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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

06
Abr15

Sushi em frente ao mar

Num dos jantares destas mini férias no Algarve, fomos comer a um sitio onde só se tem aceso pela praia. Estacionamos e fomos pelo passadiço até lá. Pelo caminho, passamos por um casal de namorados (podiam ser amigos, mas duvido seriamente) sentados num banco de madeira, virados de frente para o mar.

No início achei que estivessem só a apreciar a vista (linda, por sinal, estava uma maré vaza maravilhosa) mas depois percebi que estavam a jantar. Entre os dois estavam três tabuleiros cheios de rolinhos de sushi e, à vez cada um, iam-nos pescando e saboreando, enquanto disfrutavam da vista e da companhia um do outro. Admito que observei aquilo embevecida e achei a ideia para lá de genial. O sushi já é caro, mas um restaurante de sushi com vista mar é incomportável para  quase todas as carteiras. Mas para grandes problemas, grandes soluções: e eu acho que aquele cantinho era 30 vezes melhor do que um qualquer restaurante.

Vou guardar a ideia para mais tarde realizar. Lá para 2036, quando arranjar um namorado (isto se o sushi ainda estiver na moda, na altura).

08
Ago14

A minha praia

Percebo as pessoas que criticam e não compreendem quem vai passar férias para o mesmo sítio vezes e vezes sem conta; percebo e até sou apologista daquela máxima de "uma vez por ano, vai a um sítio onde nunca tenhas ido". Mas um ano tem doze meses, cinquenta e duas semanas: e numa delas - de preferência no verão - eu quero mesmo ir para aquele sítio, o meu sítio, a Minha praia. Porque tenho outras cinquenta e uma semanas para poder ir a outro lado qualquer.

É óbvio que, quem vai sempre para sítios diferentes e não tem grande apego "material" pelas coisas, não sente isto; somos diferentes, é assim a vida. Mas eu adoro revisitar o mesmo sítio, todos os anos: gosto do mesmo hotel, até do mesmo quarto, da mesma piscina. E esta ligação é tão forte que, aqui há dias, passei por uma foto no Instagram, onde estava um casal e, por detrás, a Minha praia. Foi instantâneo: eu conheço aquelas falésias como se fizessem parte de mim, sinto aquele cheiro mesmo a 600kms de distância, sinto os olhos de água a sugarem-me a pele como se lá estivesse enterrada. Acho que até um arrepio me passou pela espinha.

É talvez o sítio de onde sinto sempre mais saudades, e que mais saudades tenho, de todas as partes do mundo onde já pisei os pés.

 

02
Mai14

Felicidade

Ontem publiquei uma foto em frente à praia, com uma paisagem de cortar a respiração com a descrição "no sitio onde sou mais feliz". Porque de facto é verdade. Desde que o ano começou, ontem foi sem dúvida o dia mais feliz de todos - e espero que os restantes lhe sigam o exemplo. Não que não goste do Porto, da minha casa. Adoro-os, não os trocaria por nada neste mundo - mas são estes dias que me fazem recuperar o fôlego; não sei o que é a faculdade, os dramas familiares ou entre amigos. Aqui o mundo é outro, é uma bolha que só algo muito grave consegue perfurar. O Algarve é o meu destino de férias predileto - foi aqui que cresci, que passei todas as minhas férias de verão, numa casa onde, ainda hoje, lembro todos os mais pequenos recantos. E isso marca, fica para a vida. Descanso é aqui, praia é aqui, mar é aqui, pulseiras no pé são aqui. Eu sou um bocadinho daqui e uma das minhas melhores partes mora cá. É aqui que sou feliz, mesmo que essa felicidade seja efémera. 

 

Fotos, para já,  só no instagram (@carolinagongui). As de jeito só chegam quando puser os pézinhos em casa.

30
Abr14

Weekend essentials

 

Planeei o meu dia ao minuto, literalmente. E - digo isto com muito orgulho - consegui cumprir tudinho! Agora só falta fazer a mala e tudo o resto que tem que ver com a viagem. Tipo passar umas músicas para o telemóvel, limpar o cartão de memória das máquinas fotográficas, pô-las a carregar - assim como o tablet - e, claro, escrever uma série de coisas que quero antes de ir embora. Talvez seja uma noite longa. Deixo-vos com o essencial deste fim-de-semana alargado (e sim, estão a ver aí umas alpergatas) - tudo o resto vai ser paisagem. A paisagem. A melhor de todas.

28
Abr14

Knoc, knoc? São as férias!

Estava mesmo a precisar. As da Páscoa souberam a muito pouco e com os últimos dias tristes que só eles. Desde lá tem sido só piorar - o tempo e eu. Desmotivada, desvairada, sem saber para onde me hei-de virar - e com as coisas a amontoarem-se a olhos vistos.

(In)Felizmente não sou eu a única a deprimir nesta casa, por isso decidimos ir à procura do sol e rumar ao Algarve por uns dias. E sim, para quem tem um amontoado de coisas para fazer, isto não faz muito bem ao stress... pelo menos enquanto não for. Estes próximos dois dias vão ser cheios, demasiado cheios, sem grande espaço para respirar. Fazer trabalhos, entrega-los, adiantar outros; comprar umas coisas que queria antes de ir para férias, escrever textos adiantadamente, fazer malas, não me esquecer de nada, ir às aulas, depilações e ginásios. Uffff. Mas, who cares, depois tenho férias. Eu e os meus livros. Na Minha praia, aquela onde sou a pessoa mais feliz. 

06
Jan14

Tenho saudades

Este tempo atira-me vezes sem conta do abismo para baixo. Deprime-me. E eu só peço a todos os santinhos para que este inverno não seja tão rigoroso como o anterior, com chuva a potes e frio a enregelar os ossos; e que, lá para Março, uns raios de sol comecem a surgir, em vez de só aparecerem em Junho, como aconteceu no passado ano.

Parece que foi ontem o dia em que me pus a pé com as galinhas, vesti o meu bikini, tomei o meu pequeno almoço bem rapidinho para me despedir da Minha praia: ainda deserta, com a areia fria, as concessões fechadas e o nadador salvador a fazer "surf" na prancha que é suposto salvar vidas. O silêncio, a brisa, as ondas, a maresia e eu; a minha pele morena e o sal do mar, o meu sorriso e a areia. 

Tenho saudades daquela felicidade tão pura, tão simples, tão natural, que é estar naquela paisagem; ver a água do mar a invadir-nos e sentir aquele frio na espinha. Só espero que o tempo passe rápido para poder lá voltar.

 

 

 

 

05
Set13

Quando comprar até é incómodo

Eu fico doente quando sou maltratada em lojas ou algum tipo de serviço. Normalmente, largo mesmo aquilo que pretendia comprar ou fazer quando me apercebo da "qualidade" dos atendedores - pura e simplesmente irrita-me a ideia de que parte daquilo que eu vou pagar vai fazer parte do salário deles. E eu não pago para ser maltratada.

A primeira situação flagrante em que isso aconteceu foi numa escola de condução onde fui antes de me inscrever naquela que, depois, viria a ser a minha. A senhora mal nos olhou, falou-nos como quem o fazia por obrigação, sendo seca e ríspida quando nós até tentamos pôr uma pinga de bom humor na conversa. Utilizando uma expressão comum no norte, ela estava com umas "trombas" terríveis, como que me dizendo "não estou para aturar mais ninguém".  Seja feita a sua vontade! Vim-me embora e nunca mais pensei em lá pôr os pés.

Aqui há dias, no Algarve, passou-se outra parecida - e, não fiquem ofendidos os algarvios, mas este tipo de situações são bastante comuns por essas terras. A simpatia não é muito comum por aquelas bandas e ser mal recebido em lojas e restaurantes é o pão nosso de cada dia - algo que me desgosta muito, tendo em conta que eu adoro o Algarve e, a cada ano que lá passo, vejo essa hospitalidade como um ponto fraco da região. Mas enfim: entrei eu numa loja na marina de Vilamoura e, vendo uns sapatos que gostei, tirei da caixa e experimentei - entenda-se que só havia uma empregada à vista e que as caixas estavam lá à mão (assim estilo Seaside), com os números e tudo discriminado; aquela não era uma loja personalizada, subentendia-se que o cliente poderia estar à vontade. Mas afinal não. Quando a senhora vê que estou a experimentar, diz-me rispidamente que quando se experimenta sapatos tem de se pedir ajuda à funcionária, fazendo uma cara de profundo desagrado como se eu tivesse cometido um crime de pior espécie.

Fiquei orgulhosa de mim quando não arranquei o sapato do pé e deixei aquilo desarrumado como estava. Tirei o sapato, arrumei, e limitei-me a entregar um vestido que tencionava comprar na caixa. Ao contrário dela, não demonstrei qualquer tipo de má educação. Limitei-me a rogar-lhe uma pragazita e a jurar que não iria dar um centavo que fosse para o rendimento dela. Às vezes parece que estamos a fazer um favor a alguém, ao comprar o que quer que seja - e eu não sou cá de fazer favores.

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