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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

23
Fev16

Tempo de voltar ao ginásio

Já lá vão três meses sem ginásio e eu sinto mesmo o impacto que esta paragem teve em mim, tanto a nível físico como mental. Para além do fator psicológico (acho que estou gordíssima), sinto que partes que antes estavam mais firmes já perderam a sua rigidez - e isso é indiscutível. Por outro lado, faz-me falta um sitio onde possa descarregar as energias negativas e onde possa libertar a cabeça dos problemas do dia-a-dia.

Andei a investigar ginásios, a ver hipóteses e horários e acabei por - finalmente! - me decidir. Quis esperar para saber o sítio onde ia estagiar, pois não fazia sentido ir para muito longe do local onde estivesse a trabalhar, uma vez que vou ao ginásio sempre ao fim da tarde e não há que perder grande tempo em deslocações. Agora é ganhar coragem e motivação e atirar-me de cabeça.

Confesso que a minha intenção, para além das aulas de zumba e pilates (que já fazia no antigo ginásio), era começar a ir para as máquinas. É algo que sempre evitei, que nunca quis sequer experimentar, mas não me resta grande hipótese tendo em conta os objetivos que tenho. Queria tonificar barriga, pernas e braços (e aquele "músculo do adeus", que sempre que aceno a alguém até tenho vergonha!), mas sei que arrastar-me para as máquinas, nem que seja duas vezes por semana, vai ser um suplício. Primeiro porque não gosto daquele ambiente, segundo porque não sei como é que nada funciona e nunca mexi em nenhuma máquina na vida, terceiro porque detesto pedir ajuda, quarta porque me sinto sempre ridícula a fazer qualquer exercício e acho sempre que meio mundo me está a observar mesmo que esteja a olhar para o lado oposto. Ter um gym buddy ajudaria muito, mas está quase fora de questão - não consigo arrastar ninguém para a tortura comigo.

Enfim, vamos indo e vamos vendo. Também ainda não conheço o ginásio em questão e pode ser que me surpreenda, que tenha um ambiente hiper espetacular e que todo este processo seja bastante mais fácil do que o previsto. A intenção, pelo menos, é boa. Mas como diz o povo, de boas intenções está o inferno cheio. 

27
Nov15

O fim de mais um (pequeno) ciclo

Há quase três anos, quando entrei na faculdade e deixei de fazer o pouco exercício que fazia (na escola, em educação física) mentalizei-me de que precisava de ir para um ginásio. Fi-lo pela minha saúde, pelo meu bem estar (naquela altura físico, não sabendo que me ia fazer ainda melhor à parte psicológica) e já com objetivos traçados - que, felizmente, vim a cumprir com muito sucesso e orgulho. Acima de tudo, e sabendo que sempre fui um bom garfo principalmente no que toca a comidas carregadas de açúcar, não queria ficar uma bola.

Inscrevi-me primeiro num ginásio e passado pouco tempo mudei-me para outro, onde estou há dois anos. E apesar de eu não ser de trato fácil e de não me dar com muita gente (e de me ter sentido, principalmente no início, mesmo muito excluída) aquela acabou por ser uma espécie de terceira casa. Não posso dizer que me tenha afeiçoado muito às pessoas - com excepção de um professor -, mas a verdade é que são pessoas constantes na nossa vida, o que traz conforto e estabilidade. Eu sabia que, às terças e às sextas-feiras, ia ver aqueles sorrisos, ouvir aquelas gargalhadas e sentir a boa disposição a entrar-me na pele - algo que no meu caso é essencial, tendo em conta que a minha tendência é sempre olhar para o copo meio vazio da vida. As pessoas gozam - e eu deixo que o façam, porque eu também gosto de o fazer - mas a verdade é que ir para o ginásio (e a zumba em particular) trouxe-me uma luz que eu não tinha; para além de todo o sentimento de superação que é conseguir criar o hábito de ir três vezes por semana a um ginásio (sozinha!), o facto de ter começado a trabalhar e a preocupar-me com o meu corpo deu-me mais auto-estima e noção do corpo que tinha. Mas o mais importante é o sentimento de libertação mental que dançar (ou nadar ou fazer pilates) me provoca: principalmente na altura da morte da minha avó, ia para o ginásio a chorar e saía de lá uma pessoa nova, com um estado de espírito completamente diferente da pessoa que lá tinha entrado há uma hora atrás. E isso - nessa e noutras ocasiões mais complicadas - salvou-me de mim própria, do meu terrível hábito de deprimir e ver sempre as coisas pelo lado negativo. 

Enfim, isto para dizer que, há duas semanas atrás, foi anunciado que o ginásio ia fechar no fim do mês. Foi um choque geral. E, surpreendentemente, eu fiquei triste. Eu, que nunca gostei de ginásios, que até há um par de anos era super-sedentária, que tenho aversão a balneários e que tenho vergonha de fazer fracas figuras em tudo o que é aula, fiquei sinceramente triste por perceber que ia ficar sem aquele ginásio, sem aqueles professores, sem aqueles profissionais e aquelas pessoas. A verdade é que uma pessoa se habitua aos espaços e aos colegas com quem os partilhamos e isso acaba por fazer parte de nós; no meu caso, acima de tudo, habituo-me aos professores e mudar é uma autêntica tortura.

Há quinze dias, quando todos soubemos da notícia, angustiava-me só de pensar em ter de procurar um ginásio novo. Todo aquele processo de reintegração, de conhecer novas pessoas, novos espaços, novas dinâmicas e novos tipos de aulas era algo por que não me apetecia passar outra vez. Na verdade, ainda não apetece e ainda não decidi o que vou fazer daqui em diante. Já há muitos grupos formados, os alunos foram-se agrupando e migrando para os mais variados ginásios da zona, assim como alguns professores; a minha tendência é seguir quem gosto, principalmente quem me dá zumba, mas a verdade é que nem a localização nem os horários do ginásio são os melhores para mim. Estou num impasse: não sei se me ajeite ao que tenho e sigo a maioria do pessoal e o meu professor ou se volto a sair da minha zona de conforto e torno a procurar ginásios, correndo o risco de me esquecer do quão bem isto me faz, ceder à preguiça e voltar à vida sedentária do antigamente.

É engraçado como isto é um pormenorzinho de nada num todo que é a nossa vida, mas a realidade é que mexeu - e está a mexer - com a minha dinâmica do dia-a-dia e, naquele momento em que soube a notícia, me deixou sinceramente triste. A vida é um conjunto de muitas fases e ciclos, uns mais pequenos e menos importantes que outros. Este é mais um que acaba e que abre a porta para outro começar. Mas a verdade é que custa sempre deixar as coisas que gostamos para trás.

26
Out15

Uma ideia altamente revolucionária e útil (ou não...)

Como já disse num post anterior, queria (re)começar a ir fazer umas piscinas, pelo menos uma vez por semana. Nadar sempre foi, sem sobra de dúvidas, aquilo que fiz de melhor no que diz respeito à categoria de "desporto" e foi com alguma pena minha que perdi o hábito de ir semanalmente nadar. O ginásio onde ando agora ando tem uma piscina que não gosto tanto (em relação ao anterior ginásio onde andei) e o pior é a temperatura da água: muitas vezes está demasiado quente para o meu gosto, cansando-me em demasia e provocando-me até algumas baixas de tensão.

Mas, enfim, isto não deixam de ser desculpas. Tenho de começar a ir e pronto, não há piscinas melhores ou piores ou temperaturas de água que me cansem. O que me falta é a força de vontade. Quando entro na água e me sinto a mergulhar toda esta resistência vai à vida, mas chegar até lá é um caminho difícil. E continuar depois das primeiras piscinas também - no início é muito giro, mas uma pessoa acaba por se cansar de estar ali a nadar estilo peixe à volta do seu aquário. 

O que me levou a pensar naquilo que pode ser uma ideia revolucionária no mundo dos nadadores: um phones para usar dentro de água! Os corredores estão sempre com os ouvidos ligados aos seus telefones e dizem que é isso que os faz aguentar mais tempo e da melhor forma o esforço físico. E eu, embora não seja corredora,a credito piamente: a música acompanha-me sempre que estou no computador, sempre que escrevo, sempre que estudo, sempre que conduzo e muitas vezes enquanto cozinho. Acho que só quando estou na faculdade, restaurantes e em saídas é que não estou a ouvir música. Sou uma músico-dependente e tenho a certeza que ouvir música enquanto nadava me ia dar uma força de vontade extra para continuar.

Posto isto, amiguinhos cientistas: aproveitem esta ideia que não estou a pensar criar patente! Fico à espera (por este andar, só daqui a quinze anos é que volto à piscina...)!

22
Set15

Três apontamentos sobre a zumba

  1. Dois anos e meio depois consegui, finalmente, fazer aquele movimento de ombros super latino.
  2. A zumba anda a arruinar o meu gosto musical. Dou por mim a ouvir kizomba e a cantar "Miúda pega, tarraxa, me abusa vem dançar o som; enquanto dança, me usa, me beija que está tão bom". E sim, isto é muito grave.

 

  1. Mas mais grave ainda é estar a dançar isto, na aula, a sentir mesmo aquilo e o professor vir dançar comigo. E, ao primeiro passo, eu mando-lhe uma joelhada e ele desiste. Há coisas que não mudam nesta vida.

17
Set15

Orgulhosa de mim

Há uns dias falava com uma amiga no facebook enquanto víamos - cada uma em sua casa - o Twilight a dar no canal de Hollywood. Entramos nas deprimências e nas saudades do costume - porque, meu deus, passaram sete anos desde que aquilo foi para o ar! - e eu, lá pelo meio, disse que as coisas, vistas de forma crua, não tinham mudado assim tanto. Ela, com alguma razão, discordou.

Podia falar dos poucos pontos que discutimos sobre as diferenças e semelhanças que separam o meu-eu de há sete anos do de agora, mas hoje venho apontar e auto-congratular-me por uma mudança gigante que fiz na minha vida (e que, curiosamente, não discuti na altura): passei de total sedentária para uma pessoa muito mais saudável, que faz exercício com regularidade e que tem uma alimentação muito mais equilibrada e saudável. Isso pode parecer típico, moda, corriqueiro, mas para mim era uma mudança quase tão improvável como mudar do Porto para o Benfica. E eu consegui. 

No último semestre alcancei um equilíbrio espetacular - li e aprendi (mais) algumas coisas sobre alimentação, mudei de hábitos e continuei no ginásio. Emagreci pelo meio, algo que queria muito, e sentia-me tão bem como não me lembro de sentir - um clima de bem-estar físico e psíquico e de aceitação do meu corpo que era, até ali, impensável. As férias arruinaram-me um bocadinho esta rotina, o facto de agora ter pão fresco todas as manhãs também não está a ajudar (pão com manteiga, pela fresca, acompanhado de uma meia de leite é coisa para me fazer chorar de felicidade) e ter estado praticamente três meses sem pôr os pés no ginásio também não foi positivo - e o corpo ressentiu-se.

Ainda assim, fiz questão de voltar no dia 1 de Setembro. O plano, para já, é continuar com a zumba, continuar a tentar no step e apostar à grande no pilates (o que fica para outra conversa). Mas os primeiros tempos são sempre complicados, a juntar a estes dias iniciais de aulas, em que ficamos cansados com muito mais facilidade por ainda não estarmos com o ritmo no corpo. O pessoal do Porto pode comprova-lo: na terça-feira estava um temporal incrível, passamos um dia inteiro sob chuva torrencial, sem um minutinho para respirar e um vento um tanto agreste; o meu dia foi passado no meu sofá, a acabar de ler um livro e com roupa caseira e sem planos para sequer pôr o nariz fora da janela - mas havia aula de zumba e, contra todos os meus instintos básicos, vesti o fato de treino, meti-me no smart (o que representa uma aventura, quando está de chuva) e lá fui eu. Rebentei de orgulho só por isso. 

Entretanto ontem, depois de uma tarde de aulas, cheguei a casa cansada e enrosquei-me no sofá com pinta de quem estava ali para ficar e tirar uma sesta pelo meio. Estava disposta a deixar a aula de pilates para outra altura - como ainda nem sequer estou habituada, é algo que me puxa pouquíssimo. O corpo já estava relaxado, os olhos já quase fechavam e o tic-tac aproximava-se perigosamente da hora da aula. E, não sei como - e do nada - levantei o rabo do sofá (senti que uma grua me puxava, se tão derretida que já estava), vesti-me num ápice e lá fui eu esgazeada - e, como se isso já não tivesse sido um desafio e consequente vitória suficientes, tornei a levar com outra tromba de água em cima.

Hoje estou toda partida - quem acha que pilates é para meninos não sabe do que fala - mas extremamente feliz e orgulhosa de mim. Há imensas coisas que, desde há seis ou sete anos atrás, continuam iguais, mas felizmente esta não é uma delas. É caso para dizer que há quase-milagres.

 

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15
Mar15

Palavra da semana: orgulho

Esta pode não ter sido a semana mais feliz da minha vida - aliás, não foi mesmo -,  mas foi uma boa semana. Não andei por aí a sorrir aos sete ventos, nem a assobiar de contentamento - pelo contrário, os meus suspiros infundados cá continuam, os medos permanecem assim como as minhas preocupações constantes. Mas superei-me, e isso é tão, tão bom!

Orgulho 1: fui quatro vezes ao ginásio, e só não fui mais uma para não abusar do meu joelho que anda a queixar-se há um par de semanas. Três vezes zumba e quarenta minutos na piscina, a nadar de um lado para o outro até os músculos gritarem de tão moídos. De relembrar que, há dois anos atrás, era possivelmente uma das pessoas mais sedentárias que habitava no planeta Terra.

Orgulho 2 (e 3): fui ao dentista. Sim, eu tenho quase 20 anos, mas também tenho iatrofobia (também conhecida como fobia de médicos). Pode ter muita graça para quem está de fora, mas para quem vive isto é tudo menos engraçado. O dentista sempre foi dos médicos que mais me aterrorizou - das primeiras vezes que fui tive ataques de pânico tais que não conseguiram tratar-me. Há uns três anos, depois de uma cárie me ter proporcionado as dores mais agonizantes, terríveis e inesquecíveis da minha vida, não tive outra opção se não ir - da primeira vez fui com dois ansiolíticos no bucho, que adormeceriam qualquer pessoa em circunstâncias normais (eu fiquei acordada, claro está, mas acalmei). Depois, nos tratamentos seguintes, fui diminuindo a dose até ir "limpa". Com muito azar para mim, a clínica fechou, a minha médica desapareceu do mapa e eu, claro está, nunca mais pus um pé no dentista. Até esta sexta-feira, em que me decidi a ir, a muito custo, fazer uma limpeza aos dentes. Não andei muito bem disposta durante a semana, sendo que piorava à medida que chegava o dia D (é que nem de propósito), mas nada de intragável. E não fui medicada, não chorei, não fiz cena nenhuma no antes, durante e depois e, vejam lá isto, até dormi na noite anterior! Para vós pode (e deve) ser a coisa mais natural do mundo, mas acreditem que para mim é uma vitória. Daquelas enormes!

Como se já não bastasse um médico durante a semana, tive de ir a um ortopedista (ainda que fora de ambiente hospitalar, o que ajudou bastante). Tudo porque sentia que o meu joelho não estava no seu melhor e tinha medo que piorasse com o exercício físico que tenciono continuar a praticar. As suspeitas confirmaram-se: tenho de facto aqui um desarranjo que me provoca desconforto e sensação de instabilidade, mas felizmente não é nada de grave e posso continuar a fazer a minha vida normalmente, tentando só não abusar do joelho.

Em suma, dois médicos numa semana, sem calmantes, noites mal dormidas ou paragens de digestão à mistura. Se tudo isto não são razões suficientes para nomear estes sete dias como a semana do orgulho, não sei o que será.

 

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12
Fev15

Desculpas que são mesmo desculpa

Ando virada para o exercício, por todas as razões e mais alguma. Para manter a cabeça ocupada (já cheguei à conclusão que as férias me fazem mal), para dormir melhor (caio redonda na cama) e para, aquando da chegada do verão, me conseguir sentir melhor comigo mesma. Não vale a pena falar dos mil e um complexos que tenho em relação ao meu corpo, mas só a esperança de melhorar nem que seja só um dos aspetos que não gosto no meu corpo, já me faz feliz. A minha "dieta" continua (depois da desgraça que aconteceu em Bristol) e, conjugada com os treinos, espero ver alguns resultados com o aproximar do verão.

O que eu vinha aqui contar é que tenho dois eternos dramas quando treino ou faço aulas. Isto desde os tempos das temíveis aulas de educação física, onde fazíamos, no início do ano, aquelas provas de esforço para saber quanto aguentávamos.

Então, drama 1: fazer abdominais é doloroso, não pelos abdominais em si, mas porque tenho uma espinha dorsal estranha. A parte que se apoia no chão é um pouco saída para fora e eu fico com o fundo das costas todo pisado. Não importa que ponha almofadas ou dois colchões... e é um verdadeiro suplício.

Drama 2: fazer flexões só no início do treino. Porquê? Porque suo imenso, em particular das mãos, e não me consigo aguentar sem escorregar pelo chão ou colchão fora. Tem particular piada quando, na Zumba, a meio de uma faixa, há flexões. Não há tempo para colchões, steps ou outras superfícies do género: tem de ser mesmo no soalho. E aí parece que estou a limpar o chão, a fazer um esforço tremendo para não escorregar e aterrar de cara. 

Alguém tem o mesmo drama, ou outros que queira partilhar? Soluções e alternativas são bem-vindas!

15
Jan15

Queriam um vídeo da zumba?

Comecei a fazer zumba há coisa de um ano e meio. Primeiro num ginásio, devagar e irregularmente, de forma muito obrigada (obrigava-me a mim própria) e depois, quando mudei de ginásio, passei a ir certinho, duas a três vezes por semana. Ganhei-lhe o gosto, e é uma coisa de me orgulho imenso, pois toda a gente sabe o enorme "trauma" que tenho com a dança.

Ao longo do ano passado, a zumba serviu para canalizar a energia para o lado certo e evitar bater em alguém, serviu para me rir muito de mim própria, serviu para aprender a não desistir mesmo quando algumas aulas parecem o inferno em terra, serviu para ganhar uma resistência e uma coordenação motora que não sabia existir em mim e, claro, serviu para queimar muitas calorias. É claro que continuo a detestar ver-me dançar e ai de quem me puxe para uma pista de dança ou para dançar o que quer que seja fora das aulas. Tudo o que tenho, de mau e de bom, fica dentro daquelas quatro paredes com espelhos. Porque a coordenação pode estar melhor, porque a timidez pode ter baixado um bocadinho a guarda, mas continuo a ser a Carolina-que-teve-três-anos-de-aulas-de-dança-que-a-traumatizaram-para-a-vida.

Ainda assim, já me pediram muitas vezes - aqui incluído - para me verem a dançar zumba. Já há, por essa net fora, dois ou três vídeos comigo a dançar, mas nunca me senti confortável para os mostrar, a não ser à família mais próxima. Mas esta semana gravamos mais um, com uma música e uma coreografia que gosto muito e com um dos melhores professores que já me deu aulas, por isso aqui fica. Têm é de me encontrar. Eu engano-me mas, se virem bem, também me rio (e sorrio). É o mais importante. Sintam-se na liberdade de se rirem também das minhas figurinhas. 

 

31
Out14

Zumba fitness party

Está quase a fazer uma semana que fui zumbar para o MEO Arena - a última vez que lá tinha ido foi para ouvir a Lady Gaga, há quatro anos, ainda o espaço se chamava Pavilhão Atlântico (tão melhor!).

Foi a segunda vez que me meti num evento deste género, embora este tenha sido de muitoooo maior dimensão - o que por um lado é giro, porque se sente toda aquela "aura zumbástica" e espírito de comunidade (que existe imenso na zumba), mas por outro é muita gente, muito ar saturado, muitas pisadelas e bofetadas não intencionais e muito pouca visibilidade para o palco. 

O início do evento foi fraquinho, com um mini concerto da Adriana Lua - o pessoal ficou um bocadinho confuso, se era suposto tentar imitar aquelas coreografias ou não, e a certa altura já toda a gente se entreolhava a perguntar "mas o que é isto?". Mas passou, foi rápido, e daí para a frente foram três horas sem paragens de zumba - mais especificamente 42 músicas. Havia vários instrutores, todos excelentes, com boas coreografias (embora nem todas resultassem no ecrã) e adereços, e uma coordenação invejável. Eu já sabia algumas músicas - as que mais vibrei - e adorei o início, mas com o passar do tempo o meu pé começou a ressentir-se com tantos saltinhos e tive de parar por causa das dores (a minha frustração atingiu níveis astronómicos).

Não acho que este tipo de "aulas" seja prático, nem acho que funcione muito bem, apesar de perceber perfeitamente o propósito destes eventos. Uma aula de zumba, bem vivida (ou seja, para perder uma boa dose de calorias), não deve ter muitos alunos, para podermos ter o máximo contacto visual com o professor e poder reproduzir as coreografias o melhor possível. Nestes casos passamos a maior parte da música a tentar decifrar os passos, e a faze-los a meio gás, enquanto que devíamos estar a depositar ali todas as nossas energias. Para além disso, o facto de os instrutores estarem num palco faz-me uma confusão tremenda, pois estou habituada a que o professor esteja em frente ao espelho (de costas para mim) e não de frente.

Fora isto tudo e do potencial enquanto aula ser bem menor, vale sempre pela experiência. Para mim a zumba não é uma moda, foi mesmo a minha bóia de salvação para um sedentarismo pós-secundário em que me estaria afundar se não tivesse descoberto a modalidade. Mudou-me, pôs-me muito mais à-vontade com o meu corpo e deu-me mais confiança em mim própria. Só posso estar feliz e agradecida.

 

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(foto do facebook oficial do evento) 

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