Chávena de letras - Em chamas
Hoje deixo a minha critica ao segundo livro dos "Hunger Games" que, apesar de já ter lido há uns poucos de dias, acho que merece o seu destaque. Era uma leitura que já estava à espera há muito tempo.

Esta foi a segunda oportunidade que dei a este livro. A primeira foi logo a seguir a ter lido o primeiro, sedenta de mais informação, e rapidamente desisti, por ter percebido que a história não estava tomar o rumo que eu queria e se iria tornar "desinteressante".
Já teci muitas críticas a esta trilogia, mesmo quando só tinha lido o primeiro livro. Felizmente, apercebo-me que, mesmo não tendo grandes informações sobre a evolução da trilogia, não estava enganada. Para mim, o perfeito seria ser um só livro. Aquele primeiro, arrebatador e fantástico. Escrevia mais algumas páginas, acabava com as pontas soltas e pronto. Mas não. É um grande problema dos escritores: não saber parar. Muito menos quando vêem que estão a ter sucesso.
Mas enfim, dei-lhe mais uma oportunidade porque estou numa de devorar livros e a adaptação cinematográfica deste livro está quase a sair cá fora e eu quero ter material de comparação.
Ao contrário de muitos dos livros que leio, não li (nem sabia) o final deste, pelo que fui sempre apanhada de surpresa. A escrita de Suzanne continua boa, faz com que o leitor fique preso ao livro. Também pela personagem principal, Katniss, por quem nutro algum carinho. Mas de resto, sinto a história a deteriorar-se nas minhas mãos, a cada página que viro. Compreendo a ideia, acho-a boa, mas acho que está a mais. Talvez ficasse algo por desenvolver, o facto de destruir o Capitólio, algo tão imperativo neste segundo livro e que, suponho, o será ainda mais no terceiro... mas há algo que, para mim, não bate bem. Tenho mixed feelings em relação a tudo. Mesmo ao triângulo amoroso estranho que se vive, em que uma das "arestas" mal está presente [acho incrível como um triângulo pode estar tão vivo quando um dos seus participantes mal entra e fala no livro, vivendo quase sempre no inconsciente da personagem principal, mas enfim].
Acabo-o com uma sensação estranha, que não é de alegria ou satisfação. Falta algo... e isso chateia-me. Após algumas conversas, onde ouvi dizer mesmo muito mal sobre o último livro, e sem paciência para mais uma desilusão no que toca a esta trilogia, decidi não o ler. Quando acabei a leitura deste segundo era minha intenção faze-lo, mas acabei por mudar a minha opinião perante aquilo que ia ouvindo. Satisfiz a minha curiosidade através do meu adorado wikipédia e, portanto, esta jornada dos Jogos da Fome terminou para mim. Continuo a achar o mesmo que achava: é uma grande ideia, foi um grande primeiro livro, mas devia ter ficado por aí.




