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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

13
Dez14

Em modo desratização

A minha vida nos últimos dias (ou deverei dizer meses?) tem sido um filme. Na quarta-feira acendeu-se uma luzinha no carro da minha mãe, sinal de que alguma coisa estava mal. Desvalorizamos, mas tratou-se logo de ligar para a oficina. Vieram os mecânicos no dia seguinte, olharam para aquilo, disseram que nem sequer se devia conduzir o carro e que era preciso um reboque. Veio o reboque e, poucas horas depois, ligaram com o diagnóstico: "uma rato roeu o cabo XPTO". O QUÊ? Não acreditamos, a garagem tinha sido limpa há menos de quinze dias e não havia sinais de roedores. Não podia ser. Foram ver o carro com os seus próprios olhos.

E era verdade. Tudo roído, incluindo a esponja do capô, plásticos e etc. Quando os mus pais chegaram a casa começaram uma inspeção aos carros todos:o meu também já tem peças roídas, o do meu irmão nem quero pensar. Mas ao abrirem o capô do último carro, plim!, salta o rato, desvendando todo um cenário de destruição. Um ninho montado ao lado da bateria, a esponja e os plásticos todos roídos para a produção do mesmo. Um desastre - se calhar sem resolução possível. O rato, depois de ter apanhado o susto de uma vida quando confrontado com humanos e a luz do dia, fugiu e nunca mais o conseguimos apanhar. Filho da mãe, cobardolas. 

Agora estamos à espera que venham montar o sistema de desinfestação, na esperança de apanharmos o bicho e podermos pôr os carros de volta na garagem e dormir descansados sem ter pesadelos com um roedor a invadir propriedade privada - e a danifica-la de forma permanente.

Este blog encontra-se, portanto, no mood desratização. Esperemos que funcione.

15
Nov14

Um acordar muito soft (ou não)

Tenho passado dias horríveis e noites atribuladas. Hoje planeava dormir um bocadinho até mais tarde, porque mesmo nos dias em que não tenho aulas de manhã acabo por acordar cedo para estudar, fazer trabalhos ou tratar de recados.Tinha tudo pensado: não me deitei tarde, desliguei o condensador de energia (já a pensar na possível falta de luz devido à trovoada, mais que recorrente por estes dias) e não pus qualquer despertador. Tinha tudo para correr bem.

Mas ainda não eram 7:45h e a Molly (que tem dormido na cozinha por causa do frio que faz de noite) entra-me disparada pelo quarto, aos pinchos, pulos, derrapagens e lambidelas - histérica e elétrica como é normal da parte da manhã - e, claro!, acorda-me. Ainda nem oito da manhã eram, por amor de deus! Levei-a rapidamente lá fora, que se passasse mais tempo com ela ainda a fazia num picadinho, com tanta raiva que fiquei.

 

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06
Nov14

Um dos mistérios da minha vida

Vou falar-vos de um drama que tenho desde que nasci. Chama-se: andar na rua com a minha mãe - e por isso é que se desenrola desde que nasci, porque sempre andei com ela e espero andar durante muitos mais anos. E vocês perguntam porquê, porque raio é que uma coisa tão simples como andar com a mãe na rua é um drama. Eu explico (e, vendo bem as coisas, não é propriamente um drama... mas é chato).

É simples: as pessoas cumprimentam a minha mãe. Pessoas que nunca vimos, homens, mulheres, pessoas mais novas e mais velhas - todas. Cumprimentam, dizem "olá, como está?", "passou bem?", "bom dia!", como se a conhecem mas não a vissem há muito tempo e fosse um cumprimento cordial mas que está lá - não é um mero aceno de cabeça ou um abanar de mão. E isto acontece, sem exagero, todos os dias, normalmente mais do que uma vez por dia.

Claro que a minha mãe já se habitou, já devolve o cumprimento e continua a sua vida como se aquilo não fosse um fenómeno estranho (que é!). Mas eu, que ainda não tenho a estaleca dela, não consigo faze-lo - fico sempre a olhar para as pessoas, tentando fazer analogias com as idades, sexo e outros fatores, para de uma vez por todas entender o que se passa. Também já deitei muitas vezes a culpa para cima da minha mãe, que consegue ser demasiado descarada e olha para as pessoas fixamente, podendo estas ficar incomodadas e pensar que a minha mãe as estaria a reconhecer e por isso têm aquele comportamento. Mas a verdade é que essa minha teoria é frequentemente infundada, pois ela está com óculos de sol ou a olhar para o chão. Também já pensamos que ela pudesse ser parecida com uma atriz ou alguém famoso e as pessoas tivessem a sensação de a conhecerem - mas, até hoje, não faço a mais pequena ideia de quem possa ser. Há mesmo pessoas que, ao interagir com ela (numa loja ou num balcão, por exemplo) lhe dizem que a conhecem de algum lado mas não sabem de onde. Enfim, muito estranho.

Às vezes apetece-me fazer um estudo a nível nacional para perceber o efeito que a minha mãe tem nas pessoas. Infelizmente acho que tal não vai acontecer e eu vou acabar por morrer na ignorância. Só peço a todos os santinhos que esta coisa não seja hereditária e um dia destes também me comecem aí a cumprimentar a torto e a direito enquanto passeio pela rua fora.

15
Out14

Fritei o meu microondas

Aqui há dias comprei, através do sapo voucher, uma "plataforma" para fritar batatas no microondas. Eu já sabia que era possível - aqui há uns dez anos tentamos isso e ficaram muito boas, mas todas coladas ao prato em que as colocamos - e por isso é que agora decidimos comprar para experimentar. Basicamente é um prato circular com umas rachas onde se enfiam as batatas, para elas poderem ficar na vertical e não se colarem ao prato ou umas às outras.

Pois que recebi a encomenda hoje e testei-a há coisa de meia hora. Cortei as batatas bem fininhas, coloquei-as na plataforma e depois 7 minutos no microondas. Ficaram crocantes, mas não o suficiente; por outro lado, também sabiam demasiado a batata. Tentei um second round, desta vez com 9 minutos no microondas. Ficaram melhores, mais crocantes, o sabor a amido menos intenso.

Passado cinco minutos volto à cozinha e cheira-me a esturro. Literalmente! Não havia nada no fogão, forno ou torradeira, e dei por mim qual cão de caça a farejar tudo (não, não é invulgar em mim, acho que fui um cão na minha outra vida). Achei que estava a ficar paranóica e chamei a minha mãe - e, nesse momento, olhei para o microondas. Estava apagado - quando normalmente tem sempre a informação das horas - e quente. Tipo muito, muito quente. Acho que ao ter fritado as batatas (que têm muito pouca água), fritei o microondas. Teme-se o pior.

23
Jul14

Molly, a caçadora

A minha Molly é um braco, uma cadela de caça. Já a mãe dela é uma bela caçadora, e ela tem bem a quem sair. 

A questão é que os cães de caça não devem comer aquilo que apanham - têm de ser ensinados a trazer os bichos sem lhes fazerem mal ou lhes espetarem aqueles dentinhos na carne: mas eu não sei ensinar isso à Molly. Pois que, com os dotes de caçadora dela, têm sido pássaros todas as semanas e têm vindo a aumentar de porte! Um dia um melro, outro dia uma rola... No início pensei que até os apanhasse mortos, caídos aí algures, mas seria demasiada coincidência ela ser uma caçadora e aparecerem sempre pássaros mortos, presos entre as suas mandíbulas. Mas vamos ao essencial: ela come-os. Tipo... tudinhos. Penas, patas, vísceras, ossos. T-u-d-o. E não larga, a filha da mãe da cadela. Ainda hoje fui a correr atrás dela pelo jardim fora e, como é óbvio, fui eu quem perdeu a corrida. Para o final da história, basta dizer-vos que só sobrou uma asa. Tudo o resto... glup.

 

(por outro lado, é desta que as idiotas das pombas e rolas vão deixar de nos comer metade da comida dos cães como se aquilo fosse tudo delas. Voem enquanto é tempo, acabou-se a era dos cães pacíficos!)

07
Jun14

Perdida na faculdade

No outro dia fui buscar o meu cartão da faculdade, 9 meses depois do que era suposto - nunca precisei dele, provavelmente nunca vou precisar, mas até já me tinham mandado um email para devolver o cartão provisório. Como tenho aulas num pólo à parte, não conheço nem nunca passo na faculdade em si, que até me fica um pouco fora de mão da zona onde vou todos os dias. Mas lá arranjei tempo e paciência e fiz-me ao caminho.

Sorte a minha que, mal entrei na faculdade, dei de caras com o quiosque onde deveria fazer o levantamento:

- Boa tarde. É aqui que se levanta o cartão de estudante?

- Sim. Quando o pediu (pensando que eu já estava a pedir uma segunda via)?

- Errrrrr....... no inicio do ano.

(demora a encontrar o cartão, dá-mo)

- Agora tem de o ir ativar aos serviços informáticos.

- Isso fica exactamente onde?

- À beira do serviço de fotocópias.

- .....

(olha para mim como quem diz estamos-no-fim-do-ano-e-a-menina-não-sabe-onde-fica-nada?-o-que-andou-a-fazer-durante-este-tempo-todo-sua-preguiçosa-que-paga-propinas-mas-nem-cá-põe-os-pés?)

- Desce as escadas, segue as setinhas e é lá ao lado.

- Aquelas escadas?

- Sim............................

- Obrigada.

 

Livrei-me de ter de pedir informações a outra pessoa qualquer, que as setinhas no meio do chão salvaram-me. E sim, podem gozar: eu não conheço a minha própria faculdade.

31
Mai14

Mulher que é mulher, consegue o que for preciso

Ontem fui a um hipermercado com a minha mãe, tratar de comprar uma série de coisas para o jardim e para a piscina, que de ano para ano há sempre baixas no que diz respeito a espreguiçadeiras, guardassóis e etc. Importa dizer que eu sou a voz da consciência da minha mãe: passo a minha vida a dizer "não precisamos disso", "já temos uma", "é demasiado grande, não cabe no carro", "não nos faz falta", "é muito caro". Mas também é importante referir que ela não ouve metade do que eu lhe digo.

Resultado: dois carrinhos. O meu com uma espreguiçadeira, um guarda-sol, uma base de guarda-sol e uma mesa e o dela com um puff gigante. Chegamos ao carro (uma viagem atribulada, tendo em conta que ver para lá do carrinho não era tarefa fácil) e tínhamos um problema pela frente: meter tudo lá dentro. O carro da minha mãe não é uma carrinha, nem um monovulume - tem 5 portas, os bancos rebaixam; é espaçoso para um carro daqueles, mas não deixa de ser um carro normal! Começamos por meter a mesa, a base de guarda-sol, o guarda-sol e a espreguiçadeira. E o puff? O puff teve de entrar pela porta. E entrar pela porta? Uma a puxar de um lado e outra a empurrar doutro.

A questão é que tínhamos audiência. Dois homens, na casa dos seus 30, fumavam o seu cigarrinho pacíficamente enquanto nós nos víamos gregas para meter tudo dento do carro. Riam-se como perdidos. Ajudar? Pffff. Eu ria-me com eles, que nestas situações não me consigo conter; a minha mãe teve um acesso de raiva, porque eles estavam literalmente a gozar com a nossa cara, como quem diz "nem nos vossos melhores dias vão conseguir meter isso tudo aí dentro".

A verdade, meus amigos, é que demos muitas voltas, empurramos muito, tentamos várias formas, mas entrou tudo lá dentro. Fechamos as portas com um estrondo, eles abanaram a cabeça e provaram se uns novatos nisto: as mulheres, quando querem, conseguem. Nem que uma de nós fosse a pé. Novatos, idiotas e com uma falta de cavalheirismo astronómica, é o que é.

18
Mai14

Estrela de David

Falava com o meu irmão pelo skype. Mostrei-lhe o meu turbante, pelo qual estou profundamente apaixonada (e ele também gostou) e depois um colar que estava a usar, que a minha mãe descobriu algures e que supomos que me tenha sido oferecido no meu aniversário, não sei ainda por quem.

Disse-lhe:

- É a estrela de David.

- O quê? Quem é o David?!

- É a estrela de David...

- MAS QUEM É O DAVID?

Quando me deixou falar:

- A estrela de David, dos judeus...

 

Silêncio da parte dele. Risos da minha cunhada. 

Duas lições a retirar daqui: ter cuidado com o que digo ao meu irmão (e falar-lhe como se de uma criança se tratasse) e nunca, nunca lhe apresentar um namorado, mesmo que seja no ano 1932. O que vale é que não há grande risco, pelo andar da carruagem. Está descansadinho, meu irmão, está descansadinho.

09
Mai14

Gosto requintado

A minha Olívia anda muito saída da casca. Depois do episódio dos ovos (que relatei aqui) esteve relativamente sossegada no que diz respeito a comida. Mas essa fase de paz acabou.

Ontem o meu pai fez anos e por isso fizemos um jantar de família aqui em casa (uma das razões pela qual não consegui cá vir). Prato principal: arroz de marisco, com um bocadinho de tudo. Aproveitando a folga que um dos miúdos lhe deu, deixando a porta da cozinha aberta, D. Olívia viu o prato de marisco (logo com a lagosta ali no topo) e, tau!, comeu praticamente a lagosta toda que já estava lá pronta para entrar para o refogado. 

Mas já antes disso tinha feito das suas. A minha mãe fez um bolo de chocolate para, mais tarde, soprarmos as velas; cobrimo-lo com chantilly. Pois que, aproveitando-se mais uma vez da porta aberta, D. Olívia vê o bolo, acha-o apetitoso e tau!, uma grande lambidela na cobertura do chantilly.

E é assim. Serve este post para elucidar os presentes na festa que, muito provavelmente, comeram bolo e arroz de marisco condimentado com bocadinhos de baba de cão - e sim, esse foi o segredo para que ficassem deliciosos! E, claro, não desfazendo esta minha cadela, que para além de extremamente chique, tem um paladar especialmente requintado (uma lagosta, hun? não é para todos)!

 

19
Jan14

Até nos cartões é preciso ter sorte

Na altura do Natal, quando decidi que era altura de trocar de telemóvel, andei indecisa entre comprar um tablet e manter o telemóvel, ou comprar um telemóvel novo, mais jeitosinho e não ter tablet nenhum.... enfim, considerei várias possibilidades. Acabei por ter um telemóvel novo e herdar o tablet do meu pai, que ele pouco ou nada usava.

Há uns tempos pusemos-lhe um cartão, de modo a poder aceder à internet quando estivesse fora de casa. Qual não é o meu espanto quando, um dia destes, o tablet começa a tocar - eu nem sequer estava a perceber o que se estava a passar: estava sozinha em casa, ouvia o toque típico da samsung e não podia ser do telemóvel da minha mãe, e só depois percebi que o som vinha da minha recente aquisição. Não atendi, porque não podia ser coisa boa: nunca tinha dado aquele número a ninguém, portanto quem quer que fosse que estivesse a ligar era para me chatear; mais!, nem eu sei qual é o número daquele cartão. Mas a verdade é que continuaram a ligar e até já mandaram mensagens! Na SMS em questão diziam o nome da entidade que estava a ligar, a par de um pedido para contactar a empresa devido a "irregularidades e incumprimentos". A empresa, meus amigos, é daquelas que dá créditos, tipo Cofidis. Já estão a imaginar o filme, certo?

Suponho eu que alguém está a dever dinheiro a uma destas empresas que criam autênticos buracos em famílias desesperadas, a pessoa em questão mudou de número, deve ter dado baixa dele e, como agora os números são reatribuídos, a sorte calhou-me a mim! Era o que mais me faltava.

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