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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

15
Nov14

Um acordar muito soft (ou não)

Tenho passado dias horríveis e noites atribuladas. Hoje planeava dormir um bocadinho até mais tarde, porque mesmo nos dias em que não tenho aulas de manhã acabo por acordar cedo para estudar, fazer trabalhos ou tratar de recados.Tinha tudo pensado: não me deitei tarde, desliguei o condensador de energia (já a pensar na possível falta de luz devido à trovoada, mais que recorrente por estes dias) e não pus qualquer despertador. Tinha tudo para correr bem.

Mas ainda não eram 7:45h e a Molly (que tem dormido na cozinha por causa do frio que faz de noite) entra-me disparada pelo quarto, aos pinchos, pulos, derrapagens e lambidelas - histérica e elétrica como é normal da parte da manhã - e, claro!, acorda-me. Ainda nem oito da manhã eram, por amor de deus! Levei-a rapidamente lá fora, que se passasse mais tempo com ela ainda a fazia num picadinho, com tanta raiva que fiquei.

 

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02
Set14

Mimo numa noite quente

Ontem estava uma noite espetacular, daquelas que acontecem uma dúzia de vezes durante o ano. Estava moída da praia, acabei por jantar sozinha aquilo que tinha sobrado do almoço e a preguiça estava a tomar conta de mim. Acabei por, depois disso, ir para a varanda que temos aqui, com grade para que os cães não entrem. Escrevi um pouco, pus-me a par das novidades, e a certa altura chega a pequena Molly. Ao ver-me, começa a chorar. 

Em ocasiões normais ignoraria e ela dava meia volta e voltava para a casota - mas ontem não me apeteceu. Abri-lhe a porta, deitei-a no sofá comigo (ou pelo menos tentei, que quando dá a genica àquela cadela é um problema para a acalmar)  e ela lá acabou por adormecer, estendida no sofá e com a cabeça em cima das minhas pernas. Não a mandei embora porque foi mesmo por aquilo que eu a quis, a razão porque me apaixonei por ela e pelos irmãos quando ainda eram pequenos: queria mimo, queria poder pegar-lhes ao colo se fosse preciso, passear com eles, mete-los num carro para passear, poderem dormir a meu lado quando eu quisesse. E eu amo os meus Serras, mas a portabilidade não é o seu forte (onde, neste mundo, é que a Olívia se poderia deitar naquele sofá? Quando é que a posso ir passear sem que me roube um braço se lhe der na real gana? Enfim, desvantagens de ser grande!), e com a pequenita não tenho esse (grande) problema. Para além disso, tenho dispensado tempo para a ensinar, e ela aprende com uma facilidade inacreditável: já senta, já deita, já dá a pata é já toca nos dedos se os entendermos (mesmo que isso implique ter de saltar ou deitar). Agora já só falta saber andar de trela (o que não está fácil, parece um canguru de cada vez que tento) para se tornar numa cadela de sonho e acompanhar a dona para onde quer que eu vá. 

Estou apaixonada. E, a cada dia que passa, gosto mais dos meus cães. 

 

29
Jul14

Uma cadela diferente

Interagir com a Molly tem sido uma experiência diferente de todas as outras. Ela tem uma personalidade forte, é inteligente, tem energia para dar e vender, mas também dorme como se de um bebé pequenino se tratasse. É delicioso vê-la a brincar com a Olívia, que a adoptou como filha, assim como é espantoso ver como ela ladra à "velhota" - a nossa Mimi, que já não tem paciência para ninguém, muito menos para uma cadelita arrebitada.

A Molly vai ter a sorte que os outros não têm de ser mais "transportável". Eu amo os meus cães, adorava mostra-los ao mundo, tal como gosto de mostrar os meus sobrinhos lindos ou os meus maravilhosos pais: mas tenho medo. Eles são demasiado grandes para alguém, com o meu porte, controlar; tenho coleira de "esgana", posso tê-los controlados, e alguns deles até são sossegados, mas sei que se avistarem algo e eu não estiver à espera, me arrastam com eles até onde quiserem e, com sorte, ainda me partem um braço pelo caminho. Não arrisco, porque já me aconteceu (tenho uma queimadura no joelho que o comprova), e os meus passeios com os cães são agora restritos a esta zona, onde os posso trazer para casa com alguma rapidez.

Mas como a Molly é bastante mais pequena, consigo ter mais controlo sobre ela (e pegar-lhe, se for preciso, mesmo quando atingir o porte adulto). Ando determinada a ensinar-lhe uma série de coisas, passo a minha vida a ver vídeos no YouTube sobre como ensinar os cães a sentar, deitar, ficar, andar de trela e mais uma série de coisas, mas ela nem sempre me facilita a vida. É muito enérgica, só faz o que eu lhe mando na presença de recompensas, cansa-se dos biscoitos e a certa altura já só brinca com eles, não os comendo. É inteligente, percebe as coisas... mas se calhar é inteligente demais! Temos treinado todos os dias, que estou decidida em torna-la numa cadela exemplar. Quero mesmo muito passeá-la, leva-la a tomar café, vê-la molhar-se na praia, a crescer e ser feliz, tal como os outros que tenho aqui em casa. Vai dar trabalho, mas no fim vai ser bom.

 

 

23
Jul14

Molly, a caçadora

A minha Molly é um braco, uma cadela de caça. Já a mãe dela é uma bela caçadora, e ela tem bem a quem sair. 

A questão é que os cães de caça não devem comer aquilo que apanham - têm de ser ensinados a trazer os bichos sem lhes fazerem mal ou lhes espetarem aqueles dentinhos na carne: mas eu não sei ensinar isso à Molly. Pois que, com os dotes de caçadora dela, têm sido pássaros todas as semanas e têm vindo a aumentar de porte! Um dia um melro, outro dia uma rola... No início pensei que até os apanhasse mortos, caídos aí algures, mas seria demasiada coincidência ela ser uma caçadora e aparecerem sempre pássaros mortos, presos entre as suas mandíbulas. Mas vamos ao essencial: ela come-os. Tipo... tudinhos. Penas, patas, vísceras, ossos. T-u-d-o. E não larga, a filha da mãe da cadela. Ainda hoje fui a correr atrás dela pelo jardim fora e, como é óbvio, fui eu quem perdeu a corrida. Para o final da história, basta dizer-vos que só sobrou uma asa. Tudo o resto... glup.

 

(por outro lado, é desta que as idiotas das pombas e rolas vão deixar de nos comer metade da comida dos cães como se aquilo fosse tudo delas. Voem enquanto é tempo, acabou-se a era dos cães pacíficos!)

19
Jun14

Molly

Tenho uma bebé cá em casa - quase literalmente, por vários motivos. Primeiro porque ela é, de facto, bebé (ainda não tem dois meses); segundo porque nós a tratamos como bebé, temos mil e um cuidados com ela; terceiro porque ela me adotou como mãe, e eu ando a fazer de babysitter canina (como me importasse muito).

Ela adormece no meu colo, ela faz-me uma festa monumental quando me vê, ela enche-me a cara de lambidelas, quando chego a casa, persegue-me para todo o lado e se por acaso quiser ter privacidade (como ir ao quarto de banho) era faz um chinfrim sem precedentes. Um amor. Pena é que, no meio de surtos de afeto, se passe da cabeça e me comece a morder (e os dentes afiados que ela tem?). Ainda ontem peguei nela, em plena êxtase e eléctricidade, onde me dá-me beijinho e tal e depois, tau!, dá-me semelhante trinca que, se saísse à rua nas duas horas seguintes, pensavam que tinha andado a fazer umas coisas indecentes com um rapaz (o pior é que ficaram as marcas tudinhas dos dentes dela, por isso até se pensaria que era um vampiro). Fora isso, também tem umas unhas de gato, pelo que tenho os braços todos arranhados. Mas, enfim, tudo por amor.

As restantes meninas (vulgo, cadelas) adaptaram-se muito bem, gostam muito de brincar com ela e são extremamente cuidadosas. O pior é o Tomé que, embora não nos pareça que lhe quer fazer mal, é demasiado bruto, rápido, grande e pesado. Não é que ele pense "huuuum, um cachorrinho quente e tenrinho para o meu jantar" (sim, porque a Molly cabe praticamente toda dentro da boca dele), mas sim "ai que gira!! É um rato para eu brincar?" e, vai daí, não a trata com muito carinho e dá-lhe umas cabeçadas que a fazem rebolar sem fim. O problema da grandeza também se põe com as cadelas - principalmente a Olívia, que também é um mini-touro - mas, parecendo que não, elas acabam por ter mais cuidado que ele.

Têm sido dias felizes mas atarefados por estes lados. Ora embala, ora leva a fazer cocó à relva com vigia (não vá ser pisada por patarrona de um dos cães), ora brinca e faz judiarias para ela viver a sua infância em pleno. Não estou habituada a ter bebés em casa, mas acho que estoua  aperfeiçoar os meus dotes para com bebés (ainda que caninos). 

 

Discrepância Molly-Tomé:

 

Olhem-me os olhos!:

 

Mimo:

 

Discrepância Olívia-Molly e ataque fofinho (se excluirmos os dentes) Mollyano:

 

16
Jun14

O meu dia

 Estes meus últimos dias têm sido... bem, faltam-me as palavras. Estou esgotada. Sem tempo para escrever ou qualquer outra coisa mais recreativa - juntou-se tudo (maus exames, aulas de zumba, preparação de uma festa, cozinhar doces, arrumar tudo, limpar cocós no jardim e folhas secas, ir ao supermercado e carregar quilos e quilos e quilos de compras), e o meu corpo dói-me e a cabeça ressente-se. Tenho uma exame terça-feira e amanhã tenho de estudar a 1000% para não ter de ir a recurso.

Hoje foi dia off (no que diz respeito ao estudo), ainda assim com muito trabalho à mistura. Mas foi bom e bonito - a minha mãe celebrou mais um ano de vida, junto de família e amigos, num dia muito agradável ao ar livre, estilo picnic. O aparecimento do mais novo membro da família - Mel ou Molly, ainda não sabemos - foi a alegria total, e toda a gente se babou para cima do novo rebento, que está neste momento no meu colo e se prepara para passar a primeira noite longe da mamã (custa sempre). A única coisa que podia ter corrido melhor era eu não estar tão partida, preocupada e cansada como estou. Só quero que passe rápido.

 

 

 

 

 

 

 

 

11
Jun14

Um ano de Olívia

Há um ano atrás, uma criadora algures no Fundão ajudava a dar à luz uma ninhada fofinha de Serras da Estrela. Entre eles estava a minha Olivinha, que fui buscar um par de meses mais tarde. Entrou logo para a família, foi mimada com tanto mimo que é a cadela mais mimosa que conheço - sem nunca, nunca privar os outros de ter o mesmo carinho. Mas ela gosta, ela deita-se, ela dá mimos, enfim, é o mimo em cadela.

Os cães para mim são parte integrante da família, amo-os com todo o meu coração e, hoje em dia, constituem uma verdadeira companhia. É com eles que vou ter quando não me apetece sair ou estar com mais ninguém, é no chão que me sento quando preciso de mimo, mesmo sabendo que em vez de festas vou apanhar com lambidelas e baba quanto baste. 

A Olívia é a minha loira, a minha gordita, a minha gigantone. Nada fazia prever que me saísse assim tão grande e tão loira, mas assim o é, e é linda. É mimosa que só ela e uma verdadeira ladra - entre as iguarias que já comeu contam-se uma dúzia de ovos, uma lagosta, chantilly, paté de delícias do mar (com pão incluído) e outras coisas. Nunca se viu cadela tão louca por comida como ela - endoidece, faz piruetas, o pino, salta, rodopia e dança se for preciso.

Mas, acima de tudo, olho para ela e vejo uma cadela feliz, que transborda amor e felicidade por todo aquele pêlo lindo. É mais um dos meus amores pequeninos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

09
Mai14

Gosto requintado

A minha Olívia anda muito saída da casca. Depois do episódio dos ovos (que relatei aqui) esteve relativamente sossegada no que diz respeito a comida. Mas essa fase de paz acabou.

Ontem o meu pai fez anos e por isso fizemos um jantar de família aqui em casa (uma das razões pela qual não consegui cá vir). Prato principal: arroz de marisco, com um bocadinho de tudo. Aproveitando a folga que um dos miúdos lhe deu, deixando a porta da cozinha aberta, D. Olívia viu o prato de marisco (logo com a lagosta ali no topo) e, tau!, comeu praticamente a lagosta toda que já estava lá pronta para entrar para o refogado. 

Mas já antes disso tinha feito das suas. A minha mãe fez um bolo de chocolate para, mais tarde, soprarmos as velas; cobrimo-lo com chantilly. Pois que, aproveitando-se mais uma vez da porta aberta, D. Olívia vê o bolo, acha-o apetitoso e tau!, uma grande lambidela na cobertura do chantilly.

E é assim. Serve este post para elucidar os presentes na festa que, muito provavelmente, comeram bolo e arroz de marisco condimentado com bocadinhos de baba de cão - e sim, esse foi o segredo para que ficassem deliciosos! E, claro, não desfazendo esta minha cadela, que para além de extremamente chique, tem um paladar especialmente requintado (uma lagosta, hun? não é para todos)!

 

08
Mai14

As coisas mais fofas e queridas deste planeta

A Luna, a cadela (braco) da minha tia e madrinha, teve 8 maravilhosos bebés. Não resistindo à tentação e a este amor pelos animais, tive de os ir ver, ainda só com três diazinhos de vida. Aiiii, as saudades que tenho de ter cachorrinhos a correr aqui pelo quintal (já lá vai o tempo em que a minha cadela os tinha aos 13 de cada vez, coitadinha). 

Lá fui eu e só me faltava uma enorme babete para segurar toda a baba que me caía ao olhar para aqueles pequerruchos. Deliciosos. Gorditos. Fofinhos. LINDOS. A coisa mais fofa deste planeta.

 

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