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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

10
Mai15

Miúda de 95 34#

A lição número 100

 

No segundo ciclo tive uma professora de português um bocadinho amalucada mas que, ainda hoje, recordo com saudade. Quando saía das aulas perguntavam-me sempre "então, o quê que aprendeste?" e eu não sabia responder. Na prática, parecia que não aprendia nada, mas no fundo sentia sempre que aprendia alguma coisa naquelas aulas meio abstractas.

Todos os dias ela nos dizia a mesma coisa. "Meninos, qual a última aula cujo sumário está escrito?", e assim iniciávamos. Mas havia uma aula que era especial - em português, matemática ou em qualquer outra em que abríssemos a "lição". Era, claro, a aula número 100! Lá para a aula 52 já estávamos a pensar na festa que íamos fazer na aula número 100 - se trazíamos bolos e fazíamos um lanche, se íamos jogar lá para fora (é claro que os rapazes votavam nesta, só queria jogar à bola) ou, caso a professora fosse mais careta, ficaríamos a fazer sopas de letras da dica da semana - o que sempre era melhor do que fazer contas ou exercícios.

No fim, lançávamos todos os foguetes antes da festa. Muitas vezes, sob desculpa de "temos muito trabalho para fazer" ou "o teste é já na próxima aula", a aula número 100 era igual a todas as outras. Aproveitavam-se, pelo menos, todos aqueles dias de pura expectativa e planos super-hiper-ri-fixes que nunca chegavam a acontecer!

31
Jan15

Miúda de 95 29#

A borracha azul que apaga caneta

 

Isto é uma história que passa de geração em geração, qual lenda. Todos acreditamos, todos tivemos uma e todos já nos metemos em sarilhos à custa dela. E aprendemos a lição. O que é? A borracha azul e vermelha que (supostamente) também apaga caneta!

Quantos de nós não rasgámos o trabalho de casa que a professora obrigava a fazer a caneta à custa dela bela borracha? E quantos de nós fizemos quase pasta de papel com o lixo que a parte azul fazia quando a esfregávamos no papel e ele se desfazia nas nossas mãos?

Mas a verdade é esta: esta lenda escolar está tão enraizada na nossa sociedade que, apesar de toda a gente saber que aquilo não funciona, a borracha continua a ser comercializada e utilizada. Ainda há muito papel por rasgar e muitos putos por enganar, não é verdade?

lenda.jpg

 

01
Mai14

Não me esqueci do dia mundial da dança

Terça-feira foi o dia mundial da dança. Este início de semana foi atribuladíssimo, pelo que não tive tempo de fazer um post sobre o assunto (basicamente faltava-me tempo para dormir e respirar, portanto escrever - por muito que eu goste de o fazer - passou para segundo plano).

Pois que este é um dia que eu nunca esqueço. É verdade: alguém como eu, que afirma não gostar de dançar, lembra-se sempre deste glorioso dia. E porquê, perguntam vocês? Não é porque fui feliz nesse dia em particular nem porque tenho uma memória de elefante: é porque este dia faz parte integrante do meu trauma com a dança. Juro!

Foi à custa do dia 29 de Abril que fomos fazer um workshop e onde aprendemos a dança da agricultura (que acabamos por apresentar no final desse ano). Era uma dança... com movimentos de agricultores: dar com a inchada na terra, andar com o alguidar em cima da cabeça, lavrar a terra e todas essas coisas muito bonitas que até se costumam pôr em danças (cof cof). Para além do mais, a indumentária eram calças de fato de treino e uma camisola branca suja com terra (imaginam bem, estive a esfrega-la num vaso) - acho que ainda a tenho para aí, mas os estragos foram suficientes para a sujidade nunca chegar a sair por completo.

Também me lembro de um outro workshop de dança contemporânea que fomos fazer à Ribeira. Só me recordo de duas coisas: de me sentir a pessoa mais ridícula do mundo e de ter apanhado com a caca das 50 pombas que estavam num telhado e que decidiram defecar todas ao mesmo tempo sobre um grupo de estudantes que esperava pelo autocarro. Só boas memórias, hun?

Depois lembro-me de mais coisas, mas não tenho bem a certeza de terem sido para este dia em particular. A dança das andorinhas, dos anjinhos e aquela em que dancei uma música da nelly Furtado em mini-saia também me ficaram no coração. Naquela parte em que há um buraco negro e onde as coisas más se escondem. Nunca mais me vou ver livre deste trauma. Viva a dança! (ou não)

25
Abr14

No regrets

Quando as coisas não correm bem e são consequência de algo que decidimos antes, normalmente, arrependemo-nos. E eu tinha todos os ingredientes para estar arrependida daqui até à lua por ter mudado de ciências para letras, por ter vindo para jornalismo... Tantas decisões que tomei, tão pensadas para, no fim, chegar aqui e olhar para trás a ver que foi em vão.

Mas a verdade é que eu não me arrependo de nada: nem de um segundinho apenas. Apesar do fim não ter compensado, o meio foi o melhor que podia ter acontecido na minha vida. E eu acho que nunca tinha sentido este desfasamento - normalmente os fins são melhores do que os meios; aliás, pressupões-se que, quando se diz que algo é um meio para atingir um fim, esse meio até nem seja muito agradável - mas este foi. E, surpreendentemente, embora não me tenha levado a nada que me esteja a completar ou a fazer feliz, hoje sinto-me grata por ter conseguido tomar aquela decisão, mudar de curso, turma, colegas, amigos e, o mais importante, de ares. 

E estou feliz por não me arrepender - dá-me, de certa forma, mais segurança nas minhas decisões futuras (que, acho, se aproximam a passos largos). É tão bom não sentirmos pena de nós próprios, ou culpa ou arrependimento. Descubro que essa foi a fase mais bem resolvida da minha vida. E provavelmente mais feliz. Como me poderia arrepender disso?

24
Mar14

Tenho tantas saudades do 12º

Tenho saudades do meu décimo segundo ano e uma tristeza e uma inveja louca por não sentir nada daquilo que os meus amigos sentem em relação à faculdade. Tenho saudades da minha escola, dos dramas do costume, das declarações de amor no átrio (que não eram para mim, atenção, mas eram sempre engraçadas), dos meus professores, das salas, das idiotas aulas de dança, dos meus amigos, dos meus colegas, das poucas visitas de estudo que fizemos, dos nossos cafés, das confusões, dos romances e até da porcaria dos lanches simples do bufete que eu já nem sequer comia. Tenho saudades porque agora o maior drama é alguém ficar preso no elevador, porque já não há declarações de amor parvas e cantadas no átrio que nem sequer temos, porque os meus professores são só mesmo professores e às vezes até isso fazem mal, porque só conheço meia-dúzia de salas daquele pólo e não gosto de nenhuma delas particularmente, porque já não há aulas de dança, porque não tenho amigos e só me restam colegas e porque não tenho um bar onde possa comprar um lache de treta. 

Tem a sua lógica. Temos sempre saudades do sítio e do tempo em que fomos mais felizes. E não houve Carolina mais feliz do que naqueles dias.

 

(créditos ao Hugo, que me tirou as fotos mais parvas de todas =))

16
Mar14

Miúda de 95 12#

Nunca fui de beber leite fora de casa. Quando era pequena, ou bebia o leite com chocolate feito pelo meu pai ou não havia cá leite para ninguém. Mais tarde, tristezas da vida e porque já era "grande", comecei a faze-lo eu. Ainda hoje, em noites frias ou nos dias em que o meu irmão está cá, sabe-me pela vida beber o leitinho com chocolate pela palhinha.

Como tal, nunca (nunca mesmo) bebi um leite achocolatado fora de casa. Mas lembro-me bem de quem bebia e principalmente daqueles leitinhos que se ofereciam na escola. Chegavamos do recreio já todos suados e cansados e ainda ficavam uns tantos a beber o leite enquanto respiravam e se preparavam para mais uma dose de aula. Vinham em "tabuleiros", uns 40, e o pessoal rasgava o plástico, trazia um pacotinho, picava com a palhinha e lá bebericava. Lembro-me particularmente dos pacotes, que tinham sempre desenhos giros e que muitas vezes pareciam também pintados por crianças. Ai, a primária, onde isso já vai... alguém bebia o leite achocolatado por esses lados ou eram esquisitinhos como eu?

 

 

 

15
Jan14

"A escola desvaloriza o sucedido"

Eu não fico admirada por jovens decidirem matar-se porque são vitimas de violência na escola. Não é qualquer um que aguenta o peso da humilhação, da violência, de não ser "gostado", de ser constantemente gozado. A mim choca-me, sim, o facto das escola não fazerem nada! E não me venham dizer que têm psicólogas para lá de espectaculares que ajudam os meninos - porque muitas vezes quem precisa de ser ajudado, mais do que as vítimas, são aqueles que agridem, mas receio que nesses casos uma mera e fantástica psicóloga não seja o suficiente!

Relativamente a este caso mais recente que se sucedeu em Braga, segundo se sabe, o rapaz tinha sido despido no meio da escola por colegas. "A escola desvaloriza o sucedido". Como raio é esta merda possível (e vai mesmo com termos em calão, que preciso de descarregar a raiva em algum lado)?! Sim, porque segundo sei, ver um rapaz a ser despido por colegas em pleno Inverno é procedimento normal em qualquer escola, não é? Então não há professores a passar, a sair e a entrar nas salas? Não há auxiliares de educação? Não há outros colegas com bolas suficientes para irem chamar alguém?! Por amor de deus, se há situações que me revoltam são estas.

Não sei de que ano era o rapaz - mas numa escola básica nenhum aluno tem estrutura suficiente para aguentar isso. Se, muitas vezes, os adultos ficam com depressões por razões semelhantes, como é que crianças e adolescentes (que estão numa fase de transição, muitas vezes frágeis embora se façam de fortes) aguentariam? É óbvio que, hoje em dia, com tanta série de assassinos e mortos e telenovelas que metem sempre suicídios ao barulho, arranjar uma forma para ir para longe deste mundo não é difícil, mesmo para alguém menor de idade!

Não admito a ninguém que desvalorize o bullying. A ninguém. Porque só quem passa por elas é que sabe, e eu acho honestamente que muito do que me tornei foi por causa de uma situação destas em que me colocaram no limite - cresci demasiado rápido quando não devia e, se calhar por isso, é que sou o que sou: mais sisuda, mais responsável que o normal, jogo sempre na defensiva, não dou confiança a ninguém, não gosto de contactos físicos e, por ventura, razão até da minha solteirice aguda. Felizmente não cheguei ao ponto que o rapaz chegou, mas sei que não é difícil lá chegar. E sei hoje aquilo que ele nunca mais vai poder saber: que deixa marcas, que não se desvanece da memória... mas que passa. E tenho muita pena que nunca ninguém lhe tenha dito isso e dado alguma esperança.

Estou farta da ineficácia das escolas neste campo. Não me ofereço para sugerir opções diplomáticas, simpáticas e moralmente correctas para estes casos - a minha racionalidade não vai tão longe; porque o meu tratamento a todos os crápulas-miúdos que fazem destas coisas não seria nada simpático. 

29
Dez13

Multifacetada

Eu lembro de, no nono ano, de fazer os tão falados testes psicotécnicos. Ironicamente, não os queria fazer: só fui porque era a única com essa opção, e isso obrigar-me-ia a ficar numa sala sozinha com uma professora enquanto todos os meus colegas estavam com a psicóloga. Fui por ir, porque sabia que o meu destino era ciências. E fiz o meu teste a pensar nisso: porque, diga-se de passagem, se há algo fácil de aldrabar é aquilo. Ainda assim, os testes não foram muito claros, já na altura: havia uma preferência por ciências, mas as artes vinham em segundo lugar (desta não esperavam, hun?) e as letras também tinham algum impacto naquele gráfico de barras que me apresentaram. Havia duas coisas que eu, claramente, não queria fazer e que correspondiam a frases como "gosto de plantar couves no quintal" ou "gosto de ajudar os velhinhos na sua rotina diária". Isso não era mesmo para mim - tudo o resto...

Mal eu sabia que este era o início de um época atribulada por entre as várias áreas que me disponibilizaram. Quando, já no 11º ano, quase me obrigaram a ir à psicóloga quando eu me apercebi que queria mudar de área, lá fiz os testes outra vez. Nessa altura, respostas como "quero escrever um livro" reinaram, mas as outras opções continuavam lá, em alta. 

Ainda hoje o facto de ser multifacetada me dificulta a vida e continua a colocar-me questões todos os dias. Eu acho que gosto de mais coisas do que a maioria das pessoas, mas de nenhuma delas o suficiente para explorar a fundo. Para tirar um curso. E para seguir uma vida baseada naquilo que aprendi e escolhi. Acho que é esta a ponta do novelo deste "problema" (ou aflição, ou mania, ou o que lhe quiserem chamar) que se apodera sobre mim a cada dia que passa e que eu não me consigo desenvencilhar.

05
Nov13

Fui à minha escola

Há umas três semanas fui à minha escola entregar uns apontamentos e testes a uns colegas meus que iam ter sociologia, tal como eu tive no ano passado. Fui lá durante um dos intervalos e, ao contrário do que seria normal, a minha reacção foi "oh meu deus, tanta gente!".

Entrei pela escola dentro, depois de cumprimentar calorosamente o porteiro que me viu crescer durante os seis anos da minha vida. Encostei-me a uma parede e esperei que a avalanche passasse: agora estou habituada a um pólo com poucas centenas de alunos (e parece que somos só uns 100, de tão pouca gente que por lá anda no mesmo período de tempo) e ver tanta gente junta ao mesmo tempo fez-me um pouco de confusão. É giro como a nossa percepção muda em tão pouco tempo.

Depois de dar o que tinha de dar aos meus colegas, era ver-me a correr atrás dos professores. De cada vez que via alguém conhecido, lá ia eu com o meu correr destrambulhado e meio que a gritar "professorrrrrrrr". Falei com a minha antiga professora de educação física, a de matemática (que adoro do fundinho do coração e que sempre me deu força e apoiou) e, claro, o meu professor de físico-química. Ai, as saudades que eu tinha! Fez-me logo um rol de perguntas como: "onde entrou?", "está feliz?", "não fez a praxe, pois não?". "Jornalismo", "vai-se indo", "claro que não!" foram as respostas que, prontamente, lhe dei. Depois desenvolvi e fiquei cinco minutos à conversa com um dos melhores - e atrevidos - professores do mundo que, como se nota pela pergunta da praxe, me conhece de ginjeira.

Toda esta dificuldade de integração na faculdade deu-me vontade de me reunir com as pessoas que me são próximas e me dizem algo. Tenho jantado, almoçado e tomado cafés com antigos colegas; tenho revivido momentos, sorrido com aquilo que já passou. Não podia deixar os professores de fora. Eles ensinaram-me muito mais sobre a vida e sobre mim do que propriamente sobre as disciplinas que lecionaram: tanto que me lembro deles quase todos os dias, mesmo que seja por breves momentos. Foi bom vê-los de novo. E já tenho saudades.

12
Set13

Histórias de quem não queria mesmo ser jornalista

No meu sétimo e oitavo ano, as piores aulas de todas eram educação física e dança, sem a menor sombra de dúvida (estas últimas deixaram-me com um trauma para a vida tal que eu, hoje em dia, só danço em ocasiões para lá de especiais ou à frente de pessoas que já sabem o quão ridícula consigo ser). Acordar e saber que ia ter estas aulas durante o dia era um tortura, uma dor antecipada. Mas, se me perguntassem qual a terceira aula que menos gostava, era obviamente português.

Essa era quase sempre uma das minhas piores notas na pauta, a par das outras duas disciplinas que mencionei acima. Tirava um 3 e era com esforço, porque eu não gostava nada daquilo. Gramática sempre foi o meu calcanhar de Aquiles, mas a interpretação, na altura, também era um problema: porque eu não gostava mesmo da disciplina, embora simpatizasse muito com a professora.

Mas isto chegou a um ponto em que eu disse que não podia ser, tinha de melhorar aquela nota. E tinha de começar por algum lado! Porque não pelos trabalhos de casa, que raramente fazia? Foi aí que entrou a minha parceira de carteira, a par da minha forretice típica: fiz um contrato com ela em que ficou estipulado que por cada trabalho de casa que não fizesse, teria de lhe dar um chocolate (e entenda-se que eu não queria gastar dinheiro para lhe dar um chocolate nem vê-la a come-lo, tendo em conta que eu comia porcarias todos os intervalos, nessa altura). 

E foi esse o príncipio da minha ascenção a português (sim, é verdade, acho que ainda lhe cheguei a pagar um ou dois KitKat, mas foram uns deslizes pequenitos). No terceiro período do sétimo ano recebi o meu primeiro 5 (com o Lusíadas, nem imaginam o quão orgulhosa fiquei), e a partir daí foi sempre a subir - sendo que agora no décimo segundo ano andei à luta por um 19 que havia de conseguir! É giro pensar como as coisas mudam. 

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