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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

08
Nov16

E quatro meses depois volto a comprar shampôs

Calma, meus amigos, nada temam: isto não quer dizer que tenha andado a tomar banho "à gato" nos últimos quatro meses da minha vida ou tão pouco que não me tenha metido debaixo do chuveiro durante tanto tempo. Simplesmente cumpri a minha promessa de usar, até à última gota, todas as amostras de hotéis/ofertas que aqui tinha guardadas há demasiados anos.

Foram quatro meses em que o meu cabelo ou corpo não tiveram qualquer possibilidade de se habituarem aos produtos usados e dos quais retiro as seguintes conclusões: a) os condicionadores são, de longe, o pior produto oferecido pelos hotéis, b) algumas das pessoas responsáveis pelas fragrâncias escolhidas têm olfatos altamente duvidosos, c) deviam inventar um mecanismo para se conseguir retirar todo o produto do frasco, uma vez que no fim fica lá sempre 1/10 do mesmo colado ao fundo da pequena garrafa, d) os produtos 2 em 1 (tanto dá para shampô como para corpo) não são boa ideia. No fundo, depois desta experiência intensiva em relação às amenities, acho que já podia ser consultora dos hotéis neste campo - just say'in!

Uma das coisas que mais gostei nesta experiência - para além de não ter de comprar produtos de higiene, por sinal bastante caros, durante vários meses - foi de "viajar" de cada vez que utilizava um frasco novo. Via o nome do hotel de onde trouxe o shampô e, em vez de cantar no duche, punha-me a pensar de que viagem é que esse shampô tinha vindo. "Fui" até Londres, Bruxelas, Istambul, Paris, Algarve, Estocolmo. E, só por isso, já foi bom. Agora voltei ao meu Garnier verdinho e à vida de uma pessoa normal. Só com a diferença de ter a prateleira do armário da casa de banho bem mais vazia do que estava antes.

05
Nov16

(Finalmente!) De volta ao ginásio

Aleluia, irmãos! Inscrevi-me num ginásio! Acabou por vir na melhor altura possível porque o meu trabalho começa a entrar em piloto automático, ao mesmo tempo que eu já estou a entrar numa fase de total rotura com o meu corpo. Só dou graças por não ser verão, porque neste momento seria incapaz de pôr um biquíni; vestidos e calções, independentemente do tempo que esteja, também é algo que não me sinto com coragem de vestir nos dias de hoje.

Por isso, apesar de tudo, estou ansiosa por começar e ver alguns resultados. Começar a fechar a boca também ajuda, porque ando sempre com uma fome gigante e a comer o que não devo. Escolhi um ginásio perto do trabalho, com piscina (vou finalmente puder usar os meus phones à prova de água!), muitas aulas de grupo e... um PT. Honestamente nem estava a pensar partilhar isto aqui, porque não sei muito bem o que esperar, mas também não vejo grande razão para fazer segredo.

Há dias fui fazer a avaliação física e já sabia que me iam tentar espetar com treinos com um Personal Trainer. Ia preparadíssima para dizer que não, mas o preço pareceu-me simpático o suficiente para tentar - sendo que agora a trabalhar tenho mais margem de manobra para pagar este tipo de gastos extra. Há vários anos que ando em ginásios e nunca consegui obter os resultados que queria, pura e simplesmente porque não tenho capacidade para me atirar para fora da minha zona de conforto e experimentar coisas novas. Numa altura da minha vida em que tudo o que eu faço no meu dia a dia é estar fora da zona onde me sinto confortável (aka passar a vida a ligar e falar com pessoas), pensei que um esforço extra neste campo não me ia matar.

Por outro lado, o rapaz pareceu-me sinceramente calmo e não é um daqueles armários que assustam só de passar ao lado. Quem me conhece sabe que eu tenho uma relação difícil com homens que não conheço, sinto-me "ameaçada". Há muitas razões para isso acontecer (uma delas é eu ser maluca...), mas se há coisa que eu detesto nos homens é um típico instinto de agressividade que eu não consigo tolerar, também porque sei que sou incapaz de controlar; nos PT e nos professores de educação física em geral isso reflete-se muitas vezes em berros e numa interação agressiva para com os alunos, que não tem o intuito de magoar ou insultar, mas sim de incentivar. Mas eu lido muito mal com gritos, que a mim me retraem ao invés de me levarem a fazer o que quer que seja - quer seja no ginásio, no trabalho ou nos meus tempos de escola. 

Vou começar por fazer PT uma vez por semana e ver como corre; vou aliar com as outras aulas de grupo e a piscina, claro, até porque estou cheia de saudades de nadar. Para além do mais, desta vez há uma novidade extra: de uma forma geral, conto começar a treinar de manhã e não ao fim do dia, como era meu costume - apesar de ter o horário livre, é mais fácil ir antes de trabalhar do que depois, até porque nunca tenho hora de saída. E pronto, são estas as novidades. Estaria a mentir se dissesse que não estou receosa e ansiosa - principalmente em relação ao PT -, mas por outro lado sinto-me mesmo esperançosa. Se correr bem, aumento para duas aulas semanais; se correr mal e não gostar, páro, esqueço e ando para a frente. Prometo ir dando novidades.

13
Jun16

Os dramas da balança

Mentiria se dissesse que tenho uma boa relação com o meu corpo. Há momentos melhores - que normalmente são os que gosto de assinalar - mas a maioria do tempo é passado com um desconforto total em relação ao corpinho que me calhou na rifa. Se me perguntassem, acho que conseguiria encontrar um defeito em cada pedaço de mim - e se há momentos em que isso me leva a querer contrariar essas características, há outros em que me sinto completamente derrotada por aquilo que sou (e tenho).

Não tenho por costume pesar-me e deixo avaliações para o espelho e os meus próprios olhos - e a verdade é que me assusta ver o quão impreciso este "método" é. É provável que, depois de uma refeição em que até nem comi muito mas terminei com uma sobremesa, me olhe ao espelho e ache que estou gordíssima e com as calças a arrebentar pelas costuras - assim como é provável que, depois de um dia em que comi fruta sempre que me deu a fome, pareça espetacularmente esbelta (nem tanto, mas vocês percebem o que estou a dizer). E eu sei que é tudo psicológico, que dez minutos depois de ter comido uma fatia de um bolo qualquer a gordura ainda não pode estar lá - mas há alguma coisa no meu cérebro que, através do espelho, me manda a informação contrária.

Não ajuda ser eu ser uma sedentária e uma doceira por excelência. Combato as duas coisas, mas a luta é diária - porque eu continuo a achar que as características que vêm no nosso "disco rígido" nunca se apagam, apenas se suavizam. A minha jornada em relação aos ginásio já é conhecida e penso que com a comida também - relativamente há três anos atrás, por exemplo, estou incomparavelmente melhor do que estava. Mas nunca é algo constante: a minha vontade de fazer asneiras relativamente à comida e a minha vontade de ir ao ginásio estão intimamente relacionadas com tudo o resto na minha vida, o meu estado de humor, o meu stresse. Quando estou em alta, está tudo óptimo e a tendência é para crescer; quando não estou, tudo piora e volto à casa de partida (e já acho que estou uma baleia novamente).

Infelizmente o nosso cérebro faz questão de se esquecer de algumas coisas recorrentemente ao longo da vida. No meu caso, por exemplo, esquece-se que a época de férias passada em casa é sempre do pior que pode haver; há quem diga que as mulheres também se esquecem das dores de parto, por exemplo, porque senão a raça humana extinguia-se com tanta lembrança dolorosa. E, claro, eu também me esqueço naturalmente do quão bom é ir ao ginásio e comer direito. É óptimo depois e na altura em que se faz, mas a partir do momento em que se cria uma rotura... é um filme para voltar.

Todos estes dramas relativamente à imagem corporal (de que decidi sempre não partilhar muito) fazem parte de mim durante todo o ano, mas agudizam-se na altura do verão. No inverno dá para andar tapada da cabeça aos pés - e vestida é que eu estou bem! -, mas no verão as peças reduzem drasticamente de tamanho. Aprendi a aceitar isso (e a mim mesma, na medida do possível) e uso um bocadinho de tudo: desde calções a vestidos, camisolas cai-cai a t-shirts, bikinis a fatos de banho - mas confesso que não me sinto a pessoa mais confortável do mundo.

A pouco menos de duas semanas de ir para o Algarve - onde o "dresscode" é praticamente bikini o dia todo - decidi pesar-me. Não foi boa ideia. Estando numa fase mais down, em que o ginásio tem ficado de lado (a alimentação está bem - até na minha coca-cola semanal cortei!), vieram a mim todos os sentimentos de culpa e recriminação por não ter feito mais para me sentir bem durante mais uma época de praia. O pior é o sentimento de disco riscado, por sentir que isto se repete de ano para ano. E é uma merda.

13
Jun16

Depilação a laser 3#

Já passou mais de ano e meio desde que comecei a fazer o laser alexadrite. Sei que não têm perguntado (até porque se estivesse à espera de perguntas para fazer posts escrevia só muito de vez em quando), mas eu digo na mesma como a experiência está a correr.

De uma forma rápida e prática: muito bem. O único senão é, de facto, o preço. Como já disse em posts anteriores sobre este assunto, estou a fazer isto na Ultimate Laser (que conheci através do blogue da Maçã de Eva) e, a nível de prestação de serviços e de resultados, estou muito contente. Há uns dias fiz, se não estou em erro, a minha quinta ou sexta sessão e a verdade é que já nem sei o que é preocupar-me com pêlos. Passei quase 9 meses sem lá pôr os pés (numa altura em que não era suposto), uma vez que desmarquei uma marcação na altura do Natal e depois, com a operação, a coisa passou-me e só lá fui por estes dias; ainda assim, e tendo alguns pêlos em algumas zonas da perna, as mudanças são brutais - e aqueles que existem, verdade seja dita, são tão finos que mal se dá por eles. Posto isto, estou muito contente.

O único descontentamento é, como disse, o dinheiro que lá deixo ficar - de cada vez que lá vou quase me apetece chorar (e não é de dor). As pessoas com quem falo e que também fazem alexandrite dizem-me quase sempre que pagam muito menos do que eu - e, como é óbvio, eu fico doente (quem é que gosta de pagar mais?). Acabo por fazer perguntas, tentar perceber se é mesmo alexandrite - mas a verdade é que não sou entendida do assunto para ter a certeza de que se trata do mesmo tratamento. E apesar de não gostar daquilo que pago e de me dizerem que há mais barato, toda a gente sabe que o que não falta neste tipo de negócios são trafulhices e gente que não percebe nada do assunto; para além de ser chato passar a vida a mudar de esteticista (eu já mudei vezes demais para o meu gosto, aliás), trocar para um local mais barato não me transmite grande confiança. Não se trata de uma depilação normal e as queimaduras e os danos que podem ser causados na pele não são brincadeira. Ando por isso a recolher experiências para saber onde vou da próxima vez que fizer uma sessão: se onde fui até agora ou se experimento um local novo. 

Ainda assim, como balanço e a nível de resultados, não podia estar mais feliz. Aconselho a toda a gente que tenha possibilidades para tal porque, a longo prazo, compensa muito.

10
Jun16

Adeus amostras!

É com muito orgulho que anuncio aqui que aquele porta-moedas cheio de moedas pretas está quase - e finalmente - vazio! No dia seguinte a ter escrito aquele post, há quase um ano, entupi o parquímetro com moedas de 5 cêntimos até ele não aceitar mais. Depois disso, a técnica para gastar as moedas mais pequenas resumiu-se a ter sempre algumas na carteira que anda comigo e, sempre que posso, ir gastando - supermercados, mercearias e feiras foram sem dúvida o meu maior escape para as moedas pretas. Já só me restam umas 20 para despachar. Yeyyyyy!

Agora que esse desafio está quase concluído, parti para outro: amostras. Sim, eu confesso: eu era uma daquelas pessoas que trazia sempre as amostras dos hóteis para casa. Chegava ao fim de cada estadia e metia tudo para o saquinho dos cosméticos para posterior uso (uso esse que, claramente, não se verificava). Verdade seja dita que, nos tempos do secundário, usava esses frasquinhos para tomar banho depois de educação física - mas esse uso nunca foi o suficiente para dar vazão à quantidade absurda de amostras de shampôs, cremes de corpo e amaciadores que tinha para usar.

Para além desses, há também todas as amostras de novos cremes e coisas para o cabelo que vêm coladas nas revistas ou que, por exemplo, me dão no cabeleireiro. Todas essas coisas tinham o mesmo fim: uma caixa na prateleira mais escondida do meu armário da casa de banho. E usa-los ou lembrar-me deles? Só mesmo quando lá ia pôr mais.

Por isso a minha nova resolução "está-na-hora-de-despachar-isto" deste ano é mesmo acabar com as amostras. Já há muito que não trago coisas de hotéis para casa (a não ser que sejam mesmo muito boas), mas mesmo não tendo contribuído muito para a maldita caixa nos últimos tempos, tenho muito com que me entreter. Vou pô-los, um a um, a uso até aquilo ficar vazio. Tenho para mim que não vou ter de comprar coisas para o banho nos próximos seis meses. 

13
Abr16

Review da semana 7#

BBCream da Garnier

 

É sabido que eu não sou uma pessoa dada a maquilhagens. Primeiro porque gosto de me manter natural (e, por outro lado, de marcar bem a diferença quando me maquilho), segundo porque não tenho jeito nenhum para me maquilhar e terceiro porque de-tes-to desmaquilhar-me no final do dia. Ainda assim, durante este Inverno, pensei muita vezes em meter alguma tinta na cara, tão feia me sentia.

Por eu estar um copinho de leite e detestar ver-me assim branca; por as minhas olheiras terem tomado de assalto a minha cara de forma permanente; por algumas imperfeições que todas as peles têm mas que, em dias maus, parecem autênticas tragédias. Houve mesmo dias em que me recusei sair de casa assim, com a auto-estima a arrastar o chão, e ao contrário do costume maquilhei-me de forma muito soft e natural - que, mesmo assim, me melhorou a olhos vistos. Mas é das poucas coisas que de facto sei fazer, no que diz respeito à maquilhagem. Às vezes ainda entro em lojas de maquilhagem - muito por culpa da minha mãe, que vai comprar isto e aquilo - e eu fico olhar para todo aquele esplendor de produtos como um boi olha para um palácio; não sei para quê que metade das coisas servem mas quase todas me fazem arregalar os olhos de tão caras que são. A verdade é esta: mesmo com produtos de marca própria de certas lojas (como a Sephora), a maquilhagem continua a ser caríssima. Por vezes até me apetece comprar qualquer coisa, experimentar, mas para alguém que, como eu, é um leigo no assunto e não se maquilha muitas vezes, não compensa o risco.

Mas enfim, também por isto é que aquelas amostrinhas que vêem nas revistas são maravilhosas. Foi isso que a minha irmã e a minha sobrinha me deram, em conjunto com um souvenir que trouxeram das suas férias da Páscoa: para além de uma bolsinha super querida, deram-me um tester do BBCream da Garnier. Eu já tinha ouvido falar (apesar de leiga, vou lendo umas coisas sobre o assunto) mas a minha irmã lá me explicou que é um hidratante com tinta, tipo base líquida - e eu achei que experimentar era uma ideia, numa altura em que mais pareço uma morta viva (e aliando o facto de ser hidratante, coisa que eu nunca ponho na cara).

Eu gostava de vos descrever tim-tim por tim-tim como é que é aquilo, se tem ou não uma cobertura fantástica, uma cor para lá de espetacular... mas não percebo do assunto o suficiente para entrar nesse tipo de peculiaridades. Posso-vos dizer, sim, que gostei bastante e que me tem ajudado nos dias piores a enfrentar o espelho e a luz do dia. Apesar do tom "médio" ser um pouco mais escuro que a minha pele (quando não está espalhado parece mesmo muito escuro), a diferença não é grande e dá-me um ar muito mais saudável. Fiquei cliente!

02
Abr16

Um puro desejo de consumo

Quando há uns meses andei por essa internet e YouTube fora a ver penteados e, posteriormente, a perceber como podia fazer as tais ondas que tanto queria, descobri uma máquina que roubou completamente o meu coração.

Posso jurar-vos que é raríssimo isto acontecer-me; não sou de me ficar a babar por um aparelho ou gadget qualquer, mas fiquei com os olhos em bico só de perceber que esta máquina fazia caracóis de forma automática, ser termos de andar a enrolar o cabelo com onduladores ou placas, com o risco de nos queimarmos (a nós e ao cabelo)! Basicamente colocamos uma mecha de cabelo numa abertura da máquina, clicámos num botão, a máquina "engole" o pedaço de cabelo durante "x" segundos e depois, voilà, o caracol está feito! Parece pura magia!

Enfim, como em tudo nesta vida, esta Rowenta So Curls tem as suas desvantagens: primeiro, pelo que percebo, têm de se utilizar pequenas mechas de cabelo de cada vez, o que torna o processo um bocadinho demorado; segundo, não tem um preço muito apetecível - convenhamos que dar 100€ por aparelho destes é um bocadinho abusivo. Talvez em breve, quando deixar de ser uma novidade, o preço desça um bocadinho e que as máquinas comecem a abundar no OLX com preços ainda mais apetecíveis. Ate lá, vou continuando a sonhar.

(em baixo deixo um vídeo da Alice Golden Locks em que se explica como é que isto funciona)

 

 

02
Mar16

Review da semana #3

Brow Bar da Benefit

Já tinha lido em vários blogs falar dos Brow Bars da Benefit, que podem ser encontrados nas lojas Sephora, e onde podemos tratar das nossas sobrancelhas (e, pelo que sei, também buço e pestanas). Também já falei em vários posts sobre a minha saga com as sobrancelhas e o drama que é tê-las direitas no dia-a-dia - a verdade é que muitas vezes não tenho, vou apenas dando um toque, uma vez que o tempo não dá para tudo.

A verdade é que, até aqui, só a minha esteticista me arranjava as sobrancelhas - sempre tive medo de ir a outros sítios, com receio que mas arranjassem de forma muito diferente ou me tirassem muito mais do que eu queria. Nós não notamos, mas as sobrancelhas são parte essencial do nosso rosto e podem altera-lo completamente se as modificarmos. Eu tenho assumidamente a sobrancelha grossa e é assim que a quero manter, independentemente das modas e tendências. Conheço muita gente que, de tanto arranjar as sobrancelhas e as manter finíssimas, acabou mesmo por perder o pêlo e hoje não tem sobrancelhas; por outro lado, te-las finas implica ter de as arranjar quase diariamente, uma vez que os pêlos vão crescendo, notam-se muito e... enfim, um drama. Não é para mim, até porque gosto das sobrancelhas que tenho.

De qualquer das formas, e passando toda uma saga de explicações à frente, o que aconteceu é que a minha esteticista está de licença de maternidade. Posto isto, tive de me desenrascar. Para além de já ter lido em blogs sobre este serviço da Benefit, já tinha também o contacto da menina que trabalha no El Corte Inglês de Gaia, que mo tinha dado depois de uma passagem pela Sephora e de ter visto as minhas sobrancelhas desarranjadas. Na altura não fui lá nem a contactei, mas a ideia ficou cá. Entretanto, na semana passada, numa passagem pelo El Corte Inglês para comprar roupas um pouco mais formais (estágio, ao quanto obrigas!), vi que a menina estava livre e aproveitei. 

Veredito: adorei. A Benefit tem um método em que mede o início, o fim e o local da curvatura da sobrancelha que, ao que parece, é o segredo de tudo. Utilizam pinça e cera - esta última, apesar de ser sempre um pouco dolorosa, é muito melhor do que nos outros sítios, não sei se pelo tipo de cera ou se por arrancarem o pêlo com tiras de tecido. Na Sephora do El Corte Inglês podem encontrar a Sílvia, que é uma simpatia e que faz claramente um óptimo trabalho!

As minhas sobrancelhas ficaram super definidas e fizeram com que o olhar ficasse muito mais aberto do que o normal. É verdade que ficaram mais finas do que costumo ter normalmente mas, ainda assim, muito aceitáveis. E, acima de tudo, a curvatura ficou exatamente no sítio certo, dando uma expressão ao rosto que, até aqui, não tinha. Ou seja: melhor é impossível!

O único apontamento ligeiramente negativo é o preço: 18 euros para arranjar as sobrancelhas não é propriamente barato. No entanto, nem que seja para experimentar ou fazer de vez em quando, nos meses em que a carteira o permite, parece-me uma óptima opção! Recomendo vivamente!

02
Jun15

Pé de urso

Hope. It’s recurrent, it keeps creeping back in no matter how many times it gets ripped apart and every time the hope goes it takes chunks of you with it.

Dr. Nicole Herman, Grey's Anatomy

 

Todas as pessoas que me conhecem minimamente sabem duas coisas sobre mim: 1) eu tenho fobia de médicos e 2) tenho um pé cronicamente inchado (aka pé de urso). Nenhuma dessas duas coisas é fácil de explicar mas, com tempo, as pessoas acabam por chegar lá (pelo menos com as informações que posso dar, uma vez que ambas as situações saem fora do meu controlo).

Estas duas informações estão ligadas na medida em que tenho um pé cronicamente inchado há uns quatro anos e, depois de várias visitas a médicos de medicina interna, endocrinologistas e ortopedistas e de uma ressonância magnética e uma ecografia à parte renal, desisti de saber o que tinha e a suposta solução para o problema. Eu acho que um bocadinho de mim morre de cada vez que tenho de pôr os pés num médico - é uma coisa que ultrapassa a minha racionalidade e com a qual não vale a pena gastar muito latim. É, simplesmente, doloroso - não física, mas psicologicamente. Por ter percebido, a uma certa altura, que não havia muito mais a fazer pelo meu pé e que havia de morrer, daqui a muitos e bons anos, com o pé inchado, achei que não compensava todo o desgaste emocional de passar a vida em médicos e exames.

O diagnóstico é tão simples como complexo: tenho um linfedema. Ou seja: uma concentração de linfa (líquido que circula no sistema linfático, e que é responsável por ficar com as impurezas que circulam no nosso sangue - uma espécie de canal paralelo ao sistema circulatório que transporta as coisas menos boas) que não é distribuída pelo corpo. A gravidade encarrega-se de puxar a linfa para baixo, e há uma qualquer estrutura, que devia fazer de "escada rolante", que não me leva a linfa para cima. Este problema pode acontecer por muitas razões - quase todas elas muito difíceis de descobrir. Também por isto, é complicadíssimo arranjar uma cura, uma vez que não se sabe a razão da anomalia.

E eu já me tinha conformado. Pronto, vou ter um pé inchado para o resto da vida. Há, definitivamente, coisas piores. Mas, ao contrário de mim, toda a gente à minha volta está inconformada. Porque sou demasiado nova para ter uma sina destas, porque não fiz tudo o que tinha para fazer para despistar outras causas, porque deve haver uma cura algures, porque é uma chatice por causa dos sapatos e é sempre um filme para conseguir comprar o que quer que seja. O que não deixa de ser verdade - apenas não estou disponível para continuar com esperanças e a levar baldes de água fria por cima.

A maioria dos dias nem noto que tenho um pé deformado pelo inchaço; faz parte de mim, tal como as minhas unhas dos pés horríveis ou as minhas ancas largas. Há dias piores, claro. Aqueles em que tenho de comprar sapatos e percebo que me ficam horrivelmente; aqueles em que quero usar saltos altos e não posso porque o pé mal cabe num chinelo; aqueles em que já me sinto triste e feia e olho para o espelho e vejo que há ali mais uma coisa a piorar o panorama. Mas, na conta final, não são assim tantos como isso. A menos que me lembrem e que me chateiem com isto, é algo com que aprendi a lidar com tranquilidade.

O pior é que de cada vez que estou com alguém que me vê com menos frequência e que sabe do problema, a lenga-lenga do costume vem à baila. "Estás melhor?", "vai fazer mais exames, pode ser que até se resolva". E, de cada vez que dizem isto, para além de me chatearem com o panorama de ter de visitar mais médicos, implantam em mim uma semente de esperança que eu não quero que nasça. E lançam toda a discussão de novo: porquê que não procuras mais uma vez? Mais exames, mais alternativas?

E há dias, à custa de tudo isto, decidi fazer os malditos exames. Foi hoje o dia. Como esperava, não há nada a apontar nas minhas veias - não há entupimentos, não há nada de anormal. Já posso (finalmente) dizer que fiz os exames todos, que não há nada a fazer, que vou ficar com um pé de urso para a vida inteira. Não é algo que me agrade, mas ao menos corto o mal pela raiz. A esperança de ter melhorias faz-me mais mal do que ter um pé cronicamente inchado. 

01
Jun15

A descoberta olfativa do ano

Já escrevi aqui sobre o facto de, por ter um olfato demasiado apurado, não conseguir usar perfumes. Já deixei de tentar, não vale a pena o esforço. Prefiro não cheirar a nada do que andar com a sensação que vou virar o barco durante o dia inteiro.

Mas - e aqui é que se insere a novidade - há uns dias conheci um produto absolutamente espetacular que promete mudar a minha vida olfativa. Estava numa fila para pagar, na H&M, quando dei de caras com um fraquinho cor-de-rosa, numa daquelas caixinhas em cima do balcão, que costumam estar repletas de cremes, sombras para os olhos e o diabo a quatro. Ao contrário do costume, tinha poucas unidades, e talvez por isso me tenha chamado à atenção.

O fraco dizia "BODY SPLASH - Melon Love". Perguntei à menina o que era (porque não sabia o que era um "body splash") e ela diz-me, esclarecendo-me perfeitamente: "é um body splash". Percebi tudo, portanto. Tentei de novo: "é um perfume?". Diz-me ela: "não, é para espalhar pelo corpo, quando toma banho ou sai da praia". Aceitei a resposta (embora ache que continue a ser um perfume). 

Mas enfim, conceitos à parte, aquilo que importa é que o cheirinho é maravilhoso. Não consigo detetar o toque a melão; a mim cheira-me às chicletes que comprava quando era miúda, no Algarve - o que é ainda mais maravilhoso, porque me remonta a memórias de infância. E a melhor parte é que não é nada intenso - por isso passa despercebido aos olfatos mais desatentos mas, para mim, é mais do que suficiente. Já dá aquele toque que me faltava. Já cheiro a alguma coisa. Ainda por cima, algo que gosto tanto e que me faz respirar "verão" de cada vez que chego o nariz aos pulsos. 

Custa dois euros e foi a melhor compra do mês. Acho que vou comprar meia-dúzia deles só para ter em stock para os próximos anos.

 

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