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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

06
Mai13

A nerd cá do sítio

Ontem, por brincadeira, puseram no facebook uma imagem onde me identificaram como a nerd da turma. Eu achei imensa piada e até concordei, acabando por partilhar a piada com a minha família. Ao que me perguntam a definição de nerd - é daquelas coisas que a malta nova sabe quase que intuitivamente mas dizer o que é, de forma objectiva e pormenorizada, não é fácil. Decidi googlar e eis a definição que me apareceu:

 

"É um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas actividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelas pessoas. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia."

 

Noutros sítios aparecia também que era uma pessoa não atractiva, mas essa parte apeteceu-me ignorar. Sendo isso verdade ou não - e tendo em conta que depende dos gostos de cada um -, a definição de nerd cabe-me como uma luva! Sempre brinquei com o assunto, mas nunca pensei que dizer "nerd" era quase o mesmo que dizer "Carolina". As coisas que uma pessoa descobre... sou a personificação de um nerd e não sabia.

26
Abr13

As primeiras impressões

Há certas primeiras impressões que nós passamos que nos são intrínsecas, que não conseguimos evitar que as pessoas tenham. Eu sei que quando entro pela primeira vez numa turma, "sabem" todos que eu sou certinha, que faço os trabalhos de casa, que os professores gostam de mim; não sabem que não bebo álcool nem fumo, mas calculam; que, ou tenho um namorado de longa data, ou não tenho nenhum; que acho muito melhor do que sou na realidade, que tenho a mania que sou chique e sou super polite. Enfim, tudo coisas que estão ligadas à imagem que transmitimos, consciente e inconscientemente, e que, por mais que queiramos, nunca vamos conseguir mudar.

E depois, no dia em que eu digo "merda" ou "fodasse", rebenta o escândalo: meu deus, a Carolina disse uma asneira! Ou então, quando admitir que me deito para lá da uma da manhã, é o espanto total: epá, a Carolina certinha não se deita às nove e meia da noite! Nem estuda todos os dias! E mostra as pernas, mesmo tendo um pé horrível! E tem decotes maiores do que o suposto! Meu deus, meu deus, meu deus!

Mas pronto, já sei, não se pode fazer nada. E, no fundo, a primeira impressão não está assim tão errada: de uma forma geral, sou mais sossegada que a maioria, oqu e me pode rotular como "chata", "certinha" ou até "betinha" (odeio este em particular, mas é a vida). A verdade é que nem tudo o que vem conjugado com esses conceitos é real - ninguém é 100% rebelde, assim como ninguém é totalmente certinho. Todos temos as nossas variantes e é essa a razão de sermos todos diferentes. Por isso deixem de se espantar se se aperceberem de algo que não corresponde à ideia de que fazem de mim - afinal de contas, a vida é feita de surpresas!

03
Abr13

A praxe

Já há muito, muito tempo que digo que não quero fazer a praxe. Podia estar a fazer mil e uma críticas a esta tradição, mas nem sequer vou entrar por aí. Há uma explicação mais do que simples: não tem nada, mas mesmo nada a ver comigo.

Tudo bem, é uma tradição, é típico, é fantástico para conhecer pessoas. Óptimo para quem gosta, não digo que não. Mas darem-me ordens? Obrigarem-me a andar porca um dia inteiro? Não me deixarem olhar para os alunos mais velhos só porque estão lá há mais anos? Ser insultada e apelidada sabe-se lá de como só porque lhes apetece? Chegar a casa esgotada só porque é "tradição"? Poupem-me.

Eu só recebo ordens dos meus pais e é a eles que respeito (e, às vezes, já muito relutante) - odeio que me mandem fazer coisas, odeio que tentem sequer ter algum poder sobre mim; não admito que me rebaixem só porque sou mais nova; detesto fazer qualquer tipo de exercício físico com algumas raras excepções.

Já estive mais ansiosa para ir para a faculdade do que estou actualmente, mas a minha posição em relação a este assunto nunca mudou. Conheço-me o suficiente - e os outros também, que sei que quem me conhece reconhecerá imediatamente que é uma prática que nada tem a ver comigo - para saber que nunca acharia piada e que é algo completamente fora dos meus gostos. Não tenho um sentido de humor suficientemente grande para entender muitas das "piadas" que lá se fazem, não tenho vontade nem à vontade para sequer as praticar e acho-as, muitas delas, simplesmente ridículas. A praxe e eu somos simplesmente incompatíveis e essa é uma das poucas certezas que tenho em relação à minha futura e breve vida universitária.

31
Mar13

Os nomes que nunca me poderão chamar

Eu acabo por passar muito tempo com pessoas adultas e nem tanto com pessoal da minha idade. Fico muito em casa, distancio-me um pouco da confusão que é a vida típica de um adolescente rodeado de amigos, festas e saídas e por isso sinto-me, muitas vezes, deslocada. Não necessariamente no sentido mau da coisa, mas acabo simplesmente por não estar integrada e ficar fora dos assuntos normais - eu nunca sei quem é a pessoa x ou y lá da escola, porque eu não conheço praticamente ninguém; sou sempre das últimas a saber que um colega começou a namorar com outro; fico sempre mais do que espantada por saber as fofoquices de sabe-se lá quem, que já aconteceram há demasiado tempo.

No entanto, com uma semana inteira de convivência com pessoas da minha idade, fiquei a saber da vidinha de meio mundo - e tendo em conta que éramos três raparigas, má língua não faltou. E durante aqueles longos minutos em que eu tentava dormir mas não conseguia, reflectia sobre isso e da forma como somos cruéis nas costas dos outros - e eu incluo-me, porque acho que todos, de alguma forma, o fazemos.

Numa das noites acabei mesmo por ficar feliz por ser como sou. Questiono-me muitas vezes sobre o que os outros dizem sobre mim quando eu não estou, por uma pura questão de curiosidade - mas sei, por exemplo, que nunca me descreverão como "aquela Carolina que namorou com o João, aquele loiro, com o Rodrigo, aquele que joga futebol, com o Manel, aquele alto de olhos claros, com o Dinis, que anda na escola do y". Fico contente por, ao menos, me manter rígida em relação a alguns parâmetros que para mim são importantes de respeitar (neste caso não era preciso ser tão rígida, não é? Não quero ser uma Maria-vai-com-todos, mas passar a eternidade solteira não era bem o meu plano). Há muitos pontos onde me podem criticar e insultar, mas sei que há julgamentos praticamente impossíveis de fazer sobre mim e eu considero esses os mais importantes e que, conscientemente, evito.

Porque ser mauzinhos e criticar tudo e todos faz parte de nós - vão sempre faze-lo mesmo que sejamos óptimos, fantásticos e lindos, nem que seja por inveja. A má lingua das mulheres será sempre a mesma, embora pudéssemos começar a trabalha-la, se quisessemos (eu tento, a sério). Mas o mais importante de tudo é mesmo sermos fiel a nós mesmos e não cedermos nos pontos que para nós são os mais importantes - porque falhas vão sempre existir, o sítio onde elas existem ou não é que poderá, eventualmente, ser grandemente influenciado por nós.

06
Mar13

Os muros à minha volta

Há muitas pessoas transparentes, como há outras tantas que não mostram aquilo que verdadeiramente são. É uma questão de personalidades e o resultado de várias experiências que vamos tendo ao longo da vida. Dizem que aprendemos com os erros, e estes podem levar-nos a criar muros à nossa volta.

Eu sou - e penso que sempre fui - como uma amêijoa antes de ir para cozedura: sempre fechada, que só se abre em ocasiões especiais. Nunca gostei que as pessoas tivessem ao seu dispor demasiado informação sobre a minha pessoa, também por medo de, no futuro, a usarem contra mim; nunca tive tendência a mostrar o meu lado mais soft, mais romântico, mais mole - prefiro sempre transparecer a minha postura dura, mázinha e fria, só para o caso de evitar que algum invasor queira ultrapassar os meus limites sem licença. Dizem por aí que há pessoas constroem muros em vez de pontes - e pode-se dizer que eu sou uma "trolha" nata, no que diz respeito a muros bem altos.

Nunca tive grandes problemas com o facto de as pessoas ficarem com uma ideia errada de mim - é a errada mas a ideal para prevenir situações que, a mim, me desagradam e imenso, e por isso compensa o risco. Muitos são os que não gostam de mim à partida, que acham mil e uma coisas e que me apontam todos os defeitos que encontram - e continua a compensar. Mas o que compensa mais é ver que algumas pessoas, mesmo deparadas com uma suposta personalidade que não agrada a muitos, continuam a tentar explorar e perceber o que vai cá dentro. E aí eu revelo que a concha se abre em situações especiais e que os muros que construí, afinal, até têm portas de passagem para o lado de dentro.

 

 

03
Set12

Espírito vingativo

Por entre a panóplia de más características que possuo, há uma chamada “vingativa”. Não é uma algo muito profundo nem para casos extremos, mas posso garantir uma coisa: eu não me esqueço.

A máxima “a vingança serve-se fria”, pode até elevar-se a uma estilo “a vingança ainda está no congelador”. Respostas tortas, amuos e coisas do género ficam-me entaladas; coisas vindas do nada, sem uma boa justificação que, muitas vezes, acabam por resultar em coisas maiores. E a minha resposta pode tardar e quem a provocou muitas vezes até está esquecido, mas eu faço questão de – no momento certo – dar a tacada final.

Às vezes é pior – a bem dizendo, quase sempre. Mas porquê as pessoas têm o direito de gozar comigo e dar umas valentes respostas tortas quando não têm nada que o fazer, e eu não posso ripostar de uma forma inteligente?

Passamos a vida a criar conflitos onde eles não têm de existir, levantando e fazendo tempestades num copo de água, e a verdade é que em muitos casos não me consigo conter e redimir à sensação de superioridade que os outros acham ter sobre mim (e sobre todos em geral). Livro-me do aperto que tenho guardado na garganta, no momento certo, e a coisa esquece-se, mesmo que naquela altura tudo se volte a incendiar de novo.

09
Mai12

Corte de cabelo a afectar o sistema

Construi toda uma self-esteem dentro da roupa e pela imagem que faço transparecer. Aprendi a vestir-me bem - no meu ponto de vista -, a cuidar do meu cabelo (sendo que a mudança de look ajudou imenso), a usar acessórios. Olhar-me ao espelho passou a ser uma coisa boa, quando arranjada e vestida.

Mas a verdade é que sem roupa passo bem sem o espelho - são estrias a mais (fruto dos emagrece-engorda, principalmente há uns 4 anos), celulite a mais, pêlos a mais (pai, vou-te à goela por isto) e no último ano ganhei um pé (e uma perna) inchado. Muitas vezes deixei de ir à praia por uma destas razões e porque nunca lidei bem com a (semi)nudez - não gosto e dispenso. Ir à praia é por causa do sol, da areia e do mar, e nunca constitui um prazer por poder andar de bikini e meia despida a mostrar-me a meio mundo. Nunca fui à praia com colegas de turma.

Portanto, eu estou bem é vestida. Gosto de me olhar ao espelho com um vestido, uns calções e umas sabrinas. Gosto de ter um look meio classy. Mas este novo corte de cabelo está a perturbar-me; não ficou bem cortado e o problema dos cabelos curtos é não ter grande margem de manobra. É provável que seja desta que o deixo crescer. E, até lá, é ver-me ao espelho vestida e de cabelo apanhado.

26
Mar12

Alta Definição

Sabem uma coisa que eu gosto mesmo, mesmo muito? É de ver o Alta Definição. Sou incapaz de vos explicar aquela dose de inspiração semanal que aquele programa me dá. Adoro ouvir histórias de vida e perceber as visões e perspectivas que cada um tem dela; fascina-me completamente.

Já foram tantas as entrevistas que ouvi, mas em todas elas retenho sempre algo - alguma frase que me fez pensar e que me demoveu desta minha forma tão característica - e talvez ligeiramente errada - de ver a vida. É nesses momentos que me apercebo que quero mudar e que espero que a vida interceda a meu favor; que quero que coisas aconteçam para que eu possa reagir, oportunidades que me mostrem quem eu realmente sou e aquilo que sei fazer de melhor - será mesmo escrever?

Dá-me muitos apetites: faz com que me apeteça andar sempre com uma maquina fotográfica atrás, dizer a todos os que gosto o quanto gosto deles, aprender a tocar guitarra, entre tantas outras coisas. Arranca-me inúmeros sorrisos e, muitas vezes, lágrimas.

E é tão bom; é tão bom sentirmos que, passados quarenta minutos de "conversa", conseguimos arrancar algo para nós, que irá fazer parte de nós e que, numa visão optimista, nos irá mudar um bocadinho. Sinto-me um bocadinho mais completa a cada semana que passa.

 

Um grande avé a este grande programa, que esta semana contou com o David Fonseca.

14
Mar12

A pouca paciência para compras demoradas

Geralmente, sou uma pessoa muito prática. Não gosto de gastar mais tempo do que preciso, em qualquer que seja a actividade. E as compras incluem-se.

Sou aquele tipo de pessoa que é capaz de entrar numa loja e dois minutos depois sair e dizer "já vi tudo e não gosto de nada". Não sou pessoa de andar a separar as roupas que estão expostas nos charriots, cruzeta a cruzeta, ou de experimentar a mesma peça de roupa cinco vezes a ver se fica mesmo bem ou é impressão minha. As lojas dão-me calores e gosto de ser rápida. Acho que se gostar mesmo muito de alguma coisa, esta me chamará à vista, e portanto não invisto muito na procura incessante de coisas que - na maioria das vezes - não existem.

Ou seja, sou o contrário da maioria da mulheres. E a verdade é que não gosto muito de ir às compras com elas - e quando vou, não é apra comprar, mas sim pela companhia.

 

Ando há dias e dias a ir a shoppings para comprar uma série de prendas que tinha para comprar. Hoje comprei três e a missão já está comprida. Tudo numa hora.

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