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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

27
Out14

És a Lisboa que eu amo

Ai Lisboa, Lisboa! Lisboa mexe comigo, e este fim-de-semana senti como se me tivessem a fazer uma operação mas, em vez de me mexerem nos órgãos, me mexessem na alma. Foi uma cidade que conheci numa altura mais turbulenta da minha vida mas que me enche sempre as medidas e me traz sempre os sentimentos à flor da pele, mesmo que ande sozinha a vaguear pela cidade sem rumo definido. Ao falar com o meu pai, a quem liguei enquanto descansava as pernas em frente ao Terreiro do Paço, ali mesmo em cima do Tejo, ele perguntou-me: "então, como estás?". E eu respondi, rápido, e sem pensar muito: "estou feliz". E acho que isso diz tudo.

 

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17
Fev14

Lisboa

Lisboa são amizades estranhas mas duradouras e especiais, dias de sol a pé na calçada portuguesa ou de chuva por debaixo do cobertor polar. Lisboa são gelados bons, e aqueles arrepios na espinha - mesmo aqueles que os gelados não são capazes de dar. Lisboa são miradouros, o Tejo e aqueles pastéis de nata divinais! Lisboa são tostas mistas a metro, o Arco da Rua Augusta e as mensagens inesperadas. Lisboa são os olhares, o medo, a alegria, o rio, a diversão, as fotografias e os sorrisos. É apreensão. É a solidão e a companhia no seu estado mais puro. Lisboa é ouvir o comboio chegar e saber que está na hora de partir, mas também são aqueles minutinhos de ansiedade antes da hora da chegada e de pôr o pézinho na estação do Oriente. Lisboa são as melhores visitas guiadas, os taxistas simpáticos, os escaldões na cara, uma passadeira vermelha. Lisboa é uma flor numa noite fria. É um adeus muito sentido. Um olá sempre tão feliz. E uma grande fonte de inspiração.

Até amanhã, Lisboa.

20
Set13

Ficar na cidade

Houve uma fase em que queria ir para Lisboa quando fosse para a Universidade, aí há uns dois anos. A ideia agradava-me por múltiplas razões: tinha amigos lá, sairia da minha zona de conforto, viveria na capital, com outro tipo de oportunidades, aprendia a viver sozinha. Tudo coisas muito boas... mas nada fáceis.

Agora que estou a viver o momento, dou por mim a dar graças por ter ficado no Porto. Nunca fui boa a adaptações, mas esta está a ser particularmente difícil. Sei que vai correr bem, que daqui a um mês aquele pólo já será a minha casa; mas para já, não é. Sou uma peixe fora de água... e a sufocar. Olho para os meus colegas super entusiasmados e felizes e acho que algo de errado se passa comigo; no fundo, batalhei tanto para chegar aqui e agora sair de casa e ter de me dirigir àquela praça é um suplício para mim. Mas sei que, apesar de não ter muitos amigos, tenho toda uma base aqui que, de certa forma, me estabiliza: a minha família, o meu quarto, as minhas coisas, a minha baixa. Tudo coisas que, mesmo não me reconfortando directamente, estão lá e eu conheço-as como a palma da minha mão. E conseguem acalmar-me.

Neste momento, dou valor a quem está longe de tudo e todos que conheceu ao longo da sua vida. Tiro-lhes o chapéu, porque não sei se conseguiria. 

13
Set13

Como não ter vontade de ir ao VFNO

Há dias em que tenho pena de não viver na capital. Não são propriamente dias normais: são aqueles em que algo de especial acontece e eu, interesseira, não queria ter entraves como as viagens ou a estadia e poder ir assistir a todo o tipo de eventos mesmo ali à porta de casa. 

Toda a gente sabe que ontem foi o Vogue Fashion's Night Out. Por uma fração de segundos, apeteceu-me ir, lamuriei-me por não viver em Lisboa e tive uma pontinha de inveja de quem pode lá ir sem sequer ter de pôr em equação o dinheiro que vai gastar em viagens, o tempo que pode ficar ou onde é que vai passar a noite. Mas depois ouvi uma voz na minha cabeça, essa chata e verdadeira que tanto lhe dá para falar mal como bem. Disse-me: "mas tu és louca? Quer dizer, queixas-te da loucura que é o primeiro dia de saldos, da confusão que se faz, e apetece-te ir para uma série de ruas apinhadas de gente, a vangloriar o seu corpinho e roupas e a tentar não cair do cimo dos seus saltos altos? Endoideceste?".

E pronto, foi assim que deixou de me apetecer ter estado ontem na baixa da capital. A nossa consciência faz milagres.

06
Set13

Lisboa é outra coisa

É difícil para mim falar sobe uma cidade sobre a qual já tanto escrevi sobre os mais variados aspetos, mas Lisboa continua a surpreender-me de cada vez que lá vou. Eu adoro o Porto, não o trocaria por nada deste mundo, só pelo simples facto de ser "meu": mas não há nada que possamos dizer ou fazer quanto à capital. É grande, é bonita, é tão movimentada!

As pessoas que lá vivem não percebem o que digo, porque é o seu ambiente natural - mas quem é de fora nota todas e quaisquer diferenças. Tenho a sorte de conhecer outras capitais europeias (e este ano, se tudo correr bem, vou somar mais duas para a lista), e Lisboa nota-se bem que se enquadra no conjunto destas grandes metrópoles. É táxis por todo o lado, resmas de turistas, lojas caríssimas ao virar da esquina. Para mim, por exemplo, é surreal um barco ser um meio de transporte - e, no entanto, o mais comum ser daquela cidade usa os barcos para fazer a travessia do Tejo - e eu vejo-o como um meio de transporte de mercadorias ou de passeio. É tudo tão diferente e hoje soube-me tão bem aquele passeio!

Comi um pastel de Belém, andei de cacilheiro (devo ser a única pessoa à face da terra que anda naquilo por turismo, meu deus), comi caracóis e vagueei pelo Chiado (hoje não houve Santini porque, para meu desgosto, a fila era demasiado grande). Apetecia-me mesmo ficar mais tempo, entrar nas lojas, ver turistas. Já tinha feito (quase) tudo o que fiz e, ainda assim, apetecia-me continuar - fascínios que não se explicam. Whole other level.

04
Set13

Madrugar amanhã

 

Sigo viagem bem cedinho para um dia na capital com o meu irmão e o meu pai. Sair ao inicio e voltar ao cair do dia. Amanhã começa também a feira medieval aqui ao lado - verdade seja dita que um pãozinho com chouriço cair-me-ia optimamente como jantar, mas tudo vai depender da energia com que chegar a casa. Ainda assim, é sempre bom pensar que tenho quatro dias de engorda pela frente.

27
Jul13

Ele (en)cantou(-me)

Eu sou perita em visitas relâmpago a Lisboa. Ontem uma, segunda-feira vai ser outra. Desta vez não tive sequer direito a Santini, voltinha no Chiado ou visita às minhas gentes alfacinhas que tanto gosto. Foi um vai e vem, por entre trânsito e multidões. Chegamos, ainda por cima, em hora de ponta e o nosso hotel ficava por entre um bairro típico difícil de alcançar.

Começando exactamente por isso, o hotel era uma delícia. Fiquei no Bed&Breakfast Casa do Pátio que é, precisamente, um pátio típico dos bairros de Lisboa em forma de U. No meio tem uma esplanada onde se tomam os pequenos-almoços (que, para que conste, e apesar do tamanho do "hotel", é muito bom, com bolos e compotas caseiras, panquecas acabadas de sair, rabanadas e um serviço impecável e simpatiquíssimo) e à volta vários apartamentozinhos, muito bem decorados, fofinhos, pequeninos, limpinhos e modernos. Um mimo. Aconselho vivamente a todos os que um dia forem à capital e queiram ficar num ambiente mais cozy, com gente simpática e no meio da verdadeira Lisboa.

Mas falando no essencial: o concerto. Foi de bradar aos céus. Em termos musicais, sem dúvida, o melhor concerto a que já fui (em termos teatrais e gerais, ninguém bate a Gaga). Não consigo descrever o quão bom é irmos a um concerto e sabermos 95% das canções que são cantadas - acho que foi o primeiro a que fui em que sou uma fã assoberbada, que sei tudo, adoro tudo, amo tudo. Costumo ir a estes espectáculos porque acho piada às bandas, gosto de meia dúzia de músicas: mas não era este o caso - eu ouvi todos os álbuns dele, vezes sem conta, durante anos. É, sem dúvida, uma das minhas paixões musicais e, como seria de esperar, delirei.

Aquele foi um concerto do Jamie e não do seu último álbum. O que quero dizer com isto é que ele foi lá para promover a sua música e não só um conjunto de canções que acabou de compor. De uma maneira bastante inteligente, cantou músicas de todos os seus álbuns, se não estão em erro - algumas na íntegra, outras em forma de rapsódias que misturavam 4 ou 5 músicas, abrangendo assim muito mais composições. Foi fantástico. O seu à vontade no piano, a forma como ele vive a música que produz e que os seus companheiros tocam... é apaixonante. Lá pelo meio ainda fez um "número" de beatbox, misturado com um batuque improvisado: o piano. Enfim, os adjetivos não chegam para descrever o quão espectacular foi.

Mas dizem que o melhor fica para o fim, não é? Pois bem: o rapaz acabou o concerto, o público não o largava e ele fez um encore. E qual foi a música que ele tocou? Qual? Qual? A "If I rulled the world"!!! Morri ali. Foi TÃO bom que um par de lágrimas me escorreu pela cara abaixo - está é, sem dúvida, a música que mais gosto e que me toca bem lá no fundinho, por me ter acompanhado numa das melhores/piores fases da minha vida (sim, é paradoxal, e por isso tão tocante).

O público, como sempre, foi excelente. É quase impensável que num concerto de música jazz o público vibre tanto, cante e se mexa como aconteceu ontem. Jamie Cullum interagiu, tirou fotos enquanto cantava, falou connosco e, no fim, mostrou-se profundamente agradecido e arrebatado. Exactamente aquilo que eu também senti. Não podia ter sido melhor.

 

O grande momento, filmado pela minha irmã, enquanto eu me (en)cantava:

25
Jul13

É já amanhã, o dia por que tanto esperei

Ainda me lembro como se fosse hoje o dia em que ouvi a "If I Rulled The World" no blog da Marta (que, infelizmente, já não anda por estas bandas, com muitíssima pena minha). Apaixonei-me como nunca antes. Foi amor ao primeiro som e soube que um dia tinha de o ouvir ao vivo. Deixei-o escapar pelo menos duas vezes, numa profunda tristeza, mas à terceira é de vez. Amanhã rumo a Lisboa para ouvir um dos artistas do meu Top 3; um concerto que tanto ansiei.

Se me perguntassem, a "If I Rulled The World" - a fonte da minha paixão - era sem dúvida uma das músicas que gostaria de ouvir. Infelizmente, como já faz parte do álbum anterior e nem sequer foi um single, não estou com esperança de a ouvir directamente da voz do Jamie. A parte boa é que, como esta, há tantas outras músicas maravilhosas que tenho a certeza que ele vai tocar. Já falta pouco!

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