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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

21
Ago22

Cinco coisas que me ajudaram a readquirir hábitos de leitura

O ano ainda não acabou mas já teve duas conquistas muito grandes: a primeira foram os quase 10kg que perdi à custa de muito suor e lágrimas (felizmente o sangue não foi necessário!); foram três meses de dieta muito restrita (agora já aliviada, mas nunca totalmente posta de parte) e já lá vão quase nove meses de treinos praticamente diários, cinco a seis vezes por semana. A segunda conquista foi ter conseguido voltar a ler - que, na verdade, é o tema que me traz cá hoje.

Curiosamente, os dois feitos estão ligados entre si. Porque foi também por ter começado a treinar que consegui voltar a ler. E houve outras coisas que ajudaram - listei cinco, ao todo, e vou contar-vos a seguir:

 

- Um bom, e soft, pontapé de saída: comecei o ano a ler um livro mais técnico, sobre dietas (lá está, primeira conexão!) e alimentação. Na altura era "o" tema da minha vida, por isso queria muito chegar ao fim do livro para fazer uma gestão mais equilibrada da minha alimentação (embora ainda hoje esteja a ser seguida por uma nutricionista). Quando dei por mim já tinha chegado ao fim e já só precisava de continuar.

 

- Diversificar estilos: Quando cheguei ao fim do "XL ao S", divergi para um estilo completamente diferente e novo para mim: a banda desenhada. Li-o num fósforo! E para alguém que sempre se moveu a metas no que diz respeito a livros (embora saibamos todos que quantidade não é igual a qualidade), quase sem saber como, o número ia aumentado sem grande esforço. Só depois de "A Balada para Sophie" é que me voltei para a ficção, com um livro que me tinham oferecido e que tocou o meu coração, por todas as memórias boas que tenho do Japão - "Doce Tóquio".

 

- Definir tempos para ler - e para tudo o resto: uma das principais causas para o decaimento nos hábitos de leitura tem um nome simples e curto, que começa e acaba com a letra "s". Chamam-se séries. Não dão trabalho a ver, não temos de ter a luz do quarto ligada enquanto o nosso marido quer dormir, não temos de estar concentrados, despertos ou cheios de atenção - tudo (aparentes) vantagens. Mas aquilo que eu sempre senti é que ter a televisão ligada enquanto estou a adormecer me deixa agitada, enquanto que se ler fico logo muito mais relaxada; para além do stress, os livros exercitam-nos a mente, obrigando-nos à construção de cenários infinitos, enquanto que na televisão não podemos passar daquilo que escolheram mostrar-nos. No entanto, a verdade é que é difícil resistir a tanto facilitismo e ao hype que é construído em volta de várias séries, que nos deixam rapidamente com um bichinho que nos obriga a ficar colados ao ecrã durante dias seguidos. E se não podes vencê-los, junta-te a eles. Eu não deixei de ver séries - passei foi a vê-las em horários que não substituem a leitura. Que é quando? Na meia hora do demónio do meu dia, em que subo para cima da bicicleta e deixo lá os meus pulmões e, espero, umas quantas quilocalorias. Não consigo estar num aparelho de ginásio sem fazer nada: morro de tédio, começo a concentrar-me nas minhas dificuldades, a pensar em tudo o que podia estar a fazer em vez de estar ali a magoar o rabo - por isso preciso de um entretenimento. E qual é aquela coisa perfeita, que não precisa de muita concentração nem dá muito trabalho? Uma série. E as leituras ficam para a noite, com o seu slot de tempo vago, sem concorrência desleal.

 

- Ouvir o podcast "Vale a Pena": se há muito hype volta das séries, é preciso que o haja também em volta dos livros. E se não é bom comprarmos obras compulsivamente, até às estantes estarem cheias de livros nos quais nunca tocamos, também não nos faz mal ficarmos com aquela vontade de correr para uma livraria depois de termos ouvido rasgados elogios a uma determinada obra. E é por isso que o podcast da Mariana Alvim vale a pena (e passo o trocadilho ;) ) - é um programa com estrutura e feito com um profissionalismo que não é assim tão comum, uma vez que os podcasts são normalmente programas não lucrativos. A ideia é ter todas as terças-feiras um convidado que, normalmente, nada tem que ver com o mundo literário e saber quais os seus três livros favoritos - e perceber o porquê, claro. Dado o leque diverso das pessoas que vão ao programa, as respostas são muito diferentes e cobrem vários tipos de obras e estilos, por isso todas as semanas há uma nova surpresa para descobrir. E se por acaso estivermos numa daquelas fases chatas de um livro que não parece avançar, é uma boa forma de arranjarmos força para o acabar - para no final, claro, termos direito a um novo livro por bom comportamento ;)

 

- Arranjar livros que "colem" as leituras e nos deem vontade de continuar: desde há muitos anos que tenho esta técnica, mas infelizmente deixei de ter livros que servissem como cola e que me despertassem o interesse pela leitura. Para que é que servem? Para nos ajudar a ultrapassar livros que foram mais difíceis de terminar ou até obras cuja digestão não seja fácil. Uso-os, primeiro, por serem leves e fáceis de ler e segundo por, de alguma forma, nos entusiasmarem a continuar e não quebrar o ritmo. Durante muito tempo usei os livros do Tiago Rebelo para este efeito, pois tinham as características que considerava perfeitas: eram obras relativamente curtas, com histórias que agarravam facilmente e páginas que se viravam com facilidade, sem necessidade de pensar ou processar muito sobre o assunto. Li várias obras do autor mas considerei que vinham a perder qualidade, pelo que fiquei sem livros que cobrissem este propósito. Entretanto, com o sucesso da série Bridgerton - e por esta me dar aquele friozinho na espinha e vontade sempre de saber mais sobre o desenrolar da história - decidi começar a ler os livros, e percebi que tinham as características perfeitas para serem "livros cola". E por isso, de vez em quando, lá ando eu com uma obra de "chick lit" pura - mas que me vale umas belas gargalhadas e garante a continuidade das minhas leituras.

Dica extra! - Uma das coisas que fazia com que eu não lesse à noite era não querer incomodar o Miguel enquanto ele já descansava, por ter de estar com a luz ligada. E ao contar isto a uma amiga, ela deu a sugestão que mudou tudo: comprar uma luz estilo mineiro, daquelas que se colocam na cabeça e se compram por alguns euros na Decathlon. Se é um bocado ridículo? É. Se é um game changer? Também. É a solução que todos precisávamos para resolver os nossos problemas matrimoniais!

Em breve partilho as críticas aos livros que tenho lido!

E por aí, o que têm andado a ler neste verão? Há algum podcast sobre livros (e outros) que também gostem?

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