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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Jul13

Remar contra a maré

Se eu fosse o Vìtor Gaspar, já me tinha demitido há muito tempo - não porque achasse que o meu lugar não era aquele ou tivesse a fazer um mau trabalho, mas sim porque nenhum dinheiro do mundo vale a calma e a paz, coisa que não se tem quando se está numa posição daquelas. Pelo contrário, a única coisa que sai na rifa do pessoal do governo são manifestações e insultos gratuitos. E o mesmo se aplica a Passos Coelho.

Se eu fosse Maria Luís Albuquerque, tinha a decência de nunca aceitar um cargo de tamanha importância, tendo em conta já estar mergulhada até aos cabelos na polémica das swaps.

Se eu fosse o Paulo Portas e visse quem tinha ido para aquele cargo essencial do governo, também me demitia.

Se um dia me pedissem para  governar este país, por muito dinheiro que fosse, eu dizia que não - porque não estou para aturar tamanha confusão, tamanho povo (muitas vezes ingrato) e tantas preocupações em troca de um salário mais chorudo.

 

Posto isto, resta-me deixar os parabéns a todos os que aguentaram - e aguentam - estar lá durante tanto tempo. E ainda mais a Pedro Passos Coelho, a quem deixo uma especial vénia, por ainda ter esperança - e força e paciência, acima de tudo - para continuar à frente de Portugal. Ao contrário de tudo e todos, eu não o insulto, não o gozo nem faço tensões de o mandar para casa. No fundo, só tenho pena da sua teimosia e perseverança, sendo que me resta apenas desejar-lhe a melhor sorte possível.

 

Esta é e sempre foi a minha posição em relação ao governo actual, que nunca descredibilizei. Agora podem começar a atirar pedras, a dizer que eu não percebo nada disto, que isto e aquilo... mantenham apenas em mente que a minha posição não irá mudar, tal como eu sei que não irei mudar a vossa, seja ela qual for.

07
Abr13

Estão agarradinhos à TV?

Quero eu dizer... à RTP1? A ver o "engenheiro" José Sócrates? Parabéns: é o típico português.

Não que tivesse ficado muito espantada quando me disseram que 1.6 milhões portugueses viram o nosso ex a dissertar na televisão pública - é muito "português" gostar de ouvir alguém que nos rouba. Só fiquei espantada pelo facto de não se ter falado muito no facebook - estava em Barcelona na altura e seguia as coisas pela internet, pelo que até pensei que a entrevista fosse na semana seguinte. Mas não. Foi naquela e foi um sucesso.

Sim, é verdade, para criticarmos é preciso ouvirmos primeiro. Mas acham mesmo que é preciso ouvir mais, quando já se sabe tanta da porcaria que aquele homem fez (ia chamar-lhe "senhor", mas depois pensei melhor e decidi que não se aplicava ao caso)? Seria deitar mais achas para a fogueira, que só por si já é gigante.

Nós estamos a pagar-lhe para ele dizer algo na televisão pública quando ele devia era estar na cadeia, a ver o sol aos quadradinhos. Ao invés, vê é os holofotes e as câmaras de televisão, bem ao perto, e ainda é pago por isso. Realmente, só em Portugal (não sei se já repararam, mas na Islândia tão a "meter dentro" todos os banqueiros que potenciaram a bancarrota... é só um exemplo, deveras parecido com o nosso, não é verdade?).

25
Mar13

Sócrates na RTP? A sério?!

Eu não costumo comentar política. As minhas opiniões costumam ser um pouco controversas e, muito honestamente, não estou para me chatear - e quanto à conjectura atual do nosso país, opto por uma visão de "deixa passar", porque acho que temos de pagar aquilo que devemos e tem de ser alguém no poder a obrigar-nos a isso (porque ninguém paga aquilo que acha que não deve).

Fora isso, e não querendo entrar em assuntos mais profundos, acho que é dado adquirido para 90% dos portugueses (digam-me que estou certa, por amor de Deus), que José Sócrates é um corrupto. Partido do principio que ele não nos roubou enquanto foi primeiro ministro (isto dava a piada do ano, mas pronto, estou a tentar ser simpática), há muitas outras coisas que nos mostram o quão bem formado ele é: começando, por exemplo, na licenciatura tirada a um domingo. E o freeport. E todas essas coisas fantásticas que todos sabemos.

Agora a minha pergunta é: como é que um crápula destes vai fazer um comentário político, julgar alguém ou diagnosticar problemas num país, quando ele contribuiu para que eles aumentassem em grande escala? Pior!, como é possível ele fazer isto na televisão pública, que somos nós que, em parte, pagamos?

Desde que soube a notícia, apeteceu-me com toda a força nunca mais ver a RTP. E até assinei uma petição, coisa mais que rara em mim. E logo eu, que faço por nem ligar muito a toda esta vergonha que se está a passar no país - mas uma pessoa tem limites!

01
Fev12

Aos políticos (estilo Padre António Vieira)

E aí, vós, políticos? Porque haveis de tirar aos que mais precisam para vosso próprio proveito? Aí escondidos por detrás daqueles balcões de madeira, pensando que todo o povo é cego e não vê quantas vezes põem as mãos nos bolsos recheados.
Diferem tanto nas ideias, mas os vossos princípios são todos os mesmos - ai, senhores deputados, quão parecidos sois! Não vêem um país em decadência, ou são os vossos bolsos demasiado grandes para vos deixar ver? Não vêem o desemprego a alastrar-se, qual peste negra, ou estão os vossos olhos demasiado tapados com a ganância? Não vêem as empresas a fechar, enquanto trabalhadores desesperados e esfomeados gritam por ver os seus direitos por cumprir, ou as paredes da vossa excelente assembleia têm uma demasiada boa insonorização?
Sóis pagos para dar o melhor que têm ao país e ao seu povo, e é com isto que se saem? Qual a razão de tal desrespeito? A ganância, a vaidade, a ambição? Ingenuidade não será com certeza! Que vergonha, essa, de desonrarem um povo que tão grandioso fora no passado! Recordai-vos desses tempos, em que meio mundo estava nas nossas mãos? Pobre D. Afonso Henriques, que neste momento deve estar a contorcer-se de dores, lá do alto dos reinos, a olhar tal tragédia!
E agora, de tanto dinheiro que metestes aos bolsos, quem paga é povo que vos deu emprego! Vêm os economistas, vêm os bancários, vêm os que sabem ou que pensam saber, e acabamos sempre na mesma desgraça. O povo, sofre - é ver quem mais se desenrasca; os senhores roubam - que é o que mais sabem fazer.

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