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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

15
Jun16

Quando ir a um shopping? Em dia de jogo, claro!

Hoje a minha mãe faz anos (já agora, parabéns à melhor mãe do mundo! <3) e perante a desorganização e deprimência total que tem sido a minha vida nas últimas semanas, ontem eram 21h e eu ainda não tinha uma prenda para ela. Saí do ginásio, jantei, tomei banho, fui buscar o meu carro à oficina e rumei ao NorteShopping (dizendo à minha mãe, no entanto, que ia tomar café - foi uma mentirinha piedosa, sim?). 

Já sabia que o shopping ia estar com pouca gente, mas nunca pensei vê-lo tão deserto. Sou menina para afirmar que nunca na minha vida (nem quando lá chego dez minutos depois de abrir) tinha visto o shopping assim, muito menos às 21.30h da noite. Uma paz e um sossego inacreditáveis, que fizeram desta visita rápida uma das melhores dos últimos tempos. Comprei tudo o que queria e ainda dei uma vista de olhos pelas montras, algo que há muitos meses que não fazia. 

Uma das coisas que trabalhar (ou estagiar) ajuda é a gastar muito menos dinheiro: como estamos no escritório não estamos a queimar dinheiro em shoppings ou lojas online. A verdade é que, para mim, o estágio foi não só uma experiência enriquecedora a nível pessoal como também a nível bancário - porque eu simplesmente não tinha tempo para gastar o dinheiro. Coincidiu também com o facto de me ter cansado um pouco de ver roupa e de estar sempre atrás de coisas giras - antes eu conhecia as coleções todas da maioria das lojas; passava-as a pente fino nos sites e depois ia na rua catalogando os conjuntos de quem passava por mim. É claro que, ao mesmo tempo, ia comprando. Agora não vejo as coleções, nem online nem em loja - e, confesso, tenho-me desfeito de grande parte do meu roupeiro com grande vontade e tem sido a minha mãe a comprar roupa para mim para conseguir ir compensado aquilo que vai saindo (como se tivesse 5 anos, eu sei - mas sabe tão bem!). 

O ambiente dos shoppings agora satura-me um pouco, por isso mesmo em dias em que me apetece comprar coisas acabo por me fartar com muita facilidade. Mas ontem, com tanto espaço e tão bom ar para respirar, foi como se tivesse as lojas todas só para mim (e isso refletiu-se na quantidade de sacos que trazia na mão!).

Quando é que é mesmo o próximo jogo de Portugal? Acho que já tenho planos.

14
Mai16

Dramas de uma portista

Ficou claro logo no início da época que para nós (FCPorto) a corrida para o campeonato estava fora de questão. É doloroso, tendo em conta o percurso do Porto nos últimos 20 anos, mas são fases - não me vou sequer debruçar nas razões que levaram a este desastre; fico-me apenas pelo desejo de uma reformulação total, tanto na equipa como na direção do clube. 

Mas passando ao que interessa: ao constatar que o nosso clube não pode ganhar de forma alguma, por quem torcemos? E quando digo "torcemos", falo de algo realista, porque podemos sempre torcer pelo Vitória de Guimarães ou pelo Rio Ave, que sabemos à partida que as probabilidade deles ganharem o campeonato é baixíssima. A nível prático, a pergunta é: queremos que ganhe o Sporting ou o Benfica?

Tudo isto não faria sentido até esta época, porque sendo o Benfica o nosso eterno rival, é óbvio que queríamos que o Sporting ganhasse. Mas com o Bruno Carvalho na direção do clube e o Jorge Jesus como treinador a coisa muda de figura - porque são os dois do mais irritante e insuportável que existe; o ego deles não cabe sequer neste universo, humildade é coisa que não existe e está trocada por uma vaidade profunda que me custa a engolir. Ah, e também têm uma coisa em comum: falam demais, metem-se com quem não devem e, eventualmente, metem a pata na poça. 

Posto isto, não sei o que será pior: ver o nosso eterno rival ganhar ou ter de aturar as vaidades daqueles dois pedantes após a vitória do campeonato. Porque se o Benfica ganhar eu desligo a televisão e as redes sociais durante uma noite e a coisa passa... Se for o Sporting, acho que vou tomar estas medidas durante a semana inteira, tal o alarido que aqueles dois vão fazer. 

Por isso, por muitooooo que me custe dizer isto (e custa mesmo muito!), este fim-de-semana estou a torcer pelo Benfica (o meu "eu" há dois anos atrás, se lesse isto, internava-me imediatamente). Porque, confesso, para além de não ter de aturar a "parelha maravilha", vai-me saber pela vida ve-los engolir tudo o que disseram ao longo da época, como se tudo isto tivesse ganho à partida.

02
Out15

A irracionalidade do futebol que não quero explicar

Na terça-feira fui ao estádio ver o meu Porto jogar contra o Chealsea. Ah!, e as saudades que eu tinha de ir a um estádio de futebol e vibrar com aquilo tudo! A última vez que entrei no Dragão foi em Julho do ano passado e foi num jogo de celebração do Deco - ou seja, foi giro mas não houve adrenalina à mistura.
Eu sei que muita gente não percebe esta panca do futebol, que tem mil e uma coisas a criticar (muitas que eu subscrevo), mas é de facto, para mim, um mundo maravilhoso. Representa provavelmente o único campo onde eu deixo a racionalidade de lado e simplesmente... sinto. Ainda há uns dias estive numa espécie de discussão em que tentei explicar que não gostava nem do Mourinho nem do Ronaldo - com as minhas razões, claramente mais emocionais do que racionais, mas que não deixam de ser as minhas. É algo que eu não quero ter de explicar ou discutir - é algo tão meu, tão estúpido, tão irracional como adorar o FCPorto desde o fundindo do meu coração desde que me lembro de existir. Sinto tudo - com muita intensidade - e isso basta-me. Já faço questão de me explicar, debater e argumentar em tudo o resto, por isso deixo que o futebol seja o meu espaço de irracionalidade pura, de ódios de estimação e de paixões assolapadas.
Ir ao estádio é a consumação de tudo isto - só não vou mais vezes porque não tenho companhia, senão até o lugar anual comprava e fazia questão de lá estar praticamente todas as semanas. Neste jogo consegui arrastar o meu pai, mas é caso raro - ele é mais adepto de sofá, sem as correntes de ar do estádio e os palavrões dos adeptos que saem em cada direção. Porque ir ao estádio é mesmo sentir aquela energia da multidão, gritar quando os outros gritam e cantar quando os outros cantam - mesmo que não saibamos a razão para o protesto ou a letra da canção. É, literalmente, o "go with the flow". Porque para se ver futebol a sério mais vale ficar em casa - vê-se dos vários ângulos, com repetições, com linhas imaginárias para o fora de jogo; e não há gente mais alta do que nós e que nos impede de ver para a frente, pessoas a mandar-nos o fumo do tabaco diretamente para a cara ou a gritar impropérios praticamente aos nossos ouvidos. Ir ao estádio é sentir a união e a força de milhares de pessoas todas diferentes mas que querem uma coisa em comum: a vitória do clube que amam.
E quando essa vitória é frente a um treinador de quem não gostamos particularmente e que é dito como o melhor do mundo... tudo sabe infinitamente melhor. Ai, ai... como eu fui feliz na terça-feira =)

 

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27
Jul15

Amor pelo postcrossing é...

Ires aos correios comprar selos, pedires 20 para o resto do mundo e a senhora sacar de uma carteira deles, todooooos do benfica, com motivos, brasão e jogadores do "glorioso" e tu, como precisavas mesmo muito deles, engolires em seco, pagares e meteres aquilo na carteira.

Foi doloroso. Acho que vou desinfetar a carteira e enviar aquilo o mais rapidamente possível.

22
Abr15

Dos crescimentos díspares (ou a falta deles)

Quando era mais nova e comecei a gostar de futebol, metia-me em muitos bate-bocas por causa da rivalidade entre o Porto e o Benfica. O Benfica era isto, Lisboa era aqui, os mouros era aqueloutro. Vivia aquilo com uma intensidade imensa. 

É verdade que, ao longo dos anos, me fui distanciando do futebol e de toda essa febre que brotou em mim durante muito tempo. Já não sabia o plantel de cor, já não via os jogos todos nem chateava o meu pai semana sim, semana não para irmos ao estádio. É claro que nunca perdi os grandes jogos, nunca me abstive de dar opiniões, nunca deixei de ter o olho nos resumos e na tabela de classificações nem nunca - jamais! - deixarei de detestar o Benfica. Aprendi que, se não vir os jogos todos e se não viver tudo aquilo com tantos picos de alegria, raiva, fúria e êxtase sofro incomparavelmente menos. E também não me chateio tanto, pelo menos no que toca a Benfiquistas. As minhas bocas - a não ser para amigos muito próximos, com private jokes que sei que não vão dar zaragata - já não saem cá para fora. Acabou.

Eu agora vejo os jogos porque quero que o Porto ganhe. Porque vibro com aquilo, porque me apetece chorar de alegria, porque - apesar de tudo - continuo a gostar muito daquela adrenalina própria que só um jogo de futebol nos oferece. E, claro, também gosto que o Benfica perca - na liga, na champions ou onde quer que seja (embora consiga perfeitamente admitir que mereceu ganhar num determinado jogo ou que esteve de parabéns por outra coisa qualquer). Mas tomo isso como um dado adquirido: não preciso de escarrapachar isso no facebook, não preciso de picar os outros porque estou com raiva por ter perdido.

Um dos meus grandes defeitos é achar que tudo ou é preto ou branco e esquecer-me da escala dos cinzentos. Em quase todas as coisas tenho uma falha de interpretação devido a essa minha incapacidade de ver os cinzas. E, neste caso, passa-se o mesmo: eu acho que aquilo que me aconteceu, o "desinteresse" e o autocontrolo sobre mim mesma, foram uma aprendizagem que adquiri com os anos. Chama-se crescer. E de cada vez que vejo estados no facebook de benfiquistas com postas de pescada ("porque eu não tenho memória curta, também gozaram com o minuto 92!") ou os portistas com estados aziados ("o Porto ao menos jogou com o Bayern - vocês nem que quisessem podiam!") dá-me vontade de esganar alguém. No fundo, acho que todos crescemos de igual forma, quando tal não acontece (lá está a história do preto e do cinza). O que, neste caso, é uma pena. Se apoiassem o vosso clube e se se deixassem de merdas e (in)diretas é que faziam bem.

 

(E sim, escrevo-o com muito orgulho: sou Portista, apanhamos 6 e ficamos pelo caminho. Mas a vitória da primeira-mão ninguém apaga - e muito menos os sorrisos, os abraços e os urros de alegria que dei durante aqueles 90 minutos. Isso sim, é a essência do futebol). 

17
Abr15

Leitores portistas&lisboetas chamados à recepção!

Passa-se o seguinte: eu vou ter de ir, pelo menos uma vez na vida, ver um Benfica-Porto (sim, no estádio do SLB, porque no nosso estádio conto ir bem mais vezes). Gostava mesmo muito de ir ver o jogo no dia 26 mas os bilhetes já estão esgotadíssimos (embora haja muitos no mercado negro, a um preço um bocadinho ridículo), portanto isto já serve para outras possíveis ocasiões.

A questão é: quando vão ver jogos destes na Luz, onde ficam? Na bancada portista, onde nos arriscamos a ser confundidos com os Super Dragões e somos por isso trucidados pela claque do SLB ou na bancada benfiquista, completamente rodeados de mouros à nossa volta que, ao mínimo sinal da nossa parte, nos podem abater a qualquer momento? Ou estou enganada e é tudo pacífico, tanto de um lado como de outro e só mesmo entre as claques é que há molho?

Digam de vossa justiça!

15
Abr15

Hoje é dia de futebol

Posso ter trinta mil coisas para fazer - que tenho. Posso ter quase vontade de chorar pelo teste de javascript que se aproxima perigosamente. Posso ter trabalhos inteirinhos de design por fazer. Posso ter um trabalho de rádio para enviar. Posso ter tudo entre mãos mas hoje... aquela hora e meia de esperança ninguém me tira.

Hoje é dia de Porto e em dias de Porto como este não há mais nada para fazer senão estar plantada em frente à televisão e preparar as cordas vocais para o momento do golo.

 

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28
Mar15

Miúda de 95 31#

O Euro 2004

 

Em fim-de-semana de jogo de seleção, e depois de cinco dias em que se tem falado muito de futebol e da equipa nacional, deram-me as saudades do Euro 2004. Foi a única vez em que vibrei realmente com a seleção: que pintei o cabelo de vermelho e verde com latas dos chineses, que fiquei colada à televisão, que vi os portugueses realmente unidos. E que acho que nunca, nunca mais se vai repetir.

Penso que se falar do Euro2004 aos meus sobrinhos, eles encolhem os ombros e deixam para lá. Um bocadinho como eu e a Expo98 (com a diferença que eu na altura já era nascida mas não me lembro de nada) - agora sei que foi um evento que marcou um ano e a vida de imensas pessoas. Tenho a sensação que toda a gente deste país foi a Lisboa nesse ano e é algo de que toda a gente fala e se lembra.

Se para muita gente a Expo98 foi um marco, para mim foi o Euro2004. Tinha 9 anos, mas vi tudo com imensa atenção e relembro-o com imensa saudade. As bandeiras em todas as janelas, os novos estádios, o país cheio de gente para ver os jogos. Atrevo-me a dizer que foi a maior mobilização que vi em Portugal. Lembro-me perfeitamente de ver avisos de cadeias de supermercados porque iam fechar à hora do jogo (por volta das cinco da tarde) para que todos pudéssemos apoiar a equipa nacional! Foi a loucura! 

Foi também o ano com melhores anúncios na televisão, com mais união entre família e amigos (e sim, o futebol tem essa capacidade de juntar as pessoas e de as fazer conviver), com uma esperança boa que corria no ar, de que tudo ia correr pelo melhor. Acreditamos até ao fim, apesar de no final não termos ganho (se pensarmos bem, era um prenúncio de todo o mal que vinha na próxima década). Mas ainda hoje, quando ouço "marca mais, corre mais, menos ais, menos ais, menos ais, quero muito mais!", fico com pele de galinha. 

 

 

26
Jul14

É o Deco, allez allez

Sobre o jogo de hoje podia dizer muita coisa -e talvez diga - mas vamos por partes. Foi muito bom, muito giro, emocionante e arrepiante (no sentido literal, que quando eles entraram fiquei com pele de galinha). Foi bom, tão bom, rever os jogadores da minha infância, que me ensinaram a gostar de futebol e sobre a fome de ganhar tudo e a todos. O Deco e o Vítor Baía,  em particular, tocaram cá dentro. É óbvio que o jogo foi  a brincar, ambos estes jogadores jogaram pelas duas equipas, riu-se muito, fez-se muitas palhaçadas e a boa disposição e o fairplay estavam ali bem marcados (se houve cinco faltas neste jogo, foi muito). Foi diferente de tudo o que vi até hoje, sem aquela ânsia de ganhar, mas foi mesmo muito bom.

Gritava-se pelas duas equipas, batiam-se palmas a cada golo que cada um marcava. Eu gritei pelo Messi e pelo Eto, assim como torci pelo Benni McCarthy que sempre teve um lugarito especial neste coração portista. Foi um jogo sem rivalidades, para ver jogadores que todos adoramos, e onde não importava minimamente ser o vencedor.  Há pelo menos mais uma coisa sobre o jogo que quero falar (preparem-se que vou meter o Quaresma ao barulho), mas já fica para amanhã,  que o meu corpo pede descanso.

Importa dizer que no fim deste jogo, as saudades que já tinha aind conseguiram aumentar. Ah, sou uma nostálgica por natureza...

 

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