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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

18
Jul19

5 dicas para fazer boas compras na internet

Muita gente fica admirada com a quantidade de coisas que mando vir da internet. Há dias em que estou vestida só com roupas que encomendei à distância. E também por causa disso acabo por ajudar muita gente neste processo, por confiarem mais em mim do que nelas próprias. Não há muitos segredos: é uma questão de hábito, de arriscar, de saber esperar e ter alguma tolerância à frustração - porque já se sabe que nem tudo corre conforme esperado.

Mas com base em tudo aquilo que fui vendo até aqui, dos medos que muita gente me disse que tinha em relação a este assunto, dos erros que fui cometendo e do que eu própria aprendi - depois várias centenas de encomendas- decidi fazer uma listagem de 5 coisas essenciais a ter em conta quando fazemos compras pela internet. Ora cá vai:

 

comprasonline.jpg

(imagem retirada da internet)

 

Ter espírito crítico

Antes de gostar do que quer que seja, de ver detalhes ou roupas, é essencial fazer uma avaliação do site onde fomos parar. É de uma loja que conhecemos, que tem presença física? Tem um url normal, com uma terminação conhecida (.com, .pt, .um, etc.)? O nome da loja corresponde ao url? A linguagem é profissional? As traduções são de qualidade? É preciso pensarmos nisto tudo se não queremos ser enganados.

Como já nasci neste "mundo", sinto que já faço esta avaliação de forma automática - mas vejo que para as pessoas mais velhas isto não é tão intuitivo. Não se deixem enganar por sites falsos, que dizem ser Michael Kors mas que têm malas a 20 euros e cujo link é qualquer coisa como "mk-cheap.tk". A internet é como a vida real: tem coisas boas e coisas más. Se vos oferecessem uma mala de luxo ao preço de uma mala da Parfois não desconfiavam?

 

Analisar a composição das peças e sua modelagem

É importante saber aquilo que gostamos e não gostamos - e para isso é preciso tocar em muitas peças e ver sempre a composição das mesmas, algo que a maioria das pessoas não se preocupa em fazer (porque nem sequer pensa nisso, o que é perfeitamente normal). Como cresci no ramo têxtil, sempre foi um desafio para mim perceber como e de quê que as peças são feitas: ora polyester, algodão, modal ou elastano; se é tecido ou malha; se é malha circular ou de teia. Sei que o toque do linho pode não ser simpático, assim como a lã se não for bem tratada; sei que não gosto do angorá porque deixa pêlo por todo o lado; sei que se a peça for só composta por elastano vai sair justa ao corpo. Coisas que se aprendem com a experiência e que nos dizem logo à partida como é que a peça nos vai cair e como nos vamos sentir com ela. Para isso, basta ter atenção aos detalhes e o conhecimento vai-se entranhando. Não esquecer, no entanto, que diferentes tratamentos ao fio ou ao pano podem dar diferentes resultados, pelo que não podemos julgar uma peça só pela sua composição.

Para além disso é sempre importante ver como é que as peças caem no corpo - ou seja, ter fotografias de modelos com a roupa vestida. Só assim conseguimos perceber se a t-shirt é comprida e larga, se o gancho das calças e alto ou baixo ou até onde vão as meias. A cereja no topo do bolo é conseguir saber as medidas das modelos, assim como o tamanho das roupas que vestem, para se estabelecer pontos de comparação entre nós e as elas. Tanto as características das peças como das manequins estão normalmente escondidas em janelinhas que dizem "outras informações" - sites como a Mango ou a Zara costumam disponibilizar estes dados.

 

Ver sempre as políticas de devolução

Comprar online compensa o risco se pudermos devolver as peças. A possibilidade de trocar não é, muitas vezes, um bom negócio - porque, por azar, não gostamos de mais nada da loja ou porque a qualidade deixou muito a desejar, por exemplo. É essencial vermos se podemos devolver e como o podemos fazer. O grupo Inditex tem políticas de devolução óptimas, por exemplo; já na H&M tem de se devolver as peças por correio (ainda que seja grátis), o que obriga uma pessoa a deslocar-se ao posto mais próximo e, como se diz em bom português, a perder tempo. Para mim o ideal é a recolha em casa ou o poder devolver em loja - apesar desta última solução também exigir que nos desloquemos, mas é sempre uma hipótese de vermos outras coisas que gostamos ou experimentar um tamanho diferente de uma peça que apreciamos mas que não nos assentou como devia. Há ainda outro caso: se comprarmos coisas da China em preço de saldo não vale a pena questionarmo-nos se vamos devolver alguma coisa. Não vamos. O envio fica, provavelmente, tão ou mais caro que a peça em si - por isso, quando a compramos, temos de ter sempre isso em mente.

 

Ter em atenção os métodos de pagamento

A transferência direta é, sem dúvida, o método mais duvidoso. Se o site tem protocolos com o PayPal ou o MbWay, a história é outra;  fornecer uma referência de multibanco (para pagar através de "pagamentos de serviços" hoje em dia também é comum e aceitável. Mas é sempre de evitar fazer transferências para uma conta que desconhecemos. E nunca, mas mesmo nunca, devemos dar os dados do nosso cartão de crédito por e-mail ou derivados. Se o vosso método de pagamento preferencial for o pagamento por cartão, aconselho a que o façam através do PayPal ou criem um cartão virtual através do MbWay, em que o dinheiro lá depositado é limitado. Assim, se tudo correr mal e no pior dos cenários forem vítimas de phishing, os danos são muito mais controlados.

 

Conhecer o nosso próprio corpo

No que diz respeito às roupa, e de forma a sermos bem sucedidos, é essencial conhecermos bem o nosso corpo; saber o que fica bem e mal, o que nos favorece ou piora. Conhecer estilos genéricos de peças é bom. O que me fica bem? Calças à boca de sino ou skinny jeans? Cintura subida ou mais baixa? Vestidos midi ou curtos? Camisolas com peplum ou retas? Mangas caviadas ou curtas?

Tudo isto vai acontecendo de forma natural à medida que vamos experimentando coisas. Estabelecermos paralelismos com o formato do corpo das manequins também ajuda: se a peça lhe fica bem a ela, que tem ancas largas, se calhar também me fica bem a mim ;) Em todo o caso, se a política de devoluções for boa, podemos sempre arriscar e ir experimentando novos estilos que vão surgindo anualmente. Podemos ter sorte e encontrar novas peças favoritas. Caso contrário, devolve-se e o problema fica resolvido!

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