina toda XPTO na carteira, saquei-a de lá rapidamente, parei o carro mesmo no meio da estrada (não se assustem, isto aqui é pouco concorrido), e entretive-me a tirar fotos a esta cabra fugitiva. Valeu-me umas gargalhadas, quando dei com ela no meio da rua e de cada vez que ela se punha aos saltinhos por eu andar, muito lentamente, com o carro. Ainda há dúvidas que eu vivo no meio do campo (mesmo sendo no meio da cidade)?

 

Uma pista sobre o meu trabalho de fotografia. Esta foto não vai estar propriamente para o meu portfolio, mas a luminosidade e as circunstâncias já não me interessavam particularmente, pelo que me dei ao luxo de divagar. Onde estou, onde estou?

 

No Majestic, enquanto esperava pelos meus scones e me entretinha com a máquina fotográfica no regaço. Ainda houve quem reparasse que eu estava no meio de experiências fotográficas e que não era propriamente ao café em si, mas não estou nem aí. Valeu a pena. O resultado foi bom e acho que a foto "me transmite" bem, principalmente durante estes dias.

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