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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

16
Dez16

Uma ode ao [meu] Natal

Eu não sei quanto a vocês e à vossa família, mas na minha o Natal é assim uma espécie de guerra fria: todos os anos há cenas, todos os anos alguém quer acabar com esta brincadeira, mas todos os anos se mantém tudo igual. Acho que esta época envolve uma série de mixed feelings complicados de gerir: por um lado é tempo de estar com a família, mas por outro sente-se ainda mais a falta dos que cá não estão; há férias e feriados, é uma altura de "paz", mas todo este frenesim das prendas, doces, festas, jantares e a própria consoada fazem com que se precise de ir uma semana para as Caraíbas no início do ano para um repouso absoluto com vista a "repor os valores de origem".

Na minha família da parte da mãe o maior drama (ou alegria, depende do ponto de vista) é o número de pessoas: passamos sempre dos 30 e a família tende a aumentar, entre namorados, maridos e toda uma nova geração de filhos que se está a construir. Isto significa mais gente para sentar, mais gente a sujar, mais gente para dar de comer, mais gente para coordenar. É complicado e extremamente cansativo ao ponto de, desde há muitos anos, haver sempre um momento em que alguma das matriarcas da família (que organizam os Natais) dizerem "chega!, para o ano não quero o Natal!". Felizmente nunca cumprem com a sua palavra porque, passado o cansaço, valores mais altos se levantam - e eu percebo, juro que sim. Também é a minha casa que fica em pantanas, também sou eu que carrego mesas e cadeiras para sentar toda a gente, também sou eu que acordo às 7 da manhã para fritar os doces - e sei que tenho idade para isso mas que os anos no lombo da minha mãe e da minha tia, as "anfitriãs" das festas, já lhes começam a pesar.

Sempre que elas vêm com estas conversas eu ataco por outro lado, alinho na delas. "Pronto, está bem, acaba-se com o Natal. Para o ano passamos o Natal sozinhos, cada um para seu lado?". A resposta nunca é positiva, após pensarem seriamente no que dizem. "Então, vamos viajar?". Aí já hesitam, mas eu não. A verdade é que nenhum de nós (da minha família, entenda-se) vai tomar como "normal" ter um Natal só com meia-dúzia de pessoas à mesa. A ideia de viajar é muito bonita - e não me interpretem mal, porque eu adoro passear por esse mundo fora - mas a verdade é que é Natal em qualquer parte do mundo; naqueles dois dias vai sempre haver famílias reunidas, prendas e todo o tipo de tradições natalícias e isso, inevitavelmente, faz-nos ter saudades de casa, do "nosso" Natal.

E sim, o nosso Natal é caótico. Mas é também maravilhoso. O ano passado passei o dia sozinha, com os meus pais e o meu avô, e foi um dos Natais mais tristes da minha vida; tinha o cabrito, os bolinhos de bolina, as rabanadas, o bolo rei. Mas sabem o que tinha mais? Um silêncio ensurdecedor, que é coisa que, no meu conceito de Natal, não encaixa. Acredito que existam Natais maravilhosos com 4, 5, 7, 10 pessoas - mas não para mim, que vivo desde que nasci no seio de uma família grande, barulhenta, com muitas diferenças mas, acima de tudo, muito unida. Não sei o que é passar um ano sem que me olhem, num sentimento de espanto, pena e inveja, quando digo que somos mais de trinta à mesa - porque toda essa confusão é que é para mim o Natal.

Há quem apregoe há anos que este nosso conceito natalício vai eventualmente acabar - porque se juntam tantos núcleos familiares que a articulação entre todos, num só dia, é praticamente impossível (uns vão às mães, outros às sogras, outros aos sogros - quando há pais separados ainda é pior - e por aí em diante). E é verdade. Já há muitos anos que não estamos todos juntos - ora falta o meu irmão que não veio de Inglaterra, ora falta uma tia que também está emigrada, ora faltam os meus primos que já têm mais do que duas famílias para se dividir. Mas ao menos persistimos ao tempo e continuamos na esperança de que, no ano seguinte, consigamos estar todos juntos. Porque o nosso Natal é tão forte, é tão bom e tem um tamanho impacto nas nossas vidas que nós não o conseguimos deixar ir - e no dia em que isto acabar, se acabar, posso garantir que nunca mais teremos Natais tão felizes, porque a nossa memória não nos deixa esquecer todos os risos, sorrisos, dramas e cumplicidades (ou, como quem diz, o amor) que se vivem nestes dias. O Natal pode ser complicado, pode ser difícil de (di)gerir - mas eu tenho a certeza absoluta que mais complicado ainda é a falta dele.

 

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04
Dez16

O drama de ir ao cinema na altura do Natal

Ando há imenso tempo para ir ver o "Fantastic Beast and Where to Find Them", mas muitas coisas se tem metido pelo meio e a minha sessão solitária de cinema tem sido adiada dia após dia. Isto não seria um problema se não nos estivessemos a aproximar perigosamente do Natal, época em que, como todos sabemos, os shoppings ficam totalmente impróprios para consumo.

Pelo menos no Porto, é o drama que temos: todos os cinemas ficam em centros comerciais, não há nada descentralizado destes "epicentros" das compras. Eu só tenho algumas compras finais a fazer, já sei precisamente o que quero e sou rápida e eficaz, mas fora isso só queria mesmo ir ao shopping ver o filme. Quando é para passear ou comprar qualquer coisa, principalmente nestas épocas, opto sempre por ir mal o shopping abre, mas para o cinema somos obrigados a ir sempre a horas de maior afluência, o que dificulta tudo isto. Apetecia-me levar um cartaz colado no carro a dizer "deixem estacionar esta pobre alma que só quer ir ao cinema e não vos fará concorrência nas compras natalícias", mas não me parece que vá funcionar. 

Posto isto, lembrei-me de uma coisa que poderia ajudar ao fluxo de pessoas nos shoppings. Tal como há câmaras nas praias para se conseguir ver o vento, a ondulação e a quantidade de pessoas no areal... também se podia fazer algo do género em versão centros comerciais. Bastava ter uma câmara em cada parque de estacionamento e já se percebia se o caminho estava desimpedido ou se era missão impossível. Fica a ideia. Aposto que quando estiverem meia hora à procura de lugar no vosso centro comercial, se vão lembrar de mim. 

01
Dez16

Habemus árvore de Natal!

1 de Dezembro, a suposta data "oficial" para decorar a casa com motivos natalícios. Eu sempre me opus veemente a isto, sou a personificação do ditado "o Natal é quando um homem quiser" (neste caso em modo mulher, mas vocês percebem) e mal cheira a Novembro começo logo a chatear a minha mãe para montarmos a árvore de Natal - e ela diz-me sempre que não, que a árvore se monta no primeiro dia de Dezembro e blablabla. Sim, meus amigos, toda a minha vida tem sido uma batalha - desde que me lembro de existir que choramingo todos os fins-de-semana de Novembro para montarmos a bendita árvore mas, quando o consigo, são só uns miseráveis dias antes do primeiro dia do último mês do ano.

Mas este ano foi diferente. Para minha surpresa foi a minha mãe a perguntar-me se queria montar a árvore, ainda faltava mais de uma semana para o dito dia "oficial" de montagens. Caiu-me o queixo e acedi de imediato, que não é todos os dias que me fazem uma oferta destas. Por acaso, e contra todas as expectativas, não montamos a árvore nesse dia: primeiro porque estava cheia de trabalho e segundo porque decidimos, finalmente, comprar uma árvore nova. Já há uns três anos que eu e a minha mãe discutíamos isto e que adiávamos devido aos preços ridículos das árvores de Natal. Mas este ano vi uma linda na Área e não consegui adiar mais: perdi a cabeça e o amor ao dinheiro, abri os cordões à bolsa e comprei uma nova, linda, com uns "meros" três metros de altura.

A outra já era alta e bonita, mas os dezasseis anos de uso já a estavam a deixar "depenada" - algo normal em árvores artificiais, mas que me desgostava a cada ano que passava. Eu adoro a árvore de Natal e a própria festividade em si - embora comece a perceber porquê que os mais velhos não gostem. Acho que por esta época ser festejada em família acaba por trazer memórias tristes, dos tempos e das pessoas que já passaram; eu própria já sinto isso e trago a reboque algumas memórias mais tristes de Natais menos felizes, mas quero contrariar-me ao máximo. Manter o espírito natalício em alta e, ainda para mais, ter uma árvore de Natal nova ajudou imenso.

E, para comemorar o "feito", filmei a montagem da dita. Não ficou tudo, até porque algumas coisas foram postas à posteriori, mas acho que dá para perceber a ideia. Uma árvore de três metros implica um escadote - e, pior, subir praticamente ao último degrau. Fiquei feliz por não ter vertigens (e ainda deu para fazer um treininho de pernas, ali no sobe e desce). No fim acho que ficou linda. Nós colocamo-la no centro do nosso jardim interior, fazendo com que seja visível em praticamente todas as divisões da casa - o que é giro por um lado mas que, por outro, não lhe dá aquela ar "acolhedor" durante o dia, pois está num sítio super iluminado. Acho sempre as árvores mais bonitas nas lojas, onde não há luz direta e natural, fazendo com que tudo fique com um aspeto mais "cozy" - mas isto é o que temos e, apesar de dia perder um pouco a piada, de noite fica lindo, lindo, lindo. 

Deixo o tal vídeo e umas fotos. 

P.S.: Já só faltam 23 dias!!!

 

 

 

 

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25
Nov16

Querido Pai Natal...

Um mês para o Natal, whoooow! Adoro esta época do ano, já sabem como é especial para mim. Já tenho a minha árvore pronta a decorar, assim como 90% das prendas compradas e estou ansiosa por ter aquele cheirinho a canela espalhado pela sala e aquele nervoso miudinho de ter casa cheia, assim como as caras dos meus amigos e irmãos quando abrem as prendas. 

Vou poupar-vos ao paleio que tenho todos os anos sobre a troca de presentes - já sabem que adoro trocar prendas e por isso é que já quase há um mês que ando a tratar de comprar tudo para a minha família, porque são coisas que vêm dos quatro cantos do mundo. Adoro pensar em coisas especiais e giras para cada um deles, e tal exige tempo. Mas sei que nem todas as pessoas são assim - pelo contrário, há sempre aquela tendência de deixar tudo para a última da hora. Para além disso há aquela ideia instalada em relação a mim de que sou super difícil para arranjar prendas. Eu não acho, até penso que sou fácil de agradar e nada esquisita neste tipo de coisas. O simbolismo, para mim, é o mais importante - e não me lembro de não gostar de uma prenda de Natal que me tenham dado.

Ainda assim, e como isto já é um clássico, já todos me andam a perguntar quando é que lanço a minha lista de presentes de Natal. Eu sou uma sortuda e, hoje digo-o, sou feliz. Não preciso de nada. Mas gosto de receber prendas e de ser surpreendida, porque sou humana e no fundo todos gostamos de ser mimados. Como tal, deixo uma lista de coisas que gostava de receber. Se não tiverem tempo, dinheiro ou pachorra, também aceito meias - desde que sejam fofas e quentes, podem ficar descansados que não me vou insurgir contra esse clássico de Natal. E uso-as de certezinha.

 

Ah! Lanço isto na Black Friday porque há, de facto, descontos de bradar aos céus. Se quiserem aproveitar, muitas das lojas que menciono abaixo estão com preços super apetecíveis e simpáticos. Pus asterisco nas lojas que estão com promoções nestes produtos.

 

PrendasNatal2017.jpg

 

 

 

1. Livro "O Labirinto dos Espíritos", do Carlos Ruiz Záfon. Deve ser um dos bestsellers desta época, por isso não é difícil encontrar. Também quero o "Eragon", que ando para ler a séculos - se quiserem dar uma ajudinha oferecendo-me, ficarei feliz.

2. As sapatilhas da HushPuppies de que falei aqui. O tempo passa e elas continua alojadinhas no meu coração.

3. *Brincos com pérolas. Estes são da Stone by Stone e são diferentes, mais descontraídos (aqui), mas também aceito aquela pérola clássica, para completar os looks mais sérios que agora uso com mais frequência.

4. *Anéis de prata da Stone by Stone. São a minha perdição, uso-os a todos, não marcam os dedos e são super em conta. Estes dois andam debaixo do meu olho há séculos e quero muito tê-los nos dedos. O meu tamanho é normalmente o mais pequeno de todos, tenho o dedo fininho. Aqui e aqui.

5. Roupa de desporto, em particular tops. Ando a precisar de motivação para ir ao ginásio e roupa nova e gira ajuda sempre. Esta é da sport-zone.

6. *Estojo. Ando sempre a trocar o estojo de uma mala para outra, por isso tenho a tendência para me esquecer. Queria um mais giro e compostinho e este da Bimba & Lola afigura-se uma boa opção. No entanto, pode ser outro qualquer - como já disse, não sou esquisita.

7. *Uma mala mais pequenina, não completamente formal e não completamente casual. Também não tem de ser da Bimba Y Lola, esta é só uma ideia. Aqui.

8. Por fim, esta lightbox que eu ando a namorar desde que a vi em Estocolmo. Já a vi em muitos sítios online à venda (como aqui), mas em loja só vi na Área. 

 

Fora da lista: livros, livros, livros (posso sempre trocar, respirem de alívio), pijamas, robes e mantas (preciso de uma gira para o escritório). Acho que está tudo - e já dei aqui uma ajuda valente. Queridos manos, não têm de quê 

12
Nov16

It's Beginning To Look A Lot Like Christmas

Eu chego a esta época do ano e só me apetece ouvir Michael Bublé. Já me é intrínseco, os meus dedos já quase o fazem de forma automática, como se tivessem ligados a uma agenda mental. Lá pelos primeiros dias de Novembro, de cada vez que vou ao YouTube, parece que escrevem sozinhos "Michael Bublé" - e o pior é que, ano após ano, continuo a adorar aquelas músicas como adorei desde o primeiro dia.

Já estou, desde o início do mês, imbuída no espírito natalício (sim, já comprei a maioria das minhas prendas...) e, como não podia deixar de ser, as músicas já andam em repeat mode. Mas com a notícia de que o filho do Michael Bublé está com cancro, confesso que de cada vez que o ouço tenho um sentimento agridoce. Por um lado são melodias bonitas, calmas, sempre com um fundo de esperança tal como pede esta época; mas por outro não consigo deixar de pensar que, quem as canta, está provavelmente a passar a fase mais difícil da sua vida enquanto eu estou aqui a baloiçar-me enquanto escrevo, trabalho ou trato das minhas prendas de Natal.

A vida é dura e os momentos maus tocam a todos. As doenças não escolhem idade, sexo ou estrato social, mas é sempre duro ver os outros sofrer - e é claro que há sempre gente a sofrer, mas "longe da vista, longe do coração". A mim conforta-me o facto de aquela criança - ainda que ninguém tão novo mereça sofrer o que quer que seja - tenha todos os meios à sua disposição para ver esta maldita doença curada, com pais sem dificuldades financeiras e com todo o tempo do mundo para lhe dedicarem.

Eu cá vou continuar a ouvir o Bublé, porque ele será sempre a voz desta época que me é tão especial, este ano a torcer particularmente para que tudo corra bem. 

11
Out16

Já de olho nas prendas de Natal

Confesso que sou um bocadinho inconstante no que diz respeito a presentes, o que é um chato. Num aniversário dou uma prenda; noutro já não dou. Num Natal dou prendas a todos os miúdos, noutro já não dou a ninguém. E isto acontece não por ter má vontade ou me esquecer, mas por não gostar de dar prendas normais, só porque sim. A pecinha de roupa, o caderninho, o voucher, os creminhos para a pele... é tudo muito giro, mas tem escrito  "PARA DESPACHAR" ali algures.

E eu, quando dou prendas, não é para despachar. São prendas com significado, que fazem sentido, que têm uma mensagem por detrás. Podem custar-me 50 cêntimos ou 50 euros, o que me importa é mesmo o impacto que causam. No Natal passado, por exemplo, fiquei super orgulhosa pela panóplia de prendas que entreguei - achei que todas tinham sido bem conseguidas, porque todas tinham um toque meu; na altura até quis mostra-las aqui, mas a minha vida na altura não estava fácil e a coisa acabou por não se dar. Muitas vezes a prenda em si não vale nada, o que vale é aquela gargalhada ou sorriso rasgado quando as pessoas rasgam o papel. E isso vale tudo. A título de exemplo, digo-vos algumas das coisas que ofereci: à minha cunhada dei um frasco cheio de corações de açúcar, feitos por mim (como estes); na tampa, tinha um cordel com uma mensagem, que dizia algo como "que estes corações te adocem o chá como tu me adoçaste a vida". À minha irmã dei um apanha migalhas em forma de joaninha, pois ela chama-se Joana e sempre adorou joaninhas. Ao meu pai dei-lhe um telegrama em chocolate, da MySweetsForYou, com uma mensagem especial para ele (que é um devorador de chocolates quase crónico). E ao meu irmão dei-lhe as chaves de casa dele, que eu tinha perdido há meses (mas achava que não tinha sido eu, embora ele estivesse sempre a insistir) e que encontrei um par de dias antes do Natal.

Estes são só alguns dos muitos exemplos de prendas que dei e adorei - às vezes até gosto mais de dar as prendas e ver a reação das pessoas do que propriamente de ver as minhas. E por isso é que, quando não tenho nenhuma ideia brilhante para um presente, prefiro nem dar, porque desvirtuo toda este meu ideal de presentes com significado (embora saiba que é chato). 

Como tempo é algo que agora não tenho em abundância e há sempre coisas que mando vir da internet e que demoram a chegar (ou, quando chegam, revelam-se um flop), já estou a tratar das minhas prendas com devida antecedência. Já estou aqui a magicar umas ideias e acho algumas tão boas que até me custa não as dar já. Natal, chega rápido!!

24
Dez15

Feliz Natal!

Este é o post de praxe, toda a gente sabe. Tenho escrito muito menos do que queria e trabalhado muito menos do que tinha previsto - estar sentada ao computador, no estado em que estou, não é o mais conveniente, por isso faço-o só quando estou em desespero de causa ou preciso mesmo muito. E este é um dos casos.

O Natal é, para mim, uma das épocas mais especiais do ano. Adoro tudo: a família, a árvore, o presépio, os presentes. O último Natal foi muito amargo e, embora este não seja comparável, não o vou passar nas melhores condições. Ainda assim, não vão ser as dores, o desconforto e a inibição de me sentar (pelo menos o mais possível) que me vão estragar esta quadra ou que me vão impedir de fazer os meus bolos de bolina e outras tradições que tais.

E é esta a mensagem que vos deixo: que, com mais ou menos problemas, mais ou menos vontade ou estado de espírito, que aproveitem esta época ao máximo. Desfrutem da família (este é dos poucos ou únicos momentos do ano em que nos juntamos todos, por exemplo), sorriam com as prendas (mesmo que sejam meias feias - vejam o lado bonito da questão!) e enfartem muito, porque este não é dia para fazer dietas.

Este ano, se pudesse pedir coisas imateriais para estarem no sapatinho, pedia saúde e paz de espírito (algo que senti falta nos últimos meses, não só em mim, mas também nos que me rodeiam). Desejo-vos sinceramente o mesmo. Sejam felizes. E obrigada por, todos os dias, me darem pequenas prendas (em forma de comentários e palavras) e me fazerem também a mim feliz!

 

Beijinhos e um Feliz Natal!

 

DSC_0682.JPG

 (foto minha, tirada num dos passeios fotográficos)

17
Dez15

Embrulhos natalícios

Eu já me sinto confortável em vos confessar que sou uma criatura rara, porque sou (e vocês já sabem). E que coisa estranha vem por aí desta vez? Eu explico, mesmo sabendo que me vão achar uma doida varrida.

Então aqui vai disto: eu não gosto que embrulhem as prendas de Natal nas lojas. Pronto, é isso, já disse. A verdade é que sou um bocadinho masoquista e adoro embrulhar eu as coisas, a meu gosto, aqui em casa. É uma espécie de ritual anual: ir para o andar de cima, ligar o tablet e pôr o Michael Bublé como música de fundo enquanto corto os papéis, a fita cola e dou trinta voltas aos presentes para que fiquem perfeitamente lindos e embrulhados. Para além disso, os embrulhos que fazem nas lojas são sempre feios, cheios de agrafos e sacos com os nomes das loja - algo nada natalício.

O Natal, para mim, é amor. É o cuidado com que se fazem as coisas, o amor que se põe nos doces, o tempo que se gasta a escolher a prenda certa. Acho todo esta política de "despacha lá esse embrulho o mais rapidamente que conseguires, por mais feio que ele seja" contraditória em relação ao meu conceito de Natal. Mas a verdade é que mesmo que as lojas demorassem uma hora a fazer o embrulho mais perfeito de todos os tempos, nunca me encheriam as medidas: porque o que eu gosto mesmo é de ser eu a embrulhar as prendas.

Gosto de escolher o papel certo para aquela prenda e para aquela pessoa. Gosto de ver a melhor forma de embrulhar prendas complicadas. Gosto de decidir se ponho um laço, uma fita ou se deixo o embrulho falar por si. Acima de tudo, adoro sentir que o Natal está aí ao virar da esquina e que vou reunir-me com a minha família, conversar, tirar muitas fotos e passar a noite mais fria e comprida do ano com o coração quente.

Alguém me disse, um dia destes, que o melhor do Natal é o tempo em que esperamos por ele o preparamos com todo o primor - e eu acho sinceramente que é verdade. Não há outra razão possível para eu adorar passar horas a embrulhar coisas.

06
Dez15

Para pais-natal em com dificuldade de escolha

Já é tradição aqui no estaminé fazer uma listinha de prendas de Natal que gostava de receber. A verdade é que eu posso queixar-me de muita coisa nesta vida mas a falta de bens materiais não é, definitivamente, uma delas. Tenho tudo aquilo que quero e muito mais do que aquilo que necessito. Ainda assim, sou capaz de ver muito para além daquilo que é material e perceber que o Natal é muito mai do que as prendas no sapatinho - mas não sou hipócrita e digo, muito sinceramente, que é a altura do ano em que mais me dá gozo receber presentes. Adoro aquela sensação de expectativa, de ver a sala cheia de prendas para toda a gente e o som consecutivo do rasgar do papel. É um momento que guardo sempre no coração, à medida que os anos passam.

E, tendo em conta tudo isto, dou sempre uma ajudinha à minha família no que diz respeito àquilo que me podem dar. Eu acho que sou a pessoa mais fácil da terra para dar prendas, gosto de imensa coisa e sou pouco esquisita. Ainda assim, e para ir de encontro com algumas necessidades do momento ou coisas que queria especialmente, acho por bem dar um empurrãozinho - que tenho a certeza que dá jeito, pois já me vieram perguntar "então e este ano não publicas a tua wish-list?". Portanto, meus irmãos e pais queridos e fofinhos, aqui está a lista que tanto gostam. 

Não esquecer que, para além do mencionado na imagem da abaixo, chocolates, postais, molduras com fotos e - claro! - coisas "inúteis" da Tiger são mais do que bem-vindas! Dou mais valor ao ato de dar a prenda do que à prenda em si (daí lutar tanto, todos os natais, para que se troquem prendas entre várias pessoas e não só entre o núcleo familiar - acho que há muitas formas diferentes de se dar coisas, algumas que só implicam boa vontade e o gasto de muito, muito pouco dinheiro).

 

prendasnatal2015.jpg

 

 

 

06
Dez15

De volta à base

DSC_0181.JPG

 

 

Ir a Lisboa mais perto do Natal já é quase um clássico para mim - e sabe-me sempre pela vida! Claro que desta vez teve um saborzinho especial, pelas razões que descrevi no post abaixo - foi bom rever amigos e foi delicioso passar uma horinha com o meu sobrinho caçula ao colo. 

Ele continua igual, com a mesma simpatia e de sorriso fácil, só que um bocadinho mais maciço. E, claro, já com o seu primeiro dente a espreitar - algo mais do que suficiente para ele devorar bolachas e fazer uma lixeira de todo o tamanho no raio de um metro. Os meus amigos continuam iguais, felizes, e a transmitirem-me a mim essa felicidade (e eu preciso mesmo de ser contagiada!). Passados estes anos ainda me conseguem mostrar coisas novas - fomos ao jardim da estrela e tomamos café na Gulbenkian, sítios onde nunca tinha estado - e convencer a experimentar coisas novas - foi com eles que comi sushi pela primeira vez há uns anos e ontem foi dia me estrear a comer num restaurante chinês/cantonês. À noite ainda demos uma volta pela baixa para ver os enfeites e as luzinhas de Natal, para completar o espírito e a magia desta altura do ano.

O tempo foi pouco - no fundo, não cheguei a estar lá nem 24 horas -, por isso não me dei ao trabalho de pegar na máquina para fotografar. Tirei fotos com a grávida mais querida de Lisboa (a minha amiga) e com o meu sobrinho; não passou disso. Quis gastar o tempo a conversar (sinto que não os vejo durante tanto tempo que preciso de pôr a conversa toda em dia), passear e arejar as ideias. Foi bom. Já ajuda a ter força e inspiração para as últimas duas semanas de faculdade que se seguem, que são sempre as mais infernais do semestre. 

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