Flea no Palácio de Cristal
E mais um Flea se passou. Cada vez vai mais gente, cada vez se vende mesmo (aqui se vê a crise).
Vendi pouquinho e as peças que tinha a certezinha que iam embora não foram (e tive de me resignar a traze-las de volta, por muito que me apetecesse deixa-las lá ficar). A minha amiga idem. Mas foi giro. O sítio, desta vez, era espectacular e nós tínhamos vista directa para o rio. E tivemos a grande sorte de ficar com um lugar enorme - diria, o maior da feira, porque tínhamos um banco logo ali ao lado que deve ter baralhado a organização. Mas o dia, apesar de solarengo, estava frio e com a sombra das árvores qualquer pessoa enregelava - a tal ponto que o meu pai me viu a tremer por detrás da banca e me deu o seu casaco, com o qual eu fiquei o resto do dia (e posso dizer que nunca um casaco do meu pai me tinha sabido tão bem). Como seria de esperar, tínhamos os pavões a passearem-se por lá, como se nada fosse, na maior das à vontades.
O que eu também gosto nestas feiras são as pessoas com estilos diferentes que por lá andam. Pessoas giras. E rapazes giros, também. E encontram-se sempre conhecidos (eu encontrei metade da família, quase - ou não, que a família é muito grande).
Lá mais para o fim da tarde, uma banda foi tocar para uma espécie de coreto que lá há, e cujo o som ecoa por todo o palácio. Quando fui ver o que se passava, deparei-me com um cenário maravilhoso que podem ver numa das fotos abaixo: pessoas a dançarem rock'n roll e claramente a divertirem-se à grande e à francesa.
Enfim, foi giro. Um dia bem passado.







