Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Mar14

Vale a pena esclarecer isto

Sempre me disseram que devemos ter a capacidade de rirmos de nós próprios. E embora eu não tenha um sentido de humor muito apurado (que não tenho), acho que tenho vindo a conseguir rir-me de algumas das minhas particularidades, em vez de deprimir por causa delas.

Assim é com a Zumba. E com o facto de eu não ter namorado. Se eu podia deprimir por aí, e dizer que não tenho ninguém que goste de mim nem que se interesse por mim e mimimimi? Podia, mas prefiro não o fazer, até porque estou ciente que grande parte da culpa nesta minha solteirice é minha. Nunca, em nenhum dos meus posts, eu disse que era uma aberração da natureza, me deitei para baixo, disse que ia morrer solteira (pelo menos com seriedade) ou que nunca nenhum rapaz iria olhar para mim. Brinco apenas com o assunto, tal como brinco com a minha incapacidade dançar ou como podia gozar com o facto de pintar pior do que a minha sobrinha de 6 anos ou de ter estado na linha de reprovação a história. Não é dar importância a mais a um assunto, não é menosprezar-me, não é uma afirmação de que vou ficar solteira para sempre. É uma brincadeira, porque, de facto, não é muito normal uma rapariga de 18 anos não ter namorado, nunca ter tido, não estar interessada em ninguém e não fazer um drama disso. É uma particularidade com que eu, felizmente, tenho a capacidade de "gozar", em vez de sofrer com isso. Pelo menos em demasia.

27
Fev14

Como ser eficaz na tarefa de não arranjar namorado

Ires para a Zumba, ficares no teu lugar habitual - que é, por acaso, mesmo em frente à porta (porque raio é que me pus ali no primeiro dia, meus deus?!)-, e esperares que te vejam a dançar horrivelmente como só tu sabes.

 

 

(Explicando: o ginásio onde ando é relativamente pequeno. Os balneários, a zona das máquinas e o estúdio de aulas são todos muitíssimo próximos uns dos outros. Quando a aula de Zumba começa, a música - que se faz ouvir em todo o lado - atrai os mais curiosos (que podem, por acaso, até ser rapazes jeitosos - mas, verdade seja dita, eu nem reparo bem: é uma mistura de cansaço com a falta de vontade de olhar quem me está a ver naqueles preparos), que se colam à porta de vidro a apreciar as dançarinas de categoria. E quem está logo ali à mercê dos olhares, quem é? Exacto. Essa pessoa que (não) adora dançar e que morre de vergonha só por lhe porem os olhos em cima: eu.)

De facto, e apesar de sempre ter tido a teoria de que muita gente ia para os ginásios exibir o corpinho e tentar arranjar namorado à força toda, tenho de admitir que, para mim, essa técnica jamais funcionaria. Porque, mesmo estando longe de ter um corpo de sonho, o exercício físico deixa-me vermelha, calorenta e despenteada - o suficiente para afugentar qualquer tipo de pretendentes. 

Aprendam comigo. Ser solteira é fácil. No meu caso basta ir ao ginásio.

14
Fev14

Feliz dia dos namorados

 Antes de mais, uma imagem fofinha (todos precisamos de imagens "fofinhas" neste dia especial): 

 

 

Depois, acho apropriado que neste dia tão vivido, acima de tudo, pelos solteiros (sim, é verdade, os solteiros fazem deste dia uma celeuma maior do que os próprios comprometidos), lance uma nova teoria (eu não costumo partilhar por estas bandas as minhas teorias, que são desde mirabolantes até irreais e muitas vezes com uma pitada de ficção científica). Mas esta é séria.

Vou deixar de dizer que "estou solteira". Passarei a dizer que "sou solteira". Depois de um dia de pura procrastinação, cheguei à conclusão que o uso do verbo "estar" nesta situação em específico dá uma ideia de que a situação pode mudar de um dia para o outro - num dia estou, mas no seguinte já posso não estar. Por outro lado, o verbo "ser" já tem outra maturidade; já dá a sensação de prolongamento, de uma coisa mais duradoura e não tão facilmente modificável. 

Sendo assim, e após uma análise ao meu caso deveras problemático (ah ah ah), cheguei a uma conclusão: sou o exemplo perfeito de uma solteira com verbo "ser".

27
Nov13

Uma questão de encantamento

A verdade é que não é assim tão difícil deslumbrar-me. Não acontece muitas vezes porque, simplesmente, as qualidades que têm esse poder sobre mim não são fáceis de encontrar. Talvez seja por isso que continuo solteira ao de eterno: não é uma questão de exigência por si só. Quando nos apaixonamos, há um encantamento que vem associado - quando isso não acontece, não há nada a fazer.

Ao contrário da maioria, não é um corpo bem definido ou uma carinha laroca que me deixam a babar. Quer dizer, ajudam, como é óbvio - quem não gosta de ter um namorado que dá gosto olhar todos os dias e que faz com que todas as outras se roam de inveja? Pois claro. Mas isso não é tudo. Aliás, é muito pouco. Há duas coisas que me deixam louca logo à partida: um rapaz que seja rico culturalmente (que goste de cinema, que vá ao teatro, que leia!!) e tenha interesses fora do comum (se souber, por exemplo, coisas sobre físicas e químicas e biologias e introduza isso numa conversa perfeitamente casual é um bom início); saber tocar um instrumento musical - um rapaz que se sente em frente a um piano e que faça sair dali uma melodia qualquer de Beethoven ou de Mozart ou a Comptine d'Un Autre Été do "Amélie" conquista automaticamente metade do meu coração. 

Infelizmente, não são qualidades que se encontrem aí a cada canto. As consequências estão à vista (ó pra mim solteira) - e não me incomodam particularmente, mas não impedem que eu pense no assunto, como outra coisa qualquer. É algo que me intriga, embora devesse ser eu a pessoa que mais percebesse a razão desta minha "síndrome de solteirice" - a verdade é que não sou e por isso é que às vezes me ponho aqui a divagar. Lembro-me de vez em quando e as pessoas fazem também questão de mo lembrar, tendo em conta que não são poucas as pessoas que me vêem e perguntam de rajada "e então, namorado, já tens?"

Ontem, enquanto a voz do Jamie ecoava na minha cabeça, lembrei-me de mais esta razão (a falta de encantamento ou, por outras palavras, rapazes que se aproveitem) e decidi que era mais uma para juntar à lista. Nada como o Jamie para me inspirar.

20
Out13

Novo requisito: sushi lover

Hoje consegui arrastar uma amiga para o sushi. Estava mesmo a apetecer-me e soube-me tão, mas tão bem! Mas sei bem que esta sorte não se vai durar muito e que vai ser difícil arrastar mais gente para comer peixe cru comigo. Das duas uma: ou trago para casa ou tenho mesmo de ir sozinha.

De qualquer das formas, mulher prevenida como sou, já planeio tomar providências: vou pôr, na folhinha de candidatos a namorados, a pergunta "gosta de sushi?". Se a resposta for negativa, a candidatura é imediatamente rejeitada, que eu não faço a coisa por menos. E, se ficaram curiosos, na folhinha também tem perguntas (que funcionam mais como condições) do género "é do FCPorto?", "sabe mudar pneus?", "consegue partir marisco decentemente?" e outras coisas que tais. Claro que a do sushi está agora no topo das prioridades; por mim, engolia já outra dose daqueles rolinhos maravilhosos que me prepararam hoje.

E pronto, agora é esperar para ver as candidaturas que vou tendo. A continuar assim, as previsões são boas: lá para 2118 terei um namorado. Algures no além. Por mim, desde que coma sushi, tudo bem, seja lá em que parte do universo for. 

23
Mai13

A pergunta do costume

Eu falo muito, se calhar escrevo ainda mais, mas a ideia de que tenho a resposta sempre pronta e sei de tudo é totalmente errada. Eu passo boa parte do meu tempo a formular respostas para questões que me coloco todos os dias - eu revejo conversas que tive umas trinta mil vezes, irrito-me por me ter comprometido aqui e acolá, por ter sido ligeiramente incoerente numa certa afirmação. Discuto comigo mesma todos os dias, interiormente, e talvez seja por isso que muitas das minhas respostas parecem ser pensadas - e é também isso que me dá um certo conforto em certas conversas que tenho, nas quais, se fosse doutra forma, não saberia o que dizer.

A viagem para Mafra foi interessante nesse ponto de vista - até porque não podia fugir para fora do autocarro para me desviar da conversa, o que me obrigou a responder de alguma forma àquilo que me perguntavam. O assunto era dos poucos em que a minha resposta nunca está preparada e eu plisso sem fim: a minha vida amorosa. Podem-me pôr a falar de política, de religião, dos processadores dos computadores (assunto sobre a qual eu não sei nada, mas nem me importo de inventar) ou até do sexo dos anjos. Mas da minha vida, não, por favor! E a explicação é bastante simples: primeiro porque não sou pessoa de grande partilhas. Confesso algumas coisas a meia dúzia de pessoas em que confio em grande escala e fica por aí. Por outro lado, por muito que me perguntem, eu nunca sei responder - acredito que achem improvável, mas as questões que vocês próprios se colocam sobre mim, também eu faço.

A pergunta mais flagrante e da qual eu já falei aqui é: "mas porquê que tu, não sendo uma aberração da natureza e até tendo alguma graça, sendo inteligente e outras coisas que tais, nunca tens namorado?". Questão interessante, de facto, mas à qual eu não tenho resposta. Passa-me pela cabeça a palavra "predisposição" e o facto de eu ser uma chata do pior. (Chega?)

12
Mai13

Até tu, Clara?

Enquanto lhe dava banho:

- Tili, é mesmo a sério que não tens namorado?

- Sim, porquê?

- Porque tens de arranjar um.

- Tenho?

- Tens... para ter filhinhos e eu ter com quem brincar.

- Mas eu ainda sou muito nova para ter filhos.

- Hum, pois... Primeiro casas. Depois tens filhos. E pronto.

 

Estou a começar a fazer teorias da conspiração... até a minha sobrinha, pá!

04
Abr13

O post que está por desenvolver

O inspira-me dos blogs do sapo sugere, para um post, "o tema daquele post que está para escrever há não sabe quanto tempo". Não que esteja a precisar de inspiração, mas por acaso vem mesmo a propósito.

Já há muito que penso, que escrevo, que reescrevo e medito num post sobre namorados - ou melhor, uma possível razão para não os ter. Ou, basicamente, um post sobre o assunto em geral. Sou uma miúda nova e por isso seria natural que fosse um assunto recorrente aqui por estas bandas, tal como se vê por aí na maioria dos blogs, mas, pelo contrário, não o é. Acabo, na verdade, por ter imensa dificuldade em escrever sobre o assunto por todas as razões e mais alguma.

Seria uma grande incoerência da minha parte falar aqui sobre algo que nem sequer me disponho a falar no dia-a-dia - o blog não é anónimo, já não é lido (só) por anónimos e, para ser muito sincera, não há muito que contar e por isso não faz muito sentido que comente aqui o pouco que tenho para dizer. Mas mexe-me um bocadinho nas entranhas e nos recantos mais escondidos do meu ser (que também se pode chamar de auto-estima) o facto de não ser muito sucedida neste campo; por outro lado, tenho a plena consciência que assim o é porque, de alguma forma, eu o propicio (podemos imaginar-me como um repelente, de uma forma básica e rápida).

Tenho um post nos rascunhos que tenta explicar toda a salgalhada que envolve este assunto, mas não está pronto (nem eu estou, diga-se) para ver a luz do dia. Talvez um dia. Certo, certo, é não verem muitos textos sobre esses temas aqui por estes lados, porque já viram que a confusão é demasiada para eu conseguir sequer escrever alguma coisa de jeito. Todos temos os nossos calcanhares de Aquiles, não é verdade?

13
Mai12

Dos namorados e coisas que tais

Uma das coisas que não gosto que me perguntem é "então e como vais de amores? Há namorado?". Nem é bem pela pergunta em si (que também não gosto), é pela resposta que tenho de dar. Respondo sempre que não, não tenho, mas sinto sempre que as pessoas não acreditam em mim. Respondem sempre, com aquele ar de gozo de quem pensa "esta jovem acha que eu já não tive a idade dela": "mas então uma rapariga tão gira, não tem namorado? Os rapazes viraram todos cegos, é?".

Eu pergunto-me: o que raio querem que eu responda? Que sim, que tenho namorado, mesmo não sendo verdade? Que não, que os rapazes não têm olhos e eu sou giragiragira - ahah - mas nenhum me quer? Que sim, andam imensos atrás de mim, mas que eu nao quero nenhum? Digo qual delas, sendo que todas são mentira?

Eu limito-me a dizer a verdade e ninguém se acredita. Sabem que mais? Não sei que vos faça.

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Redes Sociais

Deixem like no facebook:


E sigam o instagram em @carolinagongui

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Leituras

A ler:



goodreads.com


2019 Reading Challenge

2019 Reading Challenge
Carolina has read 1 book toward her goal of 12 books.
hide

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Ranking