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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

29
Dez12

Sozinha numa casa grande

Fui uma filha tardia e diria que com vários pais. Os meus irmãos, bem mais velhos do que eu, complementaram o mimo e a educação que os meus pais me deram. No entanto, o facto de serem muito maiores do que eu fez com que me sentisse filha única, passado uns anos.

Já há algum tempo que vivo só com os meus pais. Com o meu irmão mais velho, pouco tempo morei; a minha irmã saiu de casa quando eu tinha uns dez, onze anos; o meu irmão "mais novo" foi para Inglaterra há praticamente seis anos, mas mesmo antes de ir já não vivia connosco. Sempre os vi com frequência, claro - esta deve ser a casa mais movimentada das redondezas, pois muito raros são os momentos em que se encontra desabitada; há sempre os almoços e os fins de semana, onde pomos a conversa em dia.

Não me queixo da família que tenho - adoro! Gosto de ter sobrinhos, de ter primos de todas as idades e até de ter pais mais velhos do que o normal - têm mais paciência, sabem o que esperar, são mais tolerantes. Mas a verdade é que me sinto sozinha na escuridão desta casa. Não há bela sem senão e a idade não perdoa: por um lado, deitam-se cedo, e deixam-me o silêncio todo para mim - estão cansados; por outro, já não há jogos como "Quem é quem" ou "Dóminó" - eu também cresço, pois o tempo não passa só para eles; e por fim, o acentuar de feitios - um gosta disto, outro daquilo, e outro ainda tem aquela tarefa por fazer, e vai cada um para seu canto, ficando separados por não sei quantas paredes, numa casa suficientemente grande para conseguirmos não nos ver ou ouvir uns aos outros.

Sentir-me assim já é comum. Um tédio e um aborrecimento invadem-me e tenho pena de não ter irmãos da minha idade, amigos aqui perto ou um café ao virar da esquina, onde possa ir espairecer as ideias. As noites têm tanto de bom como de mau para mim - às vezes arrastam inspiração e vontade de estudar; mas aliadas ao meu cansaço trazem, muitas vezes, as saudades e esses sentimentos que já em mim são crónicos. Sinto-me invariavelmente sozinha dentro destas quatro paredes e hoje nem a música de fundo me faz suficiente companhia (está na hora de ir dormir).

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