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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Jun14

Algumas horas nas 40 de Serralves

 

Acabei de estacionar em Pero Vaz de Caminha, ainda tenho uns minutos de caminhada pela frente e agradecia companhia”, foram as primeiras palavras que disse ao telefone depois de encontrar estacionado para o carro, 16 minutos após uma intensa procura. A rua dada em nome do famoso escritor é uma das muitas perpendiculares à Avenida Marechal Gomes da Costa, uma das mais conceituadas avenidas da cidade e onde se localiza a Fundação de Serralves, para onde me dirigia. É uma avenida grande e larga, mas nesse dia pecava pela falta de espaço – nomeadamente para o meu carro.

 

A Fundação de Serralves foi um sonho realizado de Carlos Alberto Cabral, 2º conde de Vizela e que ficou terminado em 1940. É um exemplo de art decó e tem no seu currículo vários arquitectos famosos, como Álvaro Siza Vieira.

 

No caminho vêem-se cartazes a anunciar as 40 horas non-stop que este evento promete - marca o início das festividades do 25º aniversário da fundação e dos 15 anos do museu. À porta há uma barreira, pejada de vendedores ambulantes que tentam impingir pipocas, algodão doce, gelados e balões, e outras tantas pessoas  que oferecem jornais e panfletos – quando se entra há quase uma sensação de dever cumprido, mal se consegue vislumbrar a pá gigante enterrada na terra, uma das imagens de marca deste espaço. O programa do evento promete mais de 250 eventos naquelas 40 horas seguidas – tudo desde música, teatro, circo, até outro tipo de estranhas performances que se auto-rotulam como “arte contemporânea”. E comida, claro; não pode faltar comida.

 

Entram dezenas de pessoas por minuto naquele átrio central: dirigem-se às barracas, perguntam coisas, recebem (mais) panfletos que não fazem ideia do que se tratam. Ninguém anda com um objetivo definido, vai tudo rumo ao desconhecido e em busca de sair surpreendido com uma performance espectacular. Caminha-se por entre aquelas árvores enormes, no principal caminho que dá acesso à grande casa cor-de-rosa e ao extenso curso de água que desce à sua frente. Há centenas de pessoas a tirar fotos, a posar para a fotografia, a descer as escadas rumo ao grande lago, e outras tantas relaxadas, a apanhar o sol que não visitava o céu do Porto há alguns dias. Foram muitos os que não trouxeram calçado confortável e o chão não convida a grandes caminhadas a quem veio desprevenido: o verdete, as escadas errantes, a gravilha e o paralelo incerto não são amigos de sandálias ou saltos altos. Algumas pessoas desequilibram-se e agarram-se às paredes ou, em caso de emergência, à pessoa mais próxima.

 

“Não faças isso!” grita o pai ao filho. Seguiu-se uma pancadinha amorosa na cabeça de um rapaz anafadinho, com um chapéu enfiado na cabeça e uns óculos muito pouco estilosos, que acabava naquele preciso momento de arrancar uma folha de uma plana que fazia parte do trilho. Fazia, porque parte ficou na mão da criança, a quem o pai continuou a admoestar, mas sem grandes resultados.

 

A máquina fotográfica está sempre pronta para captar algum momento que seja digno de ser captados e ao avistar o lago é impossível ficar indiferente. Apesar de verde, por a água estar estagnada, acaba por não perder a sua beleza. Ainda lá moram meia-dúzia de patos e muitos peixes, de várias cores e feitios, que alegravam a vista das muitas crianças que por lá vão passando enquanto a minha máquina fotográfica vai fazendo “chack” a cada foto que tira. O tráfego nas escadas é maior do que o aconselhado para um sítio onde não há muito mais para as pessoas se apoiarem do que rochas e, do outro lado, a água onde ninguém quer, definitivamente, tomar banho. Tirar fotografias passa para segundo plano quando a coisa que mais queremos é evitar molhar os pés – ou qualquer outra parte do corpo.

 

Às 16:30 horas começa um concerto no prado. Não há pressas naqueles jardins: toda a gente caminha e conversa com calma, a apreciar o ar fresco e a oportunidade de passear um bocadinho sem ter de pagar por isso. No caminho para o recinto existe uma cronologia apresentada em placards sobre a história da fundação -  do outro lado estão barracas de bebidas alcoólicas e comidas rápidas, como bifanas, pães com chouriço ou kebabs. Já há muitas pessoas sentadas em cima de toalhas, pois a relva ainda está húmida da chuva que caiu no norte nos últimos dias; fazemos o mesmo.

Começa o concerto. O recinto está composto, com muitas pessoas, mas com um espaço confortável entre si. “Guitarrafonia com Tiago Sousa” é uma orquestra de muitas guitarras, tocadas por homens e mulheres vestidos de preto e que tocam música que soa a barroca ou medieval. Só cordas, uma vez mais rápido, outra mais devagar, mas soam demasiado igual enquanto aqueles vinte minutos passam. “É contemporâneo”, ouve-se alguém dizer em tom gozão. Aquele estilo de música tão diferente daquele consumido pelas massas parece não estar a agradar a toda a gente.

 

Um menino, com o seu ano e meio, de cabelo loirinho e olhos azuis, deambula por ali como se nada fosse. Sem querer pisa as mãos de quem está à frente dele e os pais pedem, muito pronta e rapidamente, desculpa. Depois vai outra vez contra uma senhora que já lá estava sentada e os pais, um tanto ao quanto envergonhados, tornam a lamentar o sucedido. “Anda cá Francisco!”. Uma pausa na música. “Os meninos tocam e tu danças, sim?”. E, mal a música começa, ele dança, mexendo com a fralda de um lado para o outro, e espalhando charme por quem passava. Chega até mim e folheia o meu bloco com atenção, nunca passando mais do que uma página de cada vez. Observa, com a caneta na mão – a mesma caneta que depois rouba e com a qual se passeia ali à volta, com sorriso matreiro: mais uma vez sob o olhar envergonhado dos pais, que passado uns minutos ma vêm entregar. 

Na parte das cavalariças está uma fila enorme, cheia de pais e filhos -  há mini concertos esporádicos, feitos com materiais do dia-a-dia – paus a baterem em garrafas, colheres em depósitos de latão e tantas outras coisas. Divertido para as crianças, não tanto para os nossos ouvidos. Mais à frente, numa outra sala onde as actividades são mais uma vez para a malta mais nova, podem ver-se vários tipos de formigas e morcegos que existem na fundação  e ainda a evolução da borboleta, com vários terrários onde estão borboletas nas várias fases da sua vida.

 

 

Rumo a um concerto na clareira das azinheiras, vê-se o “Biométricos parque”, onde decorre um jogo com bolas de várias cores, pessoas a correrem com óculos escuros, coletes reflectores e esparguetes de andar nas piscinas. O cheiro a comida é demasiado intenso para ficar a olhar para um jogo e não o perceber – a barraquinha dos crepes estava ali ao virar da esquina, a emanar um cheiro delicioso. Já com o dinheiro na mão, dizem-nos “já não vendemos crepes, só à hora do jantar” e o mundo quase pára ali. Ainda não é agora que matamos a fome.

 

Muitas cadeiras estão vazias enquanto os “Éme” se fazem ouvir – e mesmo as pessoas que lá estão comem, conversam e olham para os mapas da fundação, não prestando muita atenção às movimentações no palco. Para música pop rock, a voz do cantor é fininha demais, e não convence. Ele tenta, tem pinta, mas o rock não mora ali.

 

 

 

As crianças têm claramente um lugar predominante neste evento. Vêem-se centenas de carrinhos de bebés e oficinas para os mais novos:  à saída do concerto estão a fazer máscaras, mais adiante experiências. Tentam adivinhar qual a cor que vai sair da junção de dois componentes. “O que acham que fez isto mudar para roxo?”, pergunta a monitora. “A água!”, grita alguém do outro lado da mesa. “Mas a água costuma mudar a cor das coisas?”. Não ficamos para a ouvir a resposta, embora a tivéssemos na ponta da língua.

 

 

Há uma feira de artesanato a decorrer, onde há colares, brincos, camisolas originais e todo outro tipo de coisas à venda. Para além disso, há uma feira do livro para os amantes da leitura e outras locais de venda onde se podem comprar artigos da fundação.

 

De volta ao prado para assistir a mais uma performance que começa às 18:30, o dinheiro já não ficou no bolso. O estômago já se queixava há muito, já passavam largas horas desde o almoço e depois de uma bela caminhada era merecido: dois euros e meio em troca de um pão-com-chouriço. Os  “Bainha” começam a  atuar: segundo o programa é “circo contemporâneo”. Uma rapariga a baloiça-se de uma forma pouco perigosa num trapézio. Sobe e desce a corda, anda de um lado para o outro sentada em cima do baloiço e tocando uma guitarra, de uma forma demasiado pacífica e que foge muito ao nosso conceito de circo normal.

 

Finda a refeição, conseguindo vislumbrar muito pouco do espectáculo e vendo o sol descer em direcção ao horizonte, é hora de voltar a casa. Está um grupo de pessoas em pé mais perto do local do espectáculo, razão pela qual muita gente não consegue ver aquilo que se está a passar lá à frente, o sítio de maior interesse. Gritam mais atrás: “SEN-TEM-SE!”. O espectáculo para o resto das pessoas deve ter começado no momento em que acabou mim. Pouco depois, de volta a Pero Vaz de Caminha, o relógio aponta 19 horas e 44 minutos. O tempo  andou mais rápido do que o previsto, o sol já está a pôr-se. Vêem-se muitas pessoas na rua, está trânsito na Avenida da Boavista, mas os sorrisos vêem-se à distância. A vida em Serralves passa mais rápido, que as coisas quando são boas acabam depressa. 

20
Abr14

Boa Páscoa com um novo look!

Antes de mais, a todos uma boa Páscoa (mesmo aqueles que, como eu, só o fazem por tradição e não pela religião e aquilo que esta celebração significa). Encham-se de amêndoas, chocolates e outras porcarias que depois estamos cá nós para isso (eu cá acho que mereço todas as amêndoas que apanhar à frente, tais são as dores que ainda tenho nos abdominais à custa da aula de quinta-feira).

Também graças a esta época festiva - que me deu uma semaninha de férias para arejar as ideias - consegui, finalmente, mudar o look aqui do estaminé. Ainda não está terminado, faltam uns retoques e umas tentativas (mais...) de mudar aquilo que ainda não consegui. Mas, para já, fica assim. Quem ainda não disse nada (desde já obrigada a quem já deu a sua opinião), que diga aqui o que acha deste espaço renovado! 

 

31
Dez13

Bom ano!

São os meus votos rápidos: saúde, amor e boa companhia durante o próximo ano que vem. O desejo mais específico que me direcionaram este ano foi "arranje um namorado", portanto também o partilho com quem mais precisar. Bom 2014 e obrigada por estarem desse lado. 2014 convosco será ainda melhor =)

 

(sim, eu encarei bem a personagem!)

 

30
Dez13

A minha relação com a maquilhagem

Eu não tenho jeito para pintar. Em sítio nenhum. Se pintar quadros ou desenhar algo é em papel - fixo, estático e plano - já é difícil para mim, pintar algo na minha cara - que se move, que tem reacções que eu não controlo e que tem relevo - é quase missão impossível.

Houve um ano (oitavo, será?) em que punha sempre um risquinho por debaixo do olho. Estava em fase disso e comecei a usa-lo porque tinha umas olheiras gigantes (o oitavo foi, provavelmente, o ano em que mais trabalhei no básico e que me esgotou por completo devido a um horário completamente idiota que me foi atribuído) e acabei por gostar. Depois deixei-me de tretas e apercebi-me que ao natural é tudo melhor e que, quando nos maquilhamos, quem queremos que note... nota.

O problema de não perceber nada de maquilhagem é que, em dias como os de amanhã, fico um bocadinho à nora. Primeiro, porque não tenho maquilhagem - a que tenho foi-me toda oferecida ou roubada dos quartos de banho da minha mãe ou da minha irmã. As únicas coisas que comprei, desde sempre, neste campo foi um corretor de olheiras (sim, perceberam bem, este é um problema recorrente), uma base que é trinta vezes mais escura que a minha pele e está por isso encostada a um canto e um lápis preto que quando risca, risca a valer e não há limpa-maquilhagem que me salve. Ou seja: eu não tenho o mínimo jeito para me maquilhar e estou a léguas de distância de ter os materiais certos. 

Por isso é que, neste momento, tenho a cara cheia de vestígios de maquilhagens falhadas. Uma delas era tão boa que parecia que tinha apanhado um belo de um soco. Por ser tão má nisto, eu faço questão de ir treinando nos dias que precedem ao dia "D", de modo a que quando tiver de fazer a derradeira pintura, não saia tão ao lado como sairia se nada fizesse. Não sei até que ponto isto vai correr bem amanhã. Mas eu vou tentar, eu juro que vou tentar.

 

(Agora imaginem que eu fazia tensões de me maquilhar todos os dias! Nunca mais saía de casa!)

28
Dez13

Back to the 20's

Já não iria passar a passagem de ano sozinha, mas em família. Nada fora do normal - usualmente é cá em casa ou em casa de uma tia, umas vezes sozinhos, outras com os meus irmãos, outras com parte da família. Este ano ficamos pelo último caso.

Em conversa com uma prima sobre o tédio que costuma ser esta festividade, falamos na possibilidade de fazermos uma festa temática ou irmos sair à noite depois do jantar - mas achamos que, no fundo, toda a gente já teria planos ou seria suficientemente chata para não alinhar, por isso esquecemos ali o assunto. Mas, em conversa com os meus pais, acabei por partilhar a ideia, que eles quiseram imediatamente pôr em prática. Conversa para ali, conversa para acolá, decidiu-se fazer uma festa ao bom estilo dos anos 20 (que eu adoro, é das minhas épocas favoritas e na qual mais me inspiro)! A maioria concordou e vamos, por isso, fazer com que esta passagem de ano seja, no mínimo, diferente!

Eu, já toda entusiasmada, fiz logo o filme todo na minha cabeça. Um vestido que tinha visto surgiu-me logo em mente e hoje fui compra-lo (aproveitei os saldos!), a par de uma tiara com que vou fazer um penteado ao bom estilo vintage (o meu cabelo já tem inspirações desses anos, mas vai ficar ainda mais). Mais pormenores só no dia da festa. Prometo depois mostrar o resultado. Fica apenas uma foto que "instagramei" para mostrar um bocadinho da tiara que trouxe para casa e com a qual que me apaixonei mal lhe pus os olhos em cima.

 

23
Dez13

Mas falando no ano novo

Eu posso dispensar o vestido novo e lindão, mas não dispenso roupa interior azul-bebé. Eu cá não sou de superstições, mas desde que o ano passado passei a seguir a tradição, agora não vou rompe-la. Aliás, nos momentos mais importantes até tenho usado uma peça azul, a ver se a coisa corre bem (lembro-me que, no exame de condução, estreei umas calças de ganga azulinhas e... tcharan, passei!).

Como tal, tenho andado a correr lojas de roupa interior - e isto é, normalmente, um sacrifício para mim - para encontrar a peça perfeita (e, acreditem, eu sou muito esquisita). Para já, ainda não comprei nada, porque - pelos vistos e em várias lojas - ainda estão para chegar peças novas - azuis!!! - especiais para o ano novo. Portanto, se são como eu e gostam de estrear uma pecinha nesta ocasião especial (é especial?) ponham-se na fila e façam figas (como eu) para que isto sirva de alguma coisa (pelo menos dá esperança!).

19
Dez13

Festarola de ano novo? Not really

Apesar da época natalícia me comover muito e de eu a apreciar bastante, logo a seguir vem o Ano Novo. E, quanto a isto, os meus sentimentos são bem diferentes.

Eu não consigo gostar do ano novo, se calhar porque nunca tive uma passagem de ano definitivamente marcante e muito boa. Esta ocasião lembra-me algo que eu tento esquecer todos os dias do resto do ano: que sou uma pessoa bem mais solitária do que devia. Sendo eu uma jovem, seria previsível que fosse sair com os amigos, que estivesse num jantar todo XPTO, que estivesse no meio de uma praça popular numa qualquer cidade a festejar enquanto fazia a contagem decrescente. Mas isso nunca aconteceu. Fico sempre em casa, com os meus pais e às vezes com mais família (o que é bom, porque sempre torna o dia um bocadinho diferente e animado) - mas já cheguei a passar aqui em casa, cada um de nós no seu espaço como num dia normal e, por volta da meia noite, fomos à sala, demos um abracinho, eu comi as doces drageias de chocolate-alaranjado como não pede a tradição (já que estou em casa sozinha, posso fazer o que me apetece, certo? E eu não gosto muito de uvas, passas muito menos, portanto decidi trocar por algo muito mais agradável) e voltei para o meu quarto, como se nada se tivesse passado.

Este ano as previsões não são boas. Os meus irmãos já têm todos planos e, como tal, a passagem de ano, com sorte, vai ser mais um dia normal, como aquele outro que me ficou na memória mas não pelas melhores razões. E eu que até andava à procura de um vestido girinho para usar. Acho que nem me vou dar ao trabalho.

14
Out13

Desfolhada

Apesar de todas as desavenças, problemas e falta de identificação que possa existir no meio de uma família - e falo nomeadamente da minha -, ela vai ser sempre isso: uma família. Há fases em que isso custa um bocadinho mais a engolir e, perante os acontecimentos, a família parece-nos uma coisa bem pior, às vezes um peso, outras uma dor. Como em tudo, tem os seus momentos.

Como um grupo, vejo na minha inúmeros defeitos e qualidades. E há uma coisa que eu gosto muito, muito: as actividades que fazemos ao longo do ano. Apesar de sermos uma família grande (isto agora, com namorados, se aparecerem todos, somos uns 40), conseguimo-nos juntar - sempre com faltas, mas enfim - e fazer uma série de "eventos" que obrigam ao convívio e à galhofa. Aqui há uns anos era mais recorrente, mas, ainda assim, continuam a existir - para além das épocas festivas típicas como o Natal, reuníamos no S. Martinho e no S. João, fazíamos a matança do porco e a desfolhada e este ano até fizemos um pic-nic (uma estreia!) super giro aqui em casa, aproveitando a sombra dos plátanos que aqui temos. A desfolhada ainda se mantém e aconteceu ontem - e apesar de não termos desfolhado nada por causa da chuva, foi um dia muito divertido. Jogamos Heads Up! (aquela aplicação da Ellen, a cena mais divertida de sempre), gritamos até ficarmos roucos, tocamos um instrumento para lá de estranho, andamos à chuva, brincámos com os cavalos, os coelhos e o cão mega fofinho da minha tia. Ah, e não menos importante, comemos que nos fartamos - e pouco sobrou. Por entre meia-dúzia de sobremesas, tripas e carne assada, ainda houve tempo para enfardar uumas seis regueifas, um bolo de iogurte gigante ao fim da noite (a malta nova fê-lo desaparecer dez minutos depois de sair do forno) e eu ainda fui comprar três quilos de castanhas, pagas a preço de ouro, para fazer jus a desejos meus e de mais malta que estava lá presente. Foi muito giro. Apesar de sermos todos diferentes e eu me continuar a sentir, às vezes, um peixe fora de água (sim, este é um sintoma comum em mim), é bastante óbvio que partilhamos um laço comum. O sangue vale o que vale. Este momentos valem mais.

22
Set13

Festa é festa!

Comecei o dia em stress. Foi uma correria autêntica para fazer tudo como queria e estar a horas no sítio combinado. Acordei eram 8.30h (já vos disse o quanto me custa acordar a estas horas em fins-de-semana?) e segui para o cabeleireiro. Depois fui buscar pão para a minha irmã, que só me maquilhava em troca do seu pequeno almoço (malvada!). A seguir fui para casa dela, já em modo apressado e só depois vim para casa, pus o vestido, os sapatos, a bijutaria e tratei do resto das tralhas que queria levar (mulher que é mulher previne-se e leva uma saca à parte da pochete, com sapatos rasos - que muito jeito me fizeram-, máquina fotográfica, porta-moedas, puxo para o cabelo e coisas que tais).

Depois desta correria toda, lá fomos para Pedras Salgadas. Fica a hora e pouco do Porto e é um sítio lindo, sossegado e relaxado para passar uns belos dias de férias. O almoço foi lá, num salão que dava bem para um casamento catita, seguido de um passeio curto pelo parque, onde vimos o exterior dos alojamentos, o ambiente, o lago e outras coisas. Eu fiquei completamente rendida a umas "casas da árvore", que são uns quartos meio que suspensos (têm dois grandes ferros que os suportam no jardim, mas mesmo assim a casa está "no ar") no meio do parque. São feitos de madeira, pequeninos e, pelos vistos, têm um teto panorâmico. Um mimo, mesmo!

Já a festa foi gira, com gente de quem gosto muito e com quem é sempre bom passar um bocadinho, principalmente agora que estamos todos separados nas respetivas faculdades. A vontade de estar juntos era tanta que, depois de nos irmos embora do parque e jantarmos no McDonalds (é sempre giro sair do almoço formal e depois ir comer fast food, todas de vestidinho chique e cabelos arranjados), ainda alapamos em casa da aniversariante para jogar pictonary e outros jogos bons para a galhofa. Foi um dia em cheio.

 

13
Set13

Como não ter vontade de ir ao VFNO

Há dias em que tenho pena de não viver na capital. Não são propriamente dias normais: são aqueles em que algo de especial acontece e eu, interesseira, não queria ter entraves como as viagens ou a estadia e poder ir assistir a todo o tipo de eventos mesmo ali à porta de casa. 

Toda a gente sabe que ontem foi o Vogue Fashion's Night Out. Por uma fração de segundos, apeteceu-me ir, lamuriei-me por não viver em Lisboa e tive uma pontinha de inveja de quem pode lá ir sem sequer ter de pôr em equação o dinheiro que vai gastar em viagens, o tempo que pode ficar ou onde é que vai passar a noite. Mas depois ouvi uma voz na minha cabeça, essa chata e verdadeira que tanto lhe dá para falar mal como bem. Disse-me: "mas tu és louca? Quer dizer, queixas-te da loucura que é o primeiro dia de saldos, da confusão que se faz, e apetece-te ir para uma série de ruas apinhadas de gente, a vangloriar o seu corpinho e roupas e a tentar não cair do cimo dos seus saltos altos? Endoideceste?".

E pronto, foi assim que deixou de me apetecer ter estado ontem na baixa da capital. A nossa consciência faz milagres.

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