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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

30
Abr23

E tu, já reclamaste do IVA hoje?

Não me considero reacionária ou contestatária por natureza; sou participativa e acho muito importante sê-lo, politicamente, para a saúde de qualquer país - mas também percebo quem não o faz, porque às vezes não há tempo e muito menos paciência para os joguinhos de que somos alvo (enquanto povo), não tendo outra alternativa senão estar constantemente a pensar mais além para perceber segundas (e terceiras e quartas e quintas) intenções e ler por entrelinhas as artimanhas em que aparentemente todos os políticos estão metidos. Não estou satisfeita com o estado em que vivemos mas não me queixo muito porque, honestamente, não tenho nenhuma sugestão melhor para dar; as eleições nunca caem para o lado que eu quero, mas tendo em conta que o respeito pela escolha do povo de uma nação é a base da democracia, deixo-me seguir e ir lidando com aquilo que, no meu ponto de vista, os outros mal escolheram. Isto para dizer que nunca fui a uma manifestação, nunca fiz greve (esta tinha graça!) nem parte de um protesto coletivo, mas que sempre fui votar e que em meios mais privados não deixo de dar a minha opinião (às vezes de uma forma demasiado aguerrida).

Mas passemos ao tema em concreto: confesso que quando Espanha baixou o IVA em alguns produtos eu achei uma boa ideia. E é, se fôssemos todos pessoas decentes e com boas bases, como aquelas que descrevi num texto que aqui deixei há dias. Mal se começou a aprofundar a ideia em Portugal eu vi logo que ia dar asneira e dei a mão à palmatória sobre as vezes em que, em algumas discussões, achei que esta seria uma boa medida. 

Entretanto a lei entrou em vigor. E eu repito que disse: não sou contestatária, mas sou participativa. E, acima de tudo, gosto muito de ser coerente - e de ver coerência. E transparência. E se eu tento sempre apoiar os pequenos negócios - porque eu própria tenho um -, esta medida veio mostrar a podridão em que a sociedade se encontra, dos grandes aos pequenos negociantes. Acho que os supermercados têm uma margem menor para trafulhices neste campo, porque o seu peso obriga a que as instituições responsáveis estejam de olho bem aberto para apregoar que aquilo que o governo decreta está a ser bem feito; mas nos pequenos negócios - padarias, mercearias e etc., o cheiro a podre sente-se de longe. 

Numa semana fiz duas reclamações - numa delas, ainda dei uma aula de matemática para explicar como se deviam fazer as contas ao preço de uma regueifa. Se caiu em saco roto? Certamente. Se eu senti que tinha de o fazer? Também. Porque comigo as cantigas que tenho ouvido não me enchem os ouvidos: "veja aqui no talão como diz «produto com isenção de IVA» ", "ah, mas o preço das coisas é que aumentou, isto não fica nada é para mim" e "o patrão disse que não valia a pena baixar o preço das carcaças, também é só um cêntimo...". 

Quando às vezes dizem que Portugal devia ser como a França, que sai em peso para a rua, causa motins e se faz ouvir a toda a força, eu não concordo. A pasmaceira deste cantinho à beira-mar plantado faz parte da nossa beleza e, acima de tudo, da segurança que sentimos quando pomos um pé fora de casa. E eu acredito que há ferramentas para nos fazermos ouvir - tanto aquelas previstas pela lei como algo tão simples como chamar o gerente da loja e explicar, educadamente, que não temos a palavra "burro" escrita na testa. Mas sei que não as usamos porque sentimos sempre que não vai valer a pena. Não vale a pena o tempo que perdemos, não vale a pena a revolta que sentimos no peito e aquela sensação que nos acompanha e potencialmente nos estraga o resto do dia.

E é por isso que eu, com 28 anos e à frente de uma empresa (e, por isso, obrigação de saber como funciona o IVA e de fazer as contas), sinto-me na obrigação moral de reclamar. Primeiro por ser nova, ter sangue na guelra e paciência, tempo e disposição para me chatear caso chegue a esse ponto; segundo por saber do que falo e poder fazer as contas à frente de quem me contestar. Este post serve como incentivo e pedido para fazerem o mesmo - para que, com 25, 50 ou 70 anos, se predisporem também a deixar um recado verbal ou uma nota no livro de reclamações; a informarem-se sobre o funcionamento basilar da nossa economia, porque vai certamente afetar o vosso bolso. Eu acredito que se formos muitos a sermos vocais sobre a nossa insatisfação e a demonstrar que sabemos do que falamos, alguma coisa há-de mudar. A união faz a força - mas não tem de ser na rua, nem tem de ser à força.

Acima de tudo, aquilo que eu sinto neste caso em particular não é só a nossa típica inércia às injustiças de que somos alvo, mas também falta de capacidade para perceber que estamos a ser enganados. Falta-nos literacia económica e financeira que possa alavancar bons e válidos argumentos. O IVA, o IRS e o funcionamento do estado em geral deviam ser algo ensinado nas escolas básicas - e como não o é, a maioria das pessoas fica-se pelo mero conhecimento da sigla. Acho que tudo isto é uma boa desculpa para pesquisarmos e percebermos o funcionamento das coisas - e, depois, predispormo-nos a ajudar na aplicação da lei. Porque isto, como quase tudo, sai do nosso bolso - e, como diz o ditado, "grão a grão enche a galinha o papo"; mas à mesma velocidade o nosso se esvazia. (E acreditem que o patrão da cadeia "O Molete", que diz que "não vale a pena baixar o preço da carcaça porque é só um cêntimo", está com o papo bem recheado).

Acho que o slogan do Compal Essencial, quando surgiu na televisão, atravessou gerações: "e tu, já comeste fruta hoje?". Apliquem-no ao IVA também. Façam as contas. Reclamem. No limite, se não o fizerem com a esperança de mudar alguma coisa, façam-no para demonstrar que neste jogo do Quem é Quem, não somos nós que temos "burro" escrito na testa, mas que facilmente damos a pista para que os outros descubram a sua: "ladrões".

26
Abr23

Chávena de Letras: "O Caso Alaska Sanders"

o-caso-alaska-sanders.jpg

O Dicker está, sem dúvida, no meu top 5 de autores favoritos. A capacidade de nos fazer virar a página com leveza e voracidade é simplesmente notável, e distingue-o dos restantes - embora tenha muitas outras características que o tornam muito bom, como a construção de um enredo profundo, capaz de dar 31 voltas e acabar mesmo assim numa direção diferente daquela que esperávamos.

Gostei muito deste livro - mas foi mais um do Dicker. Muito bom no universo dos livros, mas bom no universo Dicker. É o problema de ter a fasquia alta - ultrapassa-la fica cada vez mais difícil. Achei "O Caso Alaska Sanders" demasiado longo; tenho medo que o autor esteja um bocadinho "viciado" em livros extensos, quando isso não os torna melhores. Não sei o que vem a seguir (o fim já antevê mais um livro...), mas assim de repente lembro-me de uns três tópicos que foram explorados na obra - e que "gastaram" páginas - que não contribuíram nada para a narrativa... Percebo que para tornar as personagens menos superficiais seja necessário dar-lhes contexto e que para tantas reviravoltas na história seja necessário espaço e tempo, mas confesso que se pode tornar cansativo.

Gostava que o próximo livro fosse mais curto mas que não perdesse o fator wow - sem nunca descurar aquilo que mais gosto no Dicker, que é a leitura rápida. Veremos o que vem a seguir. Curto ou longo, estarei cá para ler.

18
Abr23

Eu não quero ser como a Kodak

Escrevo porque gosto. Também escrevo porque acho que tenho jeito - e fazer coisas que nos saem bem naturalmente é meio caminho andado para gostarmos de algo, não é? Mas a verdade é que nos últimos anos perdi o hábito de me agarrar ao teclado e deixar tudo aqui - as minhas emoções, os meus pensamentos, as minhas opiniões. Nunca escrevi noutro sítio ou noutro formato - simplesmente deixei de escrever. Completamente.

Isso aconteceu por razões várias, que hoje não vale a pena enumerar. A questão é que estou a esforçar-me para retomar. Porquê? Porque acho que a escrita está a tornar-se, lentamente, numa das derrotas da minha vida. Explicando: nunca esteve nas minhas previsões fazer deste o ramo a minha vida, mas também nunca achei que este meu lado fosse (e ficasse) tão desvalorizado. Escrevi neste blog diariamente, durante muitos anos; fazia-o não só porque gostava (e porque, em algumas fases, precisava de deitar cá para fora) mas também porque sempre acreditei que a prática leva à perfeição e que este percurso me ia levar a algum lado. À minha volta, nesta comunidade e noutras, testemunhei caminhos de sucesso a serem traçados: o nascimento de diferentes projetos, a criação de marcas, o avanço para colunas de jornais em vez de simples posts num blog e até a publicação de livros. Eu achei que a minha consistência e o algum talento que os outros pareciam vislumbrar em mim me iriam levar por um trilho semelhante. Que algumas portas se iriam abrir. Mas esse dia nunca chegou - tive um ou outro rebuçado que me foi adoçando este longo caminho de 12 anos, mas nada que seja sequer ligeiramente memorável.

A verdade é esta: eu sempre escrevi porque gostava, mas cheguei a um ponto em que queria algo em troca. E não era dinheiro - era reconhecimento. Aliás, essa é também a razão para não escrever em papel; às vezes, quando digo que há cercas coisas que não posso dizer num blog aberto ao público, sugerem-me que o faça à moda antiga, num caderno. Mas eu habituei-me ao feedback dos outros - e essa é a moeda de troca mais básica que se pode ter, mas também uma das mais recompensadoras. O decaimento dos blogs não ajudou neste processo: se no início se recebiam muitos comentários, a partir do momento em que houve cruzamento de outras plataformas e redes sociais tivemos de aprender a contentarmo-nos com meros likes ou, na loucura, com um "favorito" aqui no Sapo. Hoje até isso está quase extinto.

No meio disto tudo a vida aconteceu. As horas que eu gastava a escrever eram muitas e foram surgindo mais prioridades na minha vida. Para além de ter outras coisas para fazer, saí do jornal onde trabalhava e integrei no meu projeto de vida, na área textil - e, aí sim, as palavras deixaram de ser o centro da minha vida. Eu soube-o no momento em que tomei a decisão de me despedir - de tal forma que fiz uma tatuagem para ter a certeza de que eu podia sair do mundo das letras, mas as letras nunca sairiam de mim. E os dias passaram. Passaram semanas. Meses! Houve meses em que uma palavra não foi publicada neste blog. Quão triste ficaria a Carolina de 2014 - a que lutava por consistência, que fazia por escrever todos os dias - se visse uma coisa destas acontecer. E, também por isso, no início deste ano foquei-me em dar a volta e retomar um daqueles que foi um dos meus primeiros objetivos desde que me considero gente. Escrever todos os dias é impensável, mas fazê-lo todas as semanas é exequível - e, melhor ou pior, tenho-me safado. Mas, hoje, questiono-me.

Os blogs que eu seguia estão mortos - alguns ainda por enterrar, mas claramente com funeral à vista. E eu não sei, honestamente, se esta é uma plataforma que esteja para durar. Os influenciadores - quem faz disto vida - adaptaram-se aos novos mercados e aos "spots" de maior destaque e fugiram daqui para fora, para primeiro aterrarem no Facebook, depois no Instagram e agora no TikTok - e algo estará certamente ao virar da esquina para mais uma mutação qualquer. Nenhuma destas plataformas substitui o que está aqui: todas elas escondem o texto quando os caracteres são muitos, os algoritmos atiram logo os posts para baixo quando detetam muitas letras e esta capacidade de narrar a vida com calma e espaço é impossível em qualquer uma das redes sociais que hoje frequentamos.

Mas será que daqui em diante vai haver, de facto, tempo para ler textos grandes? Ou o nosso cérebro vai começar a ficar formatado para vídeos de 15 segundos e a ver a vida contada em imagens, como quem lê banda desenhada?

Eu sei que se fez o funeral de muitas modas e objetos de forma precoce - os livros não deixaram de existir por terem sido criados os leitores digitais, as molduras não foram extintas por se terem inventado aquelas coisas horríveis que mudavam de imagem a cada segundo e até ainda há quem leia jornais em papel! Na verdade ainda existem pessoas que tiram fotos analógicas e que mandam revelar fotos. Mas também sabemos que a Blockbuster fechou, que já é difícil encontrar um leitor de cassetes funcional e, não precisando de ir tão longe, até um leitor de DVD é uma raridade. Há realidades que conseguiram manter-se "mistas", misturando o tradicional e o contemporâneo, há ideias que nunca pegaram... e há outras que destronaram para sempre objetos que estavam perfeitamente consolidados nas nossas vidas. A pergunta é: e os blogs, em que categoria irão cair?

Tenho medo de estar a investir tempo e dedicação em algo que não tem futuro - não só pela plataforma mas também pelo meu estilo de escrita e de posts: porque são grandes, pormenorizados, detalhados, extensos. São, talvez, demasiado. Eu adoro, por exemplo, escrever relatos de viagens - mas apercebo-me de que são poucos os que os lêem e ainda menos os que os utilizam em futuras ocasiões, que é na verdade o meu maior propósito. Provavelmente o melhor era fazer uma série de instastories, pôr tudo num destaque para a posteridade e a coisa resolvia-se rapidamente, como hoje se quer. 

Acho que espaços como este, em que a escrita é privilegiada e o tempo e os caracteres não são contados, poderão continuar a existir: mas serão um nicho, tal e qual como a fotografia analógica. E, honestamente, isso entristece-me: primeiro porque tenho quase metade da minha vida aqui refletida e, segundo, porque seria o consolidar de uma missão falhada. Gostava de ter ido mais além e penso que, eventualmente, este não será o caminho - mas também não acho que ele passe pelo estilo das novas plataformas que estão a surgir, em que regredimos progressivamente para a capacidade de concentração de um peixe e a inteligência de uma formiga. Eu tenho mais do que fotos para mostrar; tenho opiniões para dar, tenho pensamentos para partilhar, emoções que quero deitar cá para fora.

Talvez, um dia, escreva um livro - e talvez alguém lhe pegue, depois de provavelmente muito esforço da minha parte (pois o mercado editorial não é uma guerra em que se deva entrar de ânimo leve). Hoje... não sei. Não sei se há público para o que escrevo - se as minhas opiniões sobre livros valem de algo, se os meus extensos relatos de viagens são úteis ou prazerosos para alguém ou se as minhas reflexões cada vez mais espaçadas vêm acrescentar algo. Não sei se vale o investimento de tempo. Não sei se sou capaz de escrever sem publico. E acho que não quero ser uma Kodak, tão presa no tempo que não se apercebeu de que estava a ficar obsoleta. 

 

Deixem as vossas opiniões nos comentários. Obrigada. 

17
Abr23

Chávena de Letras: "Verity"

verity.jpg

Wow, que viagem foi esta? Este foi o primeiro livro da Colleen Hoover que li e sei que não será o último. Não que o tenha adorado - na verdade, creio que me deu alguns pesadelos à noite - mas tem a característica que mais gosto numa obra/num autor: é um page turner incrível. Houve alturas em que até fiquei tonta - talvez porque me esquecia de respirar, tal a voracidade para chegar ao fim da história. É um livro que se sorve num só trago; faz de nós criaturas insaciáveis pelo final.

O que não faz dele perfeito - pelo contrário. Há falhas típicas aqui, e até parece que não somos os únicos a querer saber o fim da história - a própria autora precipitou-se em alguns momentos, parecendo que também ela queria acabar de escrever para perceber onde as palavras a levavam. A construção das personagens tem lacunas - a evolução da relação entre os dois protagonistas é abrupta e rápida demais, e isto vai além da percepção - do nada, por exemplo, o Jeremy já trata a Lowen por um diminutivo como se se conhecessem há meses... e nem sequer é feita uma menção a isso, um pensamento qualquer onde isso seja posto em causa... é simplesmente interpretado como normal. A própria aproximação física é estranha, não acontece na realidade - pelo menos não na realidade que eu conheço. Já para não falar de uma sequência de acontecimentos pouco prováveis - mas que se perdoam por isto não ser a vida real (e ainda bem!) - e de uma certa previsibilidade da narrativa, o que mesmo assim não tira o ímpeto de continuarmos a ler.

Mas a ideia por detrás da história é boa - macabra, mas boa - e deixa-nos em eterna dúvida. É capaz de ser a primeira vez que leio um livro cujo final é fechado... mas que, mesmo assim, não fecha nada em concreto, o que é um twist engraçado.

Estou curiosa para ler outra faceta da Colleen em breve.

03
Abr23

Séries de Bicicleta: "As Leis de Lidia Pöet"

Uma das muitas ideias que tinha para me forçar a escrever mais por aqui - embora hoje em dia cerca de 80% das mesmas caiam no esquecimento ou se percam no frenesim dos dias - era uma rubrica chamada "Séries de Bicicleta". Em que é que consistia? Em comentar e avaliar as séries que vejo quando estou a fazer cycling - praticamente o único tempo que, aos dias de hoje, dedico a conteúdos televisivos e cinematográficos.

Os meses foram passando, as séries e os documentários acabando, eu nunca escrevia nada e acabei por deixar cair a ideia. Apesar de ver muita coisa - principalmente quando ando numa de documentários, que são mais curtos -, o ditado aplica-se bem neste caso: "quantidade não é qualidade". Porque a verdade é esta: quando estou em cima da bicicleta não tenho paciência para coisas muito profundas, preciso acima de tudo de algo que me distraia do esforço em que estou. A experiência (a brincar, a brincar já faço isto diariamente há ano e meio!) levou-me a impôr uma regra a mim própria: as séries que vejo enquanto faço cycling são exclusivas daquele poiso - não posso vê-las no sofá, refastelada, por exemplo. Isto porque escolho normalmente os conteúdos a dedo, sabendo aquilo que puxa por mim; já sei o que me dá vontade de subir para a bicicleta só para saber o que vai acontecer a seguir e de continuar a pedalar mais um bocadinho para poder terminar um episódio. É, no fundo, uma motivação.

Descobri nos reality shows da Netflix a receita perfeita para estes minutos de tortura (ui, perdão: exercício), principalmente no "Love is Blind". Mas vou procurando outras coisas entre temporadas e escandaleiras - e o programa que hoje trago foi um desses casos - é uma série boa, nada ao estilo habitual desta pseudo-rubrica que nunca chegou a nascer, mas que serviu para finalmente quebrar o enguiço e escrever sobre algo que ando a ver enquanto suo as estopinhas.

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A série chama-se "As Leis de Lidia Pöet", passa-se entre o século XIX e XX e retrata uma jovem aspirante a advogada - mas que, por ser mulher, vê a sua ambição ser consecutivamente vedada a um mundo que, à época, era exclusiva do sexo masculino. É uma série de crime, onde em cada episódio é resolvido um homicídio graças à sua perspicácia, improviso, capacidade de luta e de dar a volta ao texto. 

É uma série muito gira e dinâmica, uma espécie de crossover entre CSI da época e Castle, mas com uma componente histórica que está bem desenhada e retratada, com cenários bonitos e fatos trabalhados, que trazem muito valor acrescentado aos episódios. A parte melhor é que, de facto, Lidia Pöet existiu - e foi a primeira advogada italiana a fazer parte da Ordem dos Advogados desse país. É lógico que todos os casos retratados e até a história familiar e amorosa da personagem estão trabalhados para dar mais sumo à história, mas o facto de se trazer à baila aos canais mainstream (mais) um nome que lutou pela emancipação das mulheres é tudo de positivo.

Infelizmente a série é curtinha, tem apenas seis episódios, e por isso sabe a pouco. Aguardo para que seja renovada para dar mais umas pedaladas enquanto me encanto com os diálogos em italiano e uma boa série de investigação light.

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