(In)Dependentes
Esta fase de transição da dependência para a independência está a ser muito gira de se ver. Ter 18 anos, em termos práticos, não é nada - dá-nos é a possibilidade de crescermos, de podermos fazer mais do que fazíamos antigamente. E uma das coisas em que se nota mais é a carta de condução.
Agora é uma festa, está meio mundo a tirar a carta. Nas aulas fala-se de tudo um pouco: do código, dos sinais, da embraiagem, de mecânica, de deixar ir os carros abaixo... isto porque tudo o que mais queremos é, no mais breve tempo possível, poder ir nos nossos carrinhos para onde quisermos. É claro que há pessoas em diferentes fases: uns no código, outros na condução e outros até com a licença na mão!
Ontem foi o dia em que mais senti isto de que aqui falo, e ri-me a bandeiras despregadas à custa disso. À segunda-feira vou sempre almoçar com colegas da minha antiga turma - que é, ao fim e ao cabo, o meu grupo de amigos, com quem fui para Barcelona -, mas tendo em conta que temos menos de uma hora para almoçar, vamos sempre comer pertinho da escola (e mesmo assim, em modo speedy Gonzales). Mas ontem deram-lhes os apetites de McDonalds e eu fiquei parva com a hipótese de lá irmos, tendo em conta que só a ir e vir gastaríamos quase meia-hora. "Vamos de carro!".
E fomos. Foi a primeira vez que andei com o único rapaz que geralmente nos acompanha e foi de morrer a rir. Não que ele conduzisse mal - que não conduz - mas pela situação caricata em si, com que ainda não tinha sido confrontada. Dá uma pinta e um jeitaço do caraças! E lembra-nos que o tempo voou e que já estamos grandes (e que a seguir sou eu!!).




